História O coração de uma rainha - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo Seis


Fiquei a tarde toda trancada no quarto enjoada e sem saber como desenrolar situação. De repente, uma criatura entrou pela janela e ficou me observando. Era Niia, mas ela não disse nada.

- Niia?

- Ah, oi!

- O que você está fazendo aqui?

- Amby mandou eu ficar aqui para não te deixar sozinha.

- Ah, não precisa. Eu estou bem.

- Não está, não - retrucou.

Ela tinha razão. Eu não estava bem.

- A senhorita precisa de respostas.

É, eu precisava de muitas respostas.

- Pode me chamar de Anna, se quiser - disse.

- Então, Anna... Amby quer que eu responda suas perguntas, mas não posso dizer nada enquanto a Evelyn estiver acordada.

- Ah, entendo. Vamos esperar anoitecer.


- A comida está pronta, Anna. Se estiver com fome, venha até a cozinha - anunciou tia Evelyn.

Deixei Niia no meu quarto enquanto fui jantar. As panelas na mesa estavam iguais às do almoço. Algumas destampadas, outras não. 

- Achei que a senhora havia dito que o jantar estava pronto - disse olhando para tia Evelyn.

- E está. Desde ontem à noite, mas cuidado, deve estar meio azedo.

Por que ela estava fazendo isso comigo? 

-Tia, olha, eu não sei o que está acontecendo entre nós, mas temos que resolver essa situação.

- Bom, você deveria me explicar o que foi aquilo hoje de manhã. 

Tinha que ser esta pergunta?

- É que eu também não sei - disse.

Dava para ver que ela estava se controlando para não gritar comigo, mas por quê? Se ela gritasse seria melhor para mim. Eu estava precisando disso.

- Amanhã nós conversamos melhor - afirmou. - E se quiser comida, peça à Amberly.

Tia Evelyn saiu da cozinha e se trancou no quarto enquanto eu fiquei olhando para a mesa com as panelas imaginando como seria a  minha vida no castelo, mas isso estava longe de acontecer.

Então, já era hora da Niia responder minhas perguntas.

Havia um monte de pétalas de margaridas na minha cama enquanto a pequena Greenlay estava voando e cantarolando de um lado para o outro.

- Ei, o que aconteceu aqui? - perguntei.

- Ah, é que eu achei que você ficaria feliz em ver isso. Deu trabalho para tirar essas petalas de algumas . Às vezes as flores são muito mais violentas do que um espinho.

Agora as plantas também se comunicam?

- Sim - respondeu.

- Deixa eu adivinhar - disse. - Você também consegue ler minha mente.

- Consigo, mas isso não interessa agora. O que importa mesmo são as suas dúvidas que terei de esclarecer. Então, sente-se aqui na cama. 

Ajeitei um espaço confortável e me sentei. 

- Posso começar? - indaguei.

- Pode.

- Bem, Amberly e Crystal me disseram que tia Evelyn é minha mãe, mas como ela não sabe disso?

- Hum... Quando você tinha apenas uma semana de vida, Evelyn te deixou no meio da floresta para que você servisse de alimento para algum animal. Ela queria se livrar de você, mas Crystal a encontrou primeiro e te levou para o Reino  das Fadas, onde você ficou até completar um mês. Depois, Amberly, que ainda estava na fase de treinamento de proteção à crianças com poderes sobrenaturais, foi te buscar e ela cuidou de você até completar dois meses. Porém, antes de poder voltar para cá, Amberly, com a minha ajuda e a do meu irmão, colocamos um feitiço de proteção em você. Fazendo com que ficasse irreconhecível aos olhos da Evelyn, para que ela não desconfiasse que é filha dela até completar dezoito anos. E só é possível ver sua aparência verdadeira através daquilo alí - afirmou apontando para  um espelho de trás da minha penteadeira.

Eu nunca o vi. Sua borda era dourada e brilhante. Lindo, porém enfeitiçado.

Andei hipnotizada até ele, onde olhei para o meu reflexo. No momento não aconteceu nada, mas depois de uns segundos eu já estava completamente diferente. Meu cabelo de cor caramelo mudou, dando lugar a longos e ondulados fios negros como a noite. Meus olhos não eram mais castanhos, agora possuiam o azul do mar. Meu rosto estava fino e sem manchas. Parecia uma dama. Uma princesa.

Me afastei do espelho e me joguei na cama cheia de pétalas de margaridas. Fiquei pensando em tantas coisas, mas outra  pergunta surgiu. Talvez a mais importante para mim.

- Niia, como eles se conheceram?

- Quem?

- O rei e tia  Evelyn.

- Pois bem... Quando Julian estava prestes a se casar com a rainha Victoria, eles tiveram uma briga horrível que fez com que o rei saísse do castelo por uma noite. Ele foi até um bar perto do vilarejo onde Evelyn estava. Ambos trocaram olhares e logo se apaixonaram. Os dois continuavam se encontrando todas as noites até que um dia Evelyn descobriu que estava grávida de você, mas o rei não queria assumir um compromisso com ela quando faltava um dia para o casamento com a rainha Victoria. Porém, Julian não sabia que Evelyn era uma feiticeira então, ela disse que quando você estivesse prestes a completar dezoito anos uma maldição seria lançada como uma forma de vingança pelo sofrimento que Julian a fez passar.

Nunca pude imaginar o quão difícil isso era para tia Evelyn.

- Uau. Então, dentro desse coração de pedra um dia já viveu o amor - afirmei espantada. Não sabia que feiticeiras podiam amar.

- Sim. E quando o rei se casou ele teve uma filha. Ela é um ano mais nova que você. Seu nome é Briannah e ela é a princesa do reino - disse.



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