História O curioso mundo das sombras - Capítulo 1


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Categorias A Batalha do Apocalipse, Cidade das Trevas
Tags Medo, Sombras
Visualizações 4
Palavras 720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Mistério, Poesias, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - A perseguição


Fanfic / Fanfiction O curioso mundo das sombras - Capítulo 1 - A perseguição

-VEM AJUDAR SUA MÃE SUA CRETINA INSUPORTÁVEL!! - ele gritou.

Ela chorou.

Não de tristeza exatamente...

Já estava acostumada com aquele tratamento desprezível.

Chorava de puro ódio.

Ódio por ele ter machucado a sua mãe, ódio por ter sido tão fraca e inultil ao ponto de não ter feito nada.

Ódio daquela vida.

Ódio de tudo.

Dentro de Píper ela só conseguia desejar que o seu padrasto morresse da forma mais cruel possível, queria que ele sofresse, que sofresse muito, que pagasse por tudo que fez com sua mãe.

Sua mãe tinha morrido.

Seu padrasto havia se jogado no sofá, estava dormindo.

Como era possível? Por que sua mãe tinha se casado com um homem tão...

Tão...

Ah, nada mais daquilo importava.

Píper havia fugido de casa.

Confusa, perturbada, deixou aquela casa e começou a andar sem rumo.

Ia tão imersa em seus pensamentos que atravessou uma rua sem prestar atenção e um carro quase a pegou.

Deveria ter ficado parada e esperar o carro me matar, pensou consigo mesma.

A morte não seria uma má escolha...

Afinal, o que seria dela a partir de agora?

Da janela do carro, o motorista resmungou algo que ela não compreendeu.

Tanto faz.

Nada mais importava.

Continuou a andar como se nada tivesse acontecido e começou a lembrar do rosto de sua mãe.

Não queria assumir mas...

Ela estava quase entrando em pânico.

" Minha mãe morreu... minha mãe morreu..." - pensava Píper a cada segundo.

Sem que ela percebesse, lagrimas começaram escorrer sob o seu rosto.

Ela nunca iria se perdoar.

Ela estava lá, viu tudo acontecer, e simplesmente não conseguiu fazer nada.

Ela tinha deixado sua mãe morrer...

Foi fraca demais...

Não conseguiu controlar suas emoções...

E a deixou ir.

Ela tinha um terço de culpa, sabia disso.

Seu peito se encontrava cheio de dor e amargura.

" Por que? por que? "- ela sussurrava chorando e soluçando como nunca.

Ela tentava não chorar, mas as lagrimas não obedeciam e escorriam com cada vez mais intensidade.

Ela não conseguia controlar...

Suas pernas pararam de se mexer, ela não conseguia mais dar um passo.

Píper sua inútil, pare de chorar ao menos uma vez.

Sentia-se como um pássaro que não poderia mais voar.

Não aguentava mais sustentar o seu corpo, não conseguia sustentar mais aquela culpa, aquele arrependimento todo.

Ajoelhou-se no asfalto frio.

Tirou o capuz, levantou a cabeça e encarou a imensidão do céu.

Naquele instante, odiava do fundo do que restava daquele coração, seu padrasto, ou ate ela mesma.

Odiava o culpado pela morte de sua mãe.

Uma leve brisa soprou em seu rosto.

A voz da sua mãe ressoou no espaço...

Píper...

Aquela voz, mesmo sendo só no seu consciente, criou num instante mágico, uma linda ilusão de que sua mãe estava de volta, que ela estava do seu lado.

Seu coração encheu-se de alegria.

Mas a impressão durou pouco: A buzina de uma moto a trouxe de volta à aquela triste realidade.

Ficou ali ajoelhada, as mãos cobrindo o rosto, sentindo um enorme vazio dentro de si.

Era como se a vida fosse um inacabável inverno ao entardecer, como folhas secas arrastando-se pelo chão...

Tudo se resumia à aquela triste alma vagando em rumo a solidão.

Píper andou por horas, simplesmente queria sumir para o lugar mais longe possível.

Sua visão começava a embaçar e ela parecia já estar perdendo o senso de direção.

Estava ficando exausta.

Ela não tinha uma noção de por quanto tempo estava andando.

O céu estava escuro e sem estrelas. A lua estava envolta por uma série de nuvens negras e tudo a sua volta estava deserto e quieto.

Ela não sabia o que fazer. Estava com frio, com fome e entediada.

Não poderia ficar pior.

Andou mais um pouco até encontrar um banco de rua, ela se sentou e abaixou a cabeça.

Se deparou com a sua sombra...

Sentia-se atraída, de alguma forma.

Fixou o olhar por alguns instantes naquele reflexo.

Píper lembrava que seu pai biológico estudava essas coisas.

Falava que não era bom brincar e principalmente encarar sombras.

Ele falava que se tratava de forças muito além da capacidade humana...

Besteira, na opinião dela.

Eram somente sombras...

O que poderia aconte...

Píper só se lembrava de ter acordado em um lugar frio e vazio.

E que estava escuro, muito escuro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Aguardem a continuação...


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