História O Destruidor de Vidas - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baektao, Chanbaek, Drama, Gravidez, Hunhan, Incesto, Não Tinha Nada Pra Fazer, Yaoi
Exibições 46
Palavras 3.632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha quem está  aqui de novo, com menos de uma semana, com capítulo novo. Isso mesmo, euzinha.
Acabei de escrever isso aqui e não quis esperar mais dois dias pra postar, espero que gostem.

Boa leitura ^-^

Capítulo 5 - Irmãos e Reencontro


   Capítulo Cinco 

    Encontrava-me deitado na minha cama, encarando o nada em posição fetal. Quase do mesmo jeito que estava quando Baekhyun e ZiTao me deixaram aqui. Se consegui fechar os olhos por pelo menos meia hora já foi um grande feito. A insônia não me deixou e nem ao menos os remédios fizeram grande efeito. Só me deixaram um pouco lento e meio tonto, o sono realmente veio, mas quando fechava os olhos a única que coisa via eram as cenas da noite em que SeHun fora embora.  


   Lembrava-me que havíamos ido no cinema, assistir ao filme que Tao tanto insistira para vermos , e que depois da sessão eu havia ido comprar alguma coisa para comer, enquanto os meninos foram ao banheiro. Esperava na fila, que não estava muito extensa, mas que parecia demorar horas para andar. Troquei o peso do corpo de um pé para outro e olhei para trás. E ele estava ali, atrás de mim. Num primeiro momento tentei me controlar e dizer para mim mesmo que não havia ninguém ali, que era só mais truque da minha mente, e aquilo até que funcionou num primeiro momento. Mas aí eu lembrei que a sorte não gostava de mim e eu senti uma mão no meu ombro, aquele maldito toque quente e reconfortante que a tanto tempo não sentia. Em todas as outras vezes que aquilo acontecia SeHun, ou pelo menos o que eu achava que fosse, nunca chegou tão perto ao ponto de me tocar; sempre mantia distância e quando tentava me aproximar fugia. Da mesma maneira que foi na boate, mas daquela vez ele me tocara. E não foi como nos sonhos que você sente o toque ao mesmo tempo que não, foi real, o calor que emanava do seu corpo era perceptível, até demais.  


   Depois disso não me lembrava  muito bem o que houve em seguida, sei que dei mais um de meus surtos em público, envergonhando mais uma vez meus amigos. Sinto-me tão envergonhado e desconfortável quando lembro o tanto de vezes que já os fiz passar por situações semelhantes, e até piores. Certa vez - logo no início, quando o problema fora detectado - estávamos na estação de metro, esperando um que nos deixasse perto de casa, havíamos saído de uma das primeiras consultas,  e ele estava ali; tinha acabado de entrar em um que levava a um bairro comercial de Seul. Eu , como o bom estúpido que sempre fui, acabei por segui-lo, como se para ter certeza se era ele mesmo. No fim, cheguei correndo no seu vagão quando o trem começou  a andar, resultado: me desequilibrei e por pouco não caí da plataforma, se não fosse por um desconhecido que me puxou na hora não sei o que poderia ter acontecido. Ou melhor, sei sim, não estaria aqui e não teria passado por tudo isso. Mas a sorte nem sempre estava do meu lado, acho que nunca esteve. O olhar de preocupação e medo que meus amigos me lançaram me fizeram deixar os pensamentos suicidas de lado, e um sentimento de culpa se apossar de mim; eles estavam dando o melhor de si para que eu não passasse por essa fase sozinho e eu só pensando que morrer seria um ótima solução, para mim. O quão egoísta posso ser? 


     Era absolutamente incrível a forma como a vida gostava de me pregar peças, passei os primeiros meses - depois de sua ida - procurando por ele em todos os lugares que achava que poderia ter ido, me praguejando e me culpando ao pensar que poderia ter feito algo de errado para ele ter ido embora de vez. Havia até mesmo contrato um profissional que talvez pudesse encontrá-lo, o máximo que descobri era que ele tinha sido visto em Ulsan ; mas depois os meninos me convenceram a deixar esse assunto se lado. Disseram que se ele me amasse voltaria, e ele não voltou. Só agora, o que será que ele diria quando me visse ? Faria como das outras vezes que havia ido e depois de uns meses voltado? Pediria desculpas e diria ter ido cuidar de seu pai doente? Era isso que dizia quando sumiu das outras vezes , só que agora não foram meses como antes, foram anos.  


   Mas por que eu ainda queria tanto vê-lo ? Não que bastasse somente ele aparecer na minha frente dizendo que havia voltado e que sentiu saudades, pedindo meu perdão para esquecer o que ele fez. Ele foi o grande culpado do inferno que minha vida havia se tornado e SeHun era o próprio diabinho que ficava espetando meu traseiro com seu tridente vermelho e fumegante enquanto queimava no fogo que ele mesmo havia mandado para me consumir. A comparação poderia não ser das melhores, mas foi a única que me veio a mente. Mas o fato era que agora ele estava ali, estava de verdade, na mesma casa que eu, no mesmo corredor, a somente alguns metros de distância e eu não tinha coragem o suficiente de me levantar daquela cama e ir até ele iniciar a conversa que esperei dois longos anos para ter . Mas o que diria? Quem na verdade devia explicações era ele, mas eu estava uma pilha de nervos. Não sabia se estava preparado para contar tudo, exatamente tudo, que tinha a dizer. 


     Eu estava cansado, como não tinha dormido quase nada durante a noite, meu corpo clamava por um pouco de descanso. Com certeza não faria mal algum dormir um pouquinho. Que horas eram ? Seis da manhã? Sem contar que eu não teria ânimo para discutir - e eu tinha quase certeza que isso aconteceria - caindo de sono . O que seriam apenas umas horas para quem esperou por anos para ter essa conversa? 


      Peguei os fones de ouvido e coloquei uma música qualquer, música sempre me acalmava. Mas aquela em especial me fazia lembrar de muitas coisas, a letra se encaixava um bocado na nossa situação.


 Hey, I was doing just fine before a met you.

 ( Hey, eu estava muito bem antes de te conhecer )

 Hey, you tell your friends it was nice to meet them, but I hope I never see them again

  ( Hey, diga aos seus amigos que foi muito bom conhecê-los, mas eu espero nunca vê-los novamente )

 I know it breaks your heart

 ( Sei que isso quebra seu coração )

 Moved to the city in a broke down car ( Mudei de cidade em um carro destruído )

  Four years, no calls ( Quatro anos , nenhuma ligação )

 Now you're look pretty in a hotel bar ( Agora você está lindo em um bar de hotel )

 We ain't ever getting older. ( Nós nunca vamos envelhecer ) 


     Por fim deixei que o sono me vencesse, sendo embalado pela música que tocava baixinho nos fones e as lágrimas que desciam silenciosas por meu rosto. Dormi, apesar de tudo, com um leve sorriso no rosto ao imaginar como seria minha família com SeHun e meu filho ao meu lado. Jurei que pude ouvir o choro do meu bebê ao meu lado e pensei que nem ao menos pude vê seu rosto e escutar a risadinha. Mas como sabia que era não tinha nada ali apenas tentei ignorar.    Acho que os remédios não estavam mesmo fazendo efeito. 


    ¿? 


     LuHan percebeu um peso cair ao seu lado e sentiu o colchão afundar no mesmo local, sabia que era um dos meninos que foi ver se ele estava bem. Mas não queria levantar da cama, então fingiu que ainda dormia. Logo sentiu mãos macias afagarem seus cabelos e um carinho no rosto. 


     - LuHan-ah - pela voz deduziu que era ZiTao e pelo tom soube que estava sorrindo -, pare de fingir, uh? Você acha que eu não estava olhando pela fechadura? - perguntou risonho - Yah, você não sabe que é feio ignorar os amigos? Meu coração dói ao perceber que não quer a minha tão querida presença, ou nem tão querida assim. Eu deveria te dar um castigo, isso não se faz.


     Tinha amigos muito dramáticos!


     - Não amola Huang. - disse baixinho se virando de barriga pra baixo e enterrando o rosto no travesseiro, fazendo sua voz sair abafada - Quem deveria ser punido aqui é você, porque o Hyung aqui sou eu, entendeu? Aliás, bater na porta pra quê? Não é mesmo? Melhor entrar sem permissão. - comentou fingindo estar irritado - Eu poderia estar nú, sabia? Peladinho da Silva. 


     - Como se eu já não tivesse visto isso que você tem entre as pernas antes, não é ? Se esqueceu que a gente tomava banho junto? Eu, você e o Baekhyun, bons tempos. É aí que a gente descobre que era feliz e não sabia. Tsc. - o chinês mais novo comentou enquanto alisava as coxas do Lu descaradamente.


     - Seu tarado! - LuHan gritou ao se levantar e jogar um travesseiro em cima do outro - Aquilo faz muito tempo, por que você mencionou? Agora estou com vergonha. - o menor colocou as mãos nas bochechas pra esconder o rosto corado - Se você disser isso mais uma vez eu conto ao Baekhyun o que você fazia quando ele não estava em casa.


     - Ai Hyung, assim você vai amassar meu terno, não posso chegar amarrotado na editora; tenho que dar um bom exemplo aos funcionários. 


     - O que ele fazia quando eu não estava? - Baekhyun perguntou entrando no quarto. - Do que estavam falando? 


     LuHan bufou, deitando novamente,  será que eles não sabiam que a porta era pra impedir que as pessoas entrassem? Mas tudo o que pôde fazer foi rir da cara aterrorizada que o chinês fez quando ouviu a voz do Byun.


     - Nada! - ZiTao disse rápido de mais - Quem estava falando aqui? Você disse alguma coisa, Hyung? - perguntou , virando bruscamente para o Lu - Porque eu não falei nada. 


     "Suspeito" - Baekhyun pensou, mas resolveu deixar pra lá, depois faria o Lu lhe dizer. 


     - Tá legal. - disse o mais novo se jogando no colo do irmão, ficando com as costas apoiadas no peito do loiro e se acomodando entre suas pernas, puxou os braços alheios para que lhe rodeacem sua cintura. Isso foi suficiente para fazer os músculos do Huang se retesarem e ele ficou tenso imediatamente, o Byun percebeu, mas não quis comentar. Ao invés disso resolveu mudar de assunto. - E você, LuHan? Isso são horas de estar na cama? - e lá estava seu lado mãe batendo na porta outra vez.


     - Ah, não! Eu não preguei os olhos essa noite, só fui dormir umas sete da manhã. - disse manhoso, tentando conseguir os tão famosos ' cinco minutinhos ' . Porque podia ser o mais velho, mas quando Baekhyun deixava seu lado materno aflorar não tinha um que não obedecesse, e LuHan não era exceção. - Sem contar que não devem ser nem onze horas ainda. Vai, me deixa dormir só mais um pouquinho. - juntou o polegar e o indicador fazendo o sinal . 


     - Vai sonhado, Lu, vai sonhando. - Baek disse dando leves tapinhas na cabeça do maior - Já são uma hora da tarde e hoje é segunda, você não tem que entregar os últimos capítulos do seu livro até sexta? Eu acho bom você levantar dessa cama em cinco minutos, garotinho.     - Ah não, mãe. Só mais um pouquinho, e o livro já está quase pronto, fora isso eu não tenho mais nada pra fazer. E além do mais meus chefes são vocês, tenho certeza que não fariam caso em me dar uns dias a mais caso eu quebre o prazo de entrega. O que custa? 


     - LuHan , - de repende toda a aura de brincadeira se esvaiu e o tom sério estava de volta - você não se esqueceu que ele está aqui, esqueceu?


     Estava demorando para tocarem naquele assunto, era claro que não havia se esquecido, só não queria encará-lo no momento. Então nada disse, só balançou a cabeça em negação, sinalizando que não havia se esquecido. Como se pudesse esquecer. 


      - E o que você vai fazer quando encontrá-lo? - Tao perguntou, fazendo um carinho, sem ao menos perceber, nos cabelos do irmão, que soltou um suspiro. Mas logo o chinês tirou as mãos de lá.


     - Yaah, não pare! - exclamou o baixinho irritado , logo pegou a mão do mais velho e colocou de volta em seus cabelos, entrelaçando seus dedos com os da mão livre do irmão.- Assim mesmo. - Tao engoliu em seco, mas dessa vez não tirou a mão. 


      - Eu ainda não sei, acho que só vou ouvi-lo . E se ele me der um bom motivo para ter ido embora, eu penso sobre lhe contar o que aconteceu. - Lu disse encarando as mãos - Na verdade eu não sei o que fazer, acho que com ele eu nunca soube. Eu esperei para ter essa conversa por todo tempo, mas agora eu simplesmente não sei o que esperar. Será que se eu falar logo e ouvir , nem que seja só um pouquinho, ele vai embora? 


     - Você quer que ele vá?     - Eu.. Eu não sei, estou confuso em com medo do que vai acontecer daqui pra frente. Por que vocês acham que ele voltou? 


     - Isso não sabemos, Lu. - Baek disse e estendeu uma mão até o braço do amigo, fazendo um carinho ali. - Mas aconteça o que acontecer eu quero que saiba que nós vamos estar aqui com você, do jeito que sempre estivemos. Você sabe disso, não sabe?


     - Obrigado, vocês são os melhores amigos que eu poderia querer. - LuHan estava com os olhos lacrimosos , estava tão emotivo ultimamente que poderia até competir com o chinês mais novo quem tinha mais lágrimas. Se jogou em cima dos meninos dando um abraço desajeitado, mas ainda cheio de carinho, em ambos. - Eu amo vocês, muito. - Deu um beijo na bochecha de cada um. 


     - Nós sabemos, colega. - Tao disse convencido. - Eu também te amo e amo você também, Baek. - prendeu a respiração quando disse aquela última parte, havia se declarado e Baekhyun nem ao menos havia percebido. Afinal de contas, irmãos dizem eu te amo o tempo todo.


     - Eu te amo, Lu. - disse o mais novo dos três, sem parar com o carinho que fazia no moreno. - E amo você também, Tao. Se nós somos os melhores amigos que o Lu poderia pedir você é o melhor irmão que eu poderia querer. - levou a mão do irmão, que estava entrelaçada a sua, até os lábios e deixou um selar. 


     LuHan somente observava as reações do outro chinês, era óbvio que aquilo que o Byun havia dito machucaria o irmão. Qualquer um poderia perceber, mas Baekhyun parecia ser cego para com os sentimentos que o irmão detinha por si. E o Lu não achava estranho ou errado um irmão estar apaixonado por outro, para ele toda forma de amor era válida, independente de qual.


     Irmãos. - Somente quela palavra poderia fazer o coração do Huang se apertar cada vez mais, do mesmo jeito que sentia quando Baekhyun, ainda na adolescência,  levava os namoradinhos para casa. Mais precisamente para o quarto, quando ele tinha que ouvir os gemidos do Byun à noite, gemendo o nome de outro. Sua vontade era estar ali no lugar do outro garoto, para poder  foder seu irmãozinho a noite inteira, iria fazer tão forte e tão fundo que ele não iria querer outro corpo se não o seu, não gemeria outro nome se não o seu. Descontaria toda sua frustração de querer o irmão em segredo naquele corpo tão perfeito que o pequeno tinha. Mas não podia, era errado, era repulsivo, ao menos era isso que a sociedade queria que acreditasse. - Mas não era isso que eram? Somente irmãos ? Aquela palavrinha não deveria feri-lo tanto assim. 


     - Tudo bem, mocinhos. - Baek se levantou num pulo rápido. - Toda essa conversa melosa está me causando diabetes. - colocou o dedo na boca como se fosse vomitar, arrancando risadas dos amigos. - Mas agora é sério; eu tenho que ir pra faculdade, se eu demorar mais um pouco vou chegar atrasado.


     - Quer que eu te leve, Baek? - Tao ofereceu. 


     - Não precisa Hyung. O ChanYeol virá me buscar, ele já deve estar lá embaixo. - como se pelo destino, assim que Baekhyun termina de falar uma buzina alta soa da rua. - Acho que ele chegou.


     - O ChanYeol? - LuHan perguntou, ao notar que Tao não diria nada, já que esse ostentava uma cara emburrada diante do nome do outro. Baekhyun parecia não perceber. -  Ele não estava estudando no exterior? 


     - Estava, mas ele voltou mês passado. Só que só pode falar comigo essa semana, estava muito ocupado com os preparativos. Ele vai ser presidente na empresa, no lugar do senhor Park. Agora eu realmente tenho que ir. - deu um beijo na testa de LuHan e outro na bochecha do irmão. - Lu, não se esqueça de falar com o Sehun. E você Tao, - disse olhando o irmão - desfaz essa cara emburrada e não se esquece que você tem que ir pra empresa daqui a pouco. - disse, arrumando a gravata do mais velho. - Você não sabe nem ao menos fazer um nó decente? - murmurou baixinho para que ele não ouvisse. - Tchau, meninos, juízo enquanto eu estiver fora. 


     - Sim, senhor . - LuHan e ZiTao proferiram juntos, rindo em seguida.


     Já estava chegando na porta quando ouviu a voz do irmão: - Não está esquecendo de nada, Baek-ssi? - quando o menor ia perguntar " O que ? " sentiu mãos fortes o puxarem pela cintura e lábios serem pressionados contra os seus, de forma singela, mas também forte. - Agora você pode ir, maninho. - Tao soltou a cintura do menor, deixando um Baekhyun atordoado pelo beijo passar pela porta.


     - O que foi isso, Tao? - LuHan perguntou sorrindo .


     - Isso foi uma coisa que eu queria fazer a muito tempo, Hyung. Sabe a quanto tempo o Baek não me beija? Nós costumávamos fazer muito isso quando éramos mais novos, sabe? Inocente. Mas agora eu sei o motivo dele ter parado , aquele orelhudo voltou. - e lá estava a raiva de volta.


     - Você deveria se confessar , não pode esperar ele cair no seu colo do nada.


     - Não é tão fácil quanto parece, Lu. Nós somos irmãos. - e aquela palavra pra lhe perturbar mais uma vez. - Bom, agora eu tenho que ir trabalhar. Fique bem, Hyung. - foi até o Lu e deixou um beijo em sua testa. Eles estavam sendo carinhosos demais naquele dia, LuHan não parava de pensar. 


     - Espera! - o Lu pediu quando o outro estava saindo. - Onde ele está?


     - Ele saiu antes do meio-dia, disse que tinha umas coisas pra resolver. - Tao disse com o tom baixo, queria deixar o Lu calmo . - Mas ele disse que não demoraria, então já deve estar chegando.  Agora quem tem que ir sou eu, tchau.


    - Tchau.     


   ¿? 


     Tao estava saindo do quarto com sua maleta na mão quando viu SeHun na sala, em pé no meio do cômodo como se esperasse alguma coisa.


     - SeHun? - o mais novo chamou com a voz firme - O LuHan está no quatro, já deve estar descendo, o Baekhyun foi pra faculdade e eu vou trabalhar. Têm o apartamento  só para vocês , nós só vamos chegar à noite. Tenha cuidado com o que for dizer.


     SeHun abaixou a cabeça e apenas assentiu, observando o chinês sair pela porta. Agora era só ele e LuHan, com um enorme muro no meio dos dois. 


     ¿?


    Depois que os garotos saíram LuHan foi para a mini varanda que tinha no seu quarto, sentia o vento de outono se chocar contra seu rosto enquanto pensava em como seria reencontrar SeHun, em como seria a conversa que teriam. Decidiu que o melhor seria encarar a situação de frente, sem hesitações. Em meio aos pensamentos sentiu a barriga roncar, nem ao menos havia percebido que estava com fome, decidiu descer e preparar algo para acalentar os barulhos vergonhosos que seu estômago faziam. 


     Deu uma ajeitada no pijama que usava, sem fazer questão de trocá-lo, para logo rumar para a cozinha. Mas percebeu uma coisa diferente ; havia um homem fuçando na sua geladeira . Ficou apenas o olhando por um tempo, ainda parecia tão bonito que fazia seu coração doer. Logo o outro percebeu sua presença, também não disse nada, apenas ficou admirando o rosto do mais novo. De repente toda a determinação que juntou ao sair só quarto foi por água a baixo ao sentir aquele par de orbes escuras o encarando de forma tão... intensa . Resolveu fazer alguma coisa e como não tinha mais coragem para falar apenas escolheu os ingredientes para fazer a refeição.


     - Eu também estou com fome, você poderia fazer um pouco disto pra mim também? - ouviu a voz de SeHun, ele parecia nervoso ao falar. - Você sabe que eu nunca fui.. 


     - Eu não sei de nada. - LuHan interrompeu frio. - E se sei de alguma coisa esqueci quando foi embora. - Enfim estava entrando no assunto, mas no momento não queria continuar com ele, pelo menos por hora. - E se você quiser comer que faça seu próprio alimento . - disse se virando para o armário.


     SeHun apenas soltou suspiro profundo, antes de olhar para o mais novo e dizer :


     - LuHan, nós precisamos conversar. E tem que ser agora.    


Notas Finais


Momento BaekTao... Nada a declarar.
Espero não ter decepcionado vocês.

E também espero não ter exagerado no momento dos dois irmãos. Eu prometo que eles vão conversar no próximo e vou tentar fazer bem grandão.

Favoritem e comentem se gostaram.


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