História O Décimo Quinto Reino (Em pausa) - Capítulo 55


Escrita por: ~ e ~AoNeko-chan

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Personagens Originais, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Wendy Marvell, Zeref
Tags Gale, Gruvia, Jerza, Mesult, Miraxus, Nalu, Stinro, Zervis
Exibições 151
Palavras 3.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu ia postar esse capítulo ontem, mas eu fiquei tão assim com aquelo acidente com o pessoal do Chape que eu não tive muita coragem de terminar de escrevê-lo pra falar a verdade. Eu não acompanho futebol, nunca nem tinha ouvido falar daquele time, sério, mas quando eu acordei e li o que tinha acontecido fiquei bem triste o dia ontem foi muito cinza, eu não consegui fazer praticamente nada ontem, fiquei bem apática mesmo depois disso :/ Mais ainda por escutar um vizinho meu debochando dizendo que por causa daquilo agora "todo mundo virou torcedor de carterinha do Chape" ¬¬ Eu só não peguei uma briga com ele porque não ia adiantar de nada mesmo y.y
Sei que não tem nada haver falar isso aqui, mas sei lá, deu vontade :c
No mais, espero que gostem do capítulo ^^ finalmente consegui pular um pouquinho o tempo :p

Capítulo 55 - Uma pequena lição de moral


Cinco dias após os ataques se passaram, e mesmo com o clima de tensão pairando sobre a ilha e todos os reinos de Everlock, aos poucos a rotina começava a voltar ao normal.

As buscas por Ian continuavam, no Décimo Quinto Reino, tendo àquela altura, todas as casas da vila já revistadas, as buscas passaram para a parte inabitada da ilha. Mest, Lahar, Gildarts e os embaixadores dividiam-se entre as buscas por Ian, a investigação que Lahar vinha fazendo há um tempo e o treinamento dos príncipes. Todos fazendo o máximo que podiam para mantê-los a par de tudo o que estava acontecendo.

No hospital da ilha, pouco a pouco os feridos estavam sendo liberados. Grandeeney se preparava para retornar para o Reino das Fadas junto com Laki, quando Eleonor subitamente despertou. Imediatamente mandou chamar Mest, Lahar e seu oposto. provavelmente precisaria adiar por mais um dia ou dois seu regresso.

— Grandeeney, o que houve? Algum problema com Eleonor? – perguntou Lahar assim que a viu.

— Não me diga que ela acordou sem memórias como Erik? – perguntou Silvérios que acompanhara os dois ao saber que se tratava de algo relacionado a Eleonor. Desde que Erik acordara sem memória, temia vê-la na mesma situação.

— Não, ela não apresentou perda de memória, mas de alguma forma, o ataque afetou seus poderes, quando estávamos fazendo alguns testes, percebemos que ela não está conseguindo executar sua magia com precisão e isso está deixando-a instável emocionalmente.

— Podemos vê-la? – Silvério tornou a perguntar. Tão logo Grandeeney permitiu sua ida, correu até o quarto que ela estava, deixando os outros três para trás.

— Lahar, temo que algo assim possa acontecer à Martha também. Há alguns dias me pergunto o que estaria por trás destes ataques, não houve intenção de matá-las, por isso estranhei o fato delas permanecerem desacordadas.

— Seria essa a real intenção deles? – perguntou Lahar de forma retórica – Mest, vá até Yuny, peça para que ela pesquise, assim que puder, o que pode causar um dano como este, o aguardarei aqui para seguirmos o cronograma.

Mest rapidamente deixou o local, Lahar pretendia aproveitar sua ida até o hospital para ver como Laki estava. Grandeeney não deixava ninguém vê-la desde o ocorrido, mas sempre o atualizava sobre seu progresso. Porém, como estivera extremamente ocupado durante os últimos dias, nada sabia de seu estado atual.

— Ela já está acordada, mas ainda não poderá receber ninguém.

— Grandeeney, por favor seja sincera, o que está acontecendo realmente? Por que está mantendo-a isolada?

— Ela está catatônica, Lahar, não têm reagido a nada. Eu já esperava algo assim, ninguém passa pelo que ela passou e sai ileso, já é quase um milagre ela ter sobrevivido. Não adiantará de nada permitir que ela receba visitas agora, sem falar no impacto negativo que isso teria sobre os príncipes por exemplo. Para todos os que vêm visitá-la, tenho dito que ela está sendo mantida sedada. Levarei ela comigo, cuidarei eu mesma dela, mas agora também tenho que cuidar de Eleonor, talvez possa descobrir um meio de fazer com que Martha desperte também.

Após a conversa com Grandeeney, Lahar seguiu para o quarto de Eleonor, ao chegar lá, encontrou-a abraçada a Silvério, estava chorando e ele tentava consolá-la. Não sabendo o que poderia fazer ali, deixou os dois a sós. Eleonor sempre fora a mais sensível dentre todos os embaixadores, Lahar não sabia lidar muito bem com situações assim. Enquanto voltava para onde Grandeeney estava, encontrou-se com Crawford que vinha na direção contrária.  

— Senhor Nesvalt, como tem passado? Veio para ver seu filho?

— Bom dia senhor Comandante, estou bem obrigado, sim, vim ver como Erik está.

— Mas não estava indo na direção errada? Erik está em um dos quartos individuais, fica para o outro lado.

— Sim, estou ciente senhor Comandante, mas estou aproveitando para visitar alguns outros conhecidos que ainda estão na enfermaria. É uma visita rápida, depois irei até Erik.

— Verdade? Irei acompanhá-lo. Há alguns dias não visito o restante do pessoal que ainda se encontra hospitalizado. Aproveito para matar o tempo enquanto o senhor Gryder não retorna – disse ele enquanto seguiam para enfermaria.

— Soube a respeito do senhor Gryder, fiquei muito surpreso ao vê-lo fora da prisão, não imaginei que os conselheiros revogariam sua sentença.

— Quem o senhor veio visitar? Não sabia que era próximo de algum mensageiro ou soldado, senhor Nesvalt – disse ele mudando de assunto.

— Um jovem chamado Armyn, ele é um dos soldados da divisão de vigilância, seu posto era na Biblioteca Geral, por este motivo nos conhecemos. Ele sempre me auxiliou bastante, soube que ele foi atingido durante a explosão no dormitório feminino e vim vê-lo.

— Sim, Armyn Lee, lembro-me dele, está na ilha há pouco mais de oito meses, é um jovem esforçado e de grande estima perante seus superiores, uma pena que ele estivesse por ali justo naquele dia não é mesmo?

— Lahar? Vamos? – Mest apareceu antes que Crawford pudesse responder. Ao vê-lo, Crawford cumprimentou-o, evitando prolongar o assunto com Lahar que, como estava com pressa, deixou-o antes de chegar na enfermaria.

 

— Mest, Armyn Lee é um daqueles que estão na sua lista? – perguntou Lahar assim que chegaram ao Reino do Mar, primeira parada do cronograma para aquele dia.

— Não, porque a pergunta?

— Quando retornarmos à ilha esta noite, quero falar com Gildarts, envie uma mensagem para que ele providencie uma relação com a localização de todos os soldados que estavam na ilha no dia da explosão, quero que faça o mesmo com os mensageiros, se precisar retorne mais cedo por hoje.

— Estive vendo isso ontem, está tudo desatualizado, mas creio que em uma hora terei a relação. Algum problema?

— Tenho achado que Crawford têm se comportado de forma estranha ultimamente.

— Crawford sempre foi estranho.

Lahar contou-lhe sobre a vez que encontrou Crawford na porta da casa de Laki e sobre a breve conversa que tivera com ele minutos atrás. Mest foi obrigado a concordar, conhecendo Crawford como conheciam, era estranho que ele estivesse preocupado com a situação de um simples soldado de vigilância. Ambos sempre ouviram muitas reclamações a respeito de como ele tratava seus mensageiros e até mesmo alguns soldados da ilha, ditando-lhe ordens de forma arrogante e autoritária mesmo para aqueles que não estavam sob seu comando.

Lahar nunca tivera uma boa impressão de Crawford, mas nada podia fazer, não havia nada de concreto contra ele que era o morador mais antigo da ilha. Por isso, Crawford gozava de certos benefícios e tinha amizade até mesmo com alguns conselheiros. Acreditava que ele só não se tornara conselheiro por não possuir nenhuma magia que interessasse a eles.

Enquanto Mest providenciava a mensagem para Gildarts, Lahar dava continuidade às investigações, estava fazendo o máximo que podia para aproveitar a liberdade provisória de Mest. A investigação que Lahar vinha conduzindo há algum tempo, praticamente voltara a estaca zero, tinham perdido o contato com todos aqueles que estavam tentando infiltrar-se entre os inimigos e naquele dia, procuravam determinar o paradeiro de alguns. Eles sabiam que os seguidores dos Limpisck estavam se reunindo outra vez, com os ataques isso ficara mais claro ainda, mas até então, não conseguiram absolutamente nada significativo, era como se eles tivessem evaporado.

 

Naquele mesmo momento na ilha, Makarov fora chamado pelos conselheiros, que ao saberem que Eleonor tinha acordado, queriam interrogá-la a fim de descobrir algo sobre o ataque que sofrera. Ao deixar o salão do conselho, Makarov reuniu os embaixadores, que estavam todos no jardim naquele momento observando o treinamento dos príncipes. Larcade que comandava o treinamento naquele dia, resolveu dar uma pausa para que eles pudessem descansar e juntou-se aos outros que conversavam mais adiante.

— O que será que eles estão falando? Não dá para ouvir Natsu? – pediu Lucy que ficara curiosa ao ver a expressão de Makarov ao chamar os embaixadores para conversar.

— Não foi você que disse que era feio ficar ouvindo a conversa dos outros Luce?

— Considere isso uma exceção, vai presta atenção no que eles estão falando.

— Eu também quero saber – disse Levy – Gajeel você consegue ouvir dessa distância?

— Está querendo dizer que o Salamander pode ouvir melhor do que eu baixinha?

— É claro que não – disse Levy fazendo-se de inocente.

— É claro que eu posso seu cabeça de prego!

— Eu duvido!

— Então vamos ver quem pode ouvir melhor – disse ele concentrando-se nos embaixadores.

Ficaram então de pé, encarando um ao outro com expressões irritadas, enquanto tentavam ouvir o que os embaixadores falavam. Lucy e Levy trocaram olhares vitoriosos, era muito fácil fazer com que aqueles dois fizessem as coisas conforme elas queriam.  

— Ei, Ultear, sua tia acordou – disse Natsu chamando atenção dos demais, que logo se reuniram para saber o que estava acontecendo.

— Sério? Como você sabe Natsu?

— Falaram agora ali. Eu posso ouvir, esqueceu?

— Vocês estão ouvindo a conversa deles, isso é feio – reclamou Erza.

— Foi ideia dela – disseram Natsu e Gajeel ao mesmo tempo apontando para Lucy e Levy.

— Por favor, deixa, só dessa vez Erza, é sobre minha tia eu quero saber – Ultear pediu.  

— Eu também, pode ser que minha tia também tenha acordado – disse Rogue que agora também se concentrava nos embaixadores.

— Façam silêncio – Laxus reclamou, há tempos também já estava concentrado no que seu tio falava. Sua voz alta chamou atenção de Yuny que olhou na direção dos príncipes curiosa. Estes rapidamente tentaram disfarçar, fazendo a primeira coisa que veio à mente naquele momento.


 

Makarov acabara de transmitir aos demais, as ordens recebidas pelos conselheiros. Silvério que já havia regressado, foi o primeiro a manifestar-se.

— Ela não tem a menor condição de participar de algo assim agora Makarov. Grandeeney até mesmo me fez deixar o hospital agora há pouco dizendo que precisava cuidar dela. O que eles estão pensando? Eles nem mesmo se preocuparam em saber como ela está.

— Você sabe que eles são assim Silvério – disse Larcade entediado, não se surpreendia nenhum pouco com a atitude dos conselheiros.

— Mas por Everlock! Ela acabou de acordar! Ainda não tem condições de passar por isso. Eles não entendem pelo que nós passamos? – Evelyn contestou.

— Grandeeney não vai deixar tirarem ela de lá agora – Silvério tornou a dizer.

— Até parece que Grandeeney vai ter voz para ir contra uma decisão dos conselheiros – argumentou Lara em tom de desdém – não sei por que estamos perdendo tempo discutindo isso.

— Lara isso não está certo el…

— Silvério, fizeram a mesma coisa com todos nós aqui. Por que seria diferente com Eleonor? Só porque ela passou mais tempo inconsciente? Você trata ela como um cristal.

— Eleonor não é como você que fica se escondendo atrás dessa pose de autoritarismo Lara. E nenhum de nós aqui teve dano algum em nossas magias com aquele ataque. Se você não tem ninguém pra cuidar de você é porque você fica aí se fazendo de forte e poderosa e não deixa ninguém se aproximar.

— Eu não preciso da compaixão de ninguém querido, eu sei me virar muito bem sozinha, obrigada. Eleonor é uma idiota, fraca por sua causa, ela sempre foi sentimental demais e você vive tentando proteger ela de tudo.

— Lara! – Yuny repreendeu.

— O que é? Não vem defender ela agora não Yuny, você sempre foi a primeira a reclamar de Eleonor, sempre! Agora só porque ela é sensitiva também vocês viraram amiguinhas?

— Independente disso, ela está numa situação delicada Lara, como você se sentiu quando foi chamada para ser interrogada? Se não fosse pelo Larcade, eles teriam levado você pra lá antes mesmo de Grandeeney cuidar da sua perna quebrada.  Você estava em condições de passar pelo interrogatório deles naquele momento?

— Eu não pedi para ele fazer nada disso por mim, já disse que sei me virar.

— Ah, cala essa sua boca Lara! – disse Evelyn surpreendendo a todos, ela nunca se intrometia nas discussões – você sempre faz isso para chamar atenção. Seria mais fácil pra você admitir logo que está enciumada porque ninguém tenta fazer nada assim por você. Você vive dizendo que é independente, que sabe se virar sozinha, mas quando o problema é grande demais você sempre recorre ao Larcade para te ajudar. Ninguém vai te julgar menos capaz se você aceitar nossa ajuda sabia?

— Retire o que disse agora mesmo…

— Lara, chega! – Larcade a interrompeu, ela estava prestes a partir para cima de Evelyn – você está fazendo uma cena, além de tudo está dando mau exemplo, os príncipes estão bem ali, a Juvia está bem ali presenciando tudo isso, recomponha-se.

 

De fato os príncipes estavam surpresos com aquilo tudo, não era mais preciso, Natsu ou um dos outros dizerem o que estavam falando, todos podiam ouvir a discussão que se desenrolava entre os embaixadores. Juvia mais do que todos, estava surpresa com a atitude da tia. A Lara que ela conhecia não era assim. Erza olhava para os embaixadores irritada, não precisava nem mesmo ter ouvido a conversa toda para entender o que estava acontecendo. Como eles podiam agir assim? Falar assim uns com os outros? Era o que todos se perguntavam. Estavam todos pensando sobre aquilo quando Lucy lhes chamou atenção.

— Ei, Natsu, espera, o que você vai fazer? Volta aqui! – perguntou ela tentando impedi-lo.

Natsu ficara profundamente irritado com o que ouvira, dentre todos os que tinham os sentidos mais aguçados, Natsu era o mais sensível, enquanto os outros apenas deduziam sobre o que os embaixadores discutiam, ele podia ouvir claramente como se estivesse ao lado deles sem fazer nenhum esforço, os demais precisavam se concentrar para poder ouvir. Há bastante tempo queria poder dizer uma coisa para os embaixadores, mas nem tivera a oportunidade e nem conseguira encontrar as palavras certas para expressar o que pretendia dizer, ainda não tinha as palavras, mas a oportunidade chegara. E, enquanto seu tio falava com Lara, ele resolveu se intrometer na conversa.

— Me dá licença, quero falar uma coisinha com vocês – disse ele se colocando entre Lara e seu tio.

Os príncipes vinham logo atrás dele, se ele ia se intrometer na conversa dos embaixadores, eles iam junto para dar apoio ou falar alguma coisa também, ou, como Zeref pensara, para ajudar a controlar Natsu caso ele perdesse a cabeça. Já tinha uma noção do porquê o irmão fizera aquilo e o que ele falaria.

— Natsu? O que está fazendo? Isso não diz respeito a você vol..

— Por que não tio? Só porque eu sou mais novo e inexperiente que vocês? De que adianta toda a idade e experiência de vocês se na hora que uma companheira de vocês está passando por um problema, vocês não tem nem condições de ajudá-la?

— Natsu... – Larcade pretendia impedí-lo, mas Makarov interviu.

— Deixe o garoto falar Larcade, vamos ouvir o que ele e os outros têm a dizer.

— Obrigado. Senhora Lockser – disse ele tomando coragem para dirigir-se a ela – com todo o respeito, mas a senhora falou uma grande besteira agora há pouco. Quem é que consegue viver sozinho sem ajuda de ninguém? Se a senhora tenta ser assim, acho que é por isso que a senhora é tão ranzinza.

— Vocês mesmo vêm ensinando no treinamento como podemos encontrar combinações entre nossas magias certo? – disse Lucy em apoio a Natsu ao ver que ele se encolhera um pouco diante do olhar que Lara o lançara – acredito que isso poderia ser aplicado a tudo não é?

— Isso mesmo – Evelyn confirmou. Ela e Makarov estava gostando muito do rumo que aquela conversa estava tomando.

— É, e vocês estão fazendo justamente ao contrário – Natsu tornou a falar, ainda dirigindo-se a Lara – se fosse preciso unir sua magia com a de um deles ia fazer com quem? Com meu tio, não é? Mas se meu tio fosse derrotado e o inimigo fosse muito mais forte do que a senhora? Não ia ser mais fácil lutar ao lado de um dos seus companheiros? A senhora mesmo diria que sim. Até já disse isso quando eu e a Juvia estávamos naquele aquário. Se eu não me desse bem com a Juvia será que eu e ela conseguimos fazer aquele treinamento no aquário?

— Não – disse ela emburrada. Já tinha entendido onde Natsu queria chegar, mas não queria dar o braço a torcer, manteve sua postura rígida de sempre.

— Eu não me dou muito bem com o Gray ou com o Gajeel, é verdade, mas eu sei, e eles também já sabem, que quando um precisar do outro nada mais vai importar, pois por mais que a gente brigue, somos companheiros e acima de tudo isso, devemos ajudar um ao outro. É assim que todos nós pensamos na verdade.

— E retire o que disse da minha tia, ela não é fraca. É muito melhor ser sincera com seus sentimentos do que viver escondendo eles do mundo como a senhora faz – disse Ultear que já tinha conversado com Juvia sobre Lara.

Juvia já tinha dito, não só a ela, mas a todos os outros, em um dos momentos que ficaram a sós no castelo, que sua tia não era daquele jeito. Mas, por algum motivo, que ela não conseguia entender muito bem, quando estava entre outras pessoas agia assim. Nesse dia, chegaram a conclusão de que ela provavelmente agia daquela forma por ter medo de mostrar como era de verdade, não sabiam o que poderia ter causado aquilo, mas concordavam que era um jeito bem difícil de se levar a vida.  

— Não sei como é esse interrogatório dos conselheiros – disse Erza logo depois – mas não me parece algo fácil. Se a senhora Milkovich ainda está abalada devido aos últimos acontecimentos, porque vocês simplesmente não dizem a eles que esperem?

— Não é bem assim querida. Quando os conselheiros dão uma ordem direta assim, não tem muito o que se fazer, temos que  cumprir com o que eles determinam – explicou Yuny.

— E vocês sempre concordam com essas ordens? Vocês nunca podem dizer não? Se for algo que vocês não concordam, o que vocês fazem então? Simplesmente abaixam a cabeça e fazem? É isso mesmo? – perguntou Mavis um tanto surpresa com aquilo.

— De certa forma, sim.  

— Mas essa é uma questão tão simples! Minha tia não tem condições de ir e ponto final. É indiscutível, ela não tem condições. Por Everlock! Nem para defender uns aos outros vocês conseguem se entender. Perderam quase dois dias discutindo sobre como seguir com o treinamento. Se não fosse por Mest ter feito a gente estudar sobre as Manifestações e como identificá-las, não teríamos feito nada.  

— E quem não é sensitivo realmente ficou sem fazer nada – Mirajane concluiu a fala de Ultear – vocês começaram aquele dia e pararam quando o comandante disse que deixaria tudo pela conta de vocês. Qual é o problema? Vocês não se sentem capazes de fazer algo por vocês mesmos?

— Ser Embaixador da Paz é só um título. Pelo visto vocês não tem poder para fazer praticamente nada por aqui. Dependem demais desses conselheiros que nem mesmo mostram as caras ou saem dali de dentro – disse Gray entediado – se me dão licença, eu vou voltar pro castelo.  

— Senhor Fullbuster, por favor cuide da minha tia, se ela não tem condições de fazer isso, não deixe que levem ela. Assim que puder gostaria de ir visitá-la – pediu Ultear antes de seguir os demais, que assim como Gray, voltaram para o castelo.

 

Os embaixadores permaneceram ali em silêncio. Cada um pensando a respeito do que acabara de acontecer. Depois que os príncipes entraram no castelo, Andrey aproximou-se. Como era  encarregado da proteção de todos durante o treinamento, sempre permanecia calado durante todo o tempo.

— Eles não conhecem os conselheiros ainda, não têm ideia de como eles estão acima de nós, mas eles tem razão quando dizem que não somos obrigados a aceitar tudo o que eles querem. Ultear está certa, é indiscutível, Eleonor não tem condições de passar pelo interrogatório deles agora. Todos nós sabemos o quanto aquilo é desgastante. Sem falar que, muito provavelmente, no estado que ela está, não vai poder acrescentar nada a mais do que já falamos. Vamos logo falar com os conselheiros ou vocês ainda estão muito atordoados por terem levado lição de moral dos príncipes? – brincou.

 

Depois de toda aquela conversa, reuniram-se com os conselheiros até conseguir convencê-los de que Eleonor não tinha a menor condição física e psicológica submeter-se a um interrogatório naquele momento. Até mesmo Grandeeney fora chamada para emitir um documento escrito, já que não podia entrar no salão do conselho, sobre o estado de Eleonor e diante de tantos argumentos por parte dos embaixadores, os conselheiros reconheceram que foram precipitados em exigir aquilo de alguém que acabara de retornar de um coma.  

Ao deixarem o salão do conselho, Makarov aproveitou a oportunidade para ressaltar a força que eles poderiam ter, caso repetissem aquele gesto, e o quanto os príncipes tinham razão em tudo o que falaram mais cedo. Terminada a reunião, cada um seguiu para seu quarto-casa ainda pensativos. Silvério, Evelyn e Yuny que passaram a ficar no mesmo quarto-casa que os príncipes desde a mudança, comunicaram os resultados da reunião e levaram todos para visitar Eleonor com o consentimento de Grandeeney.


Notas Finais


Até o próximo capítulo ^^


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