História O Coração do Espada - Capítulo 12


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Categorias Bleach
Personagens Aizen Sousuke, Grimmjow Jaegerjaquez, Ichigo Kurosaki, Jinta Hanakari, Orihime Inoue, Rukia Kuchiki, Shihouin Yoruichi, Ulquiorra Schiffer, Urahara Kisuke
Tags Ichiruki, Ulquihime
Exibições 78
Palavras 1.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


► cнαρρү ◄
OLÁAAA, queridos leitores!
Como sabem eu estou a acabar as fics mais perto do final para poder-me dedicar 100% a esta. Eu não quero baixar a qualidade com esta fic, por isso vou ser muito rigorosa e prefiro demorar mais tempo. Desculpem, porque sei que os prejudicados são vocês.
Sobre este capítulo, eu abordei a mudança Ulquihime por maioria apenas. Não desvalorizei a opinião dos outros. A perda de memória da Rukia e o quase sequestro da Orihime ficaram empatadas, logo peço, de novo, que me digam o que preferem para o próximo que terá de ser sobre uma dessas situações. Eu até falava das duas, mas como são ‘pormenores’ tão importantes que acho que merecem um capítulo dedicado exclusivamente a eles.
Este capítulo serviu sobretudo para apimentar a fanfic, regressando ao tempo presente, e sobretudo, mostrar que não morri!
Beijinhos Ulquihime's ;*

Capítulo 12 - Amarelo


O mistério mais interessante da Lua é sua extrema humildade. O astro era ínfimo em luminosidade, em comparação, com a estrela volumosa. Ainda assim a lua não temia a longa escuridão que habitava o céu. Sua luz mesmo fraca era quem conduzia os perdidos durante a noite, orientando-os.

As íris de tonalidade cinza percorreram cada objecto, mergulhando nas imagens que sua mente forçosamente recolheu nos confins do esquecimento. A habitação de seus pais. De tantos espaços que Ulquiorra a conduziria, este seria possivelmente, a última opção.

Por momentos, ela até esquecera da existência daquela casa. Seu pai com o cheiro de álcool impregnado nas roupas, o fedor que saía por seus lábios, a enjoando. Ou quando sua mãe surgia pela porta, ela correndo em direcção da porta, como qualquer criança de cinco anos reagiria ao perceber que não estava mais sozinha em casa… porém, sua mãe sempre vinha acompanhada de algum homem da mesma idade de seu pai. Ela a ignorava, assim como seu acompanhante, e iam para o quarto, trancando-se lá. Nos primeiros dias sempre se assustava com os gritos de sua mãe, pensando que ela estava sendo ferida. Sora chegava da escola alguns momentos depois, e a pequena princesa ruiva corria até o irmão, com lágrimas no canto dos olhos, dizendo que alguém machucava sua mãe. Sora ficava em silêncio, com um ar pesado, massageando o topo da cabeça da menina, respondendo simplesmente "um dia, iremos embora Orihime".

A ruiva não chorou com a perspectiva de viver uma temporada na casa que Sora a resgatou. Da dura realidade: que seus pais os abandonaram. Vazio, como um buraco em seu peito. Era isso que sentia ao recordar-se daqueles que a geraram. Talvez, fosse isso que Ulquiorra sentisse o tempo todo? Um oco de emoções.

— Mulher, não se esqueça. Não pode sair desta casa sem mim.

Orihime não respondeu, apesar de ter escutado o espada repetir essa ordem pela terceira vez. Será que ele achava que ela se distraia muito com seus pensamentos? Não o culparia se pensasse assim.

Ulquiorra notou que suas palavras a alcançaram, ao constatar seu rosto contorcer-se ligeiramente de raiva. Ficou intrigado com isso, talvez, até um tanto divertido?...

O arrancar vagueou pelo apartamento que seria sua residência temporariamente, dirigindo-se ao quarto, onde encontrou os gigais. A mulher ficara na sala, e ele aproveitou esse momento para retirar os corpos falsos do quarto os depositando no meio do corredor. Ele não sabia porque estava fazendo aquilo…

Aizen o fez saber da história de infância da ruiva. Todos os pormenores. Desde a profissão de seus pais, ao altruísmo de seu irmão que morreu e tornou-se um hollow. Ulquiorra fechou os olhos e suspirou, encostando-se na parede. O que ele estava fazendo?

Os gigais no quarto da mãe da humana era um detalhe fundamental na psicologia de seu superior. Ela deveria entrar no quarto que amaldiçoava suas lembranças. Por que ele interveio nos planos de Aizen? Isso estava acontecendo inúmeras vezes… Demasiadas.

— Ulquiorra-kun?

— Não me trate com um humano.— Respondeu seco. Porém sua resposta não a magoou. Notou as íris opacas, uma expressão distante. Aizen acertara com seu plano, novamente. Ele queria deixá-la desamparada, sem poder contar com amigos ou outra pessoa. Que ela se sentisse miserável.

Ulquiorra desencostou-se da parede e dirigiu-se à cozinha, confirmando se haveria ou não alimentos para a humana manter-se viva. No entanto, dois braços agarraram suas costas, o fazendo olhar sobre o ombro, observando a cabeleireira ruiva. Sentindo por sua veste, as lágrimas que ela não conseguia mais conter.

— Obrigado, Ulquiorra-kun.— Por que ela o agradecia!? Ele a estava mantendo presa, torturando-a… qual o significado daquelas palavras…?! Por um momento, Ulquiorra ficou surpreso- Por estar comigo.

Afinal, o projecto de Aizen tinha uma falha. O grande traidor da Sociedade das Almas não previu os sentimentos amorosos de Inoue Orihime por seu servo mais leal… Que sua tortura se tornasse numa vitória. Ela conseguiria enfrentar seu passado, tudo porque Ulquiorra mantinha-se ao seu lado. Orihime não precisava de mais nada.

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O coração batia rápido após um sonho empolgante. Orihime apertou as palmas das mãos contra suas bochechas quentes, envergonhada pelo que perturbava seus sonhos. Ela estava beijando… Ulquiorra!?

Quase engasgou-se com a própria saliva ao recordar dos lábios frios sobre os seus, massageando seu lábio inferior com a língua ávida. Sacudiu a cabeça afastando a imagem de sua cabeça, e principalmente, acalmar o calor que subia por seu ventre.

Apesar de querer esquecer o constrangimento do que imaginara, recusava-se a fazer o mesmo com o carinho demonstrado pelo quarto espada no dia anterior. Ela o abraçara, e ele em nenhum momento a afastara. Permitiu que ela chorasse até adormecer em suas costas. Sentiu que caía, mas nunca sentiu a dor do impacto antes de perder os sentidos entrando num sono profundo. Tinha a certeza que ele a segurou e a deitou confortável na cama. Inclusive, a tapou com o cobertor para não sentir frio.

Sua consciência a alertava que iludia-se. Mas era tarde. Estava determinada! Iria aproximar-se de Ulquiorra-kun! Ajudá-lo como ele fizera com ela!

Orihime ia ensinar os sentimentos humanos ao arrancar! Eles estavam no Mundo Real, em contacto com os humanos, não é? Era uma oportunidade única! Orihime podia mostrar a Ulquiorra a fonte das emoções, a força que motivava os seres "inferiores". Contudo, como ensinar um sentimento, algo abstracto, a alguém que se limitava ao campo da visão?

Orihime colocou a mão no queixo, inclinando a cabeça pensativa, fazendo com que algumas madeixas de seu cabelo caíssem sobre seus olhos, notando a cor chamativa de seu cabelo. Foi nesse instante que teve uma ideia brilhante -na sua humilde perspectiva-. Iria ensiná-lo através das cores! Como as crianças aprendem com metáforas… poderia fazer algo semelhante com Ulquiorra!

A ruiva correu até o guarda roupa, iria pôr seu plano em prática naquele preciso momento! Vasculhou algumas vestes, todas da mesma cor. Sorrindo, trocou-se e preparou-se para acordar o arrancar.

Ulquiorra despertou escutando uma rápida movimentação pela casa. Não entendia o motivo para Aizen ordenar o fabrico de um gigai em que o obrigasse a ter as mesmas necessidades humanas. Por que tinha de submeter-se às mesmas condições de um lixo?

Suspirou frustrado, estava tranquilo ao sentir a pressão espiritual da ruiva dentro da área estipulada. A contragosto, cumpriu a normalidade das manhãs enfastiantes dos humanos. Percebeu que suas vestes tinham desaparecido. Ergueu uma sobrancelha, a mulher estivera em seus aposentos para lhe roubar a roupa? Notou que havia um conjunto ao lado da cómoda, aumentando suas suspeitas.

Ignorou esse pormenor, cumprindo os desejos estranhos da mulher com ideias ainda mais bizarras. Nem tentaria compreender o que estaria passando agora por sua mente. O quarto espada ao abrir a porta para dirigir-se à cozinha, contemplou toda a extensão do corredor decorado por objectos da mesma cor das vestes que encontrara: amarelo.

Encontrou Orihime cozinhando batatas com queijo derretido e… aquilo era doce de banana? Ela queria dar cabo de seu estômago?

— Ulquiorra-kun, que bom que acordou! Fiz um pequeno almoço gostoso! Precisamos de energia!

Ele notou que a mulher usava um vestido justo amarelado. Por que tudo era daquela cor? Ergueu de novo a sobrancelha, desconfiando, e ela riu um tanto nervosa, provavelmente, por este a observar exigindo uma explicação para todo aquele cenário.

— Você não gosta de cor, Ulquiorra-kun?

Ele remeteu-se ao silêncio, mantendo oculto sua opinião. Inoue o encarava intrigada, recordando que ele designava sua zanpakutou de "Murcielago". Isso queria dizer que ele era como um morcego? Fazia sentido, morcegos só viam no escuro, luz e cor eram coisas que machucariam seus olhos.

— Por que está fazendo isto, mulher? O que realmente pretende?

Ela desviou o olhar, recordando-se de quando foi sacudir o pó das vestes de Ulquiorra na janela. Mais propriamente, da criança correndo no parque com seu irmão mais velho, lembrando-se de Sora, de quando o abraçou e seu oco foi purificado. Inoue encarou o peito do espada, distraída, sabendo onde estaria situado seu oco.

— Eu só quero que lembre… de como era ser humano.

Ele a observou curioso, e ela voltou a depositar os pratos para comerem, sorrindo para si… e por um momento, Ulquiorra confundiu a luz do sol com o seu sorriso. Um aperto involuntário em seu peito, um calor reconfortante no espaço impreenchível de seu corpo. Logicamente era impossível isso acontecer, entendendo, que a mulher bagunçou de tal forma seus sentidos, que até seus olhos passaram a ver errado.

“Primeira lição: Amarelo: simboliza a luz, calor, ... a felicidade.”

Poderia o amor dar cor a uma vida preto e branco?



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