História O destino de Kelsey - Capítulo 1


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Categorias A Maldição do Tigre
Personagens Alagan Dhiren Rajaram (Tigre Branco "Ren"), Kelsey Hayes, Nilima, Personagens Originais, Sohan Kishan Rajaram (Tigre Negro)
Tags A Maldição Do Tigre, Alagan Dhiren Rajaram, Fanfic Original, Kelsey Hayes, Revelaçoes, Sohan Kishan Rajaram, Triângulo Amoroso
Exibições 35
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Prazer, sou a Rafa
Boa leitura :3

Capítulo 1 - O quinto sacrifício


Fanfic / Fanfiction O destino de Kelsey - Capítulo 1 - O quinto sacrifício

"Durga precisa de um tigre."

A frase de Phet girava forte como um tornado em minha mente inquieta. O aperto no meu coração se espalhou para minha garganta e eu não pude conter um soluço doloroso. Deixei cair as lágrimas pesadas dos meus olhos enquanto fazia o meu melhor para tentar respirar, mas era difícil. Meu corpo todo tremia com um frio inexistente, sentia-me fraca e vulnerável ali em pé, por isso deixei meus joelhos tocarem o chão.

- Eu realmente sinto muito por isso, Kahl-see. - disse Phet.

Neguei olhando para ele em meio as lágrimas. Pisquei e lancei um olhar para Ren e Kishan que estavam ali parados conversando baixinho entre si.

Senti vontade de sair correndo para as árvores, me sentar no tronco caido mais próximo e me acabar em lágrimas, pois não queria nada daquilo. Não queria que eles discutissem quem iria e quem ficaria. Ren provavelmente se sacrificaria para ficar no passado com Durga e me deixaria voltar para casa com Kishan. Ele seria o herói que sempre quer se sacrificar por mim e me manter em segurança mesmo que eu não queira. Ele me deixaria ir embora com o irmão se sentisse que era isso o que eu queria. Eu o conheço.

Mas eu não deixaria isso acontecer.

Eu queria os meus dois tigres comigo. Não aceitaria nada além disso, nem que tivéssemos que ficar todos no passado. Eu poderia me acostumar a ficar aqui se tivesse os dois perto de mim. Até poderia conviver pacificamente com Anamika, mesmo ela querendo roubar um dos meus príncipes para si.

Dei uma olhada para ela. Ainda estava vestida como uma versão da Durga mais escura que a minha. Suas roupas estavam estragadas iguais as minhas brancas, por conta da batalha contra o demônio Lokesh que travamos.

Ela percebeu que eu estava olhando e veio esperançosa em minha direção com a intenção de me ajudar a levantar. Fechei a cara para ela e levantei sozinha. Determinada a não deixar que nada nem ninguém me forçasse a me separar dos dois irmão que eu amo justo agora que estamos prestes a voltar para o nosso lar.

Virei as costas para ela, enxugando minhas lágrimas e me endireitando para olhar nos olhos de Phet, que havia entrado na conversa dos garotos. Fiz questão de ignorar a expressão magoada de Anamika.

Phet sentiu meu olhar e se virou. Ren e Kishan pararam de falar para me observar também.

- Phet, tem que haver outra opção. - dei uma rápida olhada em Anamika antes de falar. - Não vou permitir que nenhum deles fique para trás com Durga. Nem um e nem dois. Se alguém tiver que ficar para trás, todos nós ficaremos. Vamos ficar juntos onde quer que seja. Aqui ou no futuro.

Phet me olhou tristemente.

- Infelizmente não há outra opção além dessa Kahl-see. Você deixará um tigre para trás, e em troca levará um guerreiro com você. É assim que tem que ser o destino.

Fiquei confusa por um segundo mas logo a fúria assumiu o lugar quando Phet olhou para Sunil, e eu percebi quem era o guerreiro que ele me "daria em troca" por um dos meus tigres. Pelo jeito Anamika também entendeu o que ele quis dizer, pois correu para o lado de Sunil e foi logo gritando.

- Você não levará meu irmão! Não quero um tigre se tiver que abrir mão dele.

Olhei irritada para ela e em seguida para Phet.

- Viu só? Por que um deles teria que ficar para trás partindo meu coração, se Anamika não está disposta a se sacrificar também? Não é justo!

Anamika perdeu toda a simpatia do olhar e lançou o veneno para mim.

- Eu não pedi para ficar com nenhum deles, mas se o mestre está dizendo que um deles precisa ficar, então um deles ficará.

- Ah é? Então quer dizer que você concorda com essa parte? mas se Phet diz que Sunil também tem que ir aí você discorda? - andei para perto dela. Olhei para cima para encara-lá e disparei acidamente. - Você não está nem aí para os sentimentos alheios, só pensa em si mesma. Por você eu poderia voltar sozinha para você poder ficar com os dois, não é mesmo?

A expressão dela ficou sombria. Ela me olhou altivamente, falando baixo.

- Não coloque palavras na minha boca, irmãzinha.

- Não me chame de irmã. Não somos irmãs. Nem nunca seremos.

Phet levantou as mãos, interrompendo Anamika.

- Não acredito que essa discussão irá resolver a questão. - disse calmamente.

- É claro que não vai resolver, principalmente por que nenhum deles quer ficar para trás com ELA. - apontei com o queixo para Anamika.

Ela olhou para mim, furiosa.

Senti uma mão familiar acariciar suavemente o meu braço e imediatamente parei de discutir. Olhei para o lado e vi que Kishan havia se aproximado. Ele parecia preocupado que eu acertasse Anamika com um golpe rápido. O que eu estava mesmo prestes a fazer quando ouvi ela sussurrar baixinho só para mim.

- Eu não ficaria com dois irmãos. Deixo isso para mulheres como você.

Trinquei os dentes de raiva prestes a lançar uma resposta, mas Kishan me conduziu para longe dela e para perto de Ren. Olhei para o rosto sem expressão dos dois irmãos e me perguntei se eles a teriam ouvido agora que não tinham mais a super audição de tigre.

Ren se aproximou de mim e tocou meu rosto amorosamente. Senti o calor da nossa conexão percorrendo o caminho dos seus dedos e indo direto para o meu coração, me acalmando. Coloquei minha mão na dele e senti que as lágrimas voltavam.

- Não chore, iadala. - disse ele com ternura.

Ele usou a outra mão para enxugar a única lágrima que escapou deslizando por meu rosto. Aninhou meu rosto com suas mãos enquanto sussurrava palavras doces em sua língua nativa.

Eu queria gritar com ele e dizer para parar de agir tão calmo enquanto Phet estava dizendo que eu teria que voltar para casa sem um dos dois. Olhei em seus olhos azul cobalto brilhante fixos em mim, e meu coração disparou quando vi ali que ele não estava planejando deixar que isso acontecesse. Ele também não queria deixar ninguém para trás. Senti-me mais leve e confiante no que queria dizer a Phet quanto ao quinto sacrifício que teríamos que fazer. Eu sabia que eles não iriam gostar, mas estava disposta a tentar assim mesmo.

Suspirei aproveitando uma última vez a sensação calorosa das suas mãos e logo me afastei. Sabendo que Kishan estava nos observando e que eu precisava resolver isso antes que Phet ou Anamika decidissem por mim.

Me voltei para Phet e disse com firmeza.

- Não vou levar Sunil no lugar de Kishan. Isso está fora de questão.

Phet pareceu impressionado por um momento, tomou fôlego pensando em dizer algo mas eu o interrompi levantando a mão.

- A Fênix mencionou que Kishan teria que fazer um sacrifício mas que não seria ela quem o testaria. - olhei de soslaio para Ren e Kishan e vi que foi isso mesmo que eles pensaram: Kishan ficaria para trás e Ren voltaria comigo.

- Kelsey... - começou Kishan, mas eu me virei novamente para Phet, me sentindo magoada por eles terem decidido isso sem mim.

Fiquei impressionada e ao mesmo tempo intrigada com os dois por terem escolhido essa opção. Não sei o que me deixava mais inquieta: Kishan que era meu noivo me deixando ir embora com seu irmão, ou Ren não permitindo que eu fosse embora e o deixasse para trás. Pensei que ele insistiria em ficar e me deixaria ir com Kishan. E que Kishan insistiria para permanecer comigo. Sua noiva. Estava tudo confuso e eu não queria pensar no que teria acontecido se eu deixasse Kishan para trás para ficar com Anamika.

Balancei a cabeça, afastando esses pensamentos e voltei-me novamente para o que queria dizer.

- No início, o Sr Kadam mostrou-me que a profecia dizia que teriam que ser feitos cinco sacrifícios. E o senhor está dizendo que teremos que fazer o último agora. Nós fizemos vários ao longo do caminho, mas agora aqui vai a minha opção: Eu serei o último sacrifício.

Observei a reação de todos ao meu redor. Phet parecia pensativo enquanto me avaliava. Anamika e Sunil simplesmente olharam para mim tentando processar o que eu havia dito. Já Ren e Kishan, pareciam prestes a ter um ataque cardíaco.

Kishan tomou a frente e se ofereceu.

- Kelsey, não vou deixar que você fique para trás. Durga precisa de um tigre. E você não é um.- ele hesitou por um momento. - Eu ficarei se for preciso.

Olhei pesarosa para ele, sentindo uma pontada no peito. Ele queria ficar com ela?

- Você não entende que é isso que quero evitar? - sussurrei tristemente.

- Não me peça para voltar sem você, Kelsey. Não vou suportar. - disse Ren, que havia se aproximado e apertou a minha mão.

- Eu não pretendo ficar, Ren. - eu disse suavemente. Ele me olhou atentamente com a testa franzida em confusão, tentando procurar a resposta em meus olhos.

- O que você está pensando? - disse ele. Olhou para Phet e esperou que ele respondesse por mim.

Phet olhou em cada um antes de falar.

- Durga precisa de um tigre. Um guerreiro para lutar ao seu lado. Se um dos tigres não ficar, a história mudará completamente. Tudo o que é feito no passado afetará o futuro.

Sunil se aproximou da irmã e pegou-lhe a mão. Olhei em seus olhos verdes e tive uma idéia.

- Sunil não pode ser seu guerreiro? Podemos escrever uma história onde ele seria o tigre ao invés de Kishan. - arrisquei. - Me diga o que tenho que fazer e eu farei.

- Por favor, bilauta... - sussurrou Kishan. Vi que ele estava olhando severamente na direção onde Anamika estava parada.

Ela não pareceu notar. Em vez disso, se virou e começou a falar calmamente com o irmão.

Phet veio até mim. Olhou para o céu como se ali estivessem as respostas, em seguida olhou para mim e suspirou pesadamente. Encarei seus olhos sábios e tentei lhe enviar pelo olhar algo que eu achava que era determinação. Esperei vários minutos até que ele finalmente desse uma resposta.

- Tem uma outra opção, mas apenas se você estiver disposta a arriscar o seu futuro com os homens que ama. - disse gravemente.

- Como assim arriscar? - Ren disse. Ele se prostou ao meu lado, tocando meu braço possesivamente.

- O que ela terá que fazer? - Kishan veio para o meu outro lado, pegando em minha mão e entrelaçando nossos dedos.

- Ficando para trás, o tigre negro seria o mais velho da linhagem Rajaram e daria início à tudo. - Phet olhou para mim. - Mas se o tigre negro não ficar, isso quer dizer que a casa Rajaram nunca existirá. Sem um antecedente para lhe dar um nome, no futuro eles vão ser simplesmente homens e não príncipes.

Os garotos se entreolharam. Eu fiquei pensativa.

- E o que isso significa para nós? - perguntou Ren.

- Kelsey vai ter que pagar um preço para ter os dois devolta. - respondeu Anamika observando a mim e aos irmãos atentamente. - É isso o que significa sacrifício.

Anamika parecia gostar bastante dessa opção. Os irmãos olharam para ela com a testa franzida. Ergui minha cabeça e disse suavemente.

- Farei o sacrifício, Phet. O que quer que seja para tê-los comigo.

Phet se afastou indo em direção à selva.

- Muito bem Kahl-see, mulher de grande coragem. Se você está disposta, direi a provação que precisa fazer: Você poderá voltar com os príncipes para casa, mas em troca, devolverá todas as suas lembranças sobre eles. Quando voltar, não se lembrará de seus nomes e nem do que passaram juntos. - ele parecia triste e cansado quando concluiu. - Você vai voltar a ser como era antes de conhecer o tigre branco.

Fiquei de boca aberta. Não sabia o que dizer sobre essa oferta, então comecei a pensar. Valeria a pena voltar com eles, mas não me lembrar quem eles são e o que vivemos? Não lembrar das aventuras que passamos juntos. Das mágoas. Dos momentos de amor. Das brigas. Das brincadeiras. Das lutas. Dos beijos...

Sim. Poderia valer a pena. Mesmo que eu não me lembrasse, sinto que nossa conexão é algo que nem mesmo a perda de memória mais profunda poderia apagar. Foi o que aconteceu comigo e com Ren. Voltaríamos juntos e eu não me lembraria, mas eles me ajudariam a relembrar.
Phet me olhou como se estivesse lendo os meus pensamentos.
- Sinto informar que não haverá gatilhos dessa vez. - disse Phet, cortando de vez o meu pequeno fio de esperança.

Mordi o lábio e não ousei olhar para os irmãos. Tinha que decidir com a cabeça fria.

Ren vacilou ao meu lado.

- Por favor, Kelsey você sabe que não precisa fazer isso.

- Sim. Eu preciso sim. - respondi para os meus pés.

Kishan me envolveu com seus braços e sussurrou desesperadamente em meu cabelo.

- Não, bilauta. Não diga uma coisa dessas. Deixe o último sacrifício para mim como tem que ser.

Afastei-me dele uns centímetros para olhar em seu belo rosto. Não tinha como ignorá-lo agora. Seus olhos dourados buscaram os meus me implorando.

- Não. Sou egoísta demais para fazê-lo. Vocês dois vão para casa comigo. - minha voz falhou. Pigarreei e me soltei de seu último abraço. Ele não precisava me ver assim em nosso último momento juntos.

- Sinto muito por isso, prema. - disse Ren, com lágrimas brilhantes caindo de seus lindo olhos azuis direto para o chão.

Sorri tristemente para os dois e dei um beijo em cada um.

- Vai dar tudo certo. Eu confio em vocês. E preciso que confiem na minha decisão agora.

- Nós vamos trazer você devolta, Kells. - disse Ren.

- Vamos te fazer lembrar. - completou Kishan.

Dei um abraço apertado nos meus tigres. E sussurrei.

- Nos veremos do outro lado.

Phet havia se afastado e eu corri para junto dele.

Os irmãos tentaram me segurar por mais um momento, mas eu habilmente me desviei dos dois. Phet estava me esperando com a mão entendida e quando a toquei senti um leve puxão no estômago. Como se uma corda estivesse me puxando para o lugar de onde vim. Phet usou a corda de fogo para abrir um portal e rapidamente nos separou dos garotos. Passamos juntos pela porta de fogo e tive a sensação de estar sendo engolida viva por uma cachoeira de lava sem me queimar.

- Eu amo vocês. - sufoquei em um último apelo.

Pude ouvir meus príncipes gritando por mim antes que a escuridão tomasse conta da minha vida.

Notas Finais


Gostou? Comenta aí de leves pra ajudar a garota aqui a escrever.
Eu posto mais se a história tiver uma boa recepção.
Bjs


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