História O dia não vitoriano - Capítulo 1


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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Lysandre, Personagens Originais
Tags Amor Doce, Chuva, Comedia, Lysandre, Lysandretes, Vitorianismo
Exibições 80
Palavras 1.695
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não revisada.
Me perdoem pelos possíveis erros.

Capítulo 1 - Capítulo Único.


O DIA NÃO VITORIANO

 

O que poderia piorar aquele dia? Chegou atrasada na faculdade e por pouco não perdeu a entrega dos seminários de Embriologia, teve que ouvir uma palestra de duas horas sobre saúde pública, não que não se interessasse pelo assunto, a questão em si era com a palestrante: Sua professora de Epidemiologia sem didática alguma. As aulas da velha se resumiam a uma sala escura, bilhões de slides e sua voz caquética. Não sentia a menor culpa por cochilar em algumas aulas.

Entretanto, desviando de professores que já passaram da idade de estar aposentados e voltando para seu dia de merda, apenas para fechar com chave de ouro: Tomou uma chuva desgraçada no lombo que nunca se esqueceria, e ainda teve que vestir sua melhor cara de pau e entrar em uma lojinha de lingeries para que não fosse arrastada pela enxurrada.

Não pretendia comprar nada ali, ela sabia disso e as moças que trabalhavam ali também sabiam disso. Ou seja, ela se sentia ainda mais culpada por estar molhando e enlameando o chão antes tão brilhante. Céus, ela estava quase comprando qualquer porcaria só pra não se sentir um lixo!

E como se fosse uma piadinha sem graça do destino, enquanto procurava a calcinha mais barata por ali e discretamente vasculhava sua bolsa atrás de dinheiro, deu de cara com outra grande cagada do dia: Sua carteira não estava ali. Sem dinheiro, sem cartões, sem uma mísera moedinha!

Deixou as calcinhas de lado e ficou o mais próximo da porta que conseguiu, nessas horas ela sentia até falta do ensino médio e suas vadias escolares que lhe encheram tanto o saco. Mas se lembrar de vadias escolares lhe fez lembrar-se de seu namorado... Não que ele gostasse de vadias, ou que ele fosse uma vadia; ele apenas conhecia as mesmas vadias.

E por acaso do destino seu namorado morava a poucas quadras dali, e ela só conseguia pensar em como caralhos ela só conseguiu lembrar-se disso agora?! Talvez o convívio com Lysandre estivesse a afetando, tinha certeza.

Então esperou que a chuva diminuísse, pois obviamente ela não sairia correndo por ai desesperada atrás de abrigo (não quando já tinha um), alguns minutos mais tarde os fortes pingos d’água deram lugar a uma fina garoa, e a vida parecia lhe sorrir novamente. E com uma cara de pau maior de quando entrou na loja, ela saiu.

O prédio onde seu namorado morava era pequeno e charmoso, a seu ver, parecia que tinha acabado de sair de uma revista vintage e isso era tão Lysandre... Mas o ruim das coisas vintages era a acessibilidade, por exemplo, ali não tinha elevador, então ela teria que subir alguns lances de escada. E para alguém que fora totalmente massacrado durante o dia, isso era a cereja do bolo.

Depois de subir os degraus bufando feito uma sedentária (que realmente era), resmungando e pulando feito uma pata, finalmente pôde vislumbrar a porta do apartamento 25. E depois de tudo o que passou poderia facilmente ter um orgasmo só de ver aqueles lindos números de metais pregados na porta de madeira. Então rezou para que alguém estivesse em casa, já que seu celular estava descarregado, um pequeno bônus especial da amostra do inferno que fora seu dia.

Deus longas batidas na porta e esperou que alguém viesse atendê-la, qualquer um serviria. Poderia ser até mesmo o demônio com quem seu namorado dividia o apê. Seria até mesmo conveniente, pois assim ele poderia logo condenar sua alma e arrasta-la para o inferno e ai ela teria um pouco de paz.

Porém, para sua alegria pôde escutar a linda e angelical voz de Lysandre soltando um “já vai”, devo acrescentar que nos segundos que teve antes da porta ser aberta, ela aproveitou para ajeitar o cabelo para que ele não a visse em completo estado de caos. Não resolveu muita coisa, mas Lysandre realmente ligava pra isso?!

- Você está bem?

Seu amigo, seu namorado, seu amante, seu futuro marido (Em seus melhores sonhos, é claro. Eles estavam juntos há algum tempo, mas nada dura para sempre... Talvez devesse começar a coar café na calcinha e segurar esse homem por mais alguns anos...) deve ter visto a total derrota estampada em seu rosto, pois estas foram às primeiras palavras que seus lindos lábios expeliram quando a viu.

Não se deu ao trabalho de responder o óbvio, apenas entrou como um tufão no apartamento quentinho e aconchegante, espalhou suas coisas em um canto e por pouco não se jogou no sofá macio que tinha ali. Lembrou-se de suas roupas molhadas e não gostaria de deixar uma mancha. Contentou-se com o tapete, não era macio e nem quente, mas era melhor que a madeira crua do piso. E aliás, ali poderia ficar no lugar onde seu estado de espírito esteve o dia inteiro: no chão.

- Vai me dizer o que houve? – Abriu seus olhos e pode ver Lysandre acima de si, lhe oferecendo uma toalha – Quer tomar um banho?

Ela se sentia cansada demais, exausta demais para pensar em um chuveiro, a não ser que o banho fosse com ele, então ela poderia repensar no assunto.

- Estou tentada a recusar.

Ele apenar soltou um sorriso e foi em direção à cozinha, e arrumando forças de onde não tinha ela levantou-se para acompanha-lo. E então, só então, ela pode finalmente reparar nele e no que ele estava vestindo, ou melhor, na falta de vestimenta.

Veja bem, Lysandre era um cara de costumes, e um de seus costumes era se vestir da maneira que achava melhor. Ou seja, muito tecido e muitos babados, não que ela reclamasse, longe disso. Ela gostava de como se parecia com aqueles cavaleiros da corte da rainha Vitória. Porém, hoje seu príncipe encantado parecia diferente do costume.

- Cadê todo o seu vitorianismo?

Impossível não perguntar, ora essa! As roupas de alfaiataria, de sempre, foram trocadas por apenas uma calça simples de moletom. Apenas isso. Deixando todo seu abdômen perfeito e suas costas tatuadas para quem quisesse olhar. Isso era uma afronta! Ele por acaso não sabia das vizinhas intrometidas do prédio ao lado!? Aquelas que viviam em suas janelas doidas para espiarem algo interessante no apê 25?!

 Lysandre que parecia completamente alheio ao mundo a sua volta apenas riu e respondeu calmamente enquanto se servia de uma xícara de chá.

- Tinha acabado de sair do banho quando você bateu na porta – Olhou diretamente pra ela e soltou um daqueles discretos sorrisinhos – Ou era isso, ou não era nada.

Aquele homem lhe mataria um dia, tinha certeza.

Aproximou-se sorrateiramente do balcão onde Lysandre preparava um chá para os dois, e se apossou de uma das banquetas. E fez o sua melhor expressão sensual. Deveremos ignorar a sua maquiagem borrada, seu cabelo em total desastre e suas roupas em frangalhos.

Sua expressão sensual era mais ou menos igual à de alguém com intestino preso.

 - Quer ouvir sobre meu dia hoje? – Fez uma pergunta retórica e passou a batucar suas unhas contra a tampa de madeira – Foi uma grande merda. Um dia horrível, daqueles que só queremos esquecer. Eu cheguei atrasada na faculdade e quase levei bomba em um seminário, além de passar quase uma vida inteira ouvindo aquela professora jurássica falando coisas óbvias para qualquer aluno da área da saúde. Eu também tomei chuva e quase fui levada por uma enxurrada. Pra melhorar eu esqueci minha carteira em casa e meu celular descarregou.

- Por que não pegou o celular de alguém emprestado? Eu iria te buscar.

Realmente ela não tinha pensado nessa possibilidade, estava tão ocupada xingando a si mesma, a vida, o destino, os astros e até mesmo o horóscopo da semana que se esqueceu totalmente que ainda havia almas bondosas no mundo que poderiam lhe emprestar um aparelho celular por poucos minutos.

Resolveu ignora-lo.

- Mas sabe o que é que salva esse dia?! Eu descobri que sinto um puta tesão quando meu namorado só usa uma calça de moletom.

Era bem verdade que a partir da época em que ela passou a ter um relacionamento mais “carnal” com o namorado ficou mais solta e quase com inibição nenhuma. Se eles partilhavam de uma intimidade assim, ela poderia falar o que pensa, certo?

Por cima do balcão aproximou-se do namorado, que só carregava um sorriso e um leve corar adorável nas bochechas, e com os braços agarrou-se ao pescoço dele.

- Então por que não nos livramos dessa calça, aqui e agora?

Não precisava ser necessariamente na cozinha, poderia ser na sala, com as cortinas das janelas bem abertas para que as vizinhas abelhudas pudessem acompanhar um verdadeiro espetáculo.

- Eu adoraria, mas não podemos. – Ele sorriu e ajeitou alguns fios de seu cabelo atrás da orelha.

- E por que não?!

- Porque...

- Porque eu estou aqui, sua desavergonhada.

Infelizmente quem terminara de completar a frase não fora o seu lindo e extremamente vitoriano namorado, mas sim seu melhor amigo e o pior karma que ela teria que aguentar pelo resto da vida.  O demônio em pessoa, o mal em figura de gente. Lembra-se das vadias escolares? Ele era uma delas.

Maldito tomate podre!

- Castiel, como sempre tão agradável...

- Ao seu dispor, tábua. Eu ainda não acredito que ouvi você falando sobre... – Ele fingiu um espasmo como se pisasse em algo extremamente asqueroso – Que nojo!

- Nojo disso? Isso porque você não me ouviu qua...

- Tudo bem! Vamos parar por aqui.

Lysandre revirou os olhos como se lidasse com duas crianças, e talvez fosse isso mesmo. Alcançou sua xícara e com a mão livre arrastou sua namorada para seu próprio quarto. Quanto mais passava o tempo, mais interessante à ideia nada vitoriana de sua namorada ficava.

E ela finalmente podia respirar em paz, já que seu dia de merda já estava acabando, e no final até que não ficou tão ruim não é mesmo? Um final perfeito para um dia não vitoriano.

E enquanto alguns risinhos pervertidos eram soltos e algumas mãos bobas passeavam por aqui e por ali, foram interrompidos pelo maldito tomate podre gritando por todo o apartamento.

- O que é essa mancha no tapete?!

 


Notas Finais


Então é isso :V
Essa é a minha primeira fic de AD, e a primeira que faço sem ser sobre Naruto, me sinto pisando em um campo minado e.e UHSUSH
Não coloquei um nome na personagem principal, pois minha intenção é que suas docetes se encaixem na estória :V

Enfim, espero que tenham gostado, e se quiserem me deixar sua opinião naquela caixinha ali, eu agradeceria muito <3


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