História O Destino do Príncipe - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kisame Hoshigaki, Konan, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Maito Gai, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Pain, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shisui Uchiha, Shizune, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko, Yamato, Zabuza Momochi
Tags Aventura, Drama, Luta, Medieval, Narusasu, Naruto, Sasunaru, Sounen-ai, Yaoi
Exibições 91
Palavras 1.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Estou de volta! Ora de mais algumas explicações ^^
Não sei se notaram, mas nos outros capitulos eu usei o sobrenome da Kushina no Minato, ao ínves de Namikaze. Não se perguntaram o por que?

Capítulo 4 - O Namikaze


            Passou a língua pelos lábios enquanto sentia lábios úmidos e gélidos contra seu pescoço, trilhando caminho e depositando leves mordidas e beijos suaves. Itachi mordeu os lábios ao sentir um arrepio se espalhar pelo corpo. Em poucos segundos os lábios que o marcavam pelo pescoço trilharam de volta para seus lábios em um beijo cheio de fome.

            Itachi tinha os dedos enroscados nos cabelos de Shisui e o puxava mais pra si como se pudessem aprofundar o beijo. Sentia as mãos de Shisui escorregando por suas costas úmidas.

            Tinha acabado de sair de seu mergulho no riacho e assim que terminou de vestir seus calções Shisui apareceu entre as árvores montado em um belo palafrém negro. E depois só se lembrava de ter o prendido contra uma árvore e o beijado com todo fervor que tinha.

            - Ita... – Shisui começou a pronunciar quando Itachi afastou os lábios. – Itachi, fiquei sabendo que vai viajar em poucos dias.

            - Reino do Ar, vou visitar a princesa Hinata.

            - Sua futura esposa. – Shisui falou secamente.      

            - Shhhh. – Itachi disse e deu um pequeno empurram na testa de Shisui com o dedo indicado e médio. – Não se preocupe. – E então desceu os lábios sobre os lábios já úmidos de Shisui e iniciou outro beijo. Dessa vez Shisui o puxou para mais perto, puxando-o pelo cós da calça.

            Depois que se separam, respirando pesado e cansados, sentaram-se na margem do riacho e observaram a água calma.

            - Fiquei sabendo que a princesa Hinata possui uma beleza incrível. – Shisui comentou ao seu lado.

            - Ela é muito nova, deve ter florescido a poucos meses.

            - Bem... Quando você vai viajar?

            - Em três dias. E você vai comigo como meu acompanhante.

            Shisui nada respondeu, mas Itachi sentiu que ele ficou contente.

                                              ***

Para sua felicidade a fortaleza não foi totalmente perdida, apesar de que uns lugares estavam melhores que outros, mas ele logo resolveria. Ele nem queria imaginar como ficaria aquela magnífica construção se a chuva não tivesse chegado para acalentar a fome do fogo.

            Por fora o castelo não parecia tão desintegrado como estava dentro: as paredes estavam em um tom mais escuro, havia resquícios de madeira na sala de jantar, negra e disforme; nos corredores molduras estavam caídas no chão enegrecidas e as telas, onde haviam pinturas, se tornaram cinzas. Os demais quartos, salões e corredores não estavam em melhor condição, sujos de cinzas e corpos queimados, armaduras e tapeçarias estragadas e enegrecidas.

            Nagato andava com toda cautela pelos corredores. Era uma fortaleza tão cheio de esplendor e vivacidade, agora estava morta, cinza e negra.

            Virou um corredor e passou por uma ponte que ligava a outra parte do castelo. Andou mais um pouco e parou em frente a uma porta de carvalho espessa com partes de ferro e prata; estava um pouco aberta. O quarto real estava bem a sua frente. Haviam corpos queimados de guardas no chão, a expressão facial de cada um congelada em um grito surdo de dor, as peles negras expostas e repuxadas. Nagato passou sobre eles, ignorando-os.

            Eis aqui o quarto de minha irmãzinha e do seu ladrão de tronos.

            Entrou sem pestanejar e observou todos os ângulos do grande quarto, o fogo não havia feito muito ali. Os corpos de Kushina e Minato tinha roupas queimadas e algumas queimaduras expostas grosseiramente, uma parte do cabelo ruivo de sua irmã fora comido pelas chamas. A espada que estava fincada no peito de Minato reluzia a luz que entrava pela janela. Havia poças de água pelo quarto encharcando o tapete.

            - Minha doce Kushina, irmãzinha, que coisa horrível fizeram com seu pescoço? – Nagato murmurou enquanto se ajoelhava perto dos corpos que já fediam com o tempo e estavam um pouco inchados. – E seu belo rosto? Pobre, Kushina, lhe darei um bom funeral.  – Depois virou-se para Minato com ódio no olhar. – Finalmente meu trono foi devolvido, obrigado Na-mi-ka-ze, mas a partir de agora o reino da Terra voltará para as mãos de um Uzumaki. – Seu olhar caminhou até o anel com o símbolo dos Uzumaki no dedo de Minato e rapidamente o tirou dali, sorriu ao ter o anel nas mãos e então o colocou no próprio dedo.

            Levantou-se e iniciou seu caminho para a saída.

            Algo o incomodava: não havia achado o corpo do sobrinho. Talvez estivesse morto como os pais, ou tão desfigurado que não pôde reconhece-lo. Finalmente os Namikaze haviam saído de sua vida, para sempre. Agora Nagato poderia ter seu trono de volta, seu trono que foi roubado a anos atrás e ele o manteria a todo custo.

                                                ***

Era o sexto dia que Naruto passava em Noha. A vila era pequena e bastante pacata, ninguém ali - tirando Kiba, Shino e Chouji - sabia quem ele realmente era e isso até então era bom. Quanto aos três que o tinham salvado: tinha pedido para guardarem segredo, para que ficasse só entre eles. Naruto sabia que era muito desleixado para algumas, se não várias coisas, mas o ponto era que se ele contasse que era príncipe Naruto Uzumaki poderia acabar gerando algum alarde ou problema que ele, com certeza, não poderia suprir. No mas não havia necessidade de se expor.

            Iria em poucas horas para a cidade do Redemoinho, falar com seu tio e reclamar a linha de sucessão dos Uzumaki, afinal ele era o príncipe herdeiro do trono da Terra.

            Estava sentado no declive de um morro observando Kiba brincar com o cachorro, Akamaru, e comendo uma torta de limão que Chouji fez pela manhã. Shino estava calado como sempre e observava um besouro grande e negro que andava no caule de uma árvore.

            - Caramba, Chouji! – Naruto exclamou enquanto se deliciava com a torta de limão. – Você cozinha muito bem.

            - Obrigado, Vossa... Menma. – Chouji corrigiu enquanto colocava metade de uma fatia de torta inteira dentro da boca.

            - Guardem um pouco para mim! – Kiba gritou enquanto corria atrás de Akamaru que estava fugindo com o graveto na boca.

            Kiba, até então, fora o único que não teve dificuldades em aceitar que ali Naruto era Menma, e o tratava de forma semelhante a um garoto qualquer. Naruto gostava daquilo.

            - Akamaru! Devolva esse graveto! Akamaruuuuu! – Kiba rosnava e reclamava com o cachorro, este que parecia estar se divertindo com a aflição do dono.

            - Sabe, eu nunca pensei que iria conhecer alguém de cima. – Chouji comentou.

            Naruto o encarou, os cabelos loiros balançando a favor do vento. – O que quer dizer?

            - Não é todo dia que um príncipe convive com os criados. – respondeu e então enrubesceu.

            - Besteira. – Naruto falou deitando no declive, fazendo os braços de travesseiro.

            - Posso ver sua espada? – Chouji pediu timidamente.

            Logo depois que tinha voltado do lago com Lee e Kiba, Naruto foi desesperadamente procurar sua espada, por sorte não havia perdido, e desde então a mantinha sempre com ele; embainhada em suas costas.

            - Sim. – Naruto desembainhou a espada e a entregou a Chouji.

            - É pesada! – Chouji falou tendo que pegar a espada com as duas mãos para levantá-la.

            - Um pouco. – concordou.

            - Olhem para isso. – a voz de Shino se interpôs na conversa. – Olhem como usa o chifre para brigar! Possui uma armadura própria e uma espada forte! – por um momento Chouji e Naruto apenas se encaram sem entender. – Esses besouros são realmente impressionantes! – Shino balbuciava enquanto observava dois besouros negros brigando.

            Naruto soltou uma risada e se levantou, pegando a espada com apenas uma mão e a guardando de volta na bainha. – Podemos partir agora?

            Kiba se aproximou resfolegando com Akamaru no colo. – Vamos. – e então olhou para a tigela onde a torta estava a poucos minutos. – Chouji! Você não guardou nada pra mim? Seu egoísta! Gordo escroto.

            - Você me chamou do que? – Chouji falou se levantando, o rosto vermelho.

            - Melhor se afastar. – Shino falou no pé do ouvido de Naruto o assustando.

            Apenas Kiba acompanhou Naruto rumo a cidade do Redemoinho. Shino e Chouji foram para a cidade da Terra. Shino para procurar seu mestre e Chouji para saber se alguém das cozinhas tinha sobrevivido.

            - Por que você é loiro e não ruivo como os Uzumaki são?

            Naruto o encarou por uns segundos, lembrando-se do dia que fez a mesma pergunta ao tutor.

            - Meu pai era um Namikaze.

            Kiba franziu o cenho. – Isso explica por que o rei Uzumaki era loiro. Mas por que ele trocou de nome?

            Naruto deu de ombros e bateu os calcanhares na barriga de sua montaria fazendo-a iniciar um trote rápido dando início a um galope forte e preciso. Logo ele e Kiba estavam disputando quem cavalgava mais rápido.

            A verdade do porquê que Minato Namikaze se tornou Minato Uzumaki era algo que Naruto não podia contar a qualquer um.

                                   ***

            - Quero os melhores construtores na reforma da fortaleza da Terra e quero tudo pronto em menos de dez luas. – Nagato falou para seu intendente. – Planejo me mudar para lá em pouco tempo e ocupar meu trono.

            - Sim, meu rei. – o homem falou, fez uma reverência e saiu.

            Nagato sentou-se atrás de sua mesa, puxou um papel e tinta para a pena. Iria enviar uma mensagem para os outros três lordes da cidade da Terra anunciando seus planejamentos e as pequenas mudanças que viriam. Enfatizando o fato de que finalmente a linha Uzumaki voltaria ao trono.

            Enquanto escrevia as cartas sua mente divagava para o dia em que seu trono foi trocado por dinheiro.

            Kushina tinha nascido primeiro, no entanto por ser o único homem dos irmãos Nagato tinha sido colocado como o sucessor do pai. Até que dívidas  acumuladas estavam quebrando o reino da Terra e seu pai, o rei Uzumaki, não se viu com outra alternativa a não ser casar a filha com Minato Namikaze. A família Namikaze possuía dinheiro o suficiente para suprir o reino da Terra e pagar todas as dívidas. No entanto, tal contrato veio com suas condições: Minato casaria com Kushina e salvaria o reino com a premissa de que recebesse o título de rei e o nome Uzumaki. Sendo assim, Nagato voltou a ser apenas um príncipe que herdaria um pedaço de terra qualquer.

            - O que é seu sempre volta. – balbuciou enquanto carimbava as cartas com o selo dos Uzumaki: um redemoinho vermelho.

            Deu as cartas a seu amigo Yahiko para que as enviasse imediatamente e foi para seus aposentos.

            Estava tudo perfeito.


Notas Finais


^^ E então? O que acharam?
O próximo eu vou tentar colocar mais ação e um pouco de tudo.
Agradeço a todos que estão me acompanhando nessa história, obrigada ;).


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