História O Diário de Elrik Deimons - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mitologia Grega, Mitologia Japonesa
Personagens Personagens Originais
Exibições 3
Palavras 4.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 4 - Lutando Contra Pendencias do Passado


Os dois que estavam comigo fizeram uma cara de curiosidade, como se quisessem saber de que sociedade estava falando, mas esse assunto era um que não poderia envolver mais ninguém, principalmente um novato da policia, olhei para o Gary e falei:

-Chame alguém para poder cuidar desses dois enquanto resolvemos esse problema.

-Ok.

Ele fez um sinal com a mão e um mordomo veio e perguntou oque o Gary queria, ele respondeu que queria que o mordomo cuidasse dos meus acompanhantes, eles, em especial o policial, tentaram resistir, mas eles não tinham muita escolha eles estavam lá como convidados, e também o Leo estava recebendo uma ordem de um superior, ele tinha que obedecer. Saímos de perto deles e então falei:

-Oque foi Gary, achei que as nossas pendencias com aquilo estavam quitadas.

-Sim elas estão, o problema dessa vez é outro.

-Oque foi dessa vez?

-Sequestraram nosso Substituto, e estão ameaçando matar cada um de nos, até que eu e você nos entreguemos a eles.

-Mas por que, não temos mais as dividas, e eu já resolvi todas as minhas pendencias.

-Eles dizem que é por causa de um assassinato que nos ordenamos no passado, eles dizem somente querer resolver pendencias do passado.

-Nos mandamos matar, não, não, não, não, não, aquilo foi um acidente, eu me desculpei, me ajoelhei para o líder deles, implorei por perdão, eu não matei ninguém.

Nesse momento caio de joelhos no chão e começo a chorar, eu não queria que ela tivesse morrido, foi um acidente, eu imploro por perdão todo dia da minha vida, coloco as mão na cabeça tirando o cabelo da frente dos olhos e olho para o Gary, falo:

-Aquilo foi só um acidente não foi, por favor, me diz que aquilo foi só um acidente.

Ele me olha, eu já sabia a resposta, eu sempre tentei negar mas eu tinha matado ela, mesmo que não fosse meu objetivo matar ela, eu matei, essa era a verdade,  não importa quantas vezes eu dissesse para mim mesmo que foi só um acidente, eu sabia no fundo que não foi só um acidente, a verdade é que eu estou fugindo da verdade, bate meus punhos no chão com tanta força que o som reverberou por todo o lugar, as lagrimas caíram do meu rosto, atingindo o chão, eu não conseguia suportar o peso de ter matado ela, por que ela, poderia ter sido qualquer outro menos ela, eu dou um grito então:

-NÃO EU NÃO A MATEI, NÃO ELA.

Volto a bater no chão com todas as minhas forças, bati, bati, bati, até que o Gary gritou:

-ELRIK VOCÊ A MATOU, PARE DE FUGIR DISSO, EU E VOCÊ SABEMOS QUE VOCÊ A MATOU.

Respondi, olhando para ele e mostrando as lagrimas caindo cada vez mais do meu rosto:

-Eu sei, fui eu – bati meus punhos no chão mais uma vez, mas dessa vez foi de puro desespero- EU SEIIIII, eu sei...

-Elrik olhe para as suas mãos, elas estão cheias de sangue, você realmente acha que fazer birra igual a uma criança vai traze-la de volta?

Continuei batendo meus punhos no chão, ignorando oque o Gary havia dito, cada vez que batia os punhos no chão, jorrava uma onda de sangue na minha cara, mas eu ignorava, batia, batia, batia, batia, não conseguia para, era o único modo que tinha de esquecer a dor de tela matado. Continuei a bater meus punhos no chão, até que o Gary não aguentou mais ver o meu mártir, ele me agarrou e impediu que eu pudesse continuar, eu sabia que ele também se sentia culpado, mas ele não tinha passado pela dor que foi vela morrer na sua frente, e essa foi uma dor que eu senti, lutei para me solta, não queria para, não achei que essa dor que senti chegaria aos pês da dor que ela sentiu, gritei:

-ME SOLTA, ISSO NÃO É NADA, ELA SENTIU MUITO MAIS QUE ISSO, ESSA MINHA DOR NÃO CHEGA NEM AOS PÈS DA DOR QUE ELA SENTIU, ME SOLTAAAAAAAA.

Foi então que percebi que enquanto ele me segurava, ele também chorava, as lagrimas caiam pelos cantos do rosto dele, eu parei de resistir deixei ele me soltar por conta própria. Ele demorou um pouco para me soltar, mas me soltou, eu não tinha percebido o quanto eu estava cansado e também não tinha sentido a dor, foi, somente quando meu sangue esfriou que pude perceber isso, no momento que ele me soltou, eu não tive forças para segurar meu corpo e então, simplesmente bate de cara no chão, ele também parecia exalto mentalmente, simplesmente deitou perto de uma das paredes, também continuou a chorar, tentei virar meu corpo varias vezes, mas não consegui, estava exausto e com minhas mãos destroçadas depois de bater tantas vezes no chão, minhas lagrimas estavam se misturando com o sangue das minhas mãos. Depois de uns 15 minutos, consegui voltar a me mover um pouco, finalmente consegui me virar e olhei para o teto, comecei a rir de toda a minha vida, de como era irônica, tudo que eu queria proteger morria, e morria pelas minhas mãos. Depois de alguns bons minutos, o mordomo veio conferir, pois demoramos muito conversando, eu olhei pra ele e falei meio sem voz:

-Por favor, cuide do Gary e de mim, ele pode não parecer machucado mas a mente dele deve estar em pedaços, igual a minha.

-Sim senhor.

-Não me chame...

Comecei a sentir meu corpo a adormece, talvez tivesse sido o sangue que eu perdi, ou só cansaço, demorei um pouco para perceber mas eu estava desmaiando, até que tudo ficou escuro, e eu acordei no mesmo lugar que eu e o Kaleb nos reencontramos, ele estava sentado , rindo, ele não havia me percebido, olhando para um jornal, e oque eu consegui ver me lembrava muito algo, mas não sabia oque, ele ria muito como se aquela matéria fosse piada para ele, de novo tudo ficou escuro e eu acordei em uma cama, olhei para os lados tentando reconhecer onde estava, rapidamente deu para ver que ainda estava no mesmo salão que eu havia desmaiado, mas um pouco mais para o canto, pisquei varias vezes, e comecei a me mover, até que o mordomo apareceu, ele falou calmamente:

-Tenha calma, meu jovem, você acabou de acorda de um desmaio deve estar com as funções do corpo um pouco dormentes.

Consegui falar com um pouco de dificuldade:

-Onde esta o Gary?

-Ele esta bem um pouco abalado mas esta de pé, conversando com alguém no telefone.

-Entendo, era imaginável que ele também ficaria abalado ao lembrar-se dela.

-Vocês devem ter relembrado uma memoria muito dura não é meu jovem?

-Sim, essa é uma das únicas memorias que eu gostaria de ter perdido, ou melhor, que nos gostaríamos de ter perdido.

-Pelo estado que o mestre esta, eu só consigo imaginar.

-É melhor só imaginar, a realidade foi muito pior do que qualquer um pode imaginar.

-Garoto, quantos anos você tem?

-Eu tenho 22 anos por quê?

-Tão jovem, mas tendo passado por situações tão difíceis.

-Espere, chega um pouco mais perto.

Minha visão ainda estava meio turva mas aquele mordomo, não pode ser, a alegria voltou ao meu corpo, fazia mais de 4 anos que eu não o via, ele chegou mais perto e então confirmei, era ele, era o Simon, dei um sorriso imediato e falei:

-Não pode ser você- nesse momento meu corpo acordou de vez e então eu dei um abraço no Simon- Simon se passaram apenas seis anos e você já me esqueceu?

Ele olhou para o meu rosto estranhando, até que percebeu, e falou com um grande sorriso estampado no rosto:

-Mestre Elrik- ele me devolveu o abraço, porem 100 vezes mais forte- Você mudou tanto em apenas quatro anos que eu nem o reconheci.

-Simon, pensei que nunca o veria depois, bem você sabe, depois que eu briguei com o chefe da família que adotou eu e o Gary, que felicidade.

-Elrik, eu nunca abandonaria o mestre Gary, mas eu não esperava encontrar você aqui.

-Sim, considerando que o chefe me deu uma surra nesse lugar há quatro anos, eu normalmente não voltaria, mas fazer oque, a minha vida é pura ironia.

Ele deu uma gargalhada bem alta, foi nesse momento que o Gary percebeu que eu havia acordado, ele veio correndo, e gritou:

-Elrik, AS COISAS ESTÃO PIORANDO, MESMO SENDO UM ASSUNTO DELICADO TEMOS DE RESOLVER, E ASSIM PAGAR MAIS UMA DE NOSSAS PENDENCIAS.

Respondi gritando:

- EU SEI, JÁ ESTOU ME LEVANTANDO.

No momento que fui me levantar, reparei que minhas mão estavam enfaixadas, ignorei, me levantei mais rápido possível e fui na direção do Gary, o Simon veio atrás. Quando cheguei perto do Gary ele já havia pedido um Carro para nos dois, perguntei brincando:

-Qual de nos dois vamos dirigir?

-Hahaha muito engraçado, mesmo sendo ridículo admitir você dirige melhor que eu, então vai ser você.

Dei um sorriso de canto de boca bem aparente, normalmente não sou eu que dirijo, mas quando é emergência, eu dirijo, ele jogou as chaves para mim e então entramos no carro juntos, ele no banco do passageiro e eu no do motorista, liguei o carro e parti. Quando dei a partida falei:

-Minhas armas ainda estão aqui?

-Claro que sim.

Falando isso ele retirou uma sacola do banco de traz, e lá estavam minhas queridas, duas pistolas prateadas, com um cano de 15 centímetros para poder dar uma propulsão melhor para a bala, balas especiais que possuíam um poder muito elevado, e obviamente, meu nome gravado em cada uma. Dei um sorriso gigantesco, estalei o pescoço e falei:

-Estão do jeito que deixei NE?

 -Sim, não mudei nada nas configurações dela e nem tentei reajusta nada.

-Elas tem um pouco de poeira, enquanto eu dirijo você vai limpando a poeira delas ok?

-Pode deixar.

E assim fomos pelo resto do caminho, ao chegar no  galpão,  eu peguei minhas armas e coloquei elas na minha cintura, mostrando que estava armado, assim pelo menos teria alguma segurança, sai do carro ao mesmo tempo do Gary, começamos a andar, ele também havia trago a arma dele, uma katana feita puramente de um metal muito raro que possuía a aparência de prata, o corte da katana era o mais preciso que eu já tinha visto, me lembro dele cortando pedaços enormes de madeira com essa katana, o Gary também havia gravado seu nome na lamina, ele gostava tanto daquela katana que até mesmo a deu um nome, acho que era Angel. Quando chegamos mais perto do galpão vi que havia dois caras parados na porta, eu falei com o Gary:

-Como nos devemos chegar?

-Como sempre, chamando o nosso bom e velho amigo Jonathan, e sim vamos chegar dando aquela festinha.

Ele me jogou carregadores, e então comecei a atirar nos caras que estavam na porta. Pedi para o Kaleb liberar meu poder de ver o futuro, meu olho esquerdo começou a brilhar um dourado mais vivo, e então consegui prever os movimentos dos meus inimigos, o Gary não ficou para traz ele saiu correndo na direção dos inimigos, esquivando dos tiros, nem mesmo eu imagino como ele conseguiu, provavelmente ficou treinando todo dia durante os seis anos que estive longe de minhas armas, quando chegou perto a única coisa que tinha era os dois caras caídos, e eu falando:

-Acho bom ser mais rápido da próxima vez.

-Muito engraçado, vai transforma isso numa aposta?

-Como na nossa infância, sim, vou transforma isso numa aposta.

-Então está bem, vamos ver quem derruba mais inimigo?

-Você leu minha mente NE?

-Não, eu não sou igual a você que tem poderes especiais.

Dei um sorriso, e comecei a correr, quanto mais rápido chegasse mais pessoas poderia derrubar, o Gary veio logo atrais, ele é mais agiu então me alcançou facilmente, mas não conseguiria me passar, no momento que chegamos perto da porta olhamos um pra cara do outro e soubemos oque fazer, Falei:

-É hora da festa.

E assim nos demos um chute na porta que era dupla, mas, não foi um chute normal, foi um chute que chamou a atenção de todos dentro do galpão, e então gritamos:

-CHEGAMOS JONATHAN, CADE VOCÊ?

Então só vimos todos olhando para nos, e a única coisa que veio há minha cabeça foi que felicidade de voltar pra cá. A partir desse momento a única coisa que eu consegui ouvir foi tiros, e de todos os lados, comecei a correr, e me escondi atrás de uma pilastra, olhei para o lado e vi o Gary correndo na direção dos nossos inimigos, aquele cara é louco, mas é um louco genial, se ele acabasse com todos os inimigos, não haveria como eu ganhar, desgraçado, ele realmente acha que não farei nada, sai do meu esconderijo e comecei a atirar, balas perfeitas cravadas no meio da testa de todos os inimigos, voltei a olhar para o Gary, e vi que a cada passo que ele dava 10 inimigos caiam, bem acho que é hora de levar um pouco mais a serio, pedi para o Kaleb desabilitar minha habilidade de ver o futuro, ela me cansava muito e assim não dava pra atirar muito rápido, nem correr muito rápido, que eu já estava exausto, no momento que ele desabilitou a minha habilidade alcancei o Gary em um piscar de olhos, e todos os inimigos ao meu redor caiam, até que minha munição acabou, eu retirei fazendo um impulso para baixo, os dois cartuchos caíram no chão, eu rapidamente joguei minhas armas para o alto e peguei dois outros cartuchos, no momento que as duas armas caíram eu as peguei e coloquei os cartuchos no mesmo momento, então pude voltar a atirar, quando chegamos no final do galpão olhei para traz e não havia um inimigo de pé, voltei a olhar para frente e vi o Jonathan batendo palmas, era claro que ele já esperava isso, então ele falou:

-Então vocês vieram, pensei que fugiriam igual da ultima vez.

Olhei para ele e falei:

-É você esta certo da ultima vez eu fugi, mas quer saber de algo, é divertido ver psicopatas tentando te matar.

-Vocês não mudaram continuam covardes, qual a graça de eu colocar um monte de inúteis para vocês matarem, e vocês não matarem nenhum.

-Desculpa, acho que não seria muito útil fazer uma sangria, pelo menos não hoje.

Nesse momento todos os inimigos que eu e o Gary derrubamos se levantaram, eles iam voltar atacar, mas o Jonathan falou:

-parem, vocês seus inúteis, nunca seriam capazes de derrotar esses dois.

Ele fez um sinal com a mão, parecendo chamar um dos caras para perto, e pegou uma bala que estava ainda na roupa desse cara, pegou e apertou passou uma das mãos na cara e falou:

-Serio balas de borracha, pelo menos tivessem usado balas de verdade para eu poder ver um pouco de sangue, bem acho que vou ver sangue de qualquer jeito.

Ele pegou a bala de borracha e jogou numa porta perto do lugar que ele estava, então um homem forte entrou por ela, ele parecia um monstro de tão forte, de novo o Jonathan falou:

-Hora do Show, abram espaço, teremos um belo Show hoje.

Então todos aqueles que eu e o Gary havíamos derrubado abriram um espaço, eu falei:

-Deixa eu adivinhar, é para agente matar esse cara ne?

-Sim, em falar nisso- ele fez um sinal com a mão e aquele brutamonte lançou o Gary para longe, e então dois caras o seguraram e o algemaram- Não vai ser uma luta desigual de dois contra um.

-Desgraçado- dei um sorriso mas não um sorriso irônico nem nada do tipo, meu sorriso e meu olhar foram de fúria, ele mesmo ficou quieto por alguns segundos- Bem se você quer ver sangue, você vera.

Tirei o cartucho de balas de borracha, e coloquei um com as minhas balas, coloquei uma na cintura e falei:

-Não preciso de duas para acabar com esse brutamonte- com minha mão livre eu apontei para o Jonathan, fingindo que minha mão era uma arma- e também não preciso de duas pra acabar com você.

No momento que o Jonathan anunciou o inicio da lutar, eu já acabei com ela dando um tiro em cada perna do brutamonte, ele caiu de joelhos e eu fui andando calmamente para perto dele, quando cheguei bem perto coloquei a arma bem no meio da testa dele e falei:

-Será que te deixo vivo.

Então cheguei perto do ouvido do brutamonte e falei:

-Finja de morto.

Então dei um tiro na cabeça dele, ele caiu no chão, o Jonathan voltou a aplaudir e falou:

-Parabéns, pena que vocês dois vão morrer.

Ele fez um sinal com a mão e todos os inimigos levantaram as armas. Antes que pudesse mandar atirar eu corri na direção dele e peguei ele pelo pescoço, usei toda a minha força, mas consegui levanta-lo, coloquei a arma na sua boca e gritei:

-VAMOS MALDITOS ATIREEEEEEEEEM, OU ESTÃO COM MEDO DE MATAR O CHEFE DE VOCÊS?

-Você realmente acha que ainda sou o mesmo de quatro anos atrais?

Ao falar isso ele me da uma cotovelada, muito mais forte do que eu esperava, não aguentei e o soltei, senti algo subindo tentei segurar, mas não consegui, quando olhei novamente eu havia vomitado sangue, coloquei a mão na boca, o Jonathan havia ficado muito mais forte, eu não esperava isso dele, voltei a me ergue e falei:

-Então você treinou para ficar mais forte- eu juntei saliva e cuspi, estava limpando minha boca do sangue, mirei no sapato dele- acho que vou me divertir.

Recarreguei minha arma, que dês do momento que eu havia atirado no brutamonte estava vazia, daquele momento em diante eu simplesmente blefei. Coloquei balas de verdade, e o olhei com um olhar cheio de energia, ele me olhou com o mesmo olhar, ele falou:

-Acho que alguém não vai sair vivo daqui, e eu posso dizer que esse alguém que não vai sair vivo será você.

-Discordo, essa pessoa será você.

Levantei minha arma na direção dele e atirei, ele escapou, e falou:

-Não vai esperar eu pegar minha arma.

-Vou, só queria lhe dar um aviso, de que não estou para brincadeiras.

-Igual no dia que matou minha irmã?

-Não, já te disse aquilo foi acidente, oque eu vou fazer com você não será acidente.

-Pare de dizer que foi acidente, você a matou sem piedade, eu vi com meus olhos, você nem sentiu remorso no momento, como pode chamar isso de acidente.

Gritei:

-NÃO É COMO SE EU QUISESSE TER MATADO ELA, MAS EU MATEI, TODOS ERRAMOS E A MORTE DELA FOI O MEU MAIOR ERRO, PARE DE AGIR COMO UMA CRIANÇA CHORONA E ACORDE PRA REALIDADE.

-EU NÃO ESTOU AGINDO COMO UMA CRIANÇA CHORONA, EU SÓ ESTOU EM BUSCA DE VINGAR A MEMORIA DELA.

-PARA DE FALAR QUE É EM MEMORIA DELA, SE ELA QUISSESE QUE EU MORRESE ALGUM DIA, TERIA ME MATADO, VOCÊ SÓ QUER DESCULPAS PARA REALIZAR SEUS DESEJOS.

-VOCÊ VAI MORRE AQUI E HOJE, E DEPOIS QUE VOCÊ E O GARY MORREREM EU IREI CAÇAR CADA PESSOA DA SUA GANGUE.

-ISSO SE VOCÊ GANHAR, MAS NÃO IRA ACONTECER.

Assim ele pega a arma dele, que era uma espada das lendas japonesas, se chamava Worochi, já tinha ouvido falar dela, e de alguns relatos de sua existência, mas nunca pensei que era real, e agora me deparo com a real, se me lembro bem ela tinha um grande poder, maldito queria me matar com uma arma divina, quando ele pegou a arma eu falei:

-Então acha que por possuir uma espada divina pode me matar facilmente?

-Sim, e não ache que eu não fiquei sabendo do despertar do Kaleb.

-COMO VOCÊ SABE DISSO?

-Todos os contratantes poderosos perceberam o despertar dele, como não perceber o desperta de tal poder.

-Você também é um contratante, e ainda por cima é poderoso?

-Você por acaso é um novato ou oque?

-Sou um novato, mas um novato que vai te derrotar.

Cansei de conversa, mirei na direção dele e atirei, ele fez um movimento com a Worochi e cortou a bala como se não fosse nada, decidi que eu precisaria do poder do Kaleb, era impossível eu lutar contra um contratante sem o Kaleb, em minha mente eu gritei enquanto corria para me esconder longe do Jonathan, o Kaleb respondeu rapidamente, falando:

-Mestre oque ouve?

Comecei a conversa mentalmente enquanto fugia do Jonathan, respondi o Kaleb:

-Kaleb, preciso que você libere mais poder, não importa do que aconteça com o meu corpo depois, mas se não usar mais poder agora, eu morrerei, sem ter mudado o passado.

-Mas, Elrik, você pode morrer na hora caso seu corpo não suporte.

-Eu morrerei para o Jonathan caso eu não use uma grande parte do seu poder.

-Mestre, caso seu corpo entre em colapso você ira virar uma bomba relógio que explodira assim que seu sangue esfriar, e caso não exploda você entrara em estado vegetativo.

-Eu entendo, mas eu terei pelo menos chance de salvar as pessoas que são importantes para mim.

-Mesmo que me doa dizer isso, eu liberarei 5% de todo o meu poder.

-Kaleb, só 5%?

-Elrik, naquela noite eu liberei apenas 2% e já causei aquele estrago, 5% é muito mais do que qualquer pessoa normal conseguiria suportar.

-Seu poder então atingi dimensões tão grandes?

-Por que acha que você é tão especial, você foi à única pessoa que suportou mais de 1% de meu poder.

-Como eu posso usar esse poder?

-Você descobrira, mais vou dar uma dica, não o use para ir muito longe, caso você tente ir muito longe você tem a possibilidade de morrer por estar suportando tanto poder e ainda o levando ao estremo.

-Ok.

Voltei a realidade, senti meu corpo muito mais forte, cheio de energia, um poder que imaginei ser impossível, ser alcançado. Após alguns segundo me sentindo tão poderoso, eu tentei criar uma arma de trevas, foi muito fácil, foi então que percebi, onde estava o Jonathan me atacando? De uma hora para outra percebi que o tempo estava parado, aproveitei e criei mais uma arma de trevas, no final eu estava com duas pistolas de trevas, estalei meus dedos e o tempo voltou a correr normalmente, quando ele voltou a correr dei um tiro na parede, que estava ao meu lado, no momento que a bala se chocou com a parede foi criado um buraco negro que desapareceu com aquela área da parede, aquilo seria capaz de destruir qualquer coisa, mas eu não queria destruir o ser que havia feito um contrato com o Jonathan, então pensei em um meio de conseguir apenas causar danos no Jonathan, foi então que percebi, oque o Kaleb quis dizer com “Não o use para ir muito longe” só poderia significar que eu poderia me teletransportar, e talvez teletransporta outras coisas, era isso, eu só precisava ter certeza de que eu havia adquirido a habilidade de teletransporte dei outro tiro na parede, o único conector direto com o plano sobrenatural que eu tinha era o meu olho, então só poderia ser ele a chave do teletransporte, foquei meu olhar na bala e a imaginei batendo na pilastra atrais de mim,  e foi oque aconteceu, um buraco de minhoca, se assim posso dizer, se abriu diante da bala e outro se abriu diante da pilastra, a bala entrou no buraco que apareceu diante dela e saiu no que havia aparecido de frente para a pilastra foi quase instantâneo, se eu não esperasse por isso não teria percebido. E assim meu plano estava formado, mas ainda havia um detalhe que eu teria de arriscar, mas agora era tudo ou nada.

Sai de trais da pilastra e larguei minhas armas de trevas para trais, as jogando no ar, distrai para que não notassem que eu havia jogado elas no ar dando tiros, com minhas pistolas normais, fui em direção sem me desviar, quando ele fez o movimento para atingir a espada no meu ombro, eu criei um buraco de minhoca a minha frente e criei outro no espaço que havia se aberto pelo ataque do Jonathan, rapidamente virei meu olhar para trais e criei um portal de minhoca embaixo das minhas pistolas de trevas a saída desse buraco de minhocas era bem em cima das minhas mãos, tudo deu certo, no momento que as minhas armas de trevas chegaram eu as mirei na barriga do Jonathan e falei:

-Esta acabado.

O galpão inteiro ficou em silencio, o inesperado aconteceu, eu havia ganhado do Jonathan, ele olhou para baixo e reparou que eu estava lá, ele parecia não ter notado o buraco de minhoca, ele gaguejou:

-Co...Co...Co...

-Como eu consegui chegar aqui, simples o Kaleb me deu um pouco mais de força.

O Gary gritou do outro canto da sala:

-Elrik, MANDA ELES ME SOLTAREM LOGO.

- OK- voltei a falar com o Jonathan- mande seus capangas libertarem o Gary.

Ele estava em choque mas conseguiu manda que libertassem o Gary, quando o Gary chegou mais perto falei:

-Vamos agora, pegue as correntes que usaram pra te prender e amarre o Jonathan, ainda não tivemos a chance de conversa mesmo.

Assim que algemamos o Jonathan, e começamos a ir em bora, foi então que me lembrei do brutamonte, e gritei para ele:

-BRUTAMONTE PODE LEVANTAR, JÁ DERROTEI SEU CHEFE.

Ele se levantou com muita raiva, mas não podia fazer nada, estávamos com o chefe dele, fomos andando até chegar ao carro quando chegamos lá falei para o Gary dirigir, ele estranhou, mas começou a dirigir, joguei o Jonathan no banco de traz e fomos até a casa onde estávamos, quando chegamos lá o Simon cuidou de segurar bem o Jonathan, e no momento em que eu ia começar a conversa com ele, eu senti uma dor extrema, vi um clarão, talvez eu fosse morrer como resultado do uso de tanto poder. Após esse clarão eu não estava mais na mesma casa, talvez tivesse morrido, foi então que vi algo não muito normal, parecia uma entidade, eu ia falar, mas ela falou antes, ela disse:

-Elrik...

Continua...



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