História O Complexo do amor - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hunter x Hunter
Tags Leopika
Exibições 38
Palavras 1.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Capítulo postado rapidamente por que sim!
Boa leitura! ^^

Capítulo 28 - Incorfomado


 

POV Leorio

A ficha ainda não havia caído completamente. Eu limpo as lágrimas rapidamente.
E finalmente consigo analisar a situação com mais clareza.
-Ele está muito enganado se acha que vou deixar esta situação do jeito que está!
-O que disse? -A enfermeira disse com um tom de preocupação e me dou conta da existência dela.
-Olha , eu vou ter que ficar aqui por muito tempo? -Vou direto ao ponto.
Ela parece checar os aparelhos.
-Não. Não vai precisar. -Ela diz , parecendo estar surpresa. -Pra falar a verdade , parece que você milagrosamente saiu do coma sem nenhuma sequela , exceto uma pequena inflamação na garganta.... Mas para quem quase morreu você foi muit...
-Ótimo. -Eu a corto. Sabia que não tinha sido milagre nenhum. Sabia que desde o começo não iria morrer. Pelo menos tudo isso valera a pena se Kurapika não tivesse sofrido nada. -Isso significa que estou em alta. 
-Sim , mas... Você ainda precisa ter a receita dos medicamentos para a inflamação , então espere o médic...
-Não sei se sabe , mas eu também sou um médico. -Eu a corto novamente. - Eu consigo lidar com uma mera inflamação.
-Eu não tenho o direito de desconectar você dos aparelhos. -Ela diz. -O médico precisa vir antes e checar se está realmente tudo bem como aparenta estar , com você.
-Não sei se me entendeu direito. Se você não me desconectar dessas coisas , eu sairei daqui por bem ou por mal. Não vou ficar preso nesta cama por causa de uma inflamação boba enquanto poderia estar fazendo o que quero fazer.
-A carta que fez o senhor se comportar assim? -A enfermeira lamenta. -Se soubesse disso jamais teria entregue a você. E o que tinha nela de tão importante afinal ?
-Não é da sua conta. -Eu digo mesmo me arrependendo no mesmo momento que profiro as palavras. Não queria magoar a mulher que só estava querendo meu bem. Mas eu também não estava paciente. Estava com muita raiva daquele idiota.
Ela acaba me desconectando dos aparelhos à contragosto e depois eu troco de roupa no banheiro e visto meu terno.
-Desculpe. -Eu digo enquanto pego à maleta. Não poderia ter feito uma ignorância daquelas sem me redimir depois. Depois disso saio às pressas pelo corredor do hospital.
Kurapika acha que ele não querer me encontrar mudará alguma coisa. 
Ele está muito enganado!
Ele acha mesmo que acha que eu não sei aonde acha-lo?
Acho que ele deve ter se esquecido do fato de sermos melhores amigos.
Bufo e empurro os portões do hospital.
Eu não fiz tudo isso para você me abandonar , seu idiota! 
Não fiz!

POV Kurapika

Eu odiava minha própria fraqueza.
Estava no hotel que me hospedaria de começo quando decidi vir para ao lado de Leorio.
Eu fui covarde e não consegui abandona-lo. 
Mas eu já tinha me decidido. O telefonema dele seria a maior deixa  para eu ir embora definitivamente.
Iria conseguir falar com ele pela última vez , ouvir sua voz.
Agora entendi o porquê não consegui ir embora.
Não conseguiria ir embora sem ao menos dizer desculpas à ele. Ouvir a voz dele e desejar-lhe uma ótima vida. E agradecer , novamente.
Eu pensara em fazer isso pessoalmente. 
Mas sabia que se o fizesse , não ia conseguir finalizar o que quero fazer.
Começo a ter dúvidas sobre abandona-lo ou não. Isso não é o meu normal , se fosse com qualquer pessoa eu já teria feito o que quisesse , sem dúvidas e sem remorso.
Mas era difícil lutar contra a minha fraqueza.
Meu lado emocional queria que eu voltasse correndo para os braços de Leorio.
Meu lado racional queria que eu fosse logo embora e ao mesmo tempo tentava me conscientizar que minha partida era o melhor para Leorio.
Eu jamais poderia me perdoar se ele morresse.
Ele não merecia ter uma vida de riscos por minha causa.
Eu escolhi um caminho egoísta e preciso traça-lo sozinho.
Esta é a verdade.
Eu tinha acabado de ligar para o hospital e dizem que Leorio já havia  tido alta , sem nenhuma sequela.
Meu peito se enche de alívio.
Sei que ele me procurará.
E isso me dá calafrios. 
Por que já que eu não fui para tão longe como prometi , não sei quais serão meus atos diante da situação de ele me achar.
Eu não era o mesmo com Leorio.
Ele era minha fraqueza.
Não havia jeito.
Meu coração dispara quando meu celular começa a vibrar , olho para o visor , minha mão começa a tremer , temendo que fosse ele....
.... E era.
Engulo em seco.
Eu havia prometido a mim mesmo que não recusaria mais nenhuma ligação dele que eu pudesse atender.
Mas isso colocava em jogo todo o meu esquema....
E quem ligava?
Eu queria ouvir a voz dele.
Atendo no terceiro toque.
-Alô? -Eu digo completamente nervoso. Tenho certeza que minha voz é quase inaudível!
-Kurapika! -Ele não diz meu nome em um tom de alívio. E sim com.... Raiva?! Fazia sentido.-Você é idiota?
-Posso até ser. -Se ele me ligou apenas para me dar sermões , eu poderia seguir meu plano sem problemas. Mas.... Era tão tranquilizante ouvir a voz dele... Saber que ele estava bem. Minha vontade era de abraça-lo agora mesm... Espere Kurapika! Seguir o plano! Seguir o plano!
-Tem ideia do que está fazendo? -Ele continua e eu não me surpreendo. -Quer dizer , você acha que eu simulei minha morte , fui capaz de beijar a mulher que prometeu matar o amor da minha vida se eu não a beijasse e forjasse uma traição, ainda tive que sentir a verdadeira tortura e sentir o falso gosto da morte..... Para depois você ter a coragem de me abandonar? -Dessa vez ele me pega de surpresa. Sua voz estava carregada de sofrimento. Aquilo consegue me tocar e profundamente. - Seu idiota! Eu não fiz isso à toa! Não posso ter feito!
-Espera.... Você disse... Simular morte? -Agora que me dou conta de suas palavras e ele me explica , detalhe por detalhe, da condição de corda da Rikka , até seu real objetivo.
-Então ela não tinha tanta desonra como pensei.... -Eu digo em voz baixa , praticamente inaudível. 
-O que disse?
-Esqueça. -Eu digo , incomodado com o rumo que a conversa estava tomando.-Leorio , você não fizera nada em vão. O problema realmente sou eu. Você não pode mais correr riscos....
-Sei que deve ser difícil para você , mas sinceramente....Acha que eu ligo? -Ele diz , comovido. -Eu atravessaria todo o inferno do mundo , mas se eu tivesse a certeza que estaria do seu lado no final , nada mais importaria.
Fico sem reação. Aquele realmente era eu? Por que eu não desligava? Por que eu não corria e afastava o perigo do homem que eu amava?
Simples.... Ele era minha fraqueza.
-Eu continuo inconformado com isso. -Leorio diz e sinto a dor em suas palavras. - E por mais que você fuja de mim , por mais que você tente se esconder , eu irei atrás de você. Eu te amo , seu idiota! Eu nunca vou deixar você escapar. -Ele já está chorando. Eu olho para o visor e tento desligar , mas meu dedo não se mexe.
O que diabos estava acontecendo comigo??
Se afaste.
Você é a ruína desse homem. Ele merece coisa melhor.
-Eu não quero coisa melhor. -Quando escuto Leorio dizer isso , percebo que estava pensando em voz alta. -Você é o suficiente. Você é o único.
-Leorio , você precisa se afastar.....
-Eu poderia lhe dar o mundo.... Continuar sofrendo por você....
Iria te abraçar e nunca mais soltar....
E apesar de não concordar com suas atitudes suicidas , eu iria lhe apoiar.....
Iria cuidar de você e fazer você corar todas as vezes possíveis.
Eu poderia fazer tudo isso.-Quando ele acaba , eu percebo que já estou arrumando minhas malas com meus pertences. Se ele dissesse mais qualquer coisa eu desistiria do meu plano. Eu precisava desligar.
E desta vez , tomei coragem , porém , quando afasto o telefone do rosto , eu consigo ouvir
"-Se ao menos você abrisse a porta...."
Ao mesmo tempo , meu corpo parece paralisar.
Ele.... Estava aqui.
Não.
Não.
Assim não iria dar.
Uma lágrima intrusa desce pelo meu rosto sem meu consentimento. 
Assim eu não iria conseguir fazer isso.



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