História O detetive e as criaturas sem horizonte - Livro 1 - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Alma, Circo, Dark, Drama, Terror, Vampiro
Exibições 1
Palavras 746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Misticismo, Sobrenatural, Steampunk, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Capitulo pequeno apenas para dar um gostinho. Espero que gostem.

Capítulo 1 - O monstro Branco e Vermelho


A lona listrada, já velha e suja, subia e descia lentamente. Como se estivesse respirando. Ele coçou a barba rala, mal feita.

Curioso.

Estava com frio, lembrava-se de ter ouvido dizer que a temperatura estimada para aquela noite seria de no máximo 13 graus.

Ele sentiu o vento gelado brincar com seu corpo enquanto ele se aninhava em seu casaco de lã. Talvez devesse voltar durante o dia, mas tinha um trabalho para cumprir e não sairia dali sem realiza-lo. Já era noite e ele estava cansado, já havia realizado outras visitas a outros picadeiros, mas todos pareciam iguais. As mesmas atrações os mesmos truques, mas sem nenhuma pista até aquele momento. Talvez o garoto tivesse somente se perdido. Talvez estivesse exatamente naquele momento tremendo de frio em um cubículo mal iluminado enquanto aguardava que seu carrasco voltasse e lhe enviasse enfim ao seu vil destino. Mas já haviam o procurado. Haviam revistados todos os cantos escuros e empoeirados, examinado atentamente cada porão e sótão, havia espreitado cuidadosamente cada armário nas casas, vasculharam até por entre os pequenos furos nos tijolos que compõem as casas que formam a cidade Pinneye.

Mas não encontraram sequer um fio do ruivo e oleoso cabelo de Jonah.  E isso preocupava ainda mais sua avó, que passava dias colando cartazes de “procura-se” e olhando para os lados a procura do neto. Enquanto ela trabalhava fazendo metade do trabalho da policia e ficava admirada quando toda a resposta que recebia dos oficiais era um simples balançar de mãos e a famosa frase. Estamos fazendo tudo o que podemos.

Ele ainda se lembrava do dia seguinte, quando a senhora apareceu na porta dele no fim da tarde. Ela segurava dezenas de cartazes rasgados e amassados, enquanto o olhava assustada por cima das lentes dos enormes óculos de grau.

Ela havia espalhado a noticia de que daria uma generosa recompensa a quem encontrasse seu estimado neto e isso gerara uma enorme avalanche de informações falsas e até lhe devolveram o neto errado.

Ele aceitou ser o detetive da velha senhora pois sabia que as pessoas só lhe procuravam quando não haviam mais nenhuma opção, e, quanto aos seus serviços, seus contratantes geralmente espalhavam uma boa palavra, o bom detetive Jake Wodds nunca deixara um deles sequer sem uma resposta – sendo ela boa ou ruim.

Ele havia iniciado sua jornada em outros circos – já que a má fama de que alguns deles estariam raptando crianças para utiliza-los como assistentes ou mesmo para trabalharem nos espetáculos. Ele ainda tinha em mente outros recintos para visitar, mas a conversa que corria tanto quanto o vento era a de que aquele circo em especial possuía uma certa peculiaridade. E lá estava ele naquela noite fria se perguntando por que não escolhera uma profissão que lhe permitisse ir trabalhar pela manhã as 07 e retornar as 06 como todos faziam.

Ele procurava seu ingresso em seu bolso, mas, acabou encontrando outra coisa. Arrancou a foto do garotinho do bolso. Uma criança com sardas e cabelos bem cotados estava sentado ao lado de uma senhora, ambos bem vestidos encaravam os olhos do detetive como se eles estivessem bem ali diante dele. Ali estava o motivo pelo qual ele não definhava em um trabalho comum. O detetive gravou bem a fisionomia do garoto. Ele guardou novamente a foto em seu bolso e rumou até a entrada do circo. Uma placa de metal sustentada por duas pilastras, uma de cada lado, fincadas na terra úmida e fria. “Circo Irmãos Il’adore” dizia a placa, e logo abaixo, algumas figuras adornavam a placa, duas delas eram uma dupla de bailarinas, ambas usavam um maio de uma cor terrosa – ou seria a ferrugem?- e a outra era a figura de um homem, robusto, careca e com um enorme bigode que por pouco não contornava suas bochechas, ele posava mostrando os músculos enquanto as bailarinas o olhavam maravilhadas. “O homem mais forte do mundo” dizia a placa, em letras menores, “somente com os irmãos Il’adore.”.

O detetive franziu a testa, já farto da fama dos “somente aqui”. Ele prosseguia ignorando o máximo que podia a lama pegajosa que insistia em grudar em suas botas. Assim que avistou a porta de entrada para o picadeiro – uma fenda na lona, era bem iluminada certamente para os espectadores a encontra-la com mais facilidade, onde uma senhora estava parada recebendo os ingressos. Ela se ajeitava em seu poncho vermelho a cada lufada de vento pela qual era acometida.

Estava decidido.



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