História O diário (da Coreia) de Noah - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Beyond The Scene, Bts, Coréia Do Sul, Ficção Adolescente, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intercâmbio, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kpop, Min Yoongi, Rap Monster, Romance, Staff, Suga
Visualizações 26
Palavras 2.380
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Capítulo 16


Com certeza eu comecei o ano com o pé direito. Eu nunca imaginaria que  algum dia estaria na Coreia do Sul, Yoongi, quer que eu estaria estudando em uma das melhores Universidades da Coreia e mais, sendo estagiária do BTS por tanta. Convivendo com eles quase todos os dias e quase vinte e quatro horas por dia. 


Às vezes eu me pego perguntando se isso tudo que estou vivendo é real, se eu não estou sonhando. E eu juro que às vezes acredito nessa hipótese. É tudo tão surreal, nem acredito que tudo isso está acontecendo em um ano só, sem nem umas pausas. Só surpresas atrás da outra e não dá tempo nem de respirar. 


Talvez eu esteja fazendo um pouco de drama, mas tudo bem. 


E nesse tempo, acabei me apaixonando mais ainda pelo Yoongi e estou lutando contra tentações. Não está sendo fácil, admito. E Yoongi parece não colaborar comigo, me fazendo acreditar que ele só está me provocando, já que Namjoon já suspeita e mesmo que ele afirmasse para mim que guardaria segredo, não duvido nada que contou para os outros. Eles são amigos, afinal. E eu não tenho raiva por ele ter possivelmente espalhado essa mentira por aí. 


Mentira porque eu o enganei dizendo que estava realmente me apaixonando por ele, mas parece que tudo isso parece estar mudando aos poucos. Por conta dessa última conversa com Namjoon, só consigo pensar no Yoongi. Acho que esse sentimento estava sendo guardado, então alguém o tirou de lá, bem só fundo. Mas ele estava tão guardadinho que eu nem se quer percebia. E sério, seria bem melhor assim. 


Se apaixonar por um ídolo. Nossa, que bobagem! 


Que merda estou fazendo com meus sentimentos? Será que ainda não percebi  que toda essa mágica é somente por um mês e depois eu volto para o cantinho de onde saí? E se somente em um mês eu me apaixonar pelo Yoongi e ele nem se quer ligar para mim, já que sou uma simples staff? E ah, eu não faço seu tipo ideal. Apenas não quero me machucar. Sei que vai doer muito quando esse mês chegar ao fim, mas será bem melhor do que sair iludida. Disso eu tenho absoluta certeza.  


Por todos esses anos ao lado da música pop coreana, nunca me imaginaria dormindo na cama de algum ídolo. Além do mais quando esse ídolo é o próprio Yoongi, a quem eu tanto amo. Nem raciocinei direito, nem se quer abri os olhos para checar se era verdade, pois o perfume amadeirado dos lençóis falava tudo. Aquele perfume que eu já tinha sentido antes é realmente o perfume do Yoongi. 


Poderia ficar ali eternamente, só sentindo seu perfume, se minha barriga não começasse a roncar e se minha consciência não falasse mais alto. Acho que já estou sendo folgada demais a ponto de fazer Yoongi dormir — possivelmente na sala — e ainda passar um dia inteiro aqui. 


Eu realmente precisava de um banho. Ainda estava com a mesma roupa desde a manhã de ontem e aquilo estava me dando um certo nojo. 


Me sento na beira da cama e vejo Hoseok dormindo. Sorrio de lado e inclino a cabeça, vendo aquela imagem tão linda. 


Passo os olhos por todo o  cômodo e paro de observar o meu redor quando vejo um moletom e uma camisa dobrados e uma caixa que se parecia com de sabonete na cabeceira da cama e um folheto em cima, escrito em coreano, claro. Me enchi de curiosidade para saber o que está escrito naquele papel, mesmo imaginando o que era. 

"Não vá imunda para o trabalho!"

 Meu Santo GD! Hoje é sábado e eu aqui nem se quer sei que horas são. Esqueci completamente que tinha que trabalhar hoje e agradeço por ter despertado cedo, tendo tempo suficiente para me arrumar e chegar no trabalho. 

É claro que quem havia feito isso era o Tae, afinal, só o Mr. Suga sabe que eu trabalho agora aos sábados. Acho que não seria um assunto interessante para conversar com os meninos, mesmo quando eles me perguntavam sobre mim. Mas mesmo assim, acho que meu Tae não escreveria uma coisa dessas para mim. 

Whatever. 

Antes de descer as escadas para ir até o banheiro, organizo silenciosamente a cama e desço as escadas. Me aproximo do sofá para ver se o Yoongi estava lá, e vejo ele todo coberto, somente com os olhos para fora da coberta. Ele parecia tão desconfortável ali e eu tive dó por ele ser tão bom comigo a ponto de me colocar na sua cama e não me deixar no sofá. 

Graças ao GD que a boca dele estava coberta, por que já me livrava de pensamentos impuros. 

Sigo até o banheiro e faço o que devia ser feito.

 Ao terminar, vejo que aquelas roupas couberam perfeitamente em mim e percebo que Tae tem o mesmo perfume que o Yoongi, já que as roupas emprestadas ou dadas estava com seu perfume amadeirado.

Organizo as minhas coisas e vou até o café. Antes de ir, vejo Yoongi deitado naquele sofá novamente e sorrio só por admirá- lo ali, deitado.

Chego no meu local de trabalho antes do que o esperado e fico alguns minutos esperando Jackson finalmente chegar. O barulho de moto me faz perceber que ele já tinha chego e logo depois entra no café, sorrindo para mim. Eu estava com tanta saudade de ficar com ele, mesmo fazendo pouco tempo que havíamos nos conhecido.

Queria muito correr para o seus braços e abraçá- lo, independente do que ele iria pensar de mim depois disso.  Só não fiz isso por que ele já tinha feito antes, me surpreendendo. Nossos corpos estavam tão perto um do outro que isso me fez arrepiar. 

Passamos a manhã inteira falando do meu estágio e ele parecia interessado em saber cada detalhe. Mas não contei que havia dormido sob o mesmo teto que o BTS, porque acho que não precisava contar esses detalhes. 

Já eram duas horas da tarde e isso significava que estávamos no fim do trabalho. 

Antes de sair, Jackson diz que quer conversar comigo  e eu apenas concordo. 

— Então, acho que você lembra quando BTS apareceu  aqui de surpresa, não lembra? — afirmo com a cabeça, tentando raciocinar onde ele iria parar — E acho que também lembra quando disse que estava me devendo uma, não lembra? — demoro um pouco para responder, mas logo afirmo novamente com a cabeça — Então, acho que você poderia me pagar isso saindo comigo hoje. O que acha? — ele falou isso tão normalmente que tive inveja da sua coragem. É claro que depois de analisar bem o que ele havia falado, comecei a suar frio. Eu tinha que aceitar, já que ele havia me ajudado. Mas porque dessa forma? Sair com ele não seria nada mal, apenas tenho medo de que ele possa tentar me beijar de novo,  por que eu realmente não saberia como agir e o que seria de nós dois depois disso. Será que ele acha que eu gosto dele? Eu acho que eu não demonstro isso, ao menos que só eu não perceba.  

Antes de dar alguma resposta, fico o encarando, analisando cada parte do seu rosto, fazendo- o ficar incomodado com aquela observação toda sem nenhuma resposta.

— Se não quiser, tudo bem. — Jackson fala meio cabisbaixo. 

— Não. — quase o impeço de falar e ele abaixa a cabeça ao ouvir saindo de minha boca essa palavra — Eu posso sair com você. — ele levanta a cabeça aos poucos, logo exibindo um largo sorriso. 

— Juro que não vai se arrepender. 

Eu o sigo até sua moto e não deixo de notar alguém chegar em uma van na BigHit. Não sei por quê, mas fiquei olhando para aquelas janelas, mesmo que não pudesse ver quem estava dentro. Apenas segui meu olhar e senti uma sensação estranha, como se estivesse sendo observada. 

Jackson posiciona a moto de uma maneira que ficasse mais fácil para eu subir e logo lembro que ainda estou com aquelas saias. Não tenho ideia de como eu ficaria naquela moto, já que com qualquer ventinho ela subiria fácil fácil, mostrando o que era para ficar escondido. 

Eu fico sem saber o que fazer. Não sei se falava para Jackson  sobre a situação, não sei se subia na moto do mesmo jeito, só sei que ele tinha percebido a minha situação antes mesmo de eu tomar uma atitude. 

Ele desce da moto e tira seu casaco de couro, que ele fazia questão de usar quase todos os dias. Ele pede para eu tentar na moto com cuidado e esconde minha saia por debaixo do casaco de couro, fazendo minhas pernas ficarem escondidas. Eu teria que me sentar  de lado mesmo. Ele coloca o casaco nas minhas pernas e sobe na moto. Eu automaticamente seguro sua cintura e ele dá partida. Se tem uma coisa pior do que andar se moto, é andar de moto nessa situação em que estou. 

Não fazia ideia para onde iríamos, até avistar um parque imenso. Demoramos um pouco para chegar, mas a vista compensava tudo. O parque tinha  desde lagoas até excursões por dentro da vasta mata que enriquecia o local. 

Posso dizer que esse está sendo um dos dias mais legais aqui na Coreia. Não sabia da eexistência desse parque e com certeza ele estava fora do meu planejamento de turismo. Tive mais certeza ainda de que estava no lugar certo. E tendo Jackson do meu lado, o passeio ficou ainda mais interessante. Nunca perdíamos o assunto e eu ficava tão de bem com ele. Parecia que nos conhecíamos há tanto tempo. E enquanto nós andávamos, ele até segurou a minha mão por alguns segundos, fazendo com que minhas bochechas começassem a denunciar. 

Ficamos tanto tempo ali, mas eu nem percebi as horas se passarem. Por mim ficaria toda a noite ali com ele também. Mas quando minhas pernas começaram a doer foi que eu percebi que já estava ficando tarde. 

Se pudesse ficaria com ele por mais tempo, mas assim como minhas pernas doíam, meu corpo também ameaçava. Eu estava tão cansada, sentia uns calafrios às vezes e eu pareço ter iniciado uma leve febre. Não sei se era apenas coisa da minha cabeça, mas mesmo assim pedi para Jackson me levar para "casa". Eu dei minha justificativa e ele ficou preocupado, então apenas concordou em me levar. 

Por incrível que pareça, melhorei no meio do caminho. Talvez tenha sido mesmo coisa da minha cabeça, ou sei lá. Apenas estava me sentindo bem novamente. 

Ao chegar na Faculdade, ficamos um tempo conversando em um dos bancos mais afastados das pessoas que estavam ainda por lá, mesmo estando um pouco tarde. Era normal as pessoas se encontrarem aqui e ficarem conversando até tarde. 

Ficamos conversando por uns trinta minutos até que a febre decide atacar novamente, o que foi percebido por Jackson, já que ele tinha bagunçado meus cabelos e tocou acidentalmente na minha testa. 

— Você tem que entrar. — ele segura a minha mão e me leva até o prédio do meu dormitório. Logo em seguida coloca seu casaco de couro em meus ombros. Linda cena de dorama. 

— Obrigada por hoje, Jack. — dou o meu melhor sorriso. Afinal, tenho que mostrar que mesmo assim estava feliz por aquele dia. 

— Não foi nada. — ele se abaixa um pouco até ficar cara a cara comigo, fazendo cafuné na minha cabeça. 

Ele fica assim por um bom tempo, até olhar fixamente para minha boca e começar a se aproximar. Eu sabia que uma hora ou outra ele faria isso, então já estava um pouco preparada psicologicamente. Eu sabia que ele estava tentando isso comigo há um bom tempo, desde que chegamos no parque, mas eu consegui todas as vezes afastar a minha cabeça. Calma, só foram umas três vezes. Mas agora eu estou exausta demais para fazer isso. Só estou sonhando em meus pensamentos com seu hálito doce já selado em minha boca. Eu realmente estou doente por estar pensando nessas  coisas. Meu corpo diz para eu ficar parada e aceitar, não conseguia me mover por conta da febre que estava me deixando meio mole, então apenas concordei em ficar ali e ceder ao seu beijo. 

Estamos tão próximos que posso já sentir a textura de sua boca. Nossas respirações já se encontram e por algum motivo decido abrir os olhos e imaginar o Yoongi naquele lugar. Eu sei que estou errada por fazer isso, mas GD, me perdoe, eu estou tão mal! E tão sem querer apaixonada pelo Yoongi. Mesmo que eu não queira isso, acho que não posso negar que queria o Yoongi no lugar do Jackson. 

Jackson que me perdoe. Ah, estou sendo tão injusta.

— Noah- ah! — alguma voz similar interrompe o nosso quase beijo. Dessa vez, foi por um milímetro. 

Olho para trás e vejo alguém com máscara, um boné preto que esconde um pouco seus olhos e roupas pretas, cobrindo todo seu corpo. Tenho mais que certeza de que esse alguém é o Yoongi quando ele se aproxima de mim e me puxa. Esse toque. Esse perfume. Com certeza é ele. Ele me envolve em seus braços e eu não me movo, apenas fecho meus olhos, clamando por uma cama. 

— Ei, o que pensa que está fazendo? — ouço Jackson elevar a voz . 

—  Isso eu pergunto pra você. — Yoongi fala em um tom mais baixo e sinto seu peito vibrar. 

— Você não tem nada a ver com isso. — Jackson tenta me puxar falhadamente. 

— Claro que tenho. — Yoongi parece estar mais bravo dessa vez. 

— E posso saber qual o motivo? 

— Eu sou o namorado da Noah. 

É? Yoongi é meu namorado? 

Merda, Yoongi! O que agora Jackson vai pensar de mim? 

Queria tanto negar aquilo, mas meu corpo parecia pedir por socorro mais ainda, o que me fez entregar todo meu corpo para os braços do Yoongi, que fez esforço para me segurar. 

Fechei meus olhos e apenas segui os passos do Yoongi, que me carregava nos braços junto ao Jackson, que fez questão de me carregar por um momento também, mesmo o Yoongi estando furioso. 

Depois disso não me lembro mais de nada.




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