História O corar da sua pele ao meu toque - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Allera, Amantes, Exo, Hunhan, Incesto, Kaisoo, Romance, Yaoi
Exibições 144
Palavras 3.380
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura <3

PS- Qualquer erro, sorry!

Capítulo 7 - Capítulo Sete - Estilhaça-me


O corar da sua pele ao meu toque

⊱ Capítulo Sete - Estilhaça-me  ⊰

“É incomparavelmente mais fácil atuar tal como se é, do que imitar aquilo que se não é.” – Luís XIV, rei sol.

 

-Quando estiver preparado corremos até os portões, o primeiro a chegar ganha. – Jongin explicava com um sorriso animado.

 

-Certo, mas você tem que contar dessa vez. – Kyungsoo comentou fazendo um adorável bico.

 

-Eu sempre conto! Não tenho culpa se você é lento. – Riu empurrando o irmão no ombro.

 

-Eu não sou lento!

 

-Então vamos ver quem chega primeiro... Valendo!

 

Jongin correu com um sorriso travesso enquanto deixava o menor para trás que também começou a correr um tanto desengonçado para acompanhar o ritmo do irmão.

-Jongin! Espera!

Pedia tentar por mais forças nas suas pequenas pernas, o caminho até os portões do palácio era grande já que a própria propriedade era enorme e também estavam no jardim fazendo o caminho ser maior. Kyungsoo sentia sua respiração ficar pesada enquanto tentava alcançar o irmão, ele estava bem a frente, o som da risada dele se misturava junto com o evento ao mesmo tempo que pedia para ele esperar. Sempre pedia.

A visão de Kyungsoo estava turva, seus pés pareciam que não conseguiram lhe aguentar por um tempo enquanto a cada passo era acompanhado de gotículas de sangue que caíam ao chão. Ofegava se segurando nas paredes para não cair, a ferida em sua mão estava terrivelmente aberta.

Assim como de seu coração.

As lágrimas caíam silenciosamente pelo rosto vermelho e inchado, não sabia por quanto tempo ficou naquela sala depois da saída de Jongin. Não sabia por quanto tempo aquela dor em seu coração iria parar... igual ao medo. Precisava de ajuda, precisava fazer algo para não ser vendido ao Imperador como se fosse um kagema, precisava de um milagre.

E seus pés o levaram até o aposento de Suho, onde engoliu  o choro com dificuldade, sua mão tremia e vacilava várias vezes com medo. Mas quando as lágrimas caíam cada vez mais rápidas foi quando começou a bater em única esperança.

-Jovem Kyungsoo? – Suho abriu a porta franzino o cenho em ver o menor naquele estado. – O que houve?!

 

-Su-Suho... por favor, me ajude. Me ajude, eu te imploro. – O duque desabou se jogando ao seu corpo ao chão, a voz trêmula e dolorosa fazia os soluções saírem com tamanho pesar.

 

Não importava se era um Duque implorando ao um conselheiro em uma posição vergonhosa, nada mais importava. Jongin havia deixado isso muito claro.

-Po-por favor, se levante. – Suho pediu se ajoelhando e segurando o braço do mesmo para levanta-lo.

 

O fez entrar em seu quarto olhando para o correndo tendo certeza de que não havia ninguém e por fim fechando a porta.

-E-ele me vendeu, Suho, ele me vendeu... – Kyungsoo dizia soluçando ainda parado no meio do quarto, completamente indefeso.

 

-Do que está falando? Quem o vendeu? – Suho indagava tentando entender o que estava acontecendo, enquanto pegava um Kimono para cobrir seu corpo mesmo que usasse Yukata.

 

-... Meu irmão me ofereceu ao Imperador Yifan como moeda de troca pelos armamentos.

O conselheiro parou imediatamente quando escutou aquela declaração. Imediatamente ligou os pontos e lembrou-se durante a reunião na qual Jongin não revelou como conseguiu ter novamente o apoio do Imperador Yifan... Ele havia trocado o irmão. A fama do Imperador por ter interesse em homens era comum e todos sabiam e  usar essa tática era realmente estratégica, porém não era isso que impressionava o conselheiro e sim o fato de Jongin ter colocado Kyungsoo como a oferta principal. Já que sabia daquele romance de ambos durante um bom tempo.

-Alteza... – O que podia dizer?

 

-Não vou conseguir escapar, não é? Eu vou ser levado. -Kyungsoo indagou engolindo o choro, encarava o mais velho a sua frente firme, mesmo que destruído.

 

-Não! – Suho exclamou caminhando rapidamente até o menor e sentando ao seu lado. – Olhe para mim, irei falar com seu irmão, tenho certeza de haverá outra solução. Eu prometo que farei o possível para lhe ajudar.

-Mas tenho a pedra de ônix...

 

-Uma pedra é uma pedra... – Ele revirou os olhos já conhecendo a famosa ônix que o Imperador dava aos que chamavam sua atenção. – Seu irmão não está pensando direto, é algo precipitado e eu darei um jeito.

Um brilho surgiu nos olhos de Kyungsoo que rapidamente se agarrou ao corpo do conselheiro, afundando a cabeça em seu peito. Suho ficou perplexo por um tempo até lentamente abraçar o menor, seu corpo tremia e ouvia os soluços abafados. Algo em seu coração começou a se partir de remorso porque no fundo sabia que isto estava longe de seu alcance.

Luhan cumprimentou os outros ajudantes da área de serviço no momento que passou por ela. O tempo que estava ali foi o bastante para trazer a empatia dos demais pelo seu jeito de “nariz empinado” e ter mais conhecimento que qualquer empregado poderia ter. Mas isso não o incomodava, ter sua própria companhia não o fazia sentir-se solitário, até gostava e ainda mais quando Sehun partia para resolver problema na corte na região vizinha ,como agora.

Aprendeu a ignorar olhares e afiar suas palavras.

Enquanto preparava seu chá sem se importar com alguns olhares de desagrado, não deixou de notar os murmúrios de algumas empregadas ao mencionarem o nome de Kyungsoo.

-... Jamais imaginei que ele seria esse tipo de pessoa.

O loiro ergueu a sobrancelha pousando sua mão ao lado da xícara, deixando de lado a sua atenção à ela.

 

-Mas eu já esperava! Ainda mais quando o vi passeando com o Imperador a sós pelo jardim. – Uma mencionou com uma expressão de ignorância.

 

-Como isso é possível? Jovem Kyugsoo sempre foi um menino tão doce. – Uma senhora murmurou tristonha.

 

-Já era de se esperar de um filho de uma amante.

O punho do loiro se fechou batendo com força e fazendo um estrondo ecoar pela área, obtendo toda atenção das demais empregadas. Direcionou seu olhar feroz naquela que destilava mais veneno, que continuo com aquela expressão ignorante, e assim Luhan se pôr a caminhar em direção a ela com passos duros, encurralando-a.

-Ei! O que pensa que está fazendo!? – Ela exclamou olhando irritada para Luhan.

 

-Não acha que é muito cedo para comentários tão desagradáveis? – O loiro indagou com deboche, fitando-a olho no olho.

 

-Realmente... – Ela rolou os olhos dando uma risada irônica – Mal chegou e acha que pode mandar só porque veio de fora. Saía da minha frente!

 

-O que você pensa de mim realmente não faz diferença, fale o que quiser, mas não aceito que sua língua enrugada fale mal do meu Amo!

Os demais estavam parados observando atentamente a briga dos dois, até perplexos, pelo levantar de voz de Luhan e seu olhar fulminante para defender o Duque, mesmo com tão pouco tempo de convívio.

 

-Falo o que é a verdade, não tenho culpa se seu Amo é tão lascivo a ponto de ir para China como amante do Imperador!

 

Levou certo tempo até Luhan absorver aquela informação, seus olhos se estreitaram enquanto olhava para a empregada, que mantinha firme sua expressão sem deixar qualquer desapontamento escapar. Kyungsoo amante do Imperador?

 

-O que você... ?

 

-Não sabia? – A empregada empurrou o loiro para longe de si – Seu Amo é amante do Imperador e amanhã estará bem longe do palácio.

 

-Min Hee, cale-se! – A senhora que defendia Kyungsoo pediu nervosa. – Ele ira contar ao Duque e você pode ser mandada embora, menina!

 

-Mesmo que tente! Não será por ele que irei! – Ela exclamou irritada com a possível  ideia – Vossa Alteza Jongin foi gentil o bastante para colocá-lo no palácio, para passar tal vexame!

 

Os lábios de Luhan se abriram querendo dizer que aquilo era mentira. Kyungsoo jamais faria aquilo! Até mesmo pelo o pouco tempo que havia passado ao lado dele e descoberto o seu maior segredo, seu jeito altruísta e temeroso... Não podia ser verdade. Apesar que desde o jantar que teve com o Jongin ele estava terrivelmente abatido e quieto.

 

-Mas o que é esta havendo aqui? – A voz de Suho preencheu fazendo todos se assustarem com a entrada do mesmo no recinto – Por acaso não há trabalho a se fazer? A cerimônia de coroação é amanhã!

 

Todos fizeram reverência ao mesmo mostrando-se envergonhados pela desordem e por fim voltando ao trabalho. Luhan que continuava a encarar a tal Min Hee agradeceu mentalmente por Suho ter aparecido, pois estava prestes arrancar os cabelos da maldita.

-Luhan, me siga.

 

O loiro fitou o conselheiro, que mantinha uma imparcial enquanto se retirava, cerrou os dentes e foi atrás dele sem olhar para trás. Faria algo a respeito daquele situação absurda.

-Conselheiro Suho, precisamos fazer algo sobre esses rumores! – Ditou quando estavam no corredor vazio.

 

-Luhan...

 

-E punir aquela serviçal! Pelo seu desrespeito com Duque Kyungsoo!

 

-Luhan! Me escute!

O loiro arregalou os olhos no momento que o mais velho gritou, não havia ficado ofendido, apenas surpreso com aquela atitude já que era alguém tão calmo. Suspirou querendo se acalmar na frente de Suho e se calou.

-Infelizmente não são rumores, mas não forma correta...  – Havia um tom decepcionado na sua voz assim como nos seus olhos – Kyungsoo deixará a Coreia e irá para China amanhã.

-O que...?

 

-São ordens de Vossa Alteza... Kyungsoo é uma moeda de troca para importação dos armamentos ao nosso exército – Ainda era difícil para Suho dizer aquilo e podia ser preso em passar tal informação, porém confiava em Luhan- Peço que não diga a ninguém.

 

Um aperto se alastrou para o peito do loiro, seus olhos continuavam perplexos fitando o conselheiro. Não entendia. Sua garganta parecia queimar de angústia para gritar e fazer algo, ainda não parecia real.

-E na-não vamos fazer nada? – Indagou com a voz rouca, piscava os olhos várias vezes tentando segurar – Vamos ficar parados e deixar quer o levem como um animal? Como se fosse um objeto qualquer?

 

-Eu tentei, Luhan! Juro pelos deuses que fiz de tudo para Jongin mudasse de ideia, mas...

A  cabeça do menor balançava não querendo aceitar que aquele tipo de situação seria aceitada, que seu Amo seria vendido daquela forma e ainda assim seria visto como lascivo, um qualquer.

 

-Não! Precisamos fazer algo, Suho! Preci... Já sei! Vamos chamar Sehun! Tenho certeza que ele não aceitará isso e fará algo...

Suho engoliu a seco desviando sua atenção do menor, olhou para o lado sentindo que cada vez mais seu peito se apertava de uma forma insuportável até mesmo para respirar. Nada podia ser feito. A voz de Jongin dizendo que não havia nada que impedisse tal situação ecoava lhe deixando sem chão.

E Luhan sabia que nada podia ser feito também e aos poucos foi se calando, seu maxilar tremia segurando o choro. O ódio que tinha pelo futuro rei preenchia cada parte do seu coração e corpo.

-Desde que cheguei aqui eu vi o quanto tudo era pensamento em mente pequena, não me importei com o que falavam de mim... – Luhan contava com um fio de voz encarando o chão – ou minha posição. Eu podia ir embora a qualquer momento, mas quando via Kyungsoo ser renegado, humilhado por aquele Rei, ser sujando daquela maneira... Tendo somente um amigo ao seu lado... eu simplesmente não podia deixa-lo.

Subo voltou seu olhar para o loiro, ouvindo atentamente cada declaração do mesmo, sentindo o poder daquelas palavras que tão bem compreendia .

-E não será agora. – Luhan levantou seu olhar encarando o conselheiro com tamanha certeza e vontade.

Todos já sabiam.

Os rumores de que Kyungsoo estava deixando a Coreia por que havia se relacionado com Yifan na vez ele veio a visita ao palácio e depois lhe presentear com um colar e Luhan, agora estava indo para China viver como seu amante. Essa era a “verdade” que passeava pelos corredores do palácio e que logo chegariam aos comércios e dos comércios a cada casa de camponês.

Uma mentira para salvar cada soldado, cada família, cada vida... e não receberia qualquer afeto de volta.

-Me desculpa, mamãe... – A voz fraca de Kyungsoo sussurrou, sentado no jardim – Seu nome será sujado mais uma vez por minha causa... Não poderei fazer nada para impedir como outras vezes, deve ser porque continuo um fraco, não?

A cerejeira estava fechada mesmo com a chegada da primavera, estava ansioso para vê-la cair antes de sua partida, mas talvez fosse um castigo. Talvez sua mãe estivesse infeliz com o destino do filho lá no céu. Kyungsoo imaginava o quanto ela gritaria consigo... se ainda estivesse viva.

Tinha somente quinze anos quando naquela tarde chuvosa recebeu a notícia do seu pai de maneira fria que sua mãe havia morrido. Gritou bem alto que era mentira, chorando, dizendo que era mentira e em troca recebeu um tapa pelo seu desrespeito. Correu em direção a antiga Ala na qual vivia, onde dividia a pequena cama ao lado da sua mãe e a tinha abandonado.

Naquela tarde chuvosa ela havia morrido de tristeza.

-O que direi a Sehun quando ele voltar amanhã? – Kyungsoo se indagou dando um enorme suspiro só em imaginar, ainda mais se estivesse aqui quando o amigo voltasse.

 

-Eu imaginava que você estaria em um estado lamentável, mas pelo que vejo, se importa mais com que irá dizer à aquele Lorde. – A voz grossa de Jongin invadiu o local enquanto caminhava até o menor.

 

Já sabia por Suho que ele não havia mudado de ideia sobre lhe mandar para China, mesmo que o conselheiro tenha se desculpado por não ter consigo o que havia prometido, não sentia qualquer remorso ou rancor por ele. Agora, diante dele, pensava em como cada parte do seu corpo foi tocado e beijado por ele durante longas noites de prazer, podia sentir o poder que Jongin tinha sobre si que lhe fazia se arrepiar sempre que o via.

Mas agora... agora não sentia nada, havia uma enorme mágoa que puxava todos esses sentimentos que seu irmão lhe proporcionava.

-Pensei que me protegeria... – Kyungsoo sussurrou enquanto lentamente levantava seu olhar para ele. – Que eu era especial para você.

 

-... Existem coisas que somente um Rei tem que fazer pelo seu país. – Jongin levou certo tempo para responder, mas em nenhum momento deixou sua expressão imparcial se ir. – Você nunca poderá entender.

 

Kyungsoo balançou a cabeça forçando um pequeno sorriso debochado, mais para si do que para o irmão. Quando entenderia que era um fantoche na mão dele?

-Tem razão, eu nunca entenderei. – Respondeu mostrando explicitamente um tom magoado em sua voz.

 

Jongin observou atentamente o rosto do menor e não se surpreendeu com os olhos marejados que surgiam, mas sim quando Kyungsoo fechou os olhos com força afastando cada vestígio. Não havia qualquer resquício do rosto bondoso e angelical que o acompanhava desde o primeiro momento que o viu nesse jardim, no mesmo lugar.

-... Amanhã será seu aniversário e farei questão de lhe presentear com algo único. – Jongin declarou pondo um sorriso em sua face, mudando o rumo.

-Eu não preciso de mais  nada que venha de você, Alteza. – Kyungsoo respondeu friamente – Você está me dando o segundo maior presente que já recebe... o nosso adeus termina aqui.

 

Os passos do menor em direção ao palácio passaram pelo futuro rei como um fio que se enrolava em sua garganta.

Não havia uma data para quando iriam se ver outra vez, porém o amanhã chegou como em um piscar de olhos. A carruagem já estava devidamente pronta para a viajem assim como Kyungsoo e Luhan -que não deu nenhuma opção para o duque recusar a ida- junto das malas e Suho que fazia questão de se despedir devidamente. O sol não havia nem nascido e todos ainda dormiam o que trazia mais benefícios a Kyungsoo que não queria ver ninguém do palácio ou camponeses observarem sua partida.

-Está tudo pronto. – Luhan informou logo que guardou todas as malas.

 

-Obrigado. – O duque agradeceu logo fitando o conselheiro – Suho, posso te pedir um último favor antes de ir?

 

O conselheiro não queria chorar ainda mais com a palavra “último” que se encaixava muito bem com a situação.

-Claro, qualquer coisa. – Disse com a voz rouca, se segurava ao máximo.

 

-Quero que conforme os rumores a Sehun quando ele chegar.

 

-... Co-como?!

 

-Eu o conheço bastante para saber que ele largaria tudo para me ajudar... – Um sorriso triste preencheu o rosto do menor, adorava o jeito persistente do amigo – E não quero ele se prejudique por minha causa.

 

-Mas Kyungsoo...

 

-Por favor, Suho.

Sabia o quanto seria difícil dizer aquilo ao Lorde, pois mesmo que não fosse tão próximo dele, sabia que o senso de justiça era terrivelmente grande e ainda mais se fosse com Kyungsoo e temia qual seria essa reação e mesmo assim suspirou concordando e recebeu um doce agradecimento do Duque que sorriu sinceramente para si, olhar aquele sorriso lhe machucava, sentia-se tão desmerecido daquela bondade.

-Já é hora de partir, Duque. – O colcheiro informou se pondo ao lado da carruagem.

Kyungsoo olhou para ele  e agradeceu com um aceno de cabeça enquanto um enorme nó se formava em sua garganta. Se despediu mais uma vez de Suho que lhe abraçava tão intensamente que podia comparar com os de sua mãe e isso o fazia sentir incapaz de ir, mas se afastou sendo ajudado a subir na carruagem pelo colcheiro. Suas enormes orbes continuaram a olhar o conselheiro mantendo um sorriso doloroso, ser forte realmente doía, e até quando a carruagem começou a se mover em direções aos portões foi quando assim olhou para o palácio.

A última vez que olhava aquele palácio.

Tantos e tantos momentos passaram por sua cabeça e a maioria era de como tentava sobreviver naquele lugar sendo o filho bastardo renegado, o amante do irmão e preso em uma caixa de ouro. Hoje só mudaria para outra caixa, nada havia mudado. Sentia-se completamente frio agora.

Mas isso era diferente do outro lado de uma janela onde estava Jongin, observando a carruagem se afastar pouco a pouco, estava ali parado atento a cada movimento desde o principio. Seu maxilar travado junto de seu punho fechado tão forte que a ponta de seus dedos chegava a ficar branco... Seus pés vacilaram para frente quando viu que a carruagem havia sumido entre a floresta levando Kyungsoo, levando seu Kyungsoo. Já não conseguia mais segurar, estava doendo, doendo demais. Suas mãos que antes fechadas tocaram a janela, dedos trêmulos dedilhavam a mesma e aos poucos uma expressão de raiva se espalhava pelo seu rosto.

-Não... não... – dizia quase inauditivel.

Seus joelhos vacilaram indo de encontro ao chão, seus olhos pareciam perdidos em qualquer ponto como se sua alma houvesse deixado seu corpo, parecia não haver nada. Ele havia se ido, Kyungsoo havia ido embora. A pontada em seu peito com aquela verdade lhe causava tanta dor como jamais havia feito em toda sua vida, podia até escutar a voz de seu pai sussurrar que parecia uma criança fraca por demonstrar tal emoção... Mas não aguentava mais. Levantou-se rapidamente gritando enquanto jogava cada móvel contra parede, cada vaso de água a sujar o chão.

Queria ele de volta! Queria Kyungsoo! Queria o amor da sua vida de volta!

Podia sentir o cheiro do seu perfume de cerejeiras envolver o ar enquanto descontava sua raiva naquele quarto com que dividiu várias noites com ele, o som da sua risada parecia ser sussurrada ao pé do seu ouvido.  Tudo em seu quarto pertencia á ele, até mesmo seu coração egoista pertencia á ele. Sempre pertenceu. E agora estava dando á outro... Então gritava cada vez mais alto mesmo que sua garganta não aguentasse mais, mesmo que sua mão agora estivesse sangrando por empurrar e quebrar seu quarto.

Ser Rei é isto, Jongin...

 

-Alteza! Alteza! – As vozes dos guardas batendo na porta começaram a ecoar, porém as mesmas estavam fechadas.

 

Orgulhe seu pai, ele iria querer isto, nossa família depende disso!

 

-Jongin! – Junto a voz de Suho se misturava, porém era notavél a preocupação enquanto batia na porta tentando abrir.

Mas não era como se Jongin pudesse ouvi-los, pois não conseguir deixar de se afogar naqueles intensos sentimentos. Gritava com tamanha dor e raiva, sabia que havia perdido algo tão importante que nem mesmo o seu sonho, ser Rei, parecia o bastante para lhe completar... senti-a se completamente vazio agora.

 


Notas Finais


To muito atrasada, to burlando aqui haha, devia estudar pra prova e ainda terminar o trabalho, mas precisava postar ainda hoje porque eu ia fazer no sábado, mas fiquei sem net.
Mas espero que tenham gostado e comentem bastante, sei que demorei, mas eu juro que to fazendo o máximo para conciliar faculdade e outras coisas.

※ INSTA: @miihamarall
※ TUMBLR: wtfprada.tumblr.com
※ BLOG: http://teoremasit.blogspot.com.br/

XOXO Allera.


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