História O diário de Susan Duarte - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Diário, Originais, Susan Duarte
Visualizações 9
Palavras 1.968
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi paredes como vão vocês?
parece q ngm gostou da minha historinha então vou postar só por postar msm :'(
sabe, vou atualizar agora só mês que vem, sei lá vai q uma alma caridosa pelo menos visualiza isso aqui q eu chamo de história kkkkk
cada ''k'' é uma lágrima... Isso q dá escrever história original, até minhas historinhas do bangtan eram menos flop.
(falando com as parede)

Capítulo 2 - Coisas que nunca mudam


Sair não estava nos meus planos, mas Lara insistia tanto que acabei cedendo, parabéns Lara por seu poder de persuadir as pessoas pelo cansaço, ela falava sem parar.

  –Tudo bem! -Quase gritei, quase, pois meu tom de voz se pudesse ser medido no volume do seu fone de ouvido não passaria do dez- Eu vou, mas sem tentar me ajudar tudo bem? Já estou bem crescidinha, acostumada com rejeição, mas todo dia é cansativo.

  –Do que as meninas estão falando? -Esse era Carlos, o nosso amigo, era do tipo inteligente e dedicado assim como eu, mas gostava de bancar o garanhão às vezes, fico me perguntando se a sua amizade comigo seria para ajudá-lo com as outras garotas. É para isso que servem as amigas feias, não é?

  –Vamos sair hoje, tem um parque temático em frente ao shopping, que tal?

  –Eu topo! –Levantou a mão como se aquilo se tratasse de uma votação.

  –Eu não sei gente, nem tenho nada para vestir...

  –Nem se preocupe com isso, tem algumas roupas lá em casa que você deixou e eu tomei a liberdade de reformar algumas, mais tarde você passa lá e a gente se arruma e depois o Carlos vai buscar a gente.

  –To sentindo que alguém vai dar um tapa no visual hoje. -Disse Carlos me dando um tapinha nas costas.

–Só por um milagre para que eu possa melhorar. Não se iluda.

Disse enquanto sorria mais descontraída, era a melhor parte de se ter amigos onde você pode ser você mesma.

  Depois disso assistimos a todas as aulas e recomendações exaustivamente, estávamos no nosso último período de jornalismo e como éramos os mais centrados da sala já havíamos feito uma boa parte da defesa do trabalho de conclusão de curso, poderíamos aproveitar como bem entendêssemos o tempo livre, apesar da correria eles sempre davam um jeito de esfriarem a cabeça.

  Finalmente chegou a tarde e com ela toda a empolgação de Lara para sair, fomos direto para sua casa enquanto Carlos ainda resolvia algumas pendências na reitoria da faculdade, coisas como retiradas de certificados e toda a baboseira que nos empurram com a desculpa de amplificar o nosso currículo. Já eram cinco da tarde e Lara insistia que eu deveria usar o vestido mais curto já que o meu visual se resumia a calças largas e casacos que iam até a metade da coxa e quando usava saia não podia chegar acima do joelho, eu sabia que com o término do curso e a escolha por ser jornalista influenciaria muito na minha carreira principalmente minha aparência, talvez eu use esse argumento como desculpa para algumas mudanças do meu guarda roupa e mal gosto para moda.

  –Que tal soltar esse cabelo que só vive preso, você parece uma velha.

  –Não acho uma boa ideia, ele não está penteado, nem tenho tempo de penteá-lo...

E antes de terminar a frase lá estava ela puxando meus fios, só sei que no final de tudo e depois de muita luta, fios arrancados, gritos e muita dor eu estava do jeito que ela queria, ou quase.

Mulher definitivamente nasceu para sofrer.

  Olhei-me no espelho um pouco surpresa, não é que ela tem o dom? Mas só foi eu sorrir para o encanto acabar, maldito aparelho! Esperei ela virar as costas para prender novamente o cabelo, eu estava ridícula com ele solto ainda mais quando sorria.

  –Ah não Suh, por favor, solta!

  –Eu acho que fica melhor assim... Sabe o aparelho não tá ajudando. -Apontei para o mesmo.

  –Na segunda vamos tirar esse museu da sua boca e dar uma nova cara a nossa futura jornalista.

  –Eu vou pensar no seu caso. –disse enquanto me olhava no espelho estranhando a maneira que o vestido desenhava minha cintura, eu nem sabia que tinha uma, na verdade eu tinha medo de saber- Eu vou levar o casaco, vai que faz frio lá.

  Eu queria mesmo era me cobrir, me sentia nua, bonita, mas nua. Eu não estava preparada psicologicamente para encarar as pessoas na rua com roupas que eu nunca imaginei que usaria.

  Pedi uma sapatilha emprestada que combinasse com o vestido e pedi para que Lara me ajudasse na minha palidez, sem exagerar claro! Nada que uma dose de rosa nas bochechas não resolvesse.

  –Tenho que confessar Suh, modéstia à parte eu tenho o dom. Mesmo com tão pouca coisa você está tão diferente, tirando esses óculos e esse aparelho você é linda, os caras que não enxergam, até o Carlos já comentou isso.

  –Não exagera. –Corei na mesma hora, não estava acostumada com elogios- Você está muito bonita, tem algo que queira me dizer? Algum carinha que vai encontrar?

  –Sim! –Disse animada- Mas não é certo que a gente fique junto, ele é meio tímido. Não sei se você o conhece, ele se chama Peter, é do curso de engenharia.

  –Nossa um engenheiro! Quem diria que a senhora Lara já está planejando o futuro.

  Rimos juntas e logo ouvimos Carlos buzinar na porta da casa de Lara, peguei o casaco depressa a fim de me cobrir, já estava desconfortável o bastante deixando minhas pernas a mostra. Chegando no carro vi um Carlos boquiaberto.

  –O que fez com a Susan?

  –Não fiz nada, ela já nasceu assim oras!

  Estava tão evidente assim?

  –Vamos andando né... –disse enquanto me encolhia no banco de trás.

  Não que eu fosse muito tímida, mas perceber Carlos olhando pelo retrovisor como se quisesse constatar que era eu mesma que estava ali me deixou um tanto sem graça, ele me olhava sério como se quisesse dizer alguma coisa, talvez fosse uma forma dele demonstrar a surpresa, quem não ficaria surpreso? Até eu fiquei.

  O parque era bem movimentado, e por sorte fazia frio, o que me fez colocar o casaco sem ter que dar alguma explicação sobre meu desconforto, não posso dizer que não estava me divertindo, de fato estava, mas sabe quando a gente cansa de segurar vela? Pois é Lara e seu “ficante” Peter, que eles se resolvam logo!

  Carlos estava em uma fila para comprar algodão doce e alguns tickets para brincar em alguns brinquedos, à nossa frente havia um grupo, alguns caras que estavam jogando tiro ao alvo, um deles estava olhando para mim o que fez Lara dar um piti e eu me sentir cada vez mais deslocada do mundo.

  Um deles estava se aproximando.

  –Percebi que meu amigo está reparando bastante em você. –Disse o cara de olhos claros.

  –Sério? –Sorri surpresa, porém lembro-me que não deveria ter feito isso, minha cara estava horrorosa, da mesma forma na qual eu me lembro de ter refletido o espelho mais cedo, o que fez com que o rapaz olhasse para trás e risse com os outros.

  O que estava com o rifle de brinquedo na mão gritou enquanto atirava as bolinhas de plástico em mim.

  –Meu Deus o que é isso? Uma capivara? De onde saiu esse ser?

  Se já fui humilhada em público? Várias vezes, incontáveis, já senti na pele a rejeição, mas e quando você tem uma pontinha de esperança de que está no mínimo apresentável isso parece não fazer sentido, aquela cena para muitos não faz sentido, não até ver de quem se trata, eu jurava estar um tantinho bonitinha, jurava que poderia me sentir confiante até mesmo encontrar alguém, sim, existia essa possibilidade, lá no fundo bem no subterrâneo do que chamamos de esperança. Poderia cavar um buraco para me enterrar ali mesma e escrever uma lápide com o dizer: aqui jaz uma capivara, ser dos infernos que decidiu a sorte num mundo cruel.

  Mas não tinha como, por um momento desejei que aquele rifle de brinquedo tivesse se transformado e estourado meus miolos, seria menos vergonhoso que ver todo mundo rindo de mim daquela forma, logo as pessoas ao redor estavam ali rindo enquanto apontava o dedo em minha direção, parecia ser tão normal para eles. Tanto trabalho para nada!

  Corri para o carro onde Carlos havia estacionado, abri a porta do fundo e me joguei no banco com as pernas para fora, chorei sim, mas não por ter sido humilhada mais uma vez, chorei, pois, me sentia fraca e incapaz de revidar, chorei com a intenção de morrer sufocada com minhas próprias lágrimas, eu já disse sou uma pessoa sensível, mas não sintam pena de mim, pena é o pior sentimento do mundo, embora isso não importasse naquele momento.

  Não sei exatamente por quanto tempo permaneci ali quando ouvi uma voz chamando pelo meu nome, não respondi, não queria que ninguém atrapalhasse meu suposto suicídio, não queria que me vissem naquele estado. Senti uma mão puxando meu pé, era o Carlos.

  –Lara me disse o que aconteceu, você está bem?

  –Me deixa em paz, eu quero morrer e quando eu conseguir isso você vai poder perguntar se estou bem ou não. –Disse com a voz ainda embargada, sem muita vontade de prosseguir com a conversa.

  –Posso pelo menos sentar no banco, você está tomando todo o espaço.

  Fiquei muda, esperando ele sair, mas ele continuou.

  –Tudo bem então. –Ouvi o carro baixar ele estava entrando no carro, mas não em qualquer outro espaço, ele estava invadindo o meu espaço, só percebi quando ele já estava encima de mim colocando todo seu peso.

  –O que pensa que está fazendo? –Tentei me livrar dele, empurrar, mas o espaço era muito limitado para isso e ele sorria com a situação.

  –Estou tentando abraçar uma pessoa que não quer ser abraçada, mas mesmo assim eu estou fazendo porque eu me importo com ela, embora ela seja só um pouquinho egoísta e queira sua presença só para si mesma.

  –Isso não tem graça está me sufocando! –Eu não conseguia sorrir, estava machucada demais para isso, talvez eu estivesse fazendo alguma carranca engraçada já que o pecebi rir mais ainda.

  –Só saio daqui quando você retribuir.

  –Então vou morrer sufocada, obrigada pela ajuda.

  –Por nada...

  E ficou um silencio estranho ali dentro, eu encolhida no banco tentando encontrar ar enquanto ele estava ali encima de mim com a cabeça apoiada em minhas costas e seus braços abraçando meus ombros, seus cotovelos estavam encostando-se em meus quadris aquilo doía mas ainda assim era suportável. Demorei para perceber que aquela posição era um tanto estranha até porque nossos pés estavam do lado de fora e fora a primeira vez que um cara chegou tão perto assim de mim, não que eu sentisse algo por Carlos, mas imaginem uma mulher de vinte e seis anos, que nunca teve um homem perto o suficiente, tendo seu melhor amigo numa posição digamos um pouco constrangedora. Sim eu estava paranoica, carente e extremamente sensível e isso não era nada bom.

  Isso é mau! Muito mau!

  –Tudo bem já pode sair de cima. -Quebrei o silencio tirando qualquer ideia da minha cabeça pervertida.

  –Vai me dar o abraço? -Disse ele num tom de voz um tanto quanto rouco enquanto apoiava o queixo na curva do meu pescoço, tudo bem o que ele está querendo?

  –Sim.

  Foi só o que conseguir dizer depois de sentir ele sorrindo pelo nariz enquanto saia de cima de mim e só foi eu me sentar para que ele viesse e me tascasse um daqueles abraços de urso.

  –Vai ficar tudo bem, eles eram uns babacas que não sabem quem você realmente é. –disse ele que logo depois sorriu- Eu deveria fazer isso mais vezes.

Torci para que ele estivesse referindo-se ao abraço, eu simplesmente fiquei ali parada e encolhida esperando que ele me soltasse logo justamente para evitar acidentes e eu não me referia a acidentes que envolvessem duas pessoas fisicamente, mas sim dois órgãos palpitantes, mais especificamente o meu já que é para isso que ele serve e assim se prolongar numa jornada extensa, dolorosa e solitária.

Tudo bem Susan, é só um abraço nada demais.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...