História O Cupido me odeia - Capítulo 4


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Eros (Cupid), Quíron
Exibições 80
Palavras 952
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Vou ler os comentários que vocês deixaram no anterior agora! Boa leitura!

Capítulo 4 - Escuridão e fumaça


Me sentei na cama e puxei o lençol sobre o corpo.

— Daniel?

Uma risada, baixa e maléfica.

— Finalmente tenho você só pra mim. Inteira.

Ok, isso estava ficando assustador, e não no sentido malicioso. No sentido assustador mesmo.

Minha mão trêmula procurou pelo interruptor e a luz se acendeu. Daniel estava sentado na minha cadeira, de frente pro computador. Ele parecia normal, exceto pelo sorriso diabólico.

— Seu medo me alimenta... – murmurou. – É como uma droga pra mim.

Estremeci de medo.  Não tinha como fugir ou me defender dele. Só havia uma coisa a ser feita: gritar.

— Não... – ele me repreendeu, como se soubesse o que eu estava pensando. – Não grite, docinho. Não gaste sua linda voz gritando.

Ele levantou da cadeira e fez um movimento estranho com os ombros. Assim que deu o primeiro passo na direção da minha cama, gritei.

Daniel sumiu como um relâmpago e reapareceu em cima de mim. Quando estava prestes a me atacar, consegui rolar e cair no chão. Me levantei rapidamente e corri em direção a porta, mas ele sumiu e reapareceu de novo na minha frente. Me agarrou pela cintura e eu comecei a me debater, mas parecia impossível escapar daqueles braços.

— Sabe o que vai acontecer se sua tia vier aqui? – ele falou todo calmo. – Eu vou ter que mata-la.

Deu um sorriso meio psicopata, como se a ideia lhe parecesse prazerosa.

— Mas não temos tempo pra isso – falou. – Preciso levá-la até o chefe então fique calada e talvez, só talvez, eu não te machuque. Entendeu?

Assenti com a cabeça, tremendo toda de medo. Medo do que ele me faria, mas mais medo ainda do que faria com minha tia se ela aparecesse.

Daniel acariciou meu rosto, fazendo com que eu virasse a cabeça de lado para fugir de seu toque. Ele riu. Seus olhos começaram a faiscar e de repente o corpo dele se desfez em fumaça, como se as moléculas tivessem se desintegrado. Tinha o mesmo rosto, o mesmo sorriso branco e brilhante, mas seu corpo era feito de vapor negro e os olhos eram fagulhas elétricas em uma nuvem viva.

Esqueci completamente de minha tia e comecei a gritar. Daniel abriu as asas de vapor e de repente se desintegrou em pó dourado. Agora na minha frente estava Tiago com uma adaga parada no ar, bem na minha direção.

Dei um passo para trás, assustada, e pateticamente caí no chão. Fiquei lá, rastejei até a parede e disse a mim mesma "isso foi real. Foi real. Foi real".

— Não vou dizer pra você que está tudo bem, por que não está. – Tiago guardou a adaga numa espécie de bainha. – Temos que ir agora, então arrume suas coisas. Depressa.

Daniel tinha acabado de invadir meu quarto, se transformado numa espécie de nuvem negra e depois se dissolvido em pó. E agora Tiago está me dizendo pra arrumar minhas coisas, por que nós temos que ir. Eu fiquei olhando pra ele com cara de retardada e tudo o que consegui dizer foi:

O que foi isso?

— No caminho eu explico.

— Caminho pra onde?!

Ele me ignorou e pegou minha mochila do chão. Despejou todo o meu material em cima do tapete e foi em direção ao guarda-roupa. Abriu as portas e hesitou, olhando pro meu pôster do Johnny Depp sem camisa colado lá dentro.

— Hum... – fez, com um sorrisinho. – Se tivéssemos tempo, eu te zoaria por isso.

Balancei a cabeça e pisquei.

— Não sei o que está pensando, mas eu não vou a lugar nenhum com você.

— Claro que vai – respondeu enquanto enfiava minha camiseta com a cara de Shakespeare estampada dentro da mochila. – Nós não temos tempo pra você se sentir triste e confusa agora, então seria muito bom se você me ajudasse e pegasse suas peças íntimas. A menos que queira que eu mesmo pegue. Posso fazer isso numa boa. Sério.

Fiquei parada encarando Tiago. Apesar de achar tudo uma loucura, reagi e fiz o que ele mandou. Arrumei a mochila colocando o máximo de roupa que coube e depois a coloquei nas costas.

— Terminei, e agora?

Ele estava espiando por uma fresta entre a cortina, como se um ladrão fosse surgir do nada. Me deu uma olhada rápida e colocou um dedo sobre os lábios, como se pedisse silêncio. Eu me sentei na cama e olhei desamparada pro nada.

— Ela chegou – ele anunciou depois de alguns minutos. Saiu da janela e caminhou até a porta, abrindo-a. – Sinto muito que você não vá poder se despedir da sua tia.

— Se despedir? – repeti sem entender. – E quem, quem chegou?

— A Sabrina.

— O que a Sabrina...

— Já falei, não temos tempo pra isso agora.

Suspirei. Espera, por que não vou poder me despedir da minha tia? Por que ela não me ouviu gritando e não veio até aqui?

— Tiago...

— Ela está com um cara. Achou que você estivesse dormindo e saiu.

Franzi as sobrancelhas e fiquei me perguntando quem poderia ser o tal, até que Sabrina entrou pela porta do quarto e veio me dar um abraço.

— Você está pronta?

— Não.

— Ótimo! - ela sorriu e entrelaçou os dedos nos meus. – Anda, T.

Tiago estava ocupado rabiscando algo no meu caderno. Ele arrancou a folha e a largou de qualquer jeito em cima da minha cama, depois caminhou até nós e entrelaçou seus dedos nos meus.

— Temos mesmo que ficar de mãos dadas? – perguntei, e então ri com sarcasmo. – Ah já sei, nós vamos aparatar, que nem no Harry Potter. Ou então vamos bater os tornozelos três vezes e dizer que não existe lugar como o nosso lar!

Ninguém riu. Sabrina estava séria feito uma pedra e Tiago franzia as sobrancelhas, preocupado. “Não solta” foi tudo o que ele disse. Então, tudo escureceu.


Notas Finais


Quem acertou quem era o pai do Tiago?
P.S.: vocês perceberam que a resposta estava na sinopse da fic, né?


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