História O Contrato - Capítulo 1


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Categorias Julian Draxler, Kevin Trapp
Personagens Julian Draxler, Kevin Trapp, Personagens Originais
Tags Futebol!, Julian Draxler, Juliana Louise, Kevin Trapp, Psg
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Palavras 2.439
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A Juliana é representada pela blogueira Juliana Louise. Nenhuma situação representada aqui é real, principalmente em relação a família Draxler.

Obrigada por lerem! Sejam bem vindos!

Capítulo 1 - Un


Fanfic / Fanfiction O Contrato - Capítulo 1 - Un

"Julian Draxler trai namorada com ninfeta francesa" 

"Nova estrela do PSG se envolve em confusão"

"Draxler não é nem relacionado para o banco"

"Será esse o fim de uma promessa que ainda nem deslanchou?"

 

As manchetes eram milhares e cada uma apontava uma faceta pior de mim. Estava assistindo a derrocada de minha carreira e o pior era saber que eu mesmo era culpado por cada uma das manchetes a minha frente. 

Escutei o soluçar do choro de minha mãe e me senti péssimo. Ela, meu pai e meu irmão me olhavam com expressões de desaprovação e pena.

-Meu filho... -ela dizia decepcionada -Por que querido? Onde foi que erramos com você?

Abaixei a cabeça incapaz de responder. Não antes de ver meu irmão sorrir triunfante. Ele sempre quis que eu fosse humilhado perante nossos pais. Ele tinha inveja de mim por supostamente eu ser o favorito da família. Segundo sua teoria  torta eu não merecia tanto amor, eu um mero jogador de futebol parasita. Ele o super e incrível advogado da família era quem merecia o posto de favorito. Obviamente era tudo viajem de sua cabeça. Duvido que nosso pais fizessem diferença entre nós. Mas ele guardava um ódio mortal por mim e somente aguardando minha derrocada como uma cobra pronta para o bote. Eu podia jurar que ele havia armado para mim, mas não tinha como provar que quem colocou minha amante em meu caminho foi ele contratando uma modelo de quinta categoria. Eu não duvidava que ele mesmo postava as notas na mídia. Aliás ele era responsável por meu dramático namoro com Lena, a quem nunca amei. Mas claro que eu era o principal culpado, afinal eu aceitei as situações e cometi os erros. Talvez ele tivesse razão, talvez eu não merecesse mesmo tanto amor e as lágrimas que meus pais agora derramavam. 

-Senhora Draxler nós ainda temos uma chance -disse meu empresário consolando-a. -Podemos virar esse jogo a nosso favor. Claro se o Julian dessa vez se comportar como um homem. -ele desabafou na minha cara -Acredite rapaz nunca vi ninguém afundar a carreira com tanto talento. Até eu já estou no limite. É sua última chance literalmente. -ele declarou parecendo extremamente cansado. Eu sabia que havia decepcionado todos ali. 

-Me perdoem -falei em tom baixo.

-Não nos peça perdão filho. Mostre que é merecedor dele. 

Aquelas palavras me marcaram como fél. Jamais esqueceria a expressão do olhar de meu pai naquele momento. Podia ter sido um canalha com a Lena, o clube, mas jamais queria ferir meus pais. Devo tudo a eles.

-Os senhores não gostariam de esfriar a cabeça dando uma volta por Paris? -disse meu empresário. -Tenho certeza que vai fazer bem um tempo. Todos estamos abalados e agir de cabeça quente só vai piorar tudo.

-É claro. Deixe que eu mesmo levo meus pais -disse meu irmão dando ênfase no "meus" como se eu não fosse um Draxler.

Assisti eles sairem e então rapidamente meu empresário sentou cara a cara comigo.

-Seguinte Julian, como eu disse tem uma chance para você mudar. Tenho sua palavra que quer mesmo seu prestígio?

-Claro. Mas não entendo porque mandou meus pais embora.

-Digamos que eles já se decepcionaram demais contigo.

O olhei sem entender.

-Até agora fui paciente com você. Mas a partir de hoje vamos resolver isso de uma vez por todas e do meu jeito.

Essas palavras me assustaram. Meu empresário era conhecido por ter tudo o que quer. Nem queria imaginar por quais meios ele conseguia isso.

-O que exatamente isso significa?

Ele me olhou com os olhos espertos e alertas de uma raposa.

-Que a partir de hoje nasce um novo Julian Draxler.

 

Há quilômetros dali

 

Juliana acordou animada naquele dia. Hoje seria o grande dia de sua tão esperada mudança para a França. A moça não se continha de tanta felicidade. Depois de se formar com honras em direito na sua universidade ela tentava uma chance na advocacia. 

Mas com a crise era impossível conseguir algo em sua área. Tinha muita gente mais experiente desempregada. Ela já estava quase desistindo e se conformando em ajudar sua mãe em sua loja quando surge a tão sonhada oportunidade. O seu professor conseguira uma bolsa numa universidade da França para ela fazer um mestrado. Ele tinha pena de ver sua brilhante aluna se acabando atrás de um balcão de loja.

Feliz, Juliana arrumava suas malas pensando em quais aventuras viveria na sua tão amada e sonhada França. Ela olhou carinhosamente para a foto de Paris pendurada na parede. Agora sim finamente ela ía realizar seu sonho de conhecer a cidade luz. A jovem não fazia ideia do que o destino lhe reservava. Sua vida mudaria para sempre.

 

Horas depois 

 

Juliana embarcou para Paris levando muito amor e lágrimas de sua mãe. Por ser filha única era sempre uma dificuldade partir. Mas ela sentia que de certa forma sua vida iria mudar drasticamente. E encarava isso como uma coisa boa.

Feliz ela sentou no avião olhando tudo curiosa. Jamais havia andado de avião antes e tudo lhe parecia fantástico. Ela tirava foto de tudo para mostrar para sua mãe depois. A filha pródiga abandonava Brasília para criar asas e voar no exterior.

E foi com esse otimismo que ela dormiu sonhando com sua nova vida. O que incluía achar um príncipe encantado francês, casar e se mudar de vez para a Europa. Ainda sonhando acordada ela saiu do avião quando pousou em Paris e seguiu até o saguão onde alguém a aguardava com uma placa "Juliana Louise Vasconcelos". Ansiosa ela sorriu e cumprimentou o homem que se apresentou como seu acompanhante até a universidade. No início ela se assustou com a rapidez com que ele falava francês. Ela não entendeu nada. Mas logo foi se acalmando e botando para fora seu fluente francês. 

No caminho a moça tirava várias fotos da cidade, mais linda do que nas revistas. Juliana mal via a hora de conhecer a torre Eiffel. Mas logo seus pensamentos voltaram a terra quando ela chegou no imponente prédio de sua nova universidade. O rapaz que lhe acompanhava a ajudou com sua pequena mala. 

-Venha, vamos até a diretoria.

-Mas, não vou conhecer meu dormitório? -ela perguntou sentindo que havia algo errado. 

-Primeiro precisa resolver umas pendências. -respondeu o francês secamente deixando a moça preocupada.

 

Juliana andava tensa pelo campus, aquela diretoria parecia não chegar nunca. Foi um alívio quando eles finamente entraram no imponente salão de arquitetura neoclássica. 

-Bonjour senhorita Vasconcelos. Esperamos que tenha feito boa viagem. -disse uma mulher de meia idade se aproximando da jovem. -Aguardávamos sua chegada. Me chamo Margareth. Sou a responsável pelos intercambistas aqui da Universidade Panthéon-Sorbonne. 

Juliana sorriu e cumprimentou Margareth, acompanhando a mulher até sua sala. 

-Já faz tempo que estamos tendo problemas com os intercambistas do Brasil. O que é uma lástima. Já tivemos bons alunos -disse a mulher fazendo o coração de Juliana disparar no peito. Havia viajado tudo isso para nada? 

-Senhora é meu sonho estudar aqui -ela disse num tom melancólico.

-Eu sei querida e isso torna tudo pior. 

-Mas o que há de errado? Se posso perguntar...

-Infelizmente seu governo não pagou sua estadia. Não podemos aceitá-la se não tiver isso arranjado. Só pode frequentar as aulas com sua situação resolvida.

A brasileira queria chorar. Mal havia pisado na França e já estava desandando a maionese. Como ela arranjaria um local se nem conhecia a cidade? Além do mais ela só tinha o dinheiro da bolsa que dava para pagar alimentação e transporte, não aluguel, por sinal bem caro numa das cidades mais famosas e cobiçadas do mundo.

-Senhora eu não tenho como arranjar isso sozinha. Acabei de chegar de um país estrangeiro. 

-Eu sei querida. Para evitar esses transtornos temos duas posições quando isso acontece. Ou você volta ou pode trabalhar como estagiária para um de nossos docentes. 

Juliana olhou a mulher desconfiada. Aquilo estava cheirando mal. Pelo que fora informada a universidade já estava totalmente acertada pelo governo brasileiro. Se não, por que ela não foi notificado antes de vir?

-Senhora não estou entendendo, se há um erro por que não me falaram antes? Além do mais como aceitam que eu venha sem que tudo estivesse acertado? - mesmo parecendo meio grossa seu faro de advogada lhe dizia que era uma cilada. Será que tinha vindo para a universidade certa?

-Um pequeno erro burocrático que pedimos imenso perdão. Tentamos entrar em contato, mas já era muito em cima da hora.

-Claro. Um erro desses em uma das melhores universidades de direto da França? 

-Vejo que é muito perspicaz senhorita. Vai se dar bem aqui. Vou lhe mostrar a documentação para que se certifique dos trâmites. 

Juliana viu os papéis de seu processo e realmente havia um atraso do pagamento do governo. Ela não acreditava que isso estava acontecendo.

-E como fico então?

-Para sua sorte um de nossos melhores professores precisa de uma estagiária. Com seu pagamento poderá pagar um dormitório simples. Só precisa fazer uma rápida entrevista. Pedimos imensas desculpas pelo erro.

Juliana ainda sentia-se mal, mas não tinha viajado milhas para voltar de mãos abanando. Decidida a triunfar na França a moça resolveu não desistir.

-Eu aceito o estágio.

 

Margareth levou Juliana até um dos gabinetes dos professores. Lá um homem de meia idade a esperava em meio a muitos papéis e monitores de computador.

-com licença senhor Johnson, a senhorita Vasconcelos.

O homem sorriu e cumprimentou a brasileira.

-Seja bem vinda a Universidade Panthéon-Sorbonne, e claro a minha equipe.

-Obrigada senhor.

-Vai gostar dela. Bem afiada -disse Margareth.

O homem sorriu olhando Juliana dos pés à cabeça.

-Que ótimo minha jovem. Grandes desafios nos aguardam.

 

Duas semanas depois 

 

Juliana acordou cedo muito empolgada. Apesar da pequena confusão ela estava feliz por estar em Paris e já de cara conseguir um estágio. Iria se dedicar ao máximo para conseguir boa carta de referência para um futuro emprego. Nessas semanas ela aproveitou para conhecer a cidade, a cultura local e claro a universidade. 

Mas hoje ela iria começar seu trabalho. A jovem se arrumou, pegou seu bloquinho e seu iPad colocando na bolsa. Separou alguns euros e se dirigiu até o gabinete do senhor Johnson. Já começaria a trabalhar logo.

-Bonjour -disse seu chefe jogando uma enorme pasta a sua frente.

-Bonjour senhor Johnson.

-Vai me auxiliar num caso que está sendo bem complicado. -começou o homem sendo direto. -Como devem ter lhe informado eu represento interesses de atletas importantes. Principalmente jogadores de futebol.

-Como um empresário certo? Me disseram que o senhor também tem formação em administração e marketing.

-Excelente, já fez uma pesquisa previa. Bom às vezes trabalhar neste ramo é mais complicado do que imagina. Estamos tendo problemas com um jovem em particular. 

O advogado indicou a pasta e Juliana prontamente abriu. Ela se assustou ao ver um rosto conhecido. Era Julian Draxler, jogador alemão. Ela lembrava-se dele, não tinha como esquecer nenhum jogador depois do 7 a 1. Mesmo os reservas. 

-Conhece ?

-Sim senhor. Eu o assisti na copa.

-Ótimo. Saiba que esse jovem não é mais o mesmo. Desde então se tornou nosso "garoto problema". Está enfrentando alguns processos e tem algumas dificuldades com o clube atual o PSG. Sua tarefa é simples vai me ajudar com este caso. 

-Ok senhor.

-Você vai me acompanhar para uma conversa com ele. Depois pode ler a pasta com as informações. 

-Sim senhor. 

Juliana acompanhou Johnson até seu carro. No caminho ele foi dando detalhes gerais da situação do atleta que na sua opinião era um verdadeiro idiota. Era decepcionante saber que uma pessoa mais jovem do que ela e com um futuro brilhante jogava sua carreira no lixo. 

Não demorou muito até eles chegarem no destino: um belíssimo edifício num bairro de luxo de Paris. Eles desceram do carro e se apresentaram ao porteiro. Juliana ganhou um mini crachá e então acompanhou Johnson até o elevador. Eles subiram até o último andar e pararam diante de belíssimas portas de carvalho.

 

Alguns minutos antes

 

Draxler acordou cedo. A faxineira veio ontem então a casa estava perfeitamente arrumada. Ele vestiu-se e tomou seu desjejum. 

De minuto em minuto o jogador olhava o celular tenso. Estava esperando a visita de seu empresário. não gostou nada da ideia proposta por Johnson e duvidava que qualquer pessoa descende aceitasse aquilo. Ele já estava odiando a moça mesmo antes de conhecê-la.

Mas seus pensamentos foram roubados quando a campainha tocou. Ele rapidamente colocou a louça suja na pia e foi atender a porta. 

-Bom dia Johnson -ele disse e o empresário sorriu. 

-Bom dia Julian. Conheça Juliana Louise Vasconcelos. A salvadora do seu futuro.

Draxler finamente olhou para trás e a viu. Era uma moça de estatura mediana, mas não tão baixinha. Tinha pele morena e cabelos muito cacheados. Ela sorria simpática.

-Bom dia senhor Draxler -ela disse em um francês perfeito.

-Entrem, por favor. 

Enquanto os dois passavam pela porta o jogador ficou observando atentamente a moça. Ela não parecia em nada com o que ele estava esperando. Talvez alguma modelo ou coisa do tipo. Mas Juliana aparentava ser simples e séria. E pelo nome não deveria ser francesa, nem alemã. Será que era espanhola? Talvez portuguesa. 

-Bom vou ser bem direto ao ponto. Já conversamos antes Julian, você está em uma situação bem feia. Precisa melhorar sua situação perante a mídia e o clube, precisa passar um ar mais sério.

-Claro, comprar uma mulher é um ato super sério.

O empresário bufou cansado. 

-Não estamos comprando ninguém. É um contrato benéfico para ambos. E estamos construindo sua imagem de homem sério e de família.

-E o que ela vai ganhar além do meu dinheiro? -Draxler falou grosseiro apontando para Juliana.

A moça olhou os dois sem entender.

-Espere, do que estamos falando? -ela disse confusa.

-A ótimo! Vai se fingir de otária agora...

-Ei eu exijo respeito!

-Eu respeito quem se da ao respeito.

Juliana bufou querendo matar o alemão.

-Escute aqui meu senhor posso ser pobre e latina, mas sou muito honesta e trabalhei muito para chegar aqui!

Julian riu. 

-E agora se cansou e resolveu comprar uma vida?

-Já chega! -disse Johnson em um tom firme de dar medo. -Acho bom não dificultar as coisas Draxler ou será pior para você. Quer se aposentar com 23 anos?

O jogador bufou de raiva. Enquanto isso Juliana sentia vontade de chorar. Ela não saiu do Brasil para ser humilhada.

-Senhor Johnson não sei o que está acontecendo aqui, mas exijo uma explicação. Não admito ser tratada dessa forma.

O advogado a olhou seco e impassível.

-Muito simples. Você minha querida será a nova senhora Draxler.


Notas Finais


Continua?


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