História O desenhista - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Exibições 427
Palavras 2.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


POR FAVOR, LEIA AS NOTAS FINAIS!

Capítulo 5 - Montar os móveis é igual a terapia de casal


Kim Taehyung

 

— Jimin está trabalhando em um projeto para a chefe dele. – Kookie disse, enchendo a xícara de café e fazendo o mesmo com a minha. – Quer leite? – Perguntou, e eu neguei. – Parece que os dois estão desenvolvendo a planta de um hotel que vai ser inaugurado ano que vem.

Assenti.

— Que bom. – Falei, tomando um gole do líquido. – Então... Como está a situação? A greve já se foi?

Ele negou, e coçou a nuca.

— Estamos na mesma há quase duas semanas. – Disse e colocou leite em seu café. – Mas não é como se eu pudesse fazer algo para reverter. Ele nem sequer parece sentir falta, já que trabalha o dia todo e quando chega está exausto demais pra dar qualquer tipo de atenção pra mim.

— Eita... – Bebi mais do café. – Sabe que foi assim que Namjin terminou, não sabe?

— O que é Namjin? – Perguntou, e eu neguei com a cabeça.

— Nada que ainda exista. – Falei. – Enfim... Faça alguma coisa antes que o relacionamento de vocês acabe por isso.

— Bom... – Começou. – Quando estávamos nos Estados Unidos, eu fiz um curso de design gráfico, mas nada muito aprofundado. Agora, eu vou começar a faculdade.

— E o que isso tem a ver?

— Não vou ficar aqui em casa agindo como um peso pro Jimin. Eu não faço nada além de servir de enfeite. Eu não sou assim.

— Ah, isso é verdade. – Falei. – Mas, vai fazer faculdade de que?

— Marketing. – Jungkook tomou o café todo em cinco goles rápidos. - Eu estou completamente entediado.

— Tudo bem... – Suspirei. – Por que não vai sábado na minha casa pra ajudar a gente a preparar o quarto da Julie?

— Pode ser. – Disse e abriu a geladeira, pegando um pote. – Quer? – Mostrou o conteúdo de dentro e eu franzi o cenho.

— Não deveria misturar café com leite e sorvete de goiaba.

— Não enche.

 

Min Yoongi

 

Era sábado.

Eu deveria estar dormindo e sonhando com a Megan Fox, mas eu estava cobrindo o chão do local onde era o quarto de hóspedes com folhas de jornal, enquanto Taehyung mexia a tinta.

— Por que não compramos tinta rosa, como qualquer pessoa normal? – Perguntei, encarando-o enquanto ele fazia movimentos circulares com o pincel na tinta verde.

— Qualquer um que viu a Julie de perto, sabe que se tem uma cor que não tem nada a ver com ela... É rosa. – Se virou para mim, tentando colocar em prática seus conhecimentos de estudante de psicologia. – Julie é uma garota reprimida, que nunca teve muita liberdade de se expressar... – Envolveu meu pescoço com os braços e colou a testa na minha. – Perguntei a ela que cor ela preferia, e ela foi bem específica quando olhou no fundo os meus olhos e fez uma careta, depois falou, com muita empolgação: “verde militar”.

— Nossa, que homem mais eficiente. – Sorri e envolvi sua cintura com os braços. – Que orgulho do meu namorado.

— Eu sei que eu sou incrível. – Se gabou e sorriu, me dando um rápido selar. – Vamos esperar os meninos para começar a pintar e a montar os móveis que chegaram.

— Vou logo avisando... Não vou montar nenhum móvel. – Disse e sorri.

— Eu falo com o Joonie e o Kookie. – Tae disse. – Espero que ele e Seokjin não tenham problemas.

— Eu conheço bem os dois o suficiente para dizer que você não precisa se preocupar com isso. – Falei e me soltei dele assim que ouvi o interfone tocar. – Vou atender.

— Vai lá... – Ouvi ele dizendo, e abri a porta.

Me surpreendi ao ver Namjoon e Jin juntos.

Mas eles não estavam juntos mesmo, só estavam... Juntos.

Jin estava de braços cruzados e olhando para a direita, enquanto Namjoon suspirava, sem paciência.

— Se não queria vir comigo, por que aceitou minha carona? – O mais novo perguntou e entrou, com Jin atrás de si.

— Se não queria que eu viesse, por que me ofereceu carona? – Jin esperneou, mexendo nos cabelos, agora tingidos de rosa.

— Eu só queria ser gentil. – Namjoon respondeu, sentando no sofá. – E Jungkook quase me obrigou a isso.

Só então que eu percebi que Jungkook estava com eles, mas estava muito calado, me encarando.

— Que foi? – Perguntei.

— Você tem sorte. – Disse, e saiu, indo em direção a onde estava Tae.

Eu fiquei sem entender, apenas dei de ombros, e Jin estava sentado no mesmo sofá de Namjoon, só que bem longe dele.

Esses dois ainda se amam e querem estar perto um do outro, só não querem admitir, por que são muito orgulhosos pra isso.

Nego com a cabeça e me sento entre eles, colocando um braço em cada lado, puxando os dois pra perto de mim.

— Vocês dois vão ficar montando os móveis enquanto Tae, Jungkook e eu pintamos o quarto da Julie.

— Eu posso montar sozinho. – Namjoon disse.

— O que quer dizer com isso? – Jin cerrou os olhos. – Está dizendo que não tenho capacidade pra fazer isso?

— Estou dizendo que não preciso da sua ajuda! – Rebateu, aproximando o rosto do rosado.

— Quem disse que eu quero te ajudar? – Jin se aproximou também e eu sorri, malicioso, visto que os dois estavam a centímetros de distância, comigo no meio, então, eu fiz o que qualquer ser humano faria se estivesse na minha situação.

Segurei os dois pela nuca e empurrei um contra o outro, o que os fez dar um selinho.

Eles arregalaram os olhos e se afastaram rápido, corados, e eu ri alto, saindo dali e deixando os dois sozinhos, enquanto ia para onde Tae e Jungkook estavam.

 

Kim Seokjin

 

Eu fiquei completamente envergonhado quando Yoongi fez aquilo, me senti completamente estranho.... Eu gostei.

Mas eu não precisava demonstrar isso.

Estávamos sozinhos na sala, e nenhum de nós tinha coragem de sair dali ou dizer qualquer coisa que fosse, até Jungkook chegar com um papelzinho, jogando em cima de mim.

— Olha, eu vou dizer isso só uma vez. – Ele disse, e me puxou para fora do sofá, fazendo o mesmo com Namjoon depois e então, puxando o sofá pro canto da parede, dando um espaço grande para que Suga e Tae trouxessem as caixas com as peças dos móveis. – É um armário, um criado mudo e esse bagulho que eu não sei pra que serve. Jin, você lê o manual pro Namjoon enquanto ele vai montando.

Assenti, e comecei a folhear o papel, mas logo, Namjoon o tomou da minha mão e passou a fazer o mesmo.

— Não ouviu ele dizendo que eu que vou ler o manual? – Falei, puxando o objeto, mas ele segurou com força.

— Eu não recebo ordens de um pirralho de vinte anos. – Namjoon disse, e Jungkook suspirou.

— Cala a boca, você recebe ordens do Suga! – Jungkook disse.

— Eu tenho vinte e quatro. – Yoongi disse, e Kookie se virou, olhando pra ele.

— Não parece. – Disse.

— Cala a boca todo mundo. – Tae disse, e então olhou para o Namjoon. – Nammie, ninguém se importa se você não recebe ordens, apenas faça isso. Jin, ninguém se importa se você e o Namjoon tem problemas de comunicação, apenas leia o manual. Jungkook e Yoongi, saiam daqui. – Falou, e apontou na direção do quarto e os dois o fizeram. – Façam isso como se fossem duas pessoas maduras, por que eu não quero ver minha filha se queixando de algum móvel ter quebrado. Entenderam? – Perguntou e eu dei de ombros, sentando no chão.

— Onde estão as ferramentas? – Namjoon perguntou.

— Em cima da mesinha de centro. – Tae respondeu. – Agora, se não se importam... Vou sair daqui.

Então ele saiu e eu e Namjoon ficamos nos encarando por mais ou menos uns trinta segundos.

— Perdeu alguma coisa na minha cara? – Perguntei, entre dentes.

— A minha sanidade. – Falou e sentou, dando de ombros.

Eu não sei o que ele quis dizer com isso, mas, se for o que eu estou pensando, eu tenho razão em ter corado. Ele não notou, por que estava de cabeça baixa, mexendo na caixa de ferramentas, e eu comecei a abrir as caixas de papelão.

— Vamos montar o guarda-roupas dela primeiro. – Disse. – Vai ser mais difícil, acho que consigo fazer isso em duas horas ou menos. – Ele pegou duas chaves de fenda.

— Você não manda em mim. – Rebati. – Vamos montar a estante de livros, que é mais fácil.

— Guarda-roupas.

— Estante.

— Guar.Da.Rou.Pas.

— Es.Tan.Te. – Falei alto.

— GUARDA-ROUPAS! – Ele gritou, mas antes que eu pudesse gritar de volta, ouvi Yoongi berrar do quarto.

— MONTEM A PORRA DA CAMA E TREPEM NELA PARA VER SE VOCÊS CALAM A BOCA!

Rosnei internamente.

Eu não sei onde aprendi a fazer isso, mas, ultimamente eu tenho rosnado pra muita coisa. Estou parecendo um cachorro raivoso, e Namjoon notou isso, começando a rir.

Acho que uma veia saltou na minha testa.

— Para de rir de mim, cacete. – Falei, mas ele não parava.

Eu não tinha escolha a não ser ficar olhando para aquele cara de quase dois metros de altura rindo como se fosse uma criança, sentado no chão, com uma mala de ferramentas nas pernas, com aqueles cabelos castanhos bagunçados propositalmente e os olhos formando fendas, as bochechas tomando uma cor por conta dos risos e as covinhas aparecendo evidentes no meio de cada bochecha.

Eu não resisti a sorrir que nem um idiota e permanecer assim, enquanto ele se recuperava da risada e respirava fundo, voltando a dar uma risadinha, e a porra do sorriso não saía da minha cara.

Então ele olhou pra mim e sorriu também.

— Vamos montar a cama. – Falou, e eu assenti.

Até que não foi ruim passar aquele sábado inteiro com meu ex.

 

Park Jimin

 

Cheguei em casa e chamei Jungkook, mas ele não estava ali.

Fui andando até a cozinha e vi um bilhetinho colado na porta da geladeira com um ímã, e o puxei, começando a ler.

E ae, ChimChim... Se você estiver lendo isso, é por que eu ainda não cheguei. Eu estou na casa do Tae e do Suga, ajudando eles a pintar o quarto da Julie. Eu preparei um sanduíche pra você, eu sei que gosta quando eu faço, então, aproveite. Ele está dentro do micro-ondas, acho melhor você esquentar, já que tem queijo e molho dentro. Também comprei uma latinha de refrigerante de laranja e tem cubos de gelo no congelador. Eu chego umas oito e meia da noite.

Amo você

Xoxo

Sorri para aquele papel, Jungkook conseguia ser fofo quando queria, o problema é que ele geralmente não queria ser fofo, e sim, grudento. Olhei para o relógio, já passava das oito e meia, Jungkook estava atrasado. Pensei em ligar pra ele, mas é bom dar um pouco de liberdade pro garoto, afinal, faz tanto tempo que não ficamos com nossos amigos, ele deveria aproveitar.

Esquentei o sanduíche e peguei a latinha de refrigerante na geladeira, colocando dentro de um copo com os cubos de gelo e me sentando na sala e começando a comer. Dois minutos depois de eu ter terminado, Jungkook chegou, com a camisa branca toda manchada de tinta verde e os cabelos bagunçados, suado.

— Foi pra guerra e não me levou junto, Kookie?

— Guerra foi o que o Jin e o Namjoon fizeram naquela sala. – Ele veio até mim, tirando a camisa suja e sentando ao meu lado, logo depois, passando as mãos nos cabelos e fechando os olhos. Ele suspirou.

— O que eles fizeram? – Perguntei, desviando o olhar e focando na TV desligada à minha frente.

— Eles começaram a montar os móveis, e quando terminaram, inventaram de levar para dentro do quarto, só que o Jin começou a reclamar que ele estava pegando muito peso, e o Namjoon soltou a cama e o Jin caiu no chão. Daí ele machucou o ossinho da bunda e começou a chorar de dor. Parece que quebrou.

— Espera... Ele quebrou a bunda?

— Tipo isso.

— Nossa... Sério... A única coisa que o Namjoon faltava quebrar, era a bunda do Jin.

— Isso pareceu realmente erótico, Jimin.

— Eu sei. – Falei, rindo.

— Eu vou tomar um banho... Estou exausto, passei o dia inteiro pintando a parte de cima da parede. Tae é um folgado.

— Ah, é? – Cruzei as pernas e ri. – O que ele fez para ser chamado assim?

— Ele pegou uma cadeira e ficou sentadão lá só dando ordens pra mim e pro Suga. Eu pintei duas paredes e meia.

— Para compensar o tempo que você fica aí à toa.

— Eu não fico à toa. – Ele sorriu e me deu um beijo na bochecha. – Eu só estou descansando meu corpo por tempo prolongado até o inferno chamado faculdade começar a consumir minha alma e comer meu coração.

— Deixa de drama, Jungkook. – Falei, me afastando dele e ele sorriu.

— Ainda vai continuar com essa coisa de greve? – Perguntou. Eu já nem me lembrava mais dessa greve, até ele dizer.

— Tanto faz. – Falei, e me levantei, pronto para sair dali, até sentir meu braço der puxado e quando eu fui ver, estava sentado no colo dele.

— Vai mesmo fazer isso comigo, ChimChim? – Ele sorriu, e eu revirei os olhos.

— Me solta, Jungkook. – Falei, tentando o empurrar, mas tudo o que ele fez, foi deixar um chupão no meu pescoço.

— Depois não venha reclamar. Você tem até amanhã de noite para desistir dessa greve. – Então, ele me tirou do colo dele e saiu andando até o banheiro.

Filho da puta.


Notas Finais


Pra quem apoiou minha fanfic Daddy Kink, aqui está o link:
http://socialspir.it/6751474

É meio diferente, mas eu gostei muito do resultado!
Beijos!
Acho que essa semana eu atualizo "Eu não sou o único"


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