História O Diário de Elrik Deimons - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega, Mitologia Japonesa
Personagens Personagens Originais
Exibições 1
Palavras 4.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 3 - Conhecendo o Alma e o Leo.


21/04/19XX

Sonhei com aquela noite novamente mas dessa vez vi algo diferente, dessa vez Kaleb, esse ser esbranquiçado,  de cabelos loiros curtos espetados, estava me controlando como se eu fosse uma marionete, era possível até mesmo ver as linhas que me controlavam, e o próprio Kaleb estava diferente do Kaleb que conheço, ele estava com um sorriso de vitória, como se eu fosse um premio. E então do nada havia voltado para o castelo de quartzo onde reencontrei Kaleb, e ele estava lá, como se soubesse disso que acabara de ver, ele estava mexendo em uma espécie de interface, olhei para ele e perguntei:

-Kaleb oque foi isso que acabei de ver?

Ele me respondeu calmamente:

-Isso foi apenas um teste para lhe mostrar oque os nossos inimigos podem tentar fazer para lhe separar de mim.

Desconfiei aquilo era muito real como se, na verdade, esse fosse meu verdadeiro fragmento de memoria daquela noite, mas confiei nele e foi então que percebi que a interface em que Kaleb mexia estava reproduzindo um vídeo, percebi que era a cena que vi momentos atrás, perdi muitas de minhas duvidas mas ainda mantive suspeitas.

Acordei repentinamente com o meu celular tocando, então lembrei que havia combinado de me encontrar com o Gary hoje na sala dele, me levantei correndo e coloquei minhas roupas comuns, uma camiseta preta com uma blusa sem mangas de um couro vermelho que possui um capuz, e uma calça listrada que lembrava muito a de gangsteres, quando terminei de me arrumar peguei um taxi e fui o mais rápido possível para a sala do Gary.

Cheguei e fui entrando correndo, me barraram, mas logo no momento que eles tentavam me tirar a força dali Gary chegou falando, com aquela voz de ordem que ele sempre fazia pra me irritar, nunca funcionava, mas ele sabia que eu odiava receber ordens e sempre falava assim, oque ele falou foi:

-Soltem-no.

Um simples Soltem-no, mas essa simples palavra reverberou pelo primeiro andar inteiro, os seguranças ainda tentaram conversa falando:

- Mas senhor esse homem tentou invadir o prédio, temos ordem de não deixa ninguém entrar sem aviso prévio.

-Terei de repetir, ou vocês soltaram meu amigo agora.

-Desculpe nos senhor, não sabíamos que este homem era seu amigo.

Os seguranças que estavam me segurando, ainda relutantes, me soltaram e se curvaram me pedindo desculpas.

Após esse incidente subi junto ao Gary até o ultimo andar, onde ficava a sala dele, ao chegar lá nos sentamos e começamos a ter uma crise de riso, ele falou ainda rindo:

-Elrik, você sempre me faz dar risadas, ninguém mais consegue.

-Eu digo o mesmo, olha a situação que você me meteu, você sempre se esquece dessas coisas NE?

-Eu meto? Você que chegou atrasado, se tivesse chegado no horário certo eu estaria já lhe esperando lá em baixo.

Após esse momento paramos de rir e perguntei do estado do cara que eu havia mandado para o hospital, a resposta que ele me deu foi:

-Essa já é uma questão mais complicada, o cara que você deixou em estado de quase morte, foi assassinado, da mesma maneira que a vitima do seu caso morreu.

-espere você me disse que ele ficaria seguro, então como ele foi assassinado com seus guardas protegendo ele, não vai me dizer que os dois guardas foram mortos também.

  -Não tenho certeza se os guardas foram mortos já que não encontramos seus corpos, mas uma coisa eu tenho certeza, a morte daquele cara tem haver com o seu caso.

-Ou seja, para saber oque ouve com os policiais e descobrir como essas duas mortes foram causadas tenho que solucionar o meu caso, não é?

-Sabia que iria entender, já mandei alguns policias investigarem a cena do crime, já avisei ao centro policial daquela região que você iria lá, então não deve ter muitos problemas.

-Entendi, já vou indo, mas só por pergunta, você também percebeu que não foi algo humano que matou os dois?

-Claro que sim, quem você pensa que eu sou, sou um gênio, é obvio que sei.

Ele falou isso, mas era nítido que o Gary não havia percebido, ele não sabe mentir, sempre da um sorriso de canto quando mente, olhei para ele e falei:

-Gary, quando terminar esse caso começaremos as buscas por qualquer que seja a coisa que Kaleb quer, ok?

-Ok

Eu já estava dentro do elevador quando o Gary gritou:

-ELRIK TOMA CUIDADO, NÃO MORRA ANTES DE CONCERTAMOS O NOSSO PASSADO.

Olhei para ele com um olhar querendo dizer eu sei.

Ao chegar no Hospital, vi que havia um policial cantado em um banco bem na porta de entrada do Hospital, ele parecia estar me esperando, foi então que ele percebeu que eu já havia chegado e me chamou acenando, ao chegar mais perto ele perguntou:

-O senhor que é o Elrik Deimons, que acabou de ser enviado para tentar solucionar o caso?

-Sim sou eu, cadê os outros policiais?

-Nos recebemos a ordem que não precisava vir mais de um então eles decidiram me mandar, já que eu sou o novato.

Serio Gary isso que você chama de “Alguns policiais” normalmente agente fala isso quando são mais de um, só podia ser algum tipo de brincadeira, mas essa pessoa que eu estava conversando estava fardada então olhei para ele por completo, comecei a fazer uma analise detalhada dele, ele tentava falar mas eu não conseguia ouvir nada, eu estava focado analisando ele, após uma pequena analise, conclui que ele era um ótimo policial, mesmo sendo novato, resolvi falar:

-Você possui uma precisão de tiro de exatos 99,9%, nunca viu um corpo, força absurda porem mau utilizada, inteligência mediana.

-Oque você esta dizendo?

-Não é obvio, estou lhe informando sobre suas próprias características.

-Mas, é impossível você descobrir isso tudo com um simples olhar e uma simples conversa, você é um gênio ou oque?

-Normalmente as pessoas me definem como monstro, demônio, qualquer definição para algo não muito amigável, e não foi apenas pela conversa e pela olhada eu analisei você por completo pela sua postura, pela forma que você deixa suas mão, e por ultimo pela sua capacidade de me reconhecer mesmo nunca tendo me visto antes.

-Re... Re... Re...

-Oque, eu realmente sou um monstro, demônio e afins?

-Exato

-E normal as pessoas ficarem assim na primeira vez que me vem, na verdade todas as vezes que alguém me vê ela fica paralisada, então fico surpreso por você  ter se recuperado tão rápido do choque.

Após isso pedi para ver o corpo, aparentemente ele mesmo não tinha visto o corpo. Ao entrar no necrotério eu rapidamente reconheci o corpo, também como não reconhecer, ele ainda possuía os cortes que eu havia causado o resto do olho já havia sido retirado, mas ao chegar mais próximo meu olho que havia mudado de cor começou a dor, uma dor forte e aguda, que me paralisou, fechei o olho, e a dor passou, pedi para um medico me trazer um tapa olho o mais rápido possível, durante o tempo que ele demorou para trazer o tapa olho eu me forcei a abrir o olho, ao abrir o olho, vi algo emanando do corpo uma aura roxa, mas o local que mais tinha essa aura era o peito, rapidamente me veio a mente o coração, só podia ser isso, o ser sobrenatural que havia matado este homem deixou um rastro, que não era visível para olhos comuns mas como meu olho havia sofrido de uma mutação por causa do libertamento do Kaleb provavelmente eu ganhei essa nova habilidade, de ver os rastros, as marcas em outro plano da realidade, por isso meu olho doía ele estava tendo uma reação a aquela aura, finalmente o medico chegou com o tapa olho, imediatamente o coloquei e parei de ver essa aura roxa, após o colocar a dor passou, mas um resquício de dor continuou me perturbando, como se meu olho quisesse me dizer algo, tentei ignorar mesmo tendo uma sensação estra  de que algo estava errado, esse pensamento deve ter durado apenas doze segundos, após me recuperar da dor perguntei:

-Por um acaso o corpo esta sem o coração?

-sim, o corpo não possui coração, mas não vi nenhuma cicatriz ou qualquer sinal de objeto cortante, esse é o enigma dessa morte.

-Eu sei, já estou nesse caso há três dias e a única pista que tenho é esse método sobrenatural de matar.

-Espere, acho que posso ter uma prova que possa ajudar.

Nesse momento ele começou a mexer em uma escrivaninha que ficava no canto, até que parou, levantou um saquinho, olhou e se virou para mim, falou:

-Aqui, encontrei isso em cima do peito da vitima, só pode ser alguma pista.

Ele me entregou, ao primeiro olhar não vi nada, porem logo em seguida reparei que dentro daquele saquinho havia um dente e um pedaço de... de... de asa? Olhei mais uma vez e realmente era uma asa, não de ave, se parecia mais com, espere, espere, espere, claro é obvio de onde veio essa asa e esse dente, como não percebi mais rápido, essa asa é igual a daquela borboleta que vi na cena do crime que fui dois dias atrais, tudo esta ligado a ela, ontem ela matou mais uma pessoa, mas dessa vez ouve reação, é obvio, o morto tentou reagir, isso implica que ele podia ver a borboleta, ou seja, ele tinha uma ligação direta, até mesmo mais forte que a minha, com o outro plano da realidade, ele conseguiu toca-la, para isso ele deveria estar acordado, ou seja ele fingiu estar dormindo, ele ia fugir, como não percebi que ele estava fingindo. Nesse momento me veio a tona uma única memoria, que era a desse maldito morto falando “Você não sabe de nada não é?” essa frase só poderia estar se referindo ao plano do sobrenatural, se isso for verdade, ele já sabia de minha ligação com Kaleb, ou seja ele também tem um contrato com um ser familiar ao Kaleb, se for verdade esse meu pensamento, ele deve estar fingindo estar morto, a única reação corporal que tive nesse momento foi, entregar a pista para o medico, ir em direção ao desgraçado, e ao chegar lá, coloquei minha mão sobre seu pescoço com todas as minhas forças e gritei:

-SEU DESGRAÇADO, ACHOU QUE ESCAPARIA NÃO É, FALE MALDITO,FALEEEEE.

Foi então que percebi que o medico e o policial me olhavam espantados, como se eu fosse louco, me virei para eles e falei:

-Esperem se acham que sou louco, provarei que esse desgraçado esta vivo, só esperem.

Foi nesse momento que peguei um bisturi e o coloquei diante do pescoço desse maldito, ameacei falando:

-Seu maldito, se não me responder agora eu juro que o matarei de verdade.

Nada, apenas um silencio ecoante, então percebi que eu estava agindo erroneamente, esqueci-me de pensar com calma e só agi por impulso e raiva, era obvio que ele não me responderia caso o ameaçasse com armas desse plano, isso é, se ele realmente estivesse se mantendo vivo utilizando a habilidade do ser que fez o contrato, o único que pode me ajudar é o Kaleb, então entrei em contato, falei mentalmente:

-Kaleb, preciso falar com você.

-Sim meu senhor, oque ouve?

-existe outros seres iguais a você espalhados pelo mundo não é?

-Sim, por que?

-algum desses seres tem a habilidade de fazer com que seu contratante morra apenas por objetos do Plano do sobrenatural?

-Existe, mas ele nunca fez nenhum contrato, a ultima vez que o vi ele falou que matara todos que tentassem fazer um contrato com ele, oque houve para me perguntar isso?

-Então acho que ele fez um contrato, teria alguma forma de confirma que ele fez um contrato?

-A um meio, mas só eu posso fazer, mas ele é muito simples, apenas preciso olhar para a pessoa ou para o corpo se ele emanar uma aura rocha significa duas coisas que o contrato existe e de que a pessoa esta viva.

-Espera você tem certeza disso?

-tenho total certeza, por que ?

-Então oque vi não era apenas um rastro era um aviso que ele é um contratante, que ele esta vivo, quase me enganou maldito, Kaleb me de uma arma do plano sobrenatural.

-Sim senhor, o darei uma pistola de trevas, caso um tiro atinja um contratado ele sera consumido por trevas e desaparecera.

Após essa conversa com o Kaleb, pedi para que o policial e o medico saíssem, logo quando saíram, a pistola apareceu em minha mão esquerda, era pesada mas não muito. Eu havia deixado o corpo cair no chão durante minha conversa com Kaleb, o segurei de novo pela garganta, falei apontando a arma para a sua testa:

-Fale agora, ou morrera se duvida posso provar falando uma simples frase adivinha qual é.

Nada, ele queria continuar a mentir, então falei a palavra:

-Kaleb mandou esse presentinho para você.

Nesse exato momento senti as mão do canalha se movendo, ele finalmente percebeu que morreria de verdade dessa vez, ele se debateu, então o soltei e falei:

-então cansou de brincar maldito?

Ele me respondeu, com um olhar de raiva:

-Maldito, você só pode estar brincando com a minha cara, como logo você foi percebe que eu sou um contratante?

-Foi você mesmo que me deu a pista final, você matou uma borboleta.

-Oque, oque tem haver eu matar uma borboleta com você descobrir que eu sou um contratante?

-Simples, como você mataria um ser sobrenatural se não tivesse o poder de um ser sobrenatural, além disso no nosso primeiro encontro você disse “você não sabe de nada não é mesmo?” agora que o Kaleb despertou eu entendi oque você queria dizer com eu não saber de nada, você queria dizer que eu não sabia oque era a borboleta, ou seja você tem o conhecimento do mundo sobrenatural.

-Mas, mas eu criei um plano perfeito, não dei nada de dicas, mesmo que você ligasse esses pontos todos, antes de mirar na minha cabeça com a arma você deveria ter invocado o Kaleb, mas não, você não fez isso, me diga ao menos como sabia que eu estava vivo de verdade?

Eu levantei minha mão direita e apontei, com meu dedo indicador, o meu olho dourado, aquele que havia mudado de cor. E falei:

-Esse é o motivo da falha do seu plano, o motivo de sua falha.

-Seu olho, oque há com ele, como você tirou suas duvidas com seu olho?

-Simples, caso não tenha percebido ele mudou de cor, ou será que não percebeu?

-Isso é só lente de contato, nesse mundo ninguém possui olhos dessa cor.

-não, não, não meu querido amigo- falei com uma voz irônica- isso não é lente de contato, agora pense de novo, oque será que ouve com meu olho?

-Espere, não isso é impossível, nem eu mesmo consegui, nem meu lorde conseguiu por que você conseguiria?

-Diga então, oque você acha que houve?

-Você conseguiu o impossível, você ganhou os olhos de um deus.

-Muito obrigado nem eu mesmo sabia oque havia acontecido com meu olho.

-Como, como é possível, como você conseguiu?

-Não sei, simplesmente aconteceu, foi ontem a noite, pouco antes de eu ir para casa.

-Não você, VOCÊ ESTA MENTINDO, COMO UM LIXO COMO VOCÊ CONSEGUIU SE NEM MEU LORDE CONSEGIU POR QUE VOCEEE?

-Não sei, talvez foi o destino?

-SEU LIXO, MORRA VOCÊ NÃO TEM DIREITO A POSSUIR ESSE OLHO.

Nesse momento ele começou a querer me atacar, mas eu simplesmente apontei minha arma para a cabeça dele, e ele se quietou, era obvio que ele tinha medo da morte, ninguém nesse mundo aguarda a morte com felicidade, ele recuou e eu falei:

-Antes de você tentar me atacar e acabar morrendo eu peço que me fale oque tentou matar você, e se possível o seu nome.

-Eu me chamo Alma 001, e aquele ser que tentou me matar era um Demônio menor.

-Esse seu nome, ele me lembra o nome de uma maquina, como se você tivesse sido construído, esse meu pensamento esta correto?

-Como esperado do ser previsto como próximo...

Ele se calou como se ele não pudesse falar, oque ele queria falar, mas não podia, deveria ser algo importante, por isso fiz outra pergunta:

-Alma 001 oque você ia falar?

-Não posso falar isso, prefiro morrer a te responder isso, pelo menos se morrer poderei continuar com minha alma.

-Não ache que me esquecerei, mas deixarei essa pergunta de lado, agora responda a minha pergunta, de onde você veio?

-Eu vim do sangue de meu lorde, ele me criou junto de meus irmãos.

-Seu lorde controla esses Demônios menores?

-Sim

-Então por que um demônio menor queria lhe matar?

-Ele foi enviado para me matar porque fui capturado, e poderia dar informações sobre o meu lorde para você.

-parece que você tem um grande apego à vida, você, sendo criado do sangue desse seu lorde, tem medo de morrer?

-Claro que sim, mas isso na verdade é um defeito, eu sou um Invocado defeituoso.

-Claro então você faria de tudo para viver?

-Sim.

-Trairia seu lorde?

-sim.

-Então me diga por que ele esta matando pessoas?

-Para ganhar mais poder e assim fazer o contrato com o ser mais poderoso.

-Entendo, se é assim você vira comigo, como um refém, e caso eu queira te perguntar algo mais te perguntarei.

-Ok, mas pelo menos não me mate.

-Não o matarei, ultima pergunta, onde seu lorde esta?

-Não posso lhe dizer.

-Você quer morre?

-Não, mas eu não posso dizer algo que eu não sei.

-Como assim você não sabe?

-O esconderijo do meu mestre é móvel, e muda de hora em hora, também caso alguém descubra ele entra em modo de emergência e fecha suas portas para todos.

-Então venha, tenho muito trabalho pelo jeito.

Assim eu chamei o medico e o novato, eles ficaram impressionados, tenho pena deles por acabar descobrindo sobre coisas sobrenaturais tão cedo, eu mesmo sinto que nunca deveria ter descoberto. Falei quando o susto que eles haviam tido passou:

-Esse, senhores, é o morto.

-Como, como isso é possível ele estava morto, tenho certeza disso.

-Simples ele não é mais um humano comum, e é só isso que posso dizer.

-Então ele voltou dos mortos?

-Não, ele nunca esteve morto.

Eles ficaram minutos em êxtase, foi até mesmo um pouco engraçado, eles tentavam falar mais garravam, isso me faz pensar na primeira vez que vi o Kaleb, devo ter ficado estonteado igual a esses dois. Não consegui segurar a risada, e deu uma leve risada, era irônico, eu não me lembrar do encontro que marcou toda a minha vida, e agora estar vendo duas novas pessoas vivendo uma situação, que já vive mas nunca me lembrarei. Apos alguns segundos falei:

-É hora de ir para casa, medico você pode trazer algumas roupas para o alma?

Eles pareciam já estar se recuperando do bate que foi, ver um morto voltar a vida, mas o medico respondeu:

-Agora mesmo, senhor, mas tem certeza de que deve leva-lo para casa?

-Tenho, esse covarde não tentara me matar pelo menos não enquanto eu tiver a arma, não é Alma?

Apontei a arma para ele e ele recuou mas respondeu:

-Sim, senhor, não o atacarei.

-Bom mesmo, pois sou ótimo no gatilho.

Pouco tempo depois do medico ter ido buscar as roupas pro Alma, ele voltou, Alma se vestiu e, quando estávamos saindo do Hospital o novato falou:

-Senhor Elrik tenho ordens de ir com você para qualquer lugar.

-Não me diga que são ordens do Superintendente Gary, mas mesmo assim vou perguntar, essas ordens vieram do Superintendente Gary?

-Sim.

-Filha da... – resolvi não terminar a frase, poderia ser preso pelo novato por desacato a autoridade-  Por isso odeio ordens.

-Posso ir no mesmo taxi que o senhor?

-Primeiro, vamos para com esse senhor que eu não sou muito fã dessas coisas de autoridade, segundo venha logo, não tenho a tarde toda, vamos.

-Agora mesmo.

Ele deu uma corridinha para nos alcançar, liguei para um taxista amigo meu, ele sempre dirigia para mim quando eu estava solucionando algum crime, ele estava por perto, não demorou muito e ele já havia chegado, entramos e mandei ele dirigir para minha casa, eu tinha de guarda a prova ,uma mania que ganhei com o tempo, durante o caminho aproveitei para fazer algumas perguntas pro meu novo “Colega” de caso, De inicio perguntei:

-Qual o seu nome, até agora não sei.

-Me chamo Leonardo, senhor.

-PARA COM ESSE SENHOR, e então Leo, você vai me seguir por ai por quanto tempo?

-Vou te acompanhar até o caso ser solucionado, Senhor.

-Leo você fala senhor de sacanagem ou oque?

-Não Senhor, eu não falo de sacanagem, só fui ensinado assim.

-Leo vou te dar um murro caso continue com esse Senhor.

-Não Senhor me perdoe, isso é apenas uma mania minha.

Tive que dar um tapa em minha própria cabeça, alguém precisa me dizer que é sacanagem, comecei a tentar ignorar, fui fazendo perguntas até que cheguei em casa, subi rápido e deixei a prova dentro de um armário, desci novamente, e pedi para o motorista nos levar para o escritório do Gary. Quando chegamos, ouvi a noticia que o Gary havia desaparecido, pensei que era bobagem, subi e entrei no escritório, e lá estava um papel escrito “Elrik você deve estar achando que eu estou brincando com você, e sim, você esta certo, mas também tem outro motivo, eu tenho um pressentimento estranho, de que algo acontecera com o prédio, por causa disso vim para o nosso lugar secreto, estou esperando você. Ps: traz um refrigerante e algum lanche pra mim, estou com fome.”

Folgado, pelo menos ligasse pra me poupar o trabalho de vir aqui, desci e fui direto para o carro, com o papel na mão, aparentemente o Leo e o Alma já estavam socializando um pouco mais, chamei eles para virem até mim, entramos no carro e pedi para o motorista nos levar até um bairro dominado por gangues, ele ficou um pouco com medo, mas eu falei que era confiável caso eu estivesse com ele.

Ao chegarmos na entrada do bairro, fomos parados, uns membros de gangue quiseram nos ameaçar, pediram para abaixar o vidro, assim que o motorista abaixou o vidro eu olhei para os membros de gangue e falei:

-Saiam da frente.

Eles obedeceram, e logo saíram do caminho, ao chegar no lugar que tinha pedido, entreguei uma plaquinha pro motorista colocar no carro,  ela dizia “Fiquem fora, protegido por El”, ele obviamente achou que era inútil mas colocou a placa assim mesmo entrou no carro e fechou os vidros.

O Alma e o Leo saíram também, tínhamos de conversa com o Gary sobre o caso, seguimos por um beco húmido, fedido e escuro, até chegar em uma portinha, eu  bati nela 3 vezes de forma regular, e então ela se abriu, e lá estava o Gary com aquele sorriso receptivo dele, ele me olhou e disse:

-Demorou em.

Olhei para a cara dele e disse com um olhar fulminante:

-Quantas vezes vou ter de dizer, me avise quando for vir para cá, para você é normal, mas para mim é cansativo, ainda por cima eu tive que ir lá no seu escritório pra ler a sua mensagem, aquilo era pra ser algum tipo de brincadeira?

-Elrik, para com isso foi só uma brincadeira, entra logo, vocês querem oque para beber? Espera, você não trouce o meu lanche?

-Não, por que eu deveria trazer um lanche pra você, se aqui já tem tudo que possamos quere.

-Mas eu não quero os lanches daqui.

-Serio, vai vir com essas suas piadas de novo?

-Ok, temos assuntos para tratar não é?

-Sim, e pelo jeito não são assuntos só do caso NE?

-Sim, a nossa sociedade esta com alguns problemas, e é bom resolvermos rápido.

-Se você veio até aqui, quer dizer que é serio, mais serio que esse meu caso, não é?

-Sim, muito mais serio.

Continua...



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