História O destino de Misuki - Capítulo 22


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Orihime Inoue, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Urahara Kisuke
Tags Bleach, Drama, Hentai, Ichiruki, Romance
Exibições 258
Palavras 2.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Pai e filha


Fanfic / Fanfiction O destino de Misuki - Capítulo 22 - Pai e filha

No capítulo anterior:

Rukia conversava com a menina e contava tudo que podia sobre Ichigo. Os olhinhos da garota brilhavam quando escutava historias sobre o pai, ele era realmente incrível. Já o relacionamento de Rukia com o rapaz parecia ter sido congelado depois da tarde maravilhosa que ela passara em seus braços e tudo o que aconteceu com o shinigami invasor mais Renji ter que sair do esconderijo para investigar em que pé andava as buscas por Misuki. E ainda tinha a historia de Misuki ter descoberto que Ichigo era seu pai. Fora tantos problemas que acabaram sufocando os momentos lindos de amor que eles compartilharam no quarto daquele esconderijo. Porém, Rukia sentia falta de estar nos braços de seu amado.

Eles ainda não tiveram nenhuma noticia de Renji, o que era preocupante. O que será que aconteceu com o tenente? Já havia uma semana que ele havia partido com a promessa de voltar com noticias do mundo longe daquela floresta. O casal temia o pior.

 

Pai e filha

 

- Ichigo, acho que deveria relaxar, você tem passado praticamente o dia e noite aqui fora. Se alguém aparecer tenho plena confiança em você. Não se preocupe tanto.

- Eu sei. Só quero proteger vocês. – fala sem fitá-la.

- Sabe o que eu acho? – Rukia fica de frente para ele, porém o ruivo evitava olhar para ela. Sabia que se o fizesse a nobre analisaria todos os seus temores – Você passa boa parte de seu tempo aqui porque ta evitando Misuki.

- O que? Claro que não. - fala indignado.

- Pode tentar se enganar, mas a mim não. Sei que tem medo dela te rejeitar, mas acho que já está mais que na hora de tentar se aproximar mais dela. Misuki só tem quatro anos e apesar de ser muito inteligente é só uma criança que ta assustada com tudo que aconteceu em sua vida em tão pouco tempo.

Ele abaixa a cabeça, como Rukia o conhecia tão bem, ela tinha toda razão. Sentia medo de ser novamente rejeitado pela filha. Esse era seu pior pesadelo. Por esse motivo evitava um confronto com ela.

Já que não tinha como se esconder dos olhos extremante analíticos da morena, Ichigo resolveu baixar a guarda e deixar cair sua mascara de durão.

 - Tem razão. Será que ela vai me aceitar? – Rukia achou tão lindo o rostinho de cachorro molhado que estava no semblante de seu amado. Pouquíssima vez ela o viu assustado. A morena entendia muito bem que Ichigo tinha medo de como a relação ficaria com sua filha. Mas por outro lado, evita-la não era a melhor opção, ele precisava conquistar seu afeto e confiança novamente.

- Claro que vai, ela te adora, Ichigo. Mesmo antes de te conhecer já amava o pai que sempre sonhou encontrar um dia – leva a mão em seu rosto e faz um carinho. - Misuki está lá atrás. Vai falar com sua filha.

O ruivo finalmente fitou os lindos olhos de Rukia. Mas uma vez ela tinha razão, mas uma vez conseguiu acalmar seu coração que estava atribulado. Rukia tinha o dom de mostrar a direção para Ichigo quando ele se sentia perdido em meio à escuridão, por isso que ela sempre fora sua bela lua, sua Misuki.

Ele enlaçou a cintura da morena e a puxa para mais próximo de seu corpo, encosta seu nariz no dela roçando delicadamente. – Arigatou... Rukia – Sela seus lábios nos da nobre, ela fecha os olhos e se entrega aquele beijo carinhoso e gostoso que a fez ficar com as pernas bambas. Ichigo tinha um gosto tão bom em seus lábios, ela amava ser beijada por ele.

- Estava com saudades de te beijar – sussurra no ouvido dela. Desde que fizeram amor que eles não se beijavam. Foram tantas coisas e nos últimos dias que se passaram Ichigo se isolou e Rukia decidiu respeitar seu espaço. Até, claro, ela perder a paciência.

- Eu também. – apesar de se sentir encabulada por não estar acostumada com essas coisas melosas, Rukia não pôde evitar dizer essas palavras, amava demais aquele homem lindo que mexia tanto com ela e abalava suas estruturas apenas com um beijo.

Apoiou a cabeça no peitoral de Ichigo. Adorava ouvir seu coração bater acelerado sempre que eles se beijavam.

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A pequena estava nas margens do córrego tacando pedras a fim de fazê-las correr sobre as aguas como Ichigo havia lhe ensinado, porém suas tentativas foram vãs.

- Tsc... – suspira desaminada.

- Precisa inclinar um pouco mais o corpo para que a pedra possa deslizar sobre o rio – diz o ruivo ficando ao lado da menina.

Misuki o olha de cara feia. Há dias Ichigo mal falava com ela. Apesar da menina ainda não ter se acostumado com a ideia dele ser seu pai, ela sentiu a ausência dele. Parecia que o ruivo não queria mais ser seu pai. Sempre que ele a via, arrumava um jeito de ir para outro canto ou simplesmente não falava nada e isso a deixou triste.

- Mostra como se faz. – ela dá a pedra na mão dele. Ichigo sorri aliviado. Apesar da cara emburrada de sua filha, ela não tinha o rejeitado.

- Precisa inclinar o corpo assim – ela faz o mesmo – Não mira com a mão para baixo, assim a pedra vai afundar. Tem que jogar como se quisesse apenas tocar na superfície do rio.

Misuki olhou atentamente tudo que fez o ruivo e o imitou. – Olha Ichigo, eu quase consegui – grita animada.

- Você é uma garotinha muito esperta, aprende rápido. – fala orgulhoso.

- Se você tivesse me ensinado mais vezes ao invés de ficar na varanda olhando pro nada eu já teria aprendido – faz bico e retruca emburrada.

- Então você sentiu minha falta? – ficar surpreso com que ela disse.

- Um pouco – vira o rosto para o lado. Ela sentiu muito, mas não o deixaria notar. – Sem tio Renji aqui, só me resta você para brincar.

Ichigo passa a mão na cabeça dela bagunçando seus cabelos – Eu sinto muito. Não achei que sentiria minha falta. – fala de forma doce. A garota fica emocionada ao olhar naqueles olhos castanhos tão parecidos com os seus. Ichigo a fazia se sentir protegida e quando estava ao seu lado tinha vontade de ficar em seu colo, pois era um lugar agradável de estar. Será que era assim que uma filha se sentia nos braços do pai?

Revolveu mudar de assunto, estava ficando constrangedor a forma como ele a olhava. - Mamãe disse que você salvou a vida dela muitas vezes. Até já enfrentou a Soul Society para poder resgatá-la da morte. – Ela olhou para ele – Me salvou como fez com mamãe também né, Ichigo? – apesar das palavras da menina ser descoordenada como fala uma criança de sua idade, Ichigo se surpreendia ainda mais com a inteligência dela.

- Eu sempre farei qualquer coisa para proteger você e sua mãe, minha filha – ele se abaixa equiparando sua altura a dela. – Eu amo vocês. – Leva a mão no rosto da pequena e faz um carinho.

- Como pode me amar se mal me conhece? – fala séria.

- Eu te amei no instante em que soube de sua existência. Você é minha filha e de Rukia. Ela é a pessoa mais importante da minha vida e agora você também é. Como não amá-la?

Ichigo não falava apenas com a boca, seus olhos brilhavam e seu rosto expressa a verdade que havia por trás daquelas palavras. Misuki sentia um tremor em todo seu corpo. Aquele homem em sua frente era o pai que ela tanto desejou conhecer e a melhor parte é que... Ele era incrível.

A pequena se joga em seus braços - Ichigo... por favor, não me deixa nunca mais.  -  fala chorosa. O ruivo a aperta bem forte.

- Nunca vou deixa-la, minha filha – a apertou ainda mais entre seus braços, tinha medo de perdê-la novamente.

Rukia, que via toda a cena pela janela, ficou emocionada. Finalmente pai e filha se entenderam. Ichigo e Misuki eram os amores de sua vida e a felicidade deles era a sua também.

Ao anoitecer...

- Incrível! – os olhos de Misuki brilhavam de admiração - Então você derrotou mesmo o Tio Byakuya? Eu pensei que ela era o homem mais forte de todo universoooo...  – arregala os olhos.

- Sim, sim. Não foi nada difícil derrotá-lo. – se gabava o ruivo para a filha que se deliciava com a historia de como Ichigo salvou Rukia de ser condenada a morte.

- Ichigooo – a morena grita da cozinha – Nii-sama não vai gostar nadinha de você ta contando essas coisas para ela.

- Só estou contando a verdade dos fatos, você omitiu muita coisa para ela. – resmunga.

- Só disse o necessário...

- Vai, vai, Ichigo. Continua contando – fala animada. Nem conseguia dar ouvidos as palavras da mãe.

- Ai eu derrotei o Byakuya. Ele ficou tão ferido que em conseguia sair do lugar – sussurra no ouvido da filha, a fim de Rukia não ouvir.

- Coitado do meu tio, Ichigo – ela grita.

- Não fala alto, quer que sua mãe brigue comigo outra vez? – murmura.

- Eu ouvi isso, seu idiota. – resmunga a morena da cozinha.

Os dois se calam com medo da morena brigar novamente.

- Foi muito legal de sua parte salvar mamãe. – fala baixinho. Ichigo achava tão lindo quando Misuki fazia biquinho para não falar alto. Ela era muito linda.

- Eu não fiz nada além de minha obrigação. Rukia foi condenada a morte por minha culpa. Ela deu seus poderes de shinigami para que eu pudesse lutar e proteger minha família. Nada que eu fizesse por ela pagaria o que ela fez por mim antes. Sua mãe é uma verdadeira heroína – diz no mesmo tom, não queria que a morena escutasse, mas não adiantou. Rukia ouviu tudo muito bem. Não conseguia tirar o sorriso do rosto.

- A mamãe é muito forte mesmo né? – e lá estava novamente os olhinhos de Misuki brilhando de orgulho da mãe.

- Sim, muito. – sorri para ela.

- Então você tem família, Ichigo?

- Sim , claro. Tenho pai e duas irmãs.

- Se eles são sua família o que são minha? – faz cara de curiosa.

- Meu pai e seu avô e Yuzu e Karin suas tias.

- Yuzu e Karin... gostei dos nomes. – sorri animada. Vira-se para a morena que já colocava a janta na mesa e grita. – Ouviu isso mãe? Eu tenho um avô e duas tias.

- Que legal, meu amor. – a nobre não se aguentava de tanta felicidade. Fazia tempos que não via aquele sorriso no rosto de sua filha. Sem falar a alegria que estava estampada na face de Ichigo.

- Quando eu vou poder conhecê-las, Ichigo?

- Assim que puder prometo que te levo para conhecê-los.

- Nem acredito! To ansiosa – fica saltitante. – Meu vovozinho é bonito como você, Ichigo? Tem os cabelos como o nosso?

- Bonito? – o ruivo coloca a mão no queixo e fica pensativo – Acho que é sim, apesar de ser um chato, o cabelo dele é preto. – Ela faz cara de desagrado. Na cabeça da menina todos na família do ruivo tinham cabelos laranja. Ichigo faz um carinho com o dedo indicador na ponta do nariz dela – Mas suas tias são tão lindas quanto você. Acho que vai gostar bem mais delas. – sorri para a menina. Sua filha era tão curiosa. Ele amava isso, lembrava Rukia assim que foi para Karakura.

- Mamãe falou que no seu mundo tem comidas estranhas, mas que são uma delicia. Vou poder prová-las?

- Sim. Tudo que quiser, minha filha.

- Não vejo a hora de conhecer o lugar onde mora, Ichigo. – volta a falar de forma divertida.

- Eu também, minha linda – o ruivo a olha com ternura. Aquela criatura linda, esperta e extremante carismática era sua filha.

- Vão os dois lavar as mãos para jantar – grita Rukia.

A pequena Misuki corre saltitante. Ao chegar próximo a mesa olha para trás e nota que o ruivo ainda estava sentado. Parecia que nem tinha ouvido sua mãe chamar. Ela vai ate ele e diz:

- Ichigooo... a comida vai esfriar. Não está com fome? – faz carinha de zangada.

O jovem Kurosaki olha a filha intensamente. De repente seu semblante fica cabisbaixo. – Por que me chama de Ichigo?

- Porque é o seu nome, oras.

- Seria legal se me chamasse de pai. – abaixa a cabeça. Apesar de está indo tudo bem com a garota, ele se entristecia quando ela o chamava pelo nome. Será que um dia sua pequena lhe chamaria de pai?

Misuki o observava de forma analítica. Tinha ficado visível que o ruivo estava triste pela forma que ela o chamava. Mas por outro lado não se sentia à vontade para chamá-lo de pai. Tudo tinha sido tão rápido e confuso para a garota. Naquele exato momento ela não sabia como deveria agir diante do pedido feito por seu progenitor.

Continua...

 


Notas Finais


Desculpe-me a demora, tive um pequeno probleminha ontem.

Não lei sem comentar, por favor.

Muito obrigada a todos e pelos cometários lindos que tenho recebido.

Beijos!


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