História O Desconhecido - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias The Neighbourhood
Tags Adolescente, Amor, Cantor, Drama, Jovens, Paixão, Romance
Visualizações 8
Palavras 704
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

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Capítulo 1 - Primeiro Encontro


Fanfic / Fanfiction O Desconhecido - Capítulo 1 - Primeiro Encontro

Era um costume meu estudar naquela cafeteria, sempre tão tranquila e silenciosa. Mas naquela terça-feira tudo estava diferente, eu estava sentada em uma mesa ao lado da janela como costumava fazer todos os dias, mas as conversas estavam nitidamente mais altas naquele dia, e os idosos que eu costumava encontrar por lá, até mesmo conversar, não estava ali, ao invés deles estavam meninas todas cobertas de tatuagens e roupas ''tumblr''. 

Respirei fundo e tentei me concentrar no meu livro de biologia,  pois a cada dia mais perto estava o dia do Enem, o qual eu iria prestar vestibular para medicina. Todos os dias eu vivia uma tortura diferente, ter que lidar com aqueles cálculos que eu não entedia, aqueles exercícios intermináveis da escola e aquela cidade, já não aguentava mais aquela cidade... Viver no interior pode ser um sonho para muitos, mas para mim era um pesadelo. Nunca havia feito trilha ou ido ao shopping, nunca precisei usar um casaco de frio, pois na minha cidade nem ao menos esfriava. 

Na verdade, o que mais incomodava não era não ter acesso aos lugares que eu sonhava em conhecer, mas a solidão que me visitava todos os dias. A cada esquina encontrava um rosto conhecido, mas este nunca era amigável. Sempre fui introvertida, então ter o título de ''medida'' sempre afastou muita gente de mim, mas estes nem ao menos me conheciam. Minha única amiga estava namorado, e bem, não sei mais se poderia considerá-la amiga, talvez ''conhecida'' seja mais apropriado. 

De repente ouvi uma voz rouca cantar  ao microfone ''All i am is a man. I want the world in my hands...'',  olhei ao redor para encontrar o dono daquela voz, e meus olhos se encontram com os dele. Meu coração acelerou imediatamente, por algum motivo aquele rapaz de cabelos negros e olhos furtivos fez meu corpo paralisar, não consegui desviar o olhar, incrédula que aquele olhar havia sido para mim, o  encarei  até que ele desviasse o olhar, e ele não o fez, me encarou do inicio ao fim da música com um sorriso que denunciava suas reais intenções. 

Meu celular vibrou e nem isso foi capaz de desviar minha atenção, até que o toque foi tão alto que tive que atender:

''Filha, cadê você? Já está  escurecendo, você sabe que é perigoso essa hora aqui para casa...'' respondi imediatamente ''Eu sei mãe, mas é que veio uma banda incrível aqui pra cafeteria, posso ficar mais um tempinho? Eu posso pegar um uber!'' e ela respondeu quase gritando ''Negativo Cecília, pode vir pra casa agora! Não sei que história é essa de ir estudar em cafeteria...'' ''Tá bom! Tô indo pra casa''

Peguei meus livros e fui em direção à porta, mas parei ao ouvir a mesma voz rouca falar '''Hoje eu decidi fazer uma coisa que nunca fiz antes, mas uma pessoa, uma garota, aqui nesse lugar me fez ter essa coragem. Talvez pelos seus olhos visivelmente tristes ou pelo seu sorriso que esconde tantas coisas que eu gostaria muito de descobrir. Então se você é essa garota, por favor apareça amanhã de tarde na praça'' ele falou isso olhando para a plateia, e eu estava ciente que não era para mim, pois tinham muitas meninas gatas naquele lugar, e bem, ele deve ter olhado para várias delas. Várias meninas se entreolharam, e acredito que a maioria se sentiu convidada para a praça  amanhã. 

Eu tinha certeza que o convite não era para mim, mas meu coração insistia em acreditar que poderia ser. Levei um susto ao olhar para fora e perceber que já estava escuro, praticamente corri para casa e ao chegar lá ofegante, deitei na cama e pensei no pior que poderia acontecer caso fosse encontrá-lo amanhã, poderia vê-lo abraçar outra menina, poderia ser uma pegadinha, mas também poderia descobrir que aquele cantor que eu desconhecia é uma pessoa  incrível. 

Fui para a janela observar a lua, e naquela tristeza que a noite sempre me trazia, meu coração acelerou ao imaginar encontrar de novo aquele olhar, e não havia como escapar, aquele desconhecido tinha despertado coisas que eu nunca havia sentido. E sim, eu estava disposta a enfrentar as consequências que fossem para saber se aquele sorriso era para mim

 



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