História O Destino de Draco Malfoy - DRARRY - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Cedrico Diggory, Cho Chang, Dino Thomas, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Rita Skeeter, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Viktor Krum
Tags Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter, J K Rowling
Exibições 243
Palavras 3.272
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


CAPÍTULO NOVO MINHA GENTE

Espero que gostem :)

Capítulo 20 - A tempestade vem a calhar


20.  A TEMPESTADE VEM A CALHAR

— Sim, eu lembro! – exclamou Hermione Granger, sentada em uma das camas monotonamente brancas. Com um curativo na bochecha e outro na testa, seus longos cabelos presos em um rabo de cavalo e os lábios rachados, ela tentava, de todas as formas, sorrir, mas a dor que sentia cada vez que esticava os lábios era imensa. — Isso foi há... há quantas dias?

Harry Potter e Rony Weasley estavam sentados em frente a ela, um de cada lado da cama. Eles não estaria ali se não tivesse autorização de Dumbledore para tal coisa e mesmo que não lhes fosse permitido, eles teriam dado de um jeito de fazer isso. Contudo, um pouco de choro havia sido perfeito para atacar o sentimental de Dumbledore.

Hermione, entretanto, ainda considerava a ideia que Dumbledore se preocupava com alguma coisa; ele não precisava de mais preocupação em sua cabeça, simplesmente deixou os garotos passarem a noite perto da amiga na enfermaria. Em situações normais, disse ela, ele não teria liberado. E isso estava claro pelo rosto de Madame Pomfrey e Minerva McGonagall, ambas em frente a porta da enfermaria, observando o trio.

A professora de Herbologia, Pomona Sprout, fora quem encontrara Hermione e os outros garotos no final do corredor da Lufa-Lufa, quando se dirigia a Sala Comunal da casa. Ela iria dar alguns recados, mas acabou encontrando uma porção de alunos desorientados, sem saber nada sobre o que lhes aconteceu nas últimas horas e quaisquer vestígios de tortura (apesar de que o comportamento de uns dois garotos e da própria Hermione chamava certa atenção de Minerva), mas era claro que eles haviam sido obliviados. Os respectivos pais das crianças, assim como os de Hermione, iriam ser contatos sobre o ocorrido, mas, por enquanto, tanto Dumbledore quanto Minerva queriam manter sigilo. A prioridade era descobrir o que estava acontecendo, para depois avisar os responsáveis.

Entretanto não era esse o único problema dos diretores. Cho Chang não era vista nas aulas há três dias e isso estava começando a chamar a atenção do Ministério que, por conta da competição, estava regulando a entrada e saída dos pátios frontais e laterais de Hogwarts e, por incrível que parecesse, Cho nem entrou e nem saiu da propriedade. Assim como com as crianças, seus pais apenas seriam avisados quando Dumbledore tivesse uma resposta.

Talvez a resposta estivesse bem em frente a Minerva McGonagall; Hermione. Já haviam feito testes com todas as crianças para se certificar de que eles haviam sido obliviados e nenhum deles havia visto Cho nos últimos dias (não que se lembrassem muito bem) e isso só deixava a cabeça da professora mais bagunçada.

— Eu estava indo conversar com Draco sobre... sobre o que estávamos fazendo no dormitório – sussurrou Hermione para os amigos, tentando fazer com que a professora e a enfermeira não lhe escutassem. — Eu lembro que... eu lembro de ver Pansy chorando no corredor, e Crabble e Goyle atrás dela. E então Draco apareceu. Ele não me viu, por que eu estava com a capa da invisibilidade. Esperei que ele saísse do corredor da Sonserina para que eu pudesse lhe abordar. Mas pah, levei um coice na cabeça. Não foi bem um coice, mas sim uma tijolada, eu lembro de ver um nas mãos de mim mesma.

— Si mesma? – perguntou Rony perdido.

Harry parecia entender o que a amiga estava dizendo.

— Você está dizendo que você mesma lhe deu uma tijolada? – questionou Rony novamente.

Hermione concordou com a cabeça: — Poção polissuco, segundo ano, lembra? Não poderia ser realmente eu, poderia? Eu estava em um dos banheiros do primeiro andar, presa com cordas e “ela” estava na minha frente, mexendo em uns caldeirões, assim como nós.

— Era Cho – disse Harry. Hermione concordou com a cabeça, enquanto Rony parecia cada vez mais confuso. — Foi a última que ela foi vista. Ela te atacou no corredor da Sonserina, tomou a poção polissuco, que já deveria estar pronta há certo tempo, e se passou por você ao falar com Draco. Isso se ela realmente falou com Draco e não foi fazer algo no seu lugar.

— O que ela poderia fazer? – Rony questionou, agora parecendo entender a situação. — Não há nada contra Hermione, nenhuma piadinha. Aparentemente, ela não fez nada.

— A pergunta é: como ela conseguiu seu cabelo, sem que você visse, para a poção polissuco? – Harry indagou.

Os três se olharam por alguns segundos, mas Hermione foi rápida em lembrar-se: — No ensaio para o baile. Treinamos juntas antes dos garotos chegaram para ensaiar também. Talvez ela tenha conseguido lá.

— É uma boa opção – Rony concordou – e talvez a única. Ainda pergunto o que ela queria fazendo isso.

— Ela tinha um plano talvez. Isso deve ter acabado virando contra ela mesma – Harry disse mais baixinho — ou, melhor, ela não era quem ela dizia ser.

Hermione balançou a cabeça, agora tão aturdida quanto Rony anteriormente.

— Você quis dizer a Maldição Imperius? – concluiu Rony e Hermione lhe olhou surpresa. — Eu também sei pensar, Mione.

— Isso, Rony. Cho deveria estar sob a Maldição Imperius? Vocês lembram o que professor Moody disse na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas? Se bem feita, a pessoa pode ficar por sob o controle da outra por horas, dependendo da intensidade do feitiço. Alguém fez isso com Cho e agora ela está desaparecida. A gente precisa descobrir o que acontecer.

— Ei, ei – disseram Rony e Hermione ao mesmo tempo, mas somente a garota continuou. — Você está louco, Harry? Se acabar dando ruim para nós? A gente já se meteu em muita encrenca nos últimos três anos, não podemos nos envolver com desaparecimento...

— Como se já tivéssemos nos envolvido – interrompeu Rony.

— ... não agora! – concluiu Hermione. — Dumbledore e McGonagall já devem estar desconfiando de nós, como sempre, e a última tarefa está chegando Harry, você já está preparado? Você entra junto com Cedrico no labirinto, mas mesmo assim precisa ser melhor que ele. Se você acabou dentro desse jogo, ao menos você tem que ganhar, certo?

— Como posso jogar sabendo que Cho pode estar correndo perigo?

Harry levantou-se da cama decidido, enquanto as duas o observavam na porta da enfermaria. Ele pegou sua jaqueta e caminhou para a saída.

— E Draco, Harry? Você não o ama?! – gritou a garota.

Harry estancou os passos e virou-se, olhando no fundo dos olhos de Hermione e depois para Rony, que, agora, parecia surpreso com o que a amiga havia dito. Ele sabia de todo o envolvimento de Harry com Draco, mas não acreditava na ideia de que o melhor amigo realmente amava Draco.

O garoto olhou para McGonagall e devolveu a jaqueta para o braço da cadeira e voltou a se sentar na cama da amiga. O trio se olhou por mais alguns segundos.

— Eu o amo, Hermione – disse ele. — E vocês sabem disso. Mas agora Cho está correndo perigo, a gente precisa achá-la.

— Pelo contrário, Harry, eu e Rony precisamos encontrá-la, você vai ficar em seu dormitório, se preparando psicológica e fisicamente para a última tarefa, você me entendeu? Draco não irá me perdoar se souber que eu o deixei se arriscar.

— Você já não acha que já me arrisquei esse ano, Hermione? – exclamou Harry. — Vencer um dragão e várias sereias não é difícil para você? De qualquer forma, Draco não está na escola.

— Não está? – Rony disse.

— Foi retirado, por sua mãe. Mesmo que ele saiba, não vai ter como fazer nada.

Hermione e Rony se olharam e a garota, por fim, sossegou.

— Vamos encontrá-la, Harry. Talvez seja hora de Dumbledore ficar sabendo de algumas coisas.

***

Minerva McGonagall desceu as grandes escadas da enfermaria, ao lado de Madame Pomfrey, e as duas se separam ao chegarem no quarto andar. Minerva olhava pela janela a grande tempestade que agora tomava conta de toda a cidade. As árvores do lado de fora da escola se remexiam como nunca haviam feito. Ela tinha medo do que aquilo poderia pressentir.

Em uma tentativa falha de enxergar pela janela, Minerva se assustou ao ver algum tipo de vulto se desfiar na escuridão perto da entrada da escola. Observou as matas em busca de qualquer outra coisa que poderia indicar a presença de algum animal, mas nada mais se fez.

Entretanto, continuou a observar a chuva. E agradecia por ter feito isso. Quando estava prestes a voltar para a sua cama, o vulto voltou a aparecer. E, então, os cabelos longos de uma mulher.

Alguém estava tentando aparatar para dentro da escola.

Minerva correu sem nem pensar em Dumbledore, quanto menos problemas o diretor tivesse, melhor. Com a varinha pronta, iluminando o caminho para fora da escola, Minerva atravessou os jardins frontais, desceu a grande escadaria e por fim aproximou-se do grande portão.

— Quem quer se seja, afaste-se das propriedades da escola! – gritou ela. — Não irei hesitar em machucar você aí do outro lado.

— .... eu! – foi a única coisa que Minerva conseguiu entender no meio do vento e da tempestade. O grito, então, retornou mais alto e audível. — Sou eu! Narcisa...!

O corpo inteiro de Minerva se arrepiou. Ela abriu os portões da escola com um feitiço e ajudou uma Narcisa Malfoy em prantos atravessar a barreira. Em seus braços estava Draco Malfoy, sangrando, desacordado e quase morto.

Minerva não conseguiu dizer. Já dentro das propriedades da escola, aparatou direto para a enfermaria da escola. Hermione Granger, que ali estava deitada, soltou um grito ao ver Draco sangrando e fazendo uma grande trilha de sujeira pelo local.

Além dela, não havia nenhum outro paciente do local. Madame Pomfrey rapidamente se apresentou ao caso, quase entrando em histeria pelo estado do garoto. E não demorou para todos os professores estarem de pé envolta ao loiro.

Ninguém, naquele momento, lembrou-se que Hermione estava ali e, assim, ela viu tudo que aconteceu ao garoto. Observou a chegada de Severo Snape no local, os longos cabelos negros balançando ao vento; os olhos de Alvo Dumbledore tremendo a cada parte do corpo de Draco que era vista, sangrando e gangrenando. E, também, o momento em que Narcisa Malfoy desmaiou no chão gelado da enfermaria.

— Ela está cansada, apenas isso – disse McGonagall, que, com ajuda de Snape, colocou-a na cama ao lado de Hermione. — Senhorita Granger, eu peço gentilmente que você...

— Não! – exclamou Hermione. — Não é necessário, eu não irei atrapalhar.

Minerva e Snape se olharam por alguns instantes e voltaram para Draco.

— Não há nada a ser feito – disse Snape, os olhos levemente fechados, como se contendo uma lágrima. — Me desculpe, diretor. O garoto irá morrer em algumas horas.

— Impossível! – gritou Pomona Sprout. — Olhem essa ferida, olhem isso! Isso está o abrindo por dentro, senhor. Deve existir algum feitiço, alguma coisa que possa ajudar, pelo menos, na gangrena.

Alvo Dumbledore olhou fundo nos olhos de Severo Snape. E ele sabia que, de todos os professores ali, Severo era o único que poderia ajudar o menino Malfoy. Ele chamou lentamente até um dos cantos da enfermaria, enquanto, igualmente calmo, o professor o acompanhava.

— Eu te conheço, Severo – diz Dumbledore. — Eu sei que você consegue. Eu já o vi fazendo algo parecido. Eu sei, Severo, eu te conheço. Tente, por favor, por amor a mãe do garoto, salvar esse garoto.

— Não, diretor, não há...

— Não minta para mim, Severo – Dumbledore aproximou-se do rosto do professor. — Eu sei como posso fazê-lo falar a verdade. Severo, faça o que você tem que fazer.

Hermione não viu exatamente o que aconteceu depois daquilo. Apenas lembra-se de ver todos os professores, até Dumbledore, desaparecer pela porta da enfermaria. Madame Pomfrey foi a única que continuou ali, ajudando o professor. Um certo feitiço foi usado e ela sabe disso, por conta do clarão que apareceu na parede atrás de Draco, mas o que havia sido conjurado ela tinha esquecido.

Severo Snape saiu sem nem dizer nada a enfermeira, sua longa capa se desfez pela porta e pela primeira vez Hermione conseguiu ver Draco sem todo aquele sangue por seu corpo. Ele estava apenas de cueca por sob a cama, os pés brancos, o peito com uma grande ferida que, aos poucos, parecia se fechar.

Madame Pomfrey não demorou em desligar a luz. E então, ela voltou a adormecer.

***

— Senhora Malfoy? – a voz estalou em seus ouvidos. — Senhora Malfoy, o diretor Dumbledore deseja falar com você. Senhora Malfoy?

Hermione virou o rosto a sua direita, para que pudesse ver Pomona Sprout ao lado da cama de uma desacordada Narcisa Malfoy. Não fazia muito que ela própria estava acordada. Na verdade, havia acordado com a professora Sprout a chamar a mulher na cama ao lado. Narcisa Malfoy resmungou algo antes de acordar; um silêncio nos primeiros instantes e, então, uma clareza súbita.

— Draco?! – gritou Narcisa. — Estou está Draco?

Hermione continuou deitada, imóvel, observando Narcisa levantar-se abruptamente da cama e ser empurrada de volta a ela. A mulher olhava para todas as direções, todas as camas, mas parecia não encontrar seu filho. A garota relutou em olhar também, não queria chamar atenção para si mesma e ficar por sob observação de Madame Pomfrey.

No meio da madrugada, os cuidados de Draco haviam sido retirados da enfermeira chefe e o garoto fora levado para algum lugar nos andares superiores – Hermione suspeitava que se tratava do escritório pessoal de Dumbledore – e a mulher havia sido orientada a não comentar com ninguém sobre a inesperada “visita” dos Malfoy. Com isso, Pomfrey tinha apenas Hermione por sob seus cuidados. E isso era o que Hermione não queria; que ficasse sendo observada.

Narcisa não estava acordada no momento em que levaram Draco para o escritório de Dumbledore, mas Hermione havia acordado com a luz que havia sido acendida pela varinha de Snape, que, agora, parecia estar cuidando do colega. Ninguém havia checado se ela estava de pé ou não e, por isso, não havia sido obliviada. Além de Narcisa e da Madame Pomfrey, Hermione era a única que sabia sobre Draco naquela enfermaria.

— Ele está bem, senhora Malfoy – voltou a dizer Pomona. — Ele foi... levado para um local seguro. Agora, preciso que você me acompanhe até o... até um local seguro para que você possa esclarecer algumas coisas.

Hermione apreciava a forma como a professora Sprout tentava esconder o que havia acontecido, mas não havia mais nada que Hermione não soubesse. Claro, o que havia levado Draco àquelas feridas e o porquê de estar fora da escola ainda estava fora de alcance de Hermione, mas se ela desse um jeito de entrar no escritório de Dumbledore talvez ela conseguisse saber alguma.

Existiam coisas que Hermione tinha que discutir com Dumbledore. O caso de Cho ainda não saia de sua cabeça e, aos poucos, tentava encaixar as partes do quebra-cabeça. Agora, com Draco de volta, talvez ela conseguisse esclarecer o evento no corredor da Sonserina, quando foi atacada por uma falsa Hermione, que na verdade era Cho. Se ela tivesse conversado com Draco, talvez o loiro pudesse lhe dar algum tipo de pista.

A medida que o tempo passava a preocupação de Hermione de que algo poderia ter acontecido com Cho cresciam. Ela tinha certeza que a garota não estava agindo de uma maneira própria. Envolvendo a maldição Imperius ou não, Cho havia sido induzida a fazer seja lá o que ela havia feito.

Narcisa pareceu aquietar-se e deixou que Pomona a levasse para fora da enfermaria. Madame Pomfrey as acompanhou. Hermione esperou por alguns momentos e quando se deu conta de que a enfermeira chefe não voltaria tão cedo, ela recolheu suas coisas e saiu vagarosamente do local.

Ela se esquivou por entre os corredores, não poderia ser vista por nenhum professor, e por fim chegou a Sala Comunal da Grifinória. Harry e Rony surpreenderam-se ao vê-la de pé em frente a eles, sentados em uma pequena mesa de mogno revestida com um algum tipo de madeira que Hermione não conseguia reconhecer.

Rony a puxou e a colocou sentada em uma das cadeiras.

— Como você saiu? – perguntou.

Hermione certificou-se de que a Sala Comunal estava vazia e então pôde começar a falar: — Tenho novidades.

— Novidades? – Harry a olhou intrigado.

— Novidades – concordou a garota. — Eu acho que vocês não ficaram sabendo o que aconteceu ontem à noite, ficaram? – os dois não disseram nada. — O.K. O que eu vou dizer agora precisa ficar somente entre nós, vocês me entenderam?

Harry e Rony concordaram.

— Antes de eu dormir, algo aconteceu. Foi logo depois que vocês deixaram a enfermaria. A professora Minerva entrou correndo na enfermaria, com um corpo... sangrando.

— Um corpo? – disseram os dois em uníssono.

— Um corpo – concordou ela novamente. — Harry, se controla, pode ser? Mas, o corpo era do Draco.

— Draco?! – a reação de Harry foi menos desesperada que Hermione havia imaginado, porém os olhos do garoto agora estavam arregalados, enquanto ele, levemente, parecia começar a tremer.

— Eu não sei realmente o que aconteceu, mas ele apareceu com a sua mãe... Sim, Harry, apenas sua mãe. Ele estava morrendo, isso eu sabia. Eu vi pela palidez do rosto dele. Acontece que eles conseguiram salvá-lo, professor Snape na verdade, e depois ele foi levado para o escritório do Dumbledore, eu acho. Eu acho que isso pode ajudar com o caso da Cho.

— Draco está ferido e você se preocupa com a Cho? – Harry estourou.

Hermione suspirou.

— Harry, eu não te entendo. Ontem mesmo você não estava dando nada pelo Draco e queria logo encontrar uma saída sobre o problema da Cho. Agora, você não quer ajuda-la. Mas, agora, eu preciso te dizer a mesma coisa que te disse ontem à noite: se afasta disso tudo. Você não pode se colocar em encrenca, não agora. Daqui a dois dias acontece a última tarefa e você precisa estar preparado? Se você se envolver com o que aconteceu com o Draco...

— Eu vou perder a prova? – Harry gritou novamente. — Eu não ligo para esse jogo estúpido, Hermione! Draco precisa de mim. Assim como a Cho também precisa. Vamos resolver isso tudo juntos!

— Esquece isso tudo, Harry. Não é por ganhar ou não, mas Hermione está certo. Você acha que Dumbledore vai deixar você se aproximar do Draco? Ele não vai deixar nem a própria Hermione chegar lá. Mas a gente precisa tentar, e você precisa treinar?

Harry não fez nada, apenas colocou seu material dentro de sua mochila e saiu pela mesma porta que Hermione havia entrado. A garota e o ruivo se olharam e então fizeram o mesmo que Harry, mas ao saírem o garoto já não estava mais ali. Só restava uma coisa que eles poderiam fazer.

Correram até o corredor de Dumbledore e surpreenderam-se ao encontrarem o local vazio. O mínimo que Hermione pensou que Dumbledore faria iria ser colocar alguém para proteger a entrada, mas nem mesmo a grande águia estava fechada. Eles desceram as escadas correndo e encontraram-se na porta de entrada do local. Existiam vozes altas dentro do local e, então, elas se calaram.

A porta abriu-se sozinha. Hermione e Rony tentaram esconder-se atrás da mesma, mas ela já havia lhes mostrado. O professor Moody ainda estava com a varinha apontada para a porta. No centro do local, o diretor Dumbledore estava de pé, com os braços para trás, ao lado da professora McGonagall e do professor Snape.

Narcisa Malfoy estava em um dos cantos, sentada, ao lado de Pomona Sprout e da Madame Pomfrey – que olhou brava para Hermione – e Sibila, a professora louca de quem Rony tinha medo.

Nem todos os professores ali estavam e nem mesmo Draco Hermione conseguiu ver. Dumbledore fez um sinal com os dedos e os dois garotos atravessaram a porta até a mesa do professor.

 

— Senhorita Granger, senhor Weasley – disse o homem barbudo, um pequeno e leve sorriso se formando em seus lábios. — O que vocês têm para me dizer?


Notas Finais


Espero que tenham gostado e obrigado pela leitura ;)


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