História O Contrato - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Demi Lovato, Justin Bieber
Personagens Demi Lovato, Jaxon Bieber, Justin Bieber
Tags Demilovato, Justemi, Justinbieber
Visualizações 151
Palavras 1.694
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, pessoinhas maravilhosas, como estão?

Eu tenho algumas palavras sobre esse capítulo (como sempre tenho):

Esse capítulo talvez não seja muito relevante para vocês por boa parte dele, eu resolvi escrever um pouco sobre o ponto de Justin para que possamos entender os motivos para a mãe dele tratar Demi daquela forma, e o que Justin pensa sobre isso, ou melhor, sobre Demi. Uma hora ou outra nós teríamos que ouvir o que Justin pensa, e nada melhor que após o capítulo anterior. Esse capítulo e próximo tratarão de sentimentos, por isso estejam prontas para ler bastante sobre sentimentos e como os personagens principais se sentem um sobre o outro.

Vocês estão prontos para o fim de O Contrato? Pois como eu disse, a fanfic seria pequena, e o fim dela pode estar próximo, por isso... preparem-se.

Os comentários não são obrigatórios ou movem a fanfic, mas são bem vindos.

Capítulo 10 - O HOSPITAL ▪ (pt.1)


Fanfic / Fanfiction O Contrato - Capítulo 10 - O HOSPITAL ▪ (pt.1)

Minha mãe era uma mulher maravilhosa, mas conseguia ser insuportável quando queria. Ela não gostou de Demi e isso todos havíamos notado no momento em que ela desdenhou dela e a tratou-a como “a empregada” e não como “a mulher”, o motivo? Eu não sabia bem, e também não gostaria de descobrir, sempre ouvi que quanto mais mexemos na merda, mais ela fede. Além de ser insuportável quando queria, ela também era muito inteligente, tão inteligente, que pareceu ter dons de visão quando me ligou no meio da noite para ajudá-la a trocar uma lâmpada e deixar Demi com Jaxon no hotel.

Antes de deixar sua casa para voltar ao hotel, entendi o porquê minha mãe não gostou de Demi, logo que proferiu as seguintes palavras: Por favor, querido, tome cuidado.

Ela certamente achava que Demetria tinha as ambições de Charlie, e que uma hora ou outra se tornaria tão maluca quanto ela, a ponto de levar de mim a pessoa que mais amo: Jaxon. Todos em minha família ficaram um tanto traumatizados depois de Charlie, exatamente pela garota não ter, em momento nenhum de nossa relação, se mostrado uma pessoa interessada em meu dinheiro, ou em meus bens, tampouco exibir seus transtornos. Quando Charlie se transformou, foi um susto enorme para minha mãe, que gostava tanto dela, e como se não fosse o suficiente, ela logo sumiu com meu filho, viajou para fora do país e a polícia não pode fazer nada. Ela voltou um tempo depois com a criança morta, e em sua cabeça, ela acreditava que ele estava vivo e, mesmo com o corpo do garoto apodrecendo, ela ainda o machucava e, na autópsia, foram notórios os cortes que havia feito no garoto depois de morto. Isso tudo fez com que minha família, tampouco eu, confiasse em mulher alguma, todas se tornam duvidosas. Com isso tudo, quando adotei Jaxon, criei o contrato, com todas as cláusulas específicas para que aquilo não acontecesse de novo. Prometi a mim mesmo acabar com a vida de qualquer um que se aproximasse de mim, ou de Jaxon, nas intenções de nos fazerem mal, e, por isso, não só eu, como também minha mãe, tinha essa desconfiança com todas as mulheres.

Mas não Demetria… ela fazia com que qualquer um se sentisse seguro perto dela, aquela mulher esbanja pureza e amor, é difícil de permanecer triste próximo dela, e ela tem uma aura única que de longe vemos toda a paz e pureza que aquela mulher traz consigo. Durante os três meses quais essa mulher trabalha para mim, tenho mantido todo meu foco — quando não estou no trabalho — em descobrir um pouco mais daquela mulher, quem era ela, e porque ela tinha toda essa forma única de ser. Ela era o perfeito espelho de um anjo. Ela faz bem à Jaxon e essa a parte em que sou mais aliviado, Jaxon tem um carinho único por ela, carinho esse que me fez despedir a babá — fora o fato dela tê-lo machucado — e pedir para que Demetria trabalhasse também de babá.

Suei a camisa por dias para procurar algo na vida de Demetria que me fizesse não confiar dela, porque toda a paz e confiança que eu sentia nela, me incomodavam, também me sentia estranho por ter toda uma confiança em uma mulher que apareceu há menos de três meses, mas nunca encontrei nada, a cada coisa que encontro com seu nome, parece ser um motivo para confiar mais nela. Sem contar que, bem, eu estava preso à ela. Durante o dia na empresa, fazia ligações por vídeo alegando querer ver meu filho, e vê-la sorrindo com Jaxon no colo me trazia uma paz de espírito, seu sorriso era radiante sempre. Apesar de me sentir estranho por confiar em uma mulher tão nova em minha casa, eu também sentia que fazia o certo.

Meus pensamentos foram interrompidos com o tocar de meu celular. O peguei do banco do carona e atendi, levando ao meu ouvido sem antes ler quem era.

— Alô?

— Justin, você precisa nos buscar aqui no hotel agora. Jaxon estava dormindo e começou a vomitar, o peguei no colo, o deixei em pé para não engasgar e ele continua vomitando, precisamos o levar para o médico agora. — Demetria dizia de forma embolada e nervosa.

— Eu estou aqui perto, desce e me espera na frente do hotel. —

Acelerei mais que deveria, e cheguei ao hotel em menos tempo do que também deveria. Pedi o endereço de um hospital diferente do que fomos ao GPS enquanto Demetria entrava no carro com meu filho no colo, ele já havia parado de vomitar, mas ainda soluçava e babava muito, e isso foi o suficiente para apertar meu coração enquanto a morena o colocava em sua cadeirinha e sentava-se ao seu lado.

Eu queria meu filho bem e não sei quantas pessoas teria que matar, ou quantos hospitais teria que derrubar para tê-lo com a saúde estável, mas se fosse necessário, o faria.  Pelo retrovisor, vi o menino no banco central agarrado à mão de Demetria, e com a mão livre, ela o abanava com a toalhinha, sua expressão era de uma mulher aflita, revelando que estava tão preocupada quanto eu.

Quando no hospital, deram uma pequena injeção em Jaxon que fez seus vômitos cessarem, e o levaram para fazer alguns exames, Demetria o acompanhou enquanto eu enfrentava a parte burocrática — o plano de saúde. Eu era o dono do plano de saúde de Jaxon, de uma forma ou outra, eu teria de pagar a eles, enquanto os outros pagam a mim, então não conseguia aceitar o porquê a necessidade de toda aquela ridicularidade toda. Fizeram com que eu assinasse papéis, ler contratos e assiná-los, tudo pareceu idiota demais para mim naquele momento.

Depois de um certo tempo, Demetria apareceu. Ela tinha uma aparência assustada, mas naquele momento parecia bastante aliviada, usava uma de minhas camisas três quartos e um short de moletom, acompanhada de chinelos, seu cabelo agora estava solto e a assisti repetidamente passar as mãos no rosto.

— Como ele está? — Pergunto, ainda esperando que a mulher da recepção devolva meus documentos.

— Os médicos o deram um remédio para cessar os vômitos e ele conseguiu dormir, parece que parou de sentir dor também. O médico pediatra pediu que eu viesse aqui te chamar para ficarmos no quarto, e logo que ele tivesse os resultados, iria nos chamar.

— Estou esperando meus documentos. — Digo de forma rude, olhando para a recepcionista que me olha assustada.

Estendi meu braço para a morena cansada e amedrontada ali, e ela me abraçou, seu cabelo tinha um cheiro ótimo de morango que, mesmo tendo passado toda a noite juntos, eu só percebi agora.

Quando meus documentos foram entregues, nós seguimos para o quarto. Jaxon dormia calmamente na cama de hospital, com as travas laterais para cima, ele já não usava suas roupas que viera para cá, mas sim as roupas do hospital. Somente um aparelho de batimentos cardíacos estava ligado à ele, e ao seu lado, “sorriso” seu boneco sorridente.

Demetria havia pensado em tudo quando desceu com ele, trouxe consigo uma bolsa com roupas e toalha para Jaxon tomar um banho antes de deixar o hospital, trouxe também sua chupeta e uma mamadeira, e Sorriso — ele odiava dormir sem seu ursinho —.

— Deite e descanse. — Sorri para ela. — Eu fico aqui com ele. —

Sentei-me na poltrona ao lado da cama e Demi deitou o sofá para uma cama, antes de deitar-se. Comecei a mexer em meu celular, enquanto meu filho dormia em paz e a morena tentava cochilar. Passavam-se das duas da manhã, e minha mãe ainda me mandava mensagens pedindo que eu tomasse cuidado, nunca dizendo com o que, mas eu sabia bem.

Cerca de três e meia da manhã, o doutor pediatra entrou no quarto, pedindo-me por um momento de atenção, e eu o acompanhei até sua sala.

— Bom dia, senhor Bieber. — Cumprimentou. Assenti em resposta, com um aperto de mãos. — Peço que me desculpe pela demora de análise dos exames, mas existem muitas coisas que causam dor e rigidez abdominal e vômitos em uma criança, principalmente na idade de Jaxon. —

— Entendo, mas… o que meu filho tem?

— Senhor Bieber, baseado em suas faltas de ar enquanto fazíamos alguns exames, rigidez e dor abdominal e vômitos, eu pude acreditar que fosse apêndice, quando fiz o teste do toque, pude confirmar. — Ele diz. — Temo que o senhor tenha que ficar na cidade por mais um tempo, para que seu filho possa ser operado. —

Eu conversei por mais algum tempo com o médico, vendo as melhores soluções, eu tinha certeza que meu filho teria uma hospitalidade e processo cirúrgico melhor, se operado em Ottawa, mas o médico insistiu em dizer que naquele hospital teria o melhor cirurgião pediatra, já reconhecido com vários prêmios. E, como prezo pela saúde de meu filho, concordei que ele poderia ser operado lá. Voltei para o quarto enquanto o doutor pedia por um risco cirúrgico, e preparava os papéis para a entrada da cirurgia de meu filho.

Quando abro a porta do quarto, vejo Demetria de pé, com Jaxon em seu colo, andando de um lado para o outro e ninando o menino. Talvez fosse uma das cenas mais bonitas que já vi, senão pelas condições, minha camisa havia descido uma das mangas, Demetria tinha sua cara de quem acabara de acordar e seus cabelos estavam em um coque desleixado, seus chinelos jogados próximo ao sofá e ela caminhando descalço pelo quarto.

— Ele acordou chorando?

— Sim, mas era fome. O dei a mamadeira e ele parou, agora só preciso fazer ele dormir de novo pois ele parece bem.

— Vem, ele dorme rápido no colo do papai. — Brinquei enquanto o pegava o colo.

Cantarolei uma das músicas que mamãe costumava cantar para mim, “a casa que me criou” seu nome, e logo o menino pegou no sono…

— Você estava com o médico, o que ele disse? — Demetria perguntou apreensiva.

— Apêndice, operará pela manhã.

 



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