História O Décimo Quinto Reino - Capítulo 54


Escrita por: ~ e ~AoNeko-chan

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Personagens Originais, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Wendy Marvell, Zeref
Tags Gale, Gruvia, Jerza, Mesult, Miraxus, Nalu, Stinro, Zervis
Exibições 149
Palavras 3.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Na última vez que soubemos algo sobre Erik, Crawford, Ian ou o Mestre, eles planejavam criar uma distração para que eles pudessem se mudar da ilha, caso não lembrem disso, começaremos o capitulo com algo que está no cap 44, ao longo do capítulo, vamos rever alguns acontecimentos, só que a partir de uma nova perspectiva. Agora vamos entender quais os planos do Mestre, onde eles estavam durante os ataques aos embaixadores e principalmente onde eles estão agora.

Capítulo 54 - O Outro Lado da História - Parte IV


Fanfic / Fanfiction O Décimo Quinto Reino - Capítulo 54 - O Outro Lado da História - Parte IV

No dia da invasão no Castelo dos Prisioneiros e da morte de Macbeth, ao retornar para sua casa, após uma madrugada inteira de buscas, Erik é chamado ao porão pelo Mestre.   

— Mandou me chamar Mestre? – perguntou Erik 

"Entre e tranque a porta, temos um assunto sério a tratar. Como disse ontem, vocês escolheram o pior plano possível para trazer o garoto. Se a intensão era não chamar atenção, conseguiram justamente ao contrário" 

— Perdão, Mestre, não fui capaz de prever que os fatos se desenrolariam desta maneira. Como o senhor me pediu ontem, descobri como Lahar e os outros souberam sobre Ian, temos cinco sensitivos nesta geração, Mestre, três deles tiveram uma manifestação relacionada ao garoto e a Vermilion mais velha tem a capacidade de externar a visão, desta forma o Cheney descobriu que algo poderia acontecer ao irmão e alertou a Comandante. 

"Desconfiei, Crawford me explicou essa questão dos sensitivos em cada geração, desconheci este detalhe. Nao posso preocupar-me com isso agora. Já que estamos nesta situação, temos que acelerar algumas coisas por causa daquele seu amigo idiota. Crawford já informou aos demais líderes que providenciassem novos locais para as sedes, Lahar com certeza irá intensificar as investigações agora. Como não dá mais para nos esconder, vamos aparecer" 

— Como assim Mestre? Iremos nos revelar agora? 

"Não exatamente. Essa explosão veio em péssima hora. Se ele estava desconfiado, agora ele tem certeza que meus seguidores estão se reunindo. E nós também teremos que nos mudar. Precisamos de uma grande distração para que todos os olhos se voltem para longe daqui" 

— O que o Mestre ordenar farei sem hesitar. 

"Ótimo, precisaremos que você e mais alguém morra nessa história e assim mais uma condição será cumprida" 

— Sim Mestre. O que devo fazer de agora em diante? 

"Concederei à Crawford uma extensão de seus poderes, com isso o alcance de sua magia dobrará, a intenção é que passe a alcançar o Reino da Noite. Mantenha-me informado dos planos de Lahar, preciso que consigas o máximo de informações que puder, pelos próximos dias vamos infiltrar mais alguns dos nossos na ilha. Precisamos ser rápidos, então escolham pessoas estratégicas, dê um fim nelas da forma que preferir e Crawford deverá, usando sua magia, substituir tais pessoas pelos nossos aliados, compreendeste até agora?" 

— Sim Mestre, já tenho alguma ideia dos soldados e mensageiros que serão substituídos.  

"Perfeito. Crawford tomará as rédeas por enquanto, pois você deverá se ausentar de sua posição por um tempo, talvez até mesmo definitivamente, entretanto, isso dependerá de alguns acontecimentos. É muito provável que Lahar e os embaixadores iniciem as buscas pelo garoto do reino da Noite nos próximos dias, se essa previsão se concretizar, reúna os homens de cada reino em que eles estiverem para fazermos um ataque simultâneo, será apenas um aviso, mas um deles deverá morrer" 

— Qual deles Mestre?  

"Não me importa qual seja, escolha o que representar maior perigo para nós" 

— Posso escolher Worn Strauss? – perguntou Erik animado.  

"Tu não merecias, mas sou um bom Mestre, concederei seu desejo de vingança antecipado, se realmente não fará diferença matar o Strauss ou qualquer outro, mate o embaixador que preferir" 

— E quanto a minha "morte" Mestre? Como devo proceder diante disso?  

"Escolha um mensageiro habilidoso para tomar teu lugar de hoje em diante, ao mesmo tempo é necessário escolher alguém sem muita expressão no plano como um todo, alguém descartável. As demais orientações dependem de como alguns fatos se desenrolarão, podes ir por enquanto, faça como Lahar lhe ordenou e descanse por enquanto, cuide do garoto e diga a Crawford que venha ao meu encontro"  

— Sim Mestre, com licença.  

 

No sexta feira pela manhã, os principes e os embaixadores, aproveitando-se do assassinato de Macbeth, realizavam buscas na ilha sob o pretexto de encontrar alguma pista que levasse ao mago com máscara branca que fora visto nas gravações, mas além disso, aproveitavam para revistar os porões, de cada casa em busca de Ian.  

Erik acompanhava de perto o progresso das buscas, já tinha substituído alguns soldados e mensageiros, colocando-os em pontos estratégicos, com isso cada movimento feito por Gildarts durante as buscas rapidamente chegaria aos seus ouvidos ou aos de Crawford, o que lhes daria tempo de deixar o lugar se precisassem, permitindo que a equipe de buscas revistasse a casa de Crawdford sem problemas. 

Por não ser necessário ao treinamento dos príncipes durante o final de semana, tão logo o sábado começou, Erik foi incluído na operação que se desenrolava no Reino da Noite e tendo o Mestre ampliado os poderes de Crawford, não havia mais necessidade de preocupar-se com sua aparência. Conforme as orientações do Mestre, Erik não iria interferir nas buscas feitas por Eleonor, mas entre as idas e vindas do Reino da Noite para a ilha, precisava conferir o que estava sendo restaurado, para que nada muito comprometedor caísse nas mãos dos embaixadores, além disso tudo, precisava encontrar seu substituto ainda naquele dia. 

 

Levar o material restaurado por Eleonor para Yuny na ilha, não demorava mais do que vinte minutos, porém, a cada vez que se afastava de Eleonor e Andrey, Erik secretamente revistava o material que tinha em mãos, descartando algo mais importante que poderia comprometê-los e só então seguia para a ilha e entregava o material à Yuny o mais rápido que podia, tudo para que sobrasse tempo a fim de movimentar-se dentro de um período de ausência aceitável, sem que Eleonor ou Andrey suspeitassem.  

Ao deixar a ilha, reservava cerca de dez minutos para entrar em contato com seus aliados no Reino da Noite, sabia bem quem poderia substitui-lo naquela atividade. Escolhera o garoto que anteriormente trabalhava para Macbeth, durante toda a manhã entre as idas e vindas, explicou tudo o que ele faria dali em diante. O jovem era perspicaz, rapidamente entendeu o plano e o papel que desempenharia dali em diante. Erik considerava que seria um grande desperdício descartá-lo, mas ele era o que melhor se encaixava no perfil que o Mestre solicitara. 

  

Após receber toda a explicação e ter algumas memórias de Erik passada para si a fim de ajudá-lo em qualquer imprevisto, Erik o levou do Reino da Noite, direto para sua casa. Enquanto Erik entregava o material à Yuny, Crawford usava sua magia. Ao deixar o castelo dos embaixadores, daquela vez, Erik seguiu para sua casa e a partir dali o garoto, que agora tinha a sua aparência, faria todo o trabalho. A fim de evitar que o mesmo sentisse os efeitos da diferença entre o tempo normal e o que já estava acostumando no Reino da Noite, Erik apagou de sua memória, quaisquer lembranças relacionadas àquele reino, substituindo-as por suas próprias memórias a respeito de como superar tal diferença, além de algo que o ajudasse a manter, se necessário, um diálogo mínimo com Eleonor e Andrey, mesmo que acreditasse que isto não fosse acontecer, pois, por estarem extremamente concentrados no que faziam, dificilmente um dos dois pararia para conversar com ele. 

 

Após a saída do garoto, Erik teve o selo que o impedia de usar sua magia essencial liberado. Terminado o processo, um mensageiro iniciante que fora designado para trabalhar diretamente com Crawford em sua casa, seguiu até o quartel, precisava encontrar um soldado chamado Khalan, era praticamente o braço direito de Gildarts, o plano era levá-lo até a casa de Crawford e incapacitá-lo para que Erik pudesse assumir seu lugar temporariamente.  

 

— Senhor Khalan? – perguntou o jovem mensageiro quando finalmente o encontrou.  

— Pois não?  

— O senhor Nesvalt pediu para chamá-lo, ele precisa de seu auxilio para algo.  

— Nesvalt? O velho da biblioteca? O que ele quer comigo agora?  

— Eu não sei senhor, sou apenas um mensageiro iniciante. Mas o senhor Nesvalt me pareceu bastante pertubado. Me pergunto se aconteceu algo? – disse ele fingindo inocência.  

— Ora mais essa agora! O que será que esse velho quer comigo? Pensei que ele nem soubesse da minha existência – reclamou – vamos logo, eu tenho o que fazer garoto! Me leve lá com sua magia, consegue ou é um daqueles fracotes que não conseguem levar ninguém consigo?  

— Consigo sim senhor – respondeu ele com um falso sorriso gentil.

 

Assim que parou diante de sua casa, Crawford pediu para que os dois entrassem e assim que a porta fechou-se, Erik, usando sua magia, envenenou o soldado que ficou imediatamente paralisado. Caído no chão ao pé da porta, Khalan olhava de um para outro sem entender absolutamente nada. Tentava a todo custo mover-se, porém seu corpo parecia petrificado e estava cada vez mais difícil respirar, sentia que logo perderia a consciência, porém antes de apagar, assombrado, viu o velho Nesvalt transformando Erik, em uma cópia de si mesmo. Depois disso, desmaiou.  

— Você não matou ele matou?   

— Não, esse veneno não mata ninguém só paralisa mesmo, se deixar ele vai dormir por uns três dias, vai parecer estar morto, mas assim que voltar eu retiro o veneno de seu corpo e altero suas memórias. Tenho que ir, quando ele entrou ouvi em seus pensamentos que ele estava indo de encontro à Gildarts, eles vão discutir agora os próximos passos, avise ao Mestre por favor.  

 

Erik detestava se passar por um dos soldados da ilha, isso lhe impossibilitava de usar o teletransporte e lhe obrigava a manter-se constantemente vigilante para não ser descoberto, portanto precisava ser rápido, teletransportou-se para o local mais discreto que pudera pensar, e seguiu o caminho que Khalan fazia ao encontrar-se com o mensageiro de seu pai.   

 

— Khalaaaan você está atrasado – reclamou Gildarts assim que o viu. Com seus poderes, Erik pôde ouvi-lo se perguntar porquê, Khalan nunca se atrasava.  

— Desculpe senhor – disse ele batendo continência – houve um imprevisto pessoal, mas isto não voltará a acontecer.  

— Certo, certo, vamos indo, a reunião com os embaixadores e o comandante começará daqui há cinco minutos, há essa hora eles já devem ter terminado a reunião deles com os conselheiros.  

— Sim senhor. O que devo fazer durante a reunião senhor?  

— Como assim o que deve fazer? Que pergunta é essa? Você entra comigo e anota tudo o que eles falarem, eles sempre falam demais, até parece que não sabe. Lembre-se de dar total atenção ao que mandarem nosso pessoal fazer. O que você tem hoje Khalan?  

— Nada com que se preocupar senhor. Vamos? 

— Sim, vamos – disse ele olhando-o desconfiado — deve ser algum problema com a mulher — pensou.  

 

Ao final da reunião ficou decidido que Gildarts assumiria o comando da ilha temporariamente, todos os embaixadores, com exceção de Yuny, deixariam a ilha na manhã seguinte para liderar as busca por Ian em seus reinos. Segundo Lahar e os conselheiros, com os embaixadores envolvidos, as chances de alcançarem algum resultado satisfatório rapidamente, aumentariam. Lahar iria ao reino das Armas, pois além de liderar as buscas por Ian, precisava verificar algumas coisas referentes às investigações que vinha fazendo. Laki permaneceria na ilha, estava em observação desde a explosão no Reino da Noite mas logo receberia alta, permaneceria na ilha e ajudaria Gildarts no que fosse preciso.  

 

— Mas que letra horrível é essa Khalan? – perguntou Gildarts ao ver as anotações garranchudas que o rapaz fizera – tudo bem que sua letra nunca foi bonita, mas essa está praticamente inlegível.  

— Desculpe-me senhor – disse o rapaz. Erik tentava fazer uma expressão um tanto quanto envergonhada.  

— O que está acontecendo cara? Alguma coisa com sua mulher? Você está estranho essa tarde.  

— Mais ou menos isso senhor.  

— O que quer que seja, recomponha-se. Vou até o hospital para visitar Laki e Tina, daqui há uma hora, encontre-me na entrada do quartel, eu voltarei ao Reino da Noite e desta vez quero que você vá comigo. Vá preparar alguma coisa que por acaso precise levar, amanhã você passará o dia lá.  

— Como queira senhor.  

 

Erik seguiu em direção ao quartel, porém, quando saiu do campo de visão de Gildarts e constatou que já não podia mais ser visto por ninguém, teletransportou-se de volta para sua casa. Retirou o veneno do verdadeiro Khalan, alterou suas memórias e o largou em um lugar qualquer perto de onde Gildarts o vira pela ultima vez. Segundo suas memórias, ele nunca fora chamado até a casa de Crawford, participara da reunião normalmente e enquanto seguia para o quartel sentiu-se mal e desmaiou ali.   

 

Após livrar-se de Khalan, Erik desceu ao porão para informar ao Mestre o que ficara definido na reunião.  

    

"Perfeito, Lahar fez o movimento que imaginei que ele faria, agora você deverá seguir até nossos aliados em todos os reinos que os embaixadores estarão amanhã, transmita minha mensagem aos líderes para reunir os homens para o ataque." 

 

— Sim, Mestre. Desculpe-me perguntar Mestre, mas ainda não fui capaz de compreender porquê atacaremos os embaixadores agora. 

 

"Terror psicológico meu caro, além disso,. prevejo que amanhã será um dia extremamente movimentado, mantenha-se longe dos dormitórios do quartel, haverá uma grande explosão no quarto das princesas da paz, Crawford e alguns aliados cuidarão de tudo" 

 

— Iremos matá-las Mestre? – perguntou ele sem realmente entender os motivos. Caso fosse esse o plano do Mestre, precisava garantir que Mirajane escapasse ilesa daquele ataque, ele mesmo iria matá-la.

 

"É claro que não, elas não estarão lá no horário. Embora haja em minha previsão uma possível morte, que muito nos será útil, se tudo sair como o esperado, nos livraremos da primeira mensageira, porém em minha visão isso está incerto, há dois fatores que podem atrapalhar este plano, mas não fui capaz de prever quais. Você retornará dependendo do desenrolar destes fatos, retornará para ser o primeiro mensageiro ou morrerá sem memórias no hospital"  

 

 

Após ser liberado, Erik seguiu para o reino mais próximo da ilha a fim de transmitir a mensagem do Mestre aos líderes. Já era madrugada quando chegou ao Reino dos Demônios, onde lideraria ele mesmo o ataque. Estava ansioso, não via a hora de acabar com um membro da família Strauss.  

 

~*~ 

 

Erik nascera naquele reino, seu nome na verdade era Erik Bhureau, crescera ouvindo os discursos de ódio de seu pai sobre a família Straus, que segundo ele, usurpara a coroa de seus antepassados tomando o reinado para si e rebaixando sua família à simples serviçais, aprendeu a odiá-los, nem mesmo discutia, idolatrava seu pai e se ele dizia que a família Strauss roubaram a coroa de seus antepassados, considerava aquela, uma verdade absoluta. O que Erik não sabia, era que tais ideias eram fruto da mente esquizofrênica de seu pai. Nada daquilo era real, e todos no Reino dos Demônios sabiam, porém, por pena da azarada familia Bhureau, ignoravam-os e deixavam eles viverem suas vidas, fingiam que eles nem existiam na maioria das vezes.  

Erik viveu até os treze anos ao lado do pai, não tivera irmãos e sua mãe suicidara-se pouco após seu nascimento. Não apresentava o mesmo problema do pai, porém devido a criação que teve, desenvolveu uma personalidade psicótica que o levaria, anos mais tarde, a deixar o reino após a morte de seu pai, em busca de um aliado que o ajudasse a destronar Henry Strauss para que ele pudesse tomar para si a coroa que lhe era de direito. Forjou a própria morte, incendiando a casa em que vivia, com o corpo do pai que já havia falecido há quase uma semana dentro e fugiu do reino dos Demônios.  

Segundo seu pai lhe dissera momentos antes de morrer, ele devia procurar por um homem chamado Crawford Seam Nesvalt, ele procurava um meio de ressucitar o último rei Limpisck e se Erik o ajudasse, chegaria o momento em que seus objetivos iriam convergir.  Viajando clandestinamente entre os reinos como um transferido, procurou por Crawford durante quase um ano até encontrá-lo no reino dos Anjos. Explicou toda sua história e seus objetivos, Crawford que ainda reunia aliados para iniciar a construção da Torre do Paraíso, viu para Erik um futuro promissor ao seu lado. Manteve-o naquele reino, pois até então contava com poucos aliados ali, ele o ajudaria naquela missão. Anos se passaram e aos poucos, seu ódio pelos Strauss foi ampliado aos Dreyars, sem nenhum motivo aparente, ele simplesmente não ia com a cara de Ivan Dreyar, lhe fazia lembrar Henry Strauss, isso já era motivo suficiente para odiá-los. Ódio que o levou a ser banido do reino. 

Crawford, que sempre deixava a ilha com a desculpa que visitaria sua família no reino do Saber, treinou Erik até que ele aprendesse a usar teletransporte e inseriu nele uma lácrima que lhe permitiria usar magia de memórias, seria seu trunfo, já planejava fazer com que ele passasse a viver na ilha, pretendia fazer dele o primeiro mensageiro. Aproveitando-se das habilidades do rapaz, pôde diminuir a quantidade de vezes que se ausentava da ilha, passando a comandar tudo à distancia com o auxilio de Erik. 

 

~*~ 

 

No dia em que ocerreriam os ataques, Erik treinava alguns golpes com uma espada. Worn, um nativo do Reino dos Demônios, não seria atingido por sua magia, mas poderia facilmente ganhar dele em números e força após um tempo. Minutos antes da hora marcada para os ataques, seguiu ao Reino da Noite, pois, segundo o Mestre, ele precisava garantir que seu substituto além de ser atingido durante o ataque, tivesse suas memórias totalmente apagadas, por este motivo o rapaz recebera o primeiro ataque. Enquanto Erik cuidava do seu substituto, os outros concentraram-se em Andrey e Eleonor, haviam pouquíssimos soldados e mensageiros com os dois. Se confiavam demais na capacidade de Andrey de proteger Eleonor. Os soldados e mensageiros que estavam no Reino da Noite, ainda procuravam pelo falso médico na Vila da Fronteira e por Ian nas vilas próximas ao castelo.  

 

Após cumprir com sua parte do plano naquele reino, Erik retornou para o Reino dos Demônios onde os outros já haviam iniciado o ataque, seu único alvo era Worn, quando chegou, viu que ele corria de volta para o campo de batalha, não sabia de onde ele vinha, mas voltara direto para a morte. Ignorando tudo ao redor, partiu em direção ao seu alvo. Worn estava prestes a ser encurralado por todos os seus homens. Estava adorando ver a expressão de pavor em seus olhos, esperava o momento certo de aproximar-se, deixou que seus homens o surrassem, era o que ele queria ver, desejava apenas dar o último golpe. Quando percebeu que Worn estava em seu limite, ordenou que todos se afastassem. Queria muito poder tirar a mascara, poder mostrar seu verdadeiro rosto, mas o Mestre o proibira de fazer isso. Worn esforçava-se para manter-se de pé, olhava para o homem com máscara branca que mandara os outros pararem, com certeza era o líder, pensou naquele momento, preparava-se para o ataque quando o viu sacar uma espada, conseguiu desviar dos golpes por um tempo, mas já cansado, rapidamente fora atingido.  

— Hoje finalmente poderei realizar um dos maiores sonhos de minha vida. Irei matá-lo Worn Strauss – ouviu o homem dizer bem próximo ao seu rosto.  

Antes mesmo que Erik pudesse preparar-se para mais um golpe, ouviu um urro e gritos atrás de si, quando deu por si, sentia a lateral do seu corpo ser perfurada e sentiu-se ser elevado ainda preso naqueles chifres. Reuniu todas as suas forças e teletransportou-se dali para a sede, pouco depois seus homens também chegavam ao lugar.  

— Maldito bastardo – praguejava ele tentando estancar o sangramento com as próprias mãos – me impediu de ver aquele idiota dar seu último suspiro.  

— Chefe, chefe, vamos, temos que cuidar disso – dizia um de seus homens sustentando-o no instante em que estava prestes a cair. Pouco depois, ainda amaldiçoando  Elfman, perdeu a consciência.  

 

Erik foi tratado às pressas ali mesmo, após estancarem o sangramento, o levaram para a ilha, ninguém sabia o que fazer com ele naquele estado. Crawford acabara de receber as confirmações de que os ataques tinham sido um sucesso. Houveram baixas, mas cada envolvido já tinha em si a magia de memória condicional de Erik, caso fossem capturados, tudo se apagaria. Só faltava Erik retornar para que pudessem se preparar para deixar o local. Porém, Erik retornara gravemente ferido. Para salvá-lo, Crawford, modificando sua aparência e com o auxilio de seu mensageiro, levaria Erik até o hospital da ilha após a explosão. Para isso, era preciso que Erik sobrevivesse até lá.  

— Será que o tio Erik vai ficar bem? – perguntava Ian ao lado de Erik que estava deitado no sofá, o sangramento havia parado, mas ele perdera muito sangue, ainda estava inconsciente – tio Crawford ele está gelado, o senhor precisa levar ele para o hospital agora mesmo. 

— Não podemos, não agora, ele precisará ser forte e aguentar. 

Sweet Dreams – Crawford ouviu Ian dizer pouco depois. 

— O que fez garoto? – perguntou ele olhando para Erik que já não parecia sofrer com o ferimento. 

— Ele estava com dor, induzi ele à um estado de sono onde ele só terá bons sonhos. 

— Por que fez isso para ele? Ele passa o tempo inteiro brigando contigo. Sempre diz não te suportar e você ainda o ajuda?

— Eu não gosto de ver ninguém sofrendo, só isso. Mas eu não posso fazer nada além disso. Seja forte tio Erik, aguente firme até a hora de ir ao hospital – disse ele segurando a mão de Erik.

Crawford olhava-o incrédulo. Como um garoto daqueles poderia fazer parte dos planos do Mestre?  Era gentil demais, inocente demais. Muito lhe surpreendia ele ter sido escolhido pelo Mestre. Será que ele fazia alguma ideia do que aconteceria com ele ao final da sua preparação? 

Pouco antes de Erik retornar naquele estado, seguindo as orientações do Mestre, Crawford reuniu alguns aliados que possuíam habilidades de invisibilidade e desta forma as bombas no quarto das princesas da paz foram instaladas.  Após a explosão, Crawford despachou seu mensageiro com Erik até o hospital da ilha e devido à explosão ninguém no hospital contestou a origem de seu ferimento e por causa daquilo, parte do plano precisou ser alterado. Inicialmente, eles se aproveitariam da confusão gerada com a explosão para sair da ilha com Ian. Estando Erik ferido, entretanto, nada poderiam fazer. Diante do risco de serem descobertos, Crawford alterou a aparência de Ian, ele passaria a ter a mesma aparência do seu mensageiro que fora orientado a deixar a ilha tão logo deixasse Erik no hospital. 


Notas Finais


Em resumo, o Erik e o Fake Erik estão no mesmo lugar agora. Só que ambos sob a magia do Crawford. Êta magia conveniente essa a dele né :p

^^ O que acham do Ian... O que acharam do capítulo? Deu para entender tudinho? Fiquei preocupada de que pudesse ficar um pouco confuso, fiz de tudo para que ficasse o mais claro possível, espero ter conseguido. Até o próximo.

PS: Vocês sabiam que tinha sido o Erik a matar o Worn não é?


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