História O desenhista - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Exibições 270
Palavras 2.038
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Todo mundo chora


Park Jimin

Eu estava tentando acalmá-lo, seus olhos cheios de lágrimas. Seu corpo estava praticamente encolhido contra o meu e ele mordia os lábios, soluçando e apertando meu braço.

Kookie era um homem sentimental até demais, mesmo não demonstrando isso sempre.

— Eles não podiam ter feito isso, ChimChim! – Disse, gemendo e eu apenas afagava seus cabelos. – O que vai ser de mim, agora?

— Querido, não exagera. É só um divórcio! – Falei, e ele aumentou a intensidade do choro, que mais parecia o início de um falsete desafinado.

— Mas são meus pais, Jimin.... – Ele soluçou novamente, a respiração tão rápida, que me deu até falta de ar. – Me acostumei a vida toda com eles juntos, e agora.... Aahhh....

— Vai ficar tudo bem. – Afaguei seus cabelos de uma forma afetuosa.

— Meu pai disse que minha mãe é muito fria com ele... – Disse, baixinho, mas eu o ouvi. – Todos sempre me disseram que eu sou igualzinho a ela... – Disse, e voltou a chorar e a me agarrar com força. – Jimin, acha que eu sou frio? Não vai me pedir o divórcio, vai? – Sua voz pareceu estar mais desesperada, agora, ele parou de me agarrar para olhar para meu rosto, em busca de uma resposta.

Eu não soube o que dizer, fiquei calado, o olhando por algum tempo.

— Acha que eu sou frio, Jimin? Por favor, me diz. – Seus olhinhos estavam inchados e os lábios fininhos também. – Eu não quero que você me deixe igual meu pai fez com ela!

— Calma, Kookie! Eu não te acho frio... Você era, realmente, mas agora... Não... Você é tão amável e carinhoso... Eu nunca me divorciaria de alguém como você...

— J-Jura? – Ele tentava normalizar a respiração.

— Juro, meu amor. – Limpei as lagrimas que escorriam, ainda.

— Vai ficar comigo pra sempre?

— Pra sempre?

— Até quando eu fizer birra e bagunçar o seu apartamento?

— Nosso, Kookie.

— Quando eu bagunçar o nosso apartamento? – Corrigiu.

— Até quando chamar o Biscoito de cria de capiroto.

— E quando eu te irritar... Promete que vai respirar fundo e me perdoar?

— Prometo. – Falei, e ele pareceu mais calmo, deitando a cabeça no meu peito.

Ficamos calados por algum momento, ele apenas respirava fundo, hora ou outra, e parecia estar dormindo, mas foi quando eu tentei me levantar para ir beber água, que senti seus dedos me prenderem.

— Fica aqui. – Ele disse, e eu assenti.

Às vezes, ele parecia uma criança de cinco anos.

Me lembro de quando começamos a namorar, ele era diferente. Era mais frio, parecia não se importar com ninguém além de si mesmo. Mas, com o tempo, eu percebi que ele só fazia isso, por que tinha medo de ser abandonado.

A questão é, que eu nunca abandonaria ele, nem se quisesse.

Ele era precioso demais pra mim, e era como uma criança, que eu adorava cuidar.

Foi então, que finalmente dormimos.

 

Kim Seokjin

— Se a gente se atrasar, sabe de quem é a culpa, não sabe? – Perguntei, e ele riu, sentando no sofá, apenas com as meias nos pés e os sapatos nas mãos. Ele começou a se calçar, enquanto eu estava de pé, em sua frente.

Ele sorriu e terminou de se calçar.

— Podemos ir agora, apressadinho. – Ele disse, e deu um beijo na minha testa.

Estávamos indo para a casa do Jimin, ele queria falar sobre algo importante, que estava relacionado ao Hotel que ele estava planejando, e que Jungkook estava envolvido no meio. A data de inauguração estava marcada para a virada do ano, mas, houve um imprevisto com a tubulação, e ela foi adiada para as férias de julho.

E já era julho.

Julie não estava na escola, começaria suas aulas de piano hoje, e eu e Namjoon passaríamos na casa deles para irmos com Tae e Yoongi direto para a casa dos meninos. Até Hoseok, que estava meio ausente há um tempo, havia começado a se encaixar no nosso grupo novamente.

Namjoon preferiu ir a pé, e eu até gostei da ideia. Sorri quando senti seus dedos entrelaçados nos meus.

Pode parecer até estranho dizer isso, mas eu sentia como se eu não fizesse aquilo há muito tempo.

Tempo até mais do que o que eu passei naquele hospital.

Sentia como se esse tempo todo, eu tivesse segurado uma mão delicada, e não a mão grande e acolhedora dele, que conseguia comportar a minha perfeitamente.

Era realmente estranho, mas estar com ele era bom.

Era perfeito, ter alguém que me protegesse, que me fizesse esquecer das coisas que eu passei, e dos problemas que minha cabeça criava, as vezes.

Era bom olhar pra ele e ver que ele ainda era o mesmo. E eu o amava.

Parei de andar de uma hora para a outra, arregalando os olhos ao ver uma figura conhecida se aproximar da casa de Yoongi e Tae.

Apertei a mão de Namjoon, meus olhos encheram de lágrimas em um milésimo de segundo, e de repente, eu me vi paralisado.

Ele tentou entender o motivo de eu estar assim, mas quando ele olhou na direção em que eu estava olhando, aquele homem já havia entrado.

— Jinnie-ah.... O que foi? – Ele perguntou, balançando as mãos na frente do meu rosto. Mordi o lábio e fiquei imaginando mentalmente o motivo daquele monstro estar ali. Então, senti um calafrio assim que me dei conta.

— Julie... – Sussurrei, e saí correndo pela rua, rumo à casa de Yoongi e Tae, o puxando comigo, a visão embaçada por conta das lágrimas. Abri a porta sem ao menos bater, soltei a mão de Namjoon e saí correndo pelos corredores, procurando onde eles estavam. Foi aí que eu paralisei, assim que percebi que ele estava sentado em frente ao piano que Yoongi tinha comprado, com a garotinha, que mais parecia um menino, sentada ao lado dele.

Ele falava os nomes das notas, e ela assentia, sorrindo, animada.

A mesma animação que eu tinha no começo...

A mesma vontade de tocar, e a felicidade de estar aprendendo uma coisa nova com alguém que parecia ser tão legal.

Eu havia crescido... Mas ele ainda tinha a mesma aparência de sempre.

Era alto, tinha o corpo magro, porém, nem tanto. Os cabelos negros deixavam a cor branca de sua pele destacada, a camisa de mangas compridas, arregaçadas nos cotovelos, davam a ele um aspecto mais jovial, apesar de eu desconfiar que ele beirava aos trinta e cinco.

Seria lindo, se não fosse um monstro.

— Então, se você pressionar essa tecla por mais tempo, o som vai ficar assim.... – Ele disse, a pressionando, e a menina sorriu.

Nenhum dos dois sequer me viu ali, até que eu senti alguém tocar meu ombro.

— Jin, eu não te vi entrando. – Yoongi falou, e, tanto Julie, quanto ele, olharam na minha direção.

Ele não teve reação alguma.

Nem sequer pareceu me reconhecer, apenas sorriu, me cumprimentando e então, cumprimentando o baixinho ao meu lado.

— Tio Jin, esse aqui é o Soo, meu professor de música... – Ela falou, sorrindo, enquanto eu o encarava, estático.

— Ele conhece, não é, Jin? – Tae chegou, perguntando, e sorrindo, tocando meu ombro, e então, Soo curvou a cabeça.

— Jin? – Ele franziu o cenho. – Kim Seokjin? – Perguntou, confuso, e então, eu me segurei para não voar em cima dele. Onde estava Namjoon?

— Sou eu, mesmo. – Falei, a voz seca e a expressão vazia. Ele não parecia sequer notar isso, apenas me encarava com um sorriso, sínico.

— Você cresceu muito. – Ele disse, e se levantou, dando dois passos na minha direção. – Me lembro muito bem de como você era quando tinha doze anos. – Falou, e eu dei um passo para trás.

Maldito.

Mil vezes maldito.

Eu o odeio tanto, tudo o que eu consigo sentir por esse monstro pervertido é ódio... Olhei para Julie, e suspirei.

— Julie, faça um favor pro tio Jin... – Falei, e então, ela andou até mim.

— Sim, tio? – Ela sorriu.

— Pegue suas coisas, você vai com a gente pra casa do tio Kookie.

— Jin, ela vai ter as aulas de... – Interrompi Tae.

— Faça o que eu estou pedindo, por favor. – Falei, e então, Tae assentiu, e ela abaixou a cabeça, saindo dali.

— Ah, cheguei, me desculpe, eu pisei em um chiclete, e... – Então sua visão focou no homem à minha frente.

Ele empalideceu em dois segundos, e então, seu punho de cerrou.

— Não sabe como eu esperei pra poder te encontrar pessoalmente... – Namjoon disse, entre dentes, olhando para ele, ali.

Soo deu um passo para trás.

— Quem é você? – Perguntou, confuso, e Namjoon andou mais, até estar cara a cara com ele. Tudo o que eu consegui fazer, foi desabar em lágrimas. Taehyung e Yoongi não estavam entendendo nada, mas Yoongi foi aonde estava Julie, para mantê-la longe dali.

— Eu sou alguém, que você deveria ter rezado para não encontrar nunca... Por que agora, se eu não te matar.... Eu mato depois. – Disse, e puxou a gola da camisa dele. – E eu vou te fazer sentir em dobro, toda a dor física que você fez o meu namorado sentir. – Falou, apertando seu pescoço. – Você merecia apodrecer no inferno.

— Calma... – Soo tentava acalmá-lo, mas Namjoon parecia bufar. – Não faz isso...

— NÃO FAZ ISSO? – Namjoon começou a gritar, e só então eu vi que aquilo seria sério. Apesar do tamanho e do porte amedrontador, Namjoon nunca brigava com ninguém, e, naquele momento, eu gelei. – POR QUE EU DEVERIA TE OUVIR? VOCÊ OUVIU ELE QUANDO ELE MANDOU PARAR?

— Joonie, por favor... – Falei, mas ele não pareceu ouvir.

— Eu não sei o que você está falando! – Soo falou, os olhos arregalados.

— AH, NÃO SABE? – O mais novo deferiu dois socos seguidos em seu rosto, o soltando e fazendo cair no chão. – VOCÊ TEM IDEIA DA DOR QUE CAUSOU A ELE? – Namjoon voltou a puxá-lo para cima. – Vou te mostrar o que é dor. – Citou, falando baixo, e então, eu percebi que precisava fazer alguma coisa.

Certo, eu era a pessoa que mais o odiava nesse mundo, e queria, mais que tudo, que ele morresse dolorosamente, mas, acontece que eu não queria que Namjoon se prejudicasse com isso.

Taehyung segurou meu braço.

— O que está acontecendo aqui? – Perguntou, e então, eu apenas gaguejei, antes de me soltar e dar um passo para a frente.

— Namjoon... Solta ele.... – Pedi, tocando suas costas.

— Se afasta, Jin. – Disse, entredentes. – Eu vou matar esse filho da puta.

— Calma, Joonie.... Ele não vale isso... Não faça nada, você pode ser preso....

— Mas ele fez aquelas coisas... – Então, eu notei que, apesar de ele estar completamente exaltado, seus olhos estavam marejados, e ele estava se segurando para não chorar.

— Deixa que a polícia resolva isso. – Falei, o puxando para trás.

— A POLICIA NÃO VAI RESOLVER NADA, JIN! ISSO ACONTECEU HÁ TANTO TEMPO, ACHA QUE VÃO FAZER ALGUMA COISA? – Ele gritou, dando um chute no estomago de Soo, que gemeu de dor.

— Mas se você o matar, vai ser preso... – Falei, entrando na frente dele. – Olha pra mim.... Não faz isso.

— Sai da minha frente. – Disse, quase rosnando.

— Se fizer isso, eu... – Busquei algo que pudesse parecer convincente. – Eu... Não falo com você.... Eu termino....

— Você está defendendo esse nojento? É isso?

— Não, Joonie... Estou tentando te defender... Por favor... – Encostei a testa em seu peito. – Não faz nada....

— Mas, Jin... – Sua voz pareceu chorosa. – Ele te machucou....

— Já não dói tanto assim, acredite... – Falei, e o abracei. – Eu tenho você, e é como se isso anulasse todo o meu sofrimento.

— Só que...

— Sem só....

— Tudo bem, vamos parar de palhaçada aqui. – Yoongi chegou, e então, andou até Soo. – Eu já entendi tudo. - Ele me olhou de forma afetuosa, e então, encarou Soo. – Não preciso nem dizer que dispenso suas aulas, preciso?

Soo negou, e então, se levantou.

Antes de ele sair, Yoongi o segurou pelo braço.

— Se um dia, eu souber que você ousou chegar perto do Jin ou da minha Julie... Pode ter certeza, que não vai ser só o Namjoon que vai te matar... – Então, ele o soltou, e como um raio, Soo saiu dali.

Nos sentamos, e eu acabei contando tudo para eles.

A dor de contar já não era tão grande quanto a que eu senti da primeira vez que compartilhei aquilo. Por que, Namjoon já tinha me ajudado a curar a maior parte dela.

E quanto a Soo...

Eu nunca mais o vi na cidade.


Notas Finais


Pra quem Shippa Taegi: https://spiritfanfics.com/historia/merman-7116196

Eu ia amar muito se vcs lessem <3

Serião, amo vcs

COMENTEM

Xoxo <3 ~~


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