História O Contrato - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Demi Lovato, Justin Bieber
Personagens Demi Lovato, Jaxon Bieber, Justin Bieber
Tags Demilovato, Justemi, Justinbieber
Visualizações 127
Palavras 2.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não sei o que falar, só sentir...

Capítulo 12 - Sufoco


Fanfic / Fanfiction O Contrato - Capítulo 12 - Sufoco

Aqui estava eu, sozinha em um jato particular voando para Ottawa, meu coração se mantinha com Jaxon, que estava provavelmente um pouco na frente. Segurava em minha mão um pequeno crucifixo de madeira, rezando para que tudo desse certo e, sem saber o porquê, lágrimas desciam por meu rosto.

Eu não sabia bem como, mas sentia que Justin não teve a melhor decisão quando resolveu transferir Jaxon de um hospital para o outro, eu não confiava que o hospital havia feito todo o procedimento para que Jaxon ficasse bem depois da dose dobrada de anestesia, e por mim, ele ficaria no hospital até que tivesse sua liberação… mas isso não dependia de mim. Justin era o pai e ele certamente sabia o que era melhor para seu filho, por isso ele não deixaria sua raiva tomar suas decisões.

Eu tentei me comunicar com Justin através de mensagens, mas ele não as visualizava. Eu ainda tinha algumas horas de viagem e cheguei até ir no piloto, perguntar se ele não podia acelerar aquela coisa, e me vi ignorando totalmente meu medo de avião, e ele ser substituído por um medo súbito de perder Jaxon. Isso não aconteceria, queria acreditar, mas meu coração estava apertado, eu estava mais aflita que nunca.  Peguei meu celular e tentei passar algumas fases do Candy Crush, aquilo com certeza me faria melhor ao menos enquanto estava dentro dessa nave que parece não se mexer com tanta lentidão. Eu não conseguia passar da fase 50, e o jogo sempre fora fácil demais para mim. Minha preocupação atrapalha até mesmo minhas habilidades com jogos bobos.

Quando finalmente pousamos em Ottawa, ainda tive de pegar um táxi, que me cobrou quase cem dólares para me deixar no hospital onde Jaxon iria e, ainda assim, errou o caminho umas duas vezes, o que me deixou ainda mais aflita e com vontade tomar a direção de suas mãos para pegar o caminho certo.

Minha entrada na área hospitalar foi rápida logo que permitida pelas moças do atendimento. A área estava vazia, mas tinha uma movimentação muito grande de enfermeiros, médicos e paramédicos. Não tinha crianças, tampouco movimentação alguma de pacientes para todo aquele alvoroço, mas aquilo ainda fez com que eu ficasse sem ar por alguns segundos enquanto imaginava que algo poderia ter acontecido à Jaxon. As mulheres sentadas na recepção da área hospitalar, possivelmente esperando para visitar alguma criança, olhavam assustadas toda aquela movimentação e podia ouvir algumas cochichando especulações do que poderia ser aquilo. Quando meus pés resolveram se mexer, caminhei em passos largos até a mulher sentada atrás do computador, e perguntei por meu pequeno.

— Jaxon Bieber, por favor. — Logo que terminei minha frase, a mulher me olhou com as sobrancelhas erguidas, aumentando mais o meu medo de ter acontecido algo com meu menino. — Ele já chegou? Ele está bem? —

— E-eu preciso saber seu nome, senhorita. — Sua voz falhou no inicio, e respirei fundo na tentativa de acreditar que ela só estivesse nervosa com todo o alvoroço.

— Demetria Acacia Stiller. Eu preciso ver Jaxon. —

— Você terá que aguardar por um momento, senhorita, preciso que os responsáveis por Jaxon liberem sua entrada. —

— Ela pode entrar! — A voz de Justin, como sempre rude, tomou conta da área que começava a ficar mais calma, sem tanta gente passando para a parte de dentro.

Justin parecia aflito, mas ainda assim tentando manter a pose de forte e mandão perante as pessoas que trabalhavam para ele naquele hospital. Meus passos até ele foram rápidos, agradeci por meu corpo obedecer os comandos de meu cérebro.

— Ele está no quarto, os médicos estão lá fazendo coisas que… preferi não assistir. — Sua voz era baixa, quase inaudível, mas consegui entender tudo pois prestava bastante atenção. — Você também deveria aguardar aqui, eles irão nos chamar. — Suspirou.

Os olhos de Justin estavam cheios d’água, e por mais que ele mantivesse a cabeça erguida, era notório que muita coisa estava fora do lugar. Por cinco minutos, eu fiquei apenas o olhando enquanto minha mente gritava pedindo informações, e as palavras não chegavam até minha boca. Isso me matava. Os olhos de Justin cruzavam com os meus e eu pude ver uma lágrima solitária descendo.

— Justin… o que aconteceu com Jaxon? —

— Seus batimentos caíram durante o transporte, nós tivemos que vir mais rápido, mas ia só caindo e caindo. — Suspirou, secando a lágrima que descera em seu rosto. — Quando chegamos no hospital, ele já não tinha muitos batimentos, estava próximo à… — Engolimos seco. — Mas ai… — Meus olhos se arregalaram. — Os médicos estão no quarto, tentando reanimá-lo. —

— Justin! — Minha voz saiu alta, contudo embargada pelo nó em minha garganta. — Eu quero vê-lo, onde ele está! — Eu dizia alto, nervosa, chamando a atenção das moças no recinto.

— Eu não posso te deixar ver isso, Demi. — Ele disse baixo, com certa dificuldade. Só então pude ver as lágrimas descendo por seus olhos.

— Justin. Me diz. Agora. — O olhei nervosa. Não obtendo resposta, sai andando pelo corredor, se abrisse porta por porta, com certeza alguma hora descobriria onde ele está. Justin me segurou pela cintura.

— Demi, não vá. Você não quer ver isso! —

— Eu preciso ver o meu menino, Justin! — Me exaltei, no meio do corredor, me soltando dos braços do homem. — Eu te disse para não transportar ele de droga nenhuma, se ele estivesse no hospital, talvez teria mais chances. — Na altura do campeonato, as lágrimas desciam desenfreadas, assim como descia de Justin, que não se opunha a elas, e mantinha sua cabeça baixa, com as mãos dentro do bolso.

— Demetria! — Ele disse rude, levantando o olhar pra mim. — Falar coisas que eu já sei, não fará com que os médicos consigam reanimá-lo. — Rosnou.

— Você é um idiota! Eu pedi para deixá-lo naquela merda de hospital. — Continuei andando, procurando por Jaxon em todos os quartos, mas encontrando apenas crianças internadas. — Se acontecer algo à Jaxon, — virei-me, fazendo com que ele parasse assustado em minha frente, e levantasse o olhar para mim. — será sua culpa. — Cuspi as palavras em seu rosto.

Com mais alguns minutos de procura, encontrei a sala com vários médicos e enfermeiros rodeados na maca, tentei me aproximar, mas acabei sendo retirada por alguns técnicos, dizendo que eu não poderia atrapalhar o processo, pois poderia dificultar. Eu queria ver Jaxon. Sentei-me na poltrona no canto da sala, e escondi meu rosto em minhas mãos, deixando que minhas lágrimas descessem de meu rosto sem pudor.

Oh Deus, se por um momento o Senhor me ouve, e dedica um tempo à mim, peço que ilumine a vida de Jaxon, o senhor enviou esse anjo à vida de Justin e o colocou também em minha vida, e com certeza não foi por um motivo qualquer. Não peço que abençoe à mim, mas sim ao teu filho com a vida sem pecados, que o senhor mandou com uma missão na vida de duas pessoas distintas. Pai, nem sempre peço coisas ao Senhor, mas hoje estou aqui, suplicando à Ti que deixe Jaxon com vida, ao lado do pai e crescendo uma criança feliz e saudável, que certamente seguirá sEus caminhos. Senhor, não retire seu dom da vida, mas se o Senhor retirou, que dê o meu para ele, eu não me importo desde que possa ver — nem que do céu, seu sorriso brilhando outra vez. Papai do céu, por favor, eu suplico a Ti. Salve Jaxon. Desde já, agradeço. Amém.

Uma sequência incansável de Credo, Pai-Nosso e Ave Maria seguiu, eu não fui capaz de contar quantas vezes rezei tais orações. Eu estava aflita, passavam-se duas horas e aqueles médicos ainda estavam ali, conversando entre si coisas que eu não conseguia entender. Meus olhos estavam embaçados de tanto chorar e pude ver a figura borrada saindo do meio de tantos médicos, e indo até Justin, que estava sentado no chão, ao lado da porta.

— Precisamos de sua autorização para usar o desfibri- — no exato momento em que o homem disse, o som do desfibrilador sendo descarregado soou, e uma ponta de esperança surgiu em meu coração logo que ouvi um batimento cardíaco pela máquina ao lado dos médicos. O homem correu novamente para o meio das pessoas logo que foi solicitado pois Jaxon começava a perder novamente. Olhei para o lado, perguntando-me se Justin estava ciente disso, mas o homem, que vestia bermudas pretas e um casaco de moletom, com tênis da mesma cor de suas roupas, tinha seus braços apoiados nos joelhos, e o rosto escondido nos braços, soluçando de forma incansável. Jamais vi Justin naquele estado.

— Justin… — Abaixei-me até ele, tocando seu braço. Ele levantou seu rosto a mim, ele estava vermelho, os olhos levemente inchados, da mesma cor que o resto de seu rosto: rosado. — Vai dar tudo certo. — O tentei acalmar.

— Você está certa, é tudo culpa minha. — Disse nervoso. — Perderei meu filho e por minha culpa. —

Eu nunca senti tanta culpa logo após dizerem que eu estava certa…

Meu coração doía, 80% por Jaxon, 20% por Justin naquele estado. Tudo que eu queria naquele momento, era que esses dois meninos ficassem bem. Justin, por favor, seja arrogante e mandão comigo, me chame de empregada, mas não fique assim.

Após uma segunda descarga do desfibrilador, vi os batimentos de meu pequeno Jaxon voltaram, não estabilizando, mas tendo uma sequência de 20 à 40bpm (batimentos por minuto), o que, para os médicos, já era bom para que pudessem fazer os processos, mas Jaxon acordou chorando, e não poderiam sedá-lo.

— Justin, vá ver seu filho.

— Não… Vá, por favor, ele não se acalmará me vendo assim. — Suspirou, abaixando novamente a cabeça.

Andei até a cama, e os enfermeiros abriram espaço para mim, mas sem sair de muito perto. Logo de Jaxon me viu, por cerca de cinco segundos ficou apenas me olhando, mas logo voltou a chorar. Comecei uma sessão de carinhos em sua barriga, e sorrisos aconchegantes que foram o suficiente para o menino parar mas, logo que saia de perto, ele voltava, e eu fui obrigada a ficar ali, o fazendo ficar calmo, para que os médicos fizessem os procedimentos necessários.

Não foi algo bonito, haviam coisas que eu não conseguia ver, mas tive que ser forte e fingir ainda estar bem com tudo aquilo, para que o pequeno na cama ficasse calmo. Justin havia saído do quarto, já fazia quase duas horas que ele não voltará e me questionei o que poderia ter acontecido, eu sei que ele não deixaria seu filho naquele estado para tratar por negócios. Quando os médicos acabaram o processo, disseram que eu poderia — com cuidado — pegá-lo no colo para tentar miná-lo sem que precisassem de sedação, pois seria impossível dar, eu fiz, com o apoio de algumas enfermeiras, peguei meu menino no colo, ajeitando os fios ligados à ele para que não fossem puxados. Logo, todos deixaram a sala, indicando-me que se algo acontecesse, deveria apertar o botão cinza ao lado da cama, e logo alguém aparecia.

Não demorou muito que Justin aparecesse depois que os médicos deixaram o quarto, ele já não chorava mais, mas parecia totalmente sem expressão. Permaneceu parado em frente a porta, me olhando com seu filho no colo, mas sem expressar nenhum alívio, na verdade, seus olhos conseguiram expressar uma dor repentina.

— Vem cá, — sorri para o homem, que permaneceu ali, agora com seus olhos novamente marejados — ele está bem. E quer ver o papai. — Ele permaneceu imóvel, o que me deixou cabisbaixa, mas, como se sentisse algo errado, Jaxon ameaçou comeu a chorar. — Está tudo bem, meu amor. — Brinquei, passando meu nariz em sua barriga.

Jaxon olhou para a direção de seu pai, ainda deitado em meu colo, e sorriu, estendendo sua mãozinha para ele. Olhei Justin com um sorriso e ele olhou como se esperasse que eu autorizasse sua entrada. Ele estava com medo, com medo de acontecer algo com seu filho novamente por causa dele.

— Vem cá, papai. — Chamei sorrindo, caminhando com Jaxon no colo até onde os filhos permitiam. Justin brincou cautelosamente com a ponta dos dedos sobre a barriga do filho que, com simples ato, riu para o pai, fazendo o homem suspirar aliviado. — Viu papai?! Estou bem. — Imitei a voz de criança.

Justin levou seus olhos de encontro aos meus, e me olhou com agradecimento, e eu apenas sorri. Eu não podia parar de sorrir, Jaxon estava bem. As mãos do homem tocaram meu rosto, uma de cada lado, e senti um beijo molhado em minha testa, um beijo longo, sendo seguido por um suspiro. Justin não separou nossos rostos logo que terminou o beijo, mas colocou testa com testa, olhando-me e, mais uma vez, fazendo cócegas em seu filho, que ria bobo para o pai.

— Obrigado. — Sussurrou, olhando-me, pondo um sorriso lindo nos lábios. — Ele está bem, por sua causa. —

 



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