História O destino de Misuki - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Orihime Inoue, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Urahara Kisuke
Tags Bleach, Drama, Hentai, Ichiruki, Romance
Exibições 180
Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Capitão do Coração de Pedra


 

No capítulo anterior:

Ela ficou olhando pensativa para aquele par de olhos castanhos por alguns segundo. — Sim. — fora sincera. Não se sentia mais angustiada como estava antes. — Estou muito feliz por tê-lo ao meu lado.

Ichigo abriu um lindo sorriso — Nem imagina como me sinto bem em ouvi-la dizer isso, Rukia. Sei que ainda temos algumas coisas para tirar de nosso caminho para que nossa felicidade seja completa. Eu vou cuidar disso pessoalmente e vamos ser uma família com o direito de ir e vir sem que ninguém nos impeça. Nunca mais vai precisar esconder nossa filha de ninguém.

As palavras dele invadiram o mais profundo da alma de Rukia limpando qualquer vestígio de tristeza e dor que ainda existia. Ela sabia que aquelas palavras não eram da boca para fora e que em Ichigo tinha um porto seguro onde poderia ancorar.

— Eu confio em você, Ichigo. — ela se aninhou em seus braços. O ruivo cobriu seus corpos nus e em poucos minutos já estavam dormindo.

 

Capitão do coração de pedra

 

O sol tinha acabado de se por no horizonte azul, porém o jovem de cabelos excêntricos já estava acordado há um tempo. Seus olhos ainda queriam se fechar mais um pouco, pois estava sonolento. Mas Ichigo preferia ficar com eles bem abertos admirando a bela morena que dormia ao seu lado.

Sua respiração era calma. Ela parecia estar em um sono profundo. Quem sabe estivesse sonhando com ele. Sorriu feito um bobo ao pensar nesta possibilidade. O ruivo não se cansava de olhá-la. Tão bela e delicada a mãe de sua filha. Como era possível amar tanto uma pessoa como a amava?

Não conseguiu resistir e provou seus lábios, eles lhe pareceram tão apetitosos. Deu um beijo delicado. Ele tinha razão, eram deveras gostosos.

— Ichigo? — Ela murmurou assim que ele descolou sua boca da dela.

— Desculpe! Não queria te acordar, mas não resisti. Estava dormindo tão lindo. — tira alguns fios de cabelos que estavam no rosto dela.

— Você é um pervertido, Ichigo. — diz em tom de brincadeira enquanto esfregava os olhos. Seu amado era insaciável.  

— E você não gosta? — ele brinca. Fala olhando para ela de forma gulosa. Sua voz saiu tão sexy que Rukia sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

— Não gosto nada. — desvia seu olhar do dele. Daquele jeito aonde eles parariam? Só de ouvir a voz de Ichigo, Rukia ficou excitada. Se desse corda para o rapaz não sairiam daquele quarto tão cedo e sua filha logo acordaria com fome.

— Gosta sim — sussurra ao pé do ouvido dela.

— Ichigo, para. Misuki logo vai acordar. — tenta empurrar o corpo do jovem que já estava quase todo sobre o dela.

— Acabou de amanhecer, ainda temos tempo.

— Acha mesmo? — ela ate que queria resistir, porém lhe faltavam forças. Desejava tanto aquele homem deliciosamente sedutor.

— Sim — ele já estava por completo sobre ela. Rukia conseguia sentir a virilidade do rapaz tocar-lhe e não ficou nem um pouco surpresa ao constatar que já estava ereto.

Ele nem esperou sua aprovação já foi tomando seus lábios os beijando. Ficou tão envolvida e perdida nas caricias que o jovem fazia em seu corpo que quando percebeu já estava dentro dela. Aquele homem ainda a enlouqueceria. Se isso era ruim? De jeito maneira. Ela adorava quando ele a fazia gemer de prazer e Ichigo sabia muito bem qual caminho deveria tomar para levá-la ao paraíso.

Naquela manhã eles se amaram na cama, antes do banho e após o banho. Só não repetiram a dose na cama novamente porque escutaram certa garotinha mau humorada lhes chamar.

— Oh mãe! Até quando vai ficar dormindo? Estou com fome. — resmunga do outro lado da porta.

Rukia empurrou Ichigo que já estava novamente em cima de seu corpo e correu para atender a filha. Sorte dela que estava vestida, se a pequena chegasse alguns minutos mais tarde a nobre estaria completamente nua, pois Ichigo já estava a despindo quando Misuki a chamou.

Quando a nobre abriu a porta se deparou com uma menininha com um bico enorme e de péssimo humor.

— Desculpe, filha. Me atrasei para o café. — fica meio constrangida. Tinha medo de a menina perguntar o porquê do atraso.

— Tô com fome, mãe. Esperei você um tempão na cozinha. Você dormiu demais. — resmunga.

— Perdão, amor — a pega no colo. Queria levar a pequena o mais rápido possível dali, pois ela estava vestida, mas Ichigo não. Ele tinha se escondido atrás da porta completamente nu. — Prometo que vou fazer algo bem gostoso para você comer.

— Cadê o Ichigo? — ela deu uma boa olhada pelo quarto antes da morena sair dali com ela.

— Tomando banho. — mentiu.

— Ele vai ficar sem comida. Eu vou comer tudinho.

Rukia achou graça. Sua filha era muito gostosinha. — Sua gulosa.

Os dias que seguiram foram sem muitas complicações. Depois de levar uma bronca de seu patão, Ichigo voltou ao trabalho. Não era preciso sair de casa, podia fazer a maioria de suas tarefas pelo seu notebook e isso lhe dava mais tempo com a família.

Rukia e Misuki se acostumaram rápido àquela rotina de humanos. A morena sempre amou tudo no mundo dos vivos e Misuki se encantava cada vez mais com seu mundo de origem. Ichigo estava até tentando matriculá-la em uma escola onde ele estudou quando tinha sua idade. A garotinha não se aguentava de ansiedade para ir a esse negócio de “escola” que seu pai havia lhe falado.

Já a relação de Misuki com a família de Ichigo não podia estar melhor. A pequena ficava cada vez mais encantada pelas tias e seu avô atrapalhado (era assim que ela o chamava às vezes). Isshin ia à casa de Ichigo quase todos os dias pegar Misuki para passear e na maioria das vezes as tias estavam juntos. Eles não sabiam até quando a menina ficaria ao seu lado, quem sabe depois que toda a confusão terminar Rukia voltaria para Soul Society. Já amavam tanto aquela garotinha linda, arteira e extremante mau humorada que não queriam se separar dela.

Ichigo sentia ciúmes da relação de Misuki com seu pai. A menina vivia falando “Avô, avôzinho, vovozinho” e pai que é bom nada. Isso era muito irritante, mas por outro lado ver sua filha feliz e sorridente era algo que não tinha preço. Faria qualquer coisa para nunca deixar aquele sorriso se apagar de seu rosto.

Em relação à Rukia, ela parecia mais tranquila. Ichigo nunca mais a notou triste. Às vezes ela ficava meio pensativa, mas o rapaz a enchia de beijos e a bela voltava ao seu estado normal. O ruivo entendia que precisava deixar a nobre superar seu demônio interior sozinha, mas com toda certeza ele estaria ao seu lado sempre que ela precisasse de um motivo para sorrir. Ichigo seria seu chão se ela precisasse de um lugar firme para se apoiar, seria seu pilar se a bela estivesse com as estruturas abaladas, ele seria seu apoio se ela não conseguisse caminhar sozinha. O jovem Kurosaki se desdobraria em dois, dez, mil. Enfim, ele faria de tudo sem medir esforços para estar sempre ao lado da mulher que ama estando ela sorrindo ou chorando.

Aqueles dias que estava vivendo como uma família ao lado de Rukia e a filha querida estavam sendo os melhores da vida de Ichigo. Ele não conseguia imaginar uma vida sem elas, era impossível. 

Renji arrumou um jeito de avisar à Rukia que Byakuya fora solto. O capitão comandante conseguiu mexer os pauzinhos para libertá-lo. As coisas na Soul Society pareciam terem se acalmado. A noticia de que seu Nii-sama tinha sido liberto deixou Rukia felicíssima, pois se sentia culpada por estar tão feliz e ele pagando apenas por ter protegido ela e sua filha.

•••

— Oh mãe, por que o Ichigo não trabalha em casa hoje como fez os últimos dias? — resmunga. Misuki segurava na mão de Rukia. Elas estavam indo ao mercado.

— Ele precisou ir até seu trabalho, querida. Mas não vai demorar.  Por que? Vai me dizer que já esta com saudades dele? — cutuca a menina. Rukia sabia que sua filha era louca pelo pai, mas era durona demais para admitir isso.

— Quem eu? — fala meio sem graça — Claro que não mamãe, só perguntei. Nem sinto falta do Ichigo — diz indiferente. Claro que ela mentiu. Sentia e muito a falta de seu pai. Já estava acostumada com ele.

Rukia sorriu. Sua filha era tão geniosa. Mas ela a amava exatamente como era. Sua menina fora a melhor coisa que aconteceu em sua vida.

Quando estavam chegando próximo ao mercado, Rukia sentiu uma presença estranha a seguindo. A nobre ainda estava muito fraca para conseguir sentir reiatsu, porém ainda tinha seus sentidos de shinigami e não havia dúvidas de que estava sendo seguida. Desviou do caminho que fazia, ali era muito povoado e não queria que ninguém se machucasse se fosse preciso lutar com a pessoa que a espreitava entre as sombras.

— Mãe, o que foi? Por que ta andando rápido? — Misuki ficou assustada com a repentina mudança da mãe.

— Não é nada, filha. — ela não queria apavorar a garota. Tinha esperanças de que aquela pessoa não os atacasse. Por algum motivo que a morena não sabia explicar, sua reiatsu não voltara em poucos dias como Kuukaku havia previsto. Se tivesse que se envolver em um confronto para defender a filha não poderia fazer muito.

Chegaram a um local aberto, era um campo muito usado para lazer como caminhadas, piquenique entre outros. Por sorte ali quase não tinha pessoas, era finalzinho de tarde e estava muito frio. A nobre parou com sua filha e decidiu encarrar seu perseguidor.

— Até quando vai ficar se escondendo nas sombras? — ela grita imponente.

Uma silhueta bem familiar surge entre as àrvores. — Você é mesmo incrível, Kuchiki-san.  Mesmo sem quase reiatsu conseguiu me identificar.

— Não preciso de reiatsu para sentir a presença de um porco feito você, Mayuri.

Ele finalmente se deixa ver — Não deveria ser portar à mim com tanta falta de respeito assim, Kuchiki-san. Você uma mera tenente e eu um capitão — fala irônico.

— Não tenho respeito por pessoas asquerosas como você. — diz ríspida. Não estava com paciência para o humor negro do capitão.

— Mãe, quem é esse? O que ta acontecendo? — Misuki estava assustada.

— Vai ficar tudo bem, filha — em um movimento rápido, Rukia sai de seu gigai ficando em sua forma shinigami. Ela esconde a menina atrás de si.

— Não deveria mentir para a menina. Hoje não saio daqui sem o que vim buscar. Não gosto de perder uma boa cobaia. Essa ai — aponta para a pequena — Já me custou muito para abrir mão tão fácil.

— Seu maldito! — Esbraveia — Nunca vai conseguir o que quer!

— Quem vai me impedir? Você? Está sem energia espiritual. Eu mesmo cuidei pessoalmente disso. E nem se anime, vai levar um bom tempo para conseguir sua força novamente, isso se conseguir ser a mesma de antes. As algemas que colocaram em você não apenas drenaram sua reiatsu como selaram boa parte dela.

— Não importa o que diga, não permitirei que encoste em minha filha. — Misuki ao escutar as palavras da mãe segura bem forte em sua roupa.

— Mamãe. — balbuciou a pequena. Estava muito assustada.

— Shinigami, você é apenas um inseto que não me importarei em esmagar sem piedade. — fala usando um tom de deboche.

— Você é um miserável e vai pagar por tudo que fez. Não pense que seus crimes ficarão impunes. — ela estava bastante alterada.

— Crimes? Do que estava falando, Kuchiki-san? Não existe crime sem provas e eu cuidarei para que não sobre rastros de minha cobaia quando ela não tiver mais serventia. — aquele sorrisinho falso no rosto do capitão fazia o sangue de Rukia ferver de raiva. Como ele podia falar de sua filha como se ela fosse apenas um objeto que depois de usado era descartável?

— Ela é só uma criança. Como pode ser tão covarde? — a nobre sabia que suas palavras não surtiriam efeito em Mayuri, visto que ele era uma pessoa perversa e desumana e que só pensava em seus próprios interesses. Mas ela não poderia deixar saltar seu desabafo. Aquele homem a sua frente tinha uma pedra no lugar do coração.

— Para mim é apenas algo que tenho interesse, não penso em mais nada, além disso.

— Maldito — murmura entre os dentes.

— Chega de conversa.

Rukia desembainhou sua zanpakutou e ficou na defensiva quando Mayuri apontou sua katana para ela. A morena se perguntava se Ichigo já havia notado a presença espiritual do capitão. Rukia sabia que não era oponente para o mascarado, sem reiatsu ela não poderia fazer muito, porém a nobre estava disposta a derramar até sua última gota de sangue para proteger sua filha.

Continua... 


Notas Finais


\o\ Oi gente!
Adolf0, here! Postando para a Mara, que ela tá meio dodói!
Beijocas~!


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