História O Contrato - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi!!
Aqui está mais um capítulo.
Boa leitura.

Capítulo 7 - Você sente o mesmo?


Ann POV

Depois daquela noite, Marco parecia outra pessoa. Me tratava muito bem, o seu péssimo humor deu lugar a uma pessoa completamente diferente. Apenas estava curiosa com aquilo com que ele admitiu naquela noite. As suas palavras não me saem da cabeça, nem como o beijo que me deu. Não consigo achar uma justificação para todas essas coisas. Decidi não tocar nesse assunto, não fiz nenhuma pergunta, penso que seja melhor esperar até que ele esclareça melhor as coisas.

Estava na cozinha preparando o jantar, esperando que Marco chega-se do treino. Ouço um barulho vindo da garagem e percebo que ele já chegou.

- Que cheiro bom – Marco diz entrando na cozinha, sorrindo.

Se ele soubesse o quanto adoro ver ele a sorrir…

- Decidi fazer uma surpresa para você se sentir motivado para amanhã. Espero que goste – digo pondo a comida nos pratos.

- Tenho a certeza que vou amar. Sabe que eu amo a sua comida – ele diz abraçando por trás dando um beijo na minha bochecha.

- Como correu o treino? – pergunto.

- Bem … - ele responde se afastando logo de mim.

- Marco? – pergunta desconfiada.

Conheço Marco suficiente para perceber que algo se passa.

-Não vou jogar amanhã – ele diz triste.

- Porquê? Você está mais que preparado – digo.

- Hoje no treino tive uma pequena dor e o departamento médico acha melhor não arriscar. Preferem que eu esteja a 100% para a Champions – ele diz.

Sinto um aperto no coração com as palavras dele. Marco pode não ter tido as melhores atitudes, mas não merece todas estas lesões. É muito azar numa só pessoa.

- Olhe para mim – digo virando o seu rosto para mim – Sei o quanto esperava que este dia chegasse, mas não desista, se isto aconteceu tem a sua razão – digo tentando motiva-lo.

- Então me diga quando a razão disto tudo me acontecer? – ele diz levantando a voz.

- Se acalme, por favor – digo chegando mais próxima dele – Tenha a certeza que no dia da Champions você vai entrar e mostrar todo o seu valor, basta não se desanimar, acredite em você.

-Acha que é fácil? – ele pergunta olhando nos meus olhos – para quem está de fora falar é bastante fácil.

- Eu não estou de fora, nem eu, nem a sua família e os seus amigos, todos nós sofremos com você Marco – digo não desviando os meus olhos dos seus - Eu estou com você, para o bem e para mal.

Marco não diz nada, apenas lança o sorriso me deixando mais descansada.

Fica um silêncio estranho na casa, apenas se ouve as nossas respirações, continuamos a olhar nos olhos um do outro, sem trocar nenhuma palavra. Marco aproxima-se lentamente de mim, percebo onde ele quer chegar.

- Vamos provar? – digo fazendo acabar com todo aquele clima.

- O quê? – Marco pergunta baixinho, quase que nem conseguia ouvir.

- A comida que preparei – digo rindo tentando que ele volte à realidade.

- Sim claro – ele responde olhando apenas para o seu prato.

 

Marco POV

Não sei o que se anda a passar comigo. Desde aquela noite que as coisas mudaram, percebi que Ann é importante na minha vida. Não queria ter sido aquela pessoa antipática que fui com ela, não sou essa pessoa, mas todas estas coisas más que estão a acontecer me deixam revoltado com tudo. Sinto que descarreguei demais na Ann, mas também na minha família e com todos os meus amigos.

Durante todo o jantar Ann não me saía da cabeça, nem das coisas que podiam ter acontecido se ela não tivesse parado com todo o clima que estava entre a gente.

- O que me diz de vermos um filme? – lhe pergunto.

- Acho que sim. Me deixe tratar da loiça – ela diz.

- Não se preocupe com isso, amanhã Maria já aí está tratando de tudo. Vamos aproveitar esta noite – digo vendo ela olhar para mim com cara preocupada – Prometo que não tento nada – digo com as mãos no ar.

- Não seja parvo – ela diz batendo no meu peito – Você se acha bastante convencido.

- Não, apenas sei o quanto é difícil me resistir – digo sorrindo aproximando dela.

- Marco se afaste – ela fala me empurrando.

- Está a ver nem posso chegar ao pé de você que fica difícil– digo piscando o olho.

- Sendo assim vou para o meu quarto. Tenha uma boa noite - ela diz se levantando da cadeira.

- Não, espere – digo segurando o seu braço – Eu paro, vamos apenas ver um filme. Preciso de me distrair.

- Está bem Marco, mas não diga aquela coisas – ela diz indo para a sala – você me deixa bastante confusa…

Ann diz tão baixinho que me deixou na dúvida se ouvi bem o que ela disse.

- O que você disse? – pergunto indo atrás dela.

- Nada Marco, esqueça. Qual o filme que quer ver? – ela pergunta tentando mudar de assunto.

- Não mude assunto, quero saber o que me disse – insisto.

- Marco, esqueça o que eu disse, não foi nada de mais – ela fala.

- Tá, não pergunto mais, você ganhou – digo não insistindo mais.

O filme estava quase acabando e percebo que Ann já adormeceu com a cabeça pousada nas minhas pernas. Tento sair do sofá sem acordar. Desligo a televisão e pego nela levando-a para o seu quarto. Deito a na cama, mexo no seu cabelo ficando a olhar para o seu rosto por algum tempo.

- O que você está fazendo comigo? Chegou nessa casa e mudou toda a minha vida … mudou para melhor – digo baixinho – Obrigado por muito não me deixar desistir e por me dar forças para aguentar todas estas coisas, sei que está a fazer tudo isto de coração e não pelo dinheiro que recebe por este contrato tão estúpido, mas à mesma altura tão bom para mim. Como em tão pouco tempo você se torna tão importante para mim? Durma bem - digo por ultimo dando um beijo na sua testa.

 

Ann POV

A pequena lesão de Marco no dia antes do jogo contra o Bayern não passou de um susto. Hoje será o jogo da Champions. O jogo de regresso aos relvados de Marco. Depois de tantos meses ele estará de volta. Percebi que Marco está bastante nervoso com este jogo, até eu me sinto nervosa, tenho medo que algo corra mal e se lesione novamente. Decidi mandar uma mensagem de boa sorte para ele.

“Boa sorte para o jogo. Mostre a todos os que desconfiaram de você do que é capaz, mostre todo o seu talento. Estarei a torcer para que tudo corra bem capitão” – digo.

Passado uns minutos o telefone recebe uma mensagem.

“Obrigado por tudo. Prometo que farei um golo para si” – ele responde.

“Fico à espera desse golo. Beijos meu capitão” – mando a mensagem sem dar conta do que acabei de escrever.

Marco não diz mais nada. Espero que ele não se sinta incomodado com o que acabei de lhe chamar.

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O jogo começa e como sempre o ambiente no estádio é sensacional. As equipas entram em campo e consigo ver Marco coma braçadeira de capitão, sem duvida que ele merece mais do que ninguém essa braçadeira. Após meia hora de jogo já estávamos a ganhar por 4 bolas a 2, com uma assistência de Marco. Mas Marco prometeu e cumpriu, marcou o seu próprio golo. Nesse momento o estádio vai à loucura, percebe o carinho que os adeptos têm por ele. Como prometido, Marco faz o golo e no final dos festejos com os colegas ele vira-se para a bancada onde estou e faz um coração com as mãos na minha direcção. O meu rosto aparece no ecrã grande do estádio, deixando me envergonhada.

O jogo termina com mais um golo de Marco e uma assistência. Não podia pedir melhor para o regresso de Marco aos relvados. Vou em direcção à sala ficando à espera que Marco venha ter comigo.

- Olá – Ann-Kathrin diz para mim.

- Olá – digo.

- Você é a nova namorada de Marco, certo? – ela pergunta.

-Sim, sou a namorada dele – digo não gostando de ela me chamar “nova namorada”.

-Eu sou a namorada do Mário. Ele e Marco são muito amigos, estão sempre juntos – ela diz rindo.

-Eu sei – falo olhando para a porta esperando que Marco chegue rapidamente.

- Você parece meio calada, certo? – assinto com a cabeça – Mário já me falou de você, eu gosto bastante do Marco, espero que seja desta vez que ele consiga levar um relacionamento por mais tempo. Vou ao bar, buscar alguma coisa para beber, não se preocupe aqueles dois demoram sempre muito tempo a saírem do balneário. Gostei de conhecer você, temos que marcar algo juntas. Beijos.

Ann-Kathrin se afasta de mim e eu agradeço, não tenho nada contra ela, mas não gostei da forma de como ela me falou, pode ter sido apenas impressão minha …

Passado algum tempo Marco aparece na sala sendo logo cercado por várias pessoas dando-lhe os parabéns pelo seu regresso. Decido não entrar confusão mantendo afastada. No meio de tudo, os olhos de Marco se cruzam com os meus fazendo com que ele solte um sorriso vindo logo na minha direcção.

- Eu lhe disse que ia correr tudo. Sempre acreditei no seu talento – digo o abraçando.

- Sem você não iria conseguir – ele diz ao meu ouvido.

- Não diga isso – digo desfazendo do abraçado – Você que tem todo o mérito.

- Obrigado por ter entrado na minha vida – ele diz aproximando os nossos lábios, eu tento afastar, mas não consigo – Eu sei que você quer tanto isto como eu – ele diz e eu não consigo dizer nada – Vai me dizer que estou errado?

- Eu quero, mas …

Ele me cala colando os nossos lábios. Deixo Marco continuar e nada mais é importante do que o nosso beijo, me esqueço de tudo o que está ao nosso redor.

- Perfeito, foi óptimo – o agente de Marco aparece fazendo com que tudo acabasse – Bom trabalho Marco, ainda bem que segui-o o meu conselho – ele diz piscando o olho para Marco.

Eu olho para Marco sem conseguir acreditar naquilo que Manuel acabou de dizer, tudo não passou de um plano para os outros acreditarem no nosso relacionamento.

- Não me olhe assim, eu fui sincero, explico tudo em casa – Marco diz ao meu ouvido.

Apenas assinto com a cabeça.

Todo o caminho para casa foi em silêncio. Estou com medo do que pode acontecer. Como a felicidade de uma pessoa pode mudar tanto de um momento para o outro. A minha cabeça está cheia de perguntas. Não quero acreditar que tudo não passou de um plano. Eu sou uma estúpida por ter deixado Marco aproximar-se tanto de mim, fui criando expectativas onde elas não existem …

Marco desliga o carro na garagem.

- Anda, vou te explicar tudo – ele diz saindo do carro.

Sigo ele até à sala esperando que ele diga alguma coisa.

- Não me olhe assim, não goste de a ver com esses olhos – ele diz.

- Belo plano – digo.

- Não ouve nenhum plano. Manuel mandou me uma mensagem no final o jogo dizendo para ir ter com você à sala e me aproximar de você por causa da direcção do clube, era uma maneira de eles acreditarem que estou numa fase tranquila da minha vida – ele diz.

- Conseguiu. Marco isto – digo apontando para nós dois – é apenas um contrato, tudo isso é normal, peço que me avise de todos esses planos para eu fazer o meu papel.

-Não diga que é apenas um contrato – ele diz vindo na minha direcção.

- Marco pare, não precisa de dizer mais coisas. Acredite eu percebi tudo. Eu que sou muito parva por ainda criar expectativas onde elas não existem – digo afastando dele.

- Não Ann …

- Não precisa de dizer mais, acredite quando assinei o contrato assumi tudo o que poderia acontecer, decidi correr todos estes riscos – digo – Vou para o meu quarto, hoje foi um dia bastante agitado. Durma bem. Até amanhã.

- Ann espera – ele pede.

- Marco chega – peço começando a subir as escadas indo para o quarto.

- Quer saber toda a verdade? – Marco pergunta agitado - Nada era um plano. Tudo o que lhe tenho dito desde aquela noite é tudo verdade. Aquela noite me fez perceber o quanto você é importante para mim … Não sei o que você fez comigo, mas eu gosto de estar com você, gosto de quando faço você rir, gosto quando fica com as bochechas vermelhas quando tento me aproximar de você. Me diga que tudo o que estou a sentir você também está …

Me viro para trás e vejo que ele já está mesmo atrás de mim.

- Você sente o mesmo?  


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Beijos.


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