História O Cupido me odeia - Capítulo 5


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Eros (Cupid), Quíron
Exibições 17
Palavras 809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura! :)

Capítulo 5 - Lâminas e Vapor


Tive de piscar três vezes para que meus olhos se adaptassem. De repente eu não estava mais no meu quarto, estava num beco escuro. Sabrina soltou minha mão e ouvi o som de uma lâmina cortando o ar, para em seguida ver um reflexo prateado e brilhante.

— O que é isso? Como viemos parar aqui?!

Apertei bem os olhos e percebi o que era aquela coisa com o reflexo prateado: uma espada. Me assustei e saltei para o lado, encostando meu corpo no de Tiago. Ele segurou minha cintura com as duas mãos e me virou de frente pra si.

— Aquilo é uma espada e nós viemos parar aqui através de uma viagem pelas sombras. – disse transmitindo seu olhar mais sério. – Tudo o que você precisa saber agora é que estamos na capital do estado, em Porto Velho, e precisamos chegar ao parque municipal. Enquanto não chegarmos lá, não estaremos seguros. Você entendeu?

Assenti com a cabeça. Tiago quebrou o contato visual comigo e inclinou a cabeça para o lado, checando se a rua estava vazia, depois tirou a adaga do cinto e a estendeu para mim.

— Use se precisar.

Minhas mãos tremiam e estavam suadas, mas segurei o cabo da adaga bem apertado. Se outra coisa como Daniel aparecesse, precisaria me defender.

— Nós vamos fazer de tudo pra te proteger – disse Sabrina. – Mas podemos não conseguir, então não tenha medo de usar a arma.

Assenti mais uma vez, sem saber exatamente o que responder. Sabrina me deu um olhar firme, que eu não soube interpretar, depois se virou e avançou pelo beco, segurando a espada.

Olhei insegura para Tiago e me surpreendi, pois ele estava segurando uma espada também. Fez um gesto com a cabeça, indicando pra eu andar logo, então me virei e fui atrás de Sabrina. Ela parou na saída do beco e olhou pros dois lados antes de sair correndo. Não hesitei e corri atrás dela.

Sempre gostei de correr. Na verdade, correr é a única atividade física que eu realmente gosto de praticar. Mas por mais que eu me achasse rápida, Tiago e Sabrina eram duas vezes mais. Minhas pernas doíam, meu coração estava acelerado e minha respiração ofegante.

Ouvi uma matilha de cachorros latindo loucamente, e eu já estava tremendo tanto de medo que não me importei. Foi então que eles apareceram: as criaturas iguais a Daniel. Eram nuvens negras com olhos de fagulhas elétricas, e nos perseguiam sugando tudo para si, como pequenos tornados. Lixeiras, plantas e até postes de luz: tudo era sugado.

Tiago e Sabrina já estavam muito a minha frente. E se eu tropeçasse e caísse, não sei se conseguiria levantar. O vento jogava meu corpo para trás e a nuvem negra me perseguia.

— AAAAAHHH!

Sabrina parou ao ouvir meu grito e tomou o meu lugar na briga. Começou a lutar com a nuvem negra e eu assisti horrorizada quando sua espada atravessou o vapor e o mesmo se dissolveu em pó dourado. Mas logo havia outra atrás dela.

Tiago foi tentar ajudá-la e entrou na briga também. Suas espadas dançavam, cortando o ar e as nuvens. Eu queria fazer algo para ajudá-los, mas só fiquei observando aterrorizada e tremendo de medo.

Uma dos pequenos tornados reparou em mim e começou a vir na minha direção. Esqueci completamente de meus amigos e me virei, correndo para os portões do parque municipal. Estava quase chegando quando uma nuvem escura se materializou na minha frente, com um sorriso diabólico.

— Onde pensa que vai?

Aquela coisa bizarra abriu as asas de vapor, exatamente como Daniel havia feito, e avançou na minha direção. Assustada, atirei nele a adaga que Tiago me dera e saí correndo, sem nem olhar pra ver o que tinha acontecido. Apenas voltei correndo para casa.

Não consegui dormir naquela noite. E no dia seguinte, não encontrei minha tia em lugar nenhum da casa. Liguei para ela várias vezes a caminho da escola, mas só dava caixa postal. Devia estar com o tal cara que Tiago falou. Tiago... Será que ele e Sab tinham conseguido voltar pra casa também? Não conseguia parar de me culpar por ter fugido e os abandonado, mas algo me dizia que eles estavam bem.

E apesar de ter visto Daniel se dissolver em pó dourado, eu temia encontra-lo na escola, mas isso felizmente não aconteceu. Ele havia sumido e ninguém parecia dar sua falta. A ideia de que ele estava morto me deixava aliviada e perturbada ao mesmo tempo. Mas eu precisava ter certeza. Cheguei para Flávia, que era amiga dele, e perguntei:

— Você tem noticias do Daniel?

— Uau, você está com olheiras enormes! – ela fez uma careta. – E parece que nem penteou o cabelo hoje...

— Eu perguntei se você sabe do Daniel, então será que dá pra responder, cacete?!

Ela deu uma risadinha, como se eu tivesse dito algo muito engraçado. – Quem é Daniel?


Notas Finais


Não me odeiem! Calma gente, ela vai encontrar o Acampamento brasileiro!!!! ^^


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