História O diário de Susan Duarte - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Diário, Originais, Susan Duarte
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Palavras 1.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


oi oi vc que comentou! é vc msm! obrigada, alma caridosa! Ganhou meu coração e uma paçoca! kkk
~Too-run (Alana) o nome, desculpa por não responder em tempo hábil, boa leitura!

Capítulo 3 - As lentes da verdade


  Sabe aquele friozinho na barriga que você sente quando alguma coisa estranha acontece? Ou quando algo novo e totalmente excitante te instiga? Eu me sentia assim, -eu não queria me sentir assim- e não demorou muito para que Carlos percebesse.

  –Porque a cara de assustada?

  –Nada... Só acho que você não está no seu normal.

  –Só estou fazendo meu papel de amigo, e cá entre nós eu sou um ótimo amigo. –Disse ele tirando a presilha que estava prendendo toda aquela moita, embora Lara tivesse dado um jeito nele não seria nada legal andar por aí parecendo uma leoa penteada- Vamos lá tira esses óculos e vamos mostrar para aqueles caras a besteira que eles fizeram.

  –Eu só quero ir para casa e esquecer isso, agora me devolve minhas coisas eu não estou enxergando nada!

  –Não Suh, eu falo sério quando digo que deveria tentar dar a volta por cima, até porque você é linda só ainda não sabe.

  –Para de mentir! –Gritei, dessa vez de verdade, não por estar com raiva, mas por estar extremamente corada.

  Por sorte a iluminação era pouca, meu rosto estava vermelho de vergonha, eu só via um borrão onde Carlos parecia me olhar sério e um pouco assustado, me culpei por dentro, era a última coisa que eu queria, mas ele logo abre um sorriso e retorna a brincar com meu cabelo ainda solto.

  –Tudo bem vou te levar em casa, mas isso aqui fica comigo.

  –Mas não enxergo sem eles!

  –Você se vira, você já me ajudou tanto eu estou disposto a te ajudar. Uma troca de favores.

  Não tive certeza, mas parecia que ele estava com a mão estendida, eu não enxergava nada e ele parecia se divertir com a situação. Chegando na porta de casa eu abro a porta do carro ainda meio cega e saio tropeçando feito uma tonta e o que me deixa irritada não é o fato de não poder andar direito, mas o fato dele ainda estar no carro rindo alto da minha situação.

  –Está vendo o porquê que eu não vivo sem eles? E agora você está aí rindo da minha desgraça!

  –Eu te levo até lá. –Disse ele descendo do carro enquanto ainda recuperava o fôlego, veio até mim e me segurou de lado como se eu estivesse bêbada.

  –Obrigada, mas ainda preciso deles.

  –Isso aqui? ­–ouvi algo quebrando na minha frente, não acreditei que ele tinha sido capaz disso!

  –Seu filho da mãe me devolve! –Eu o xingava enquanto batia com os punhos fechados na sua barriga, o que era inútil.

  –Vem cá eu acho que precisa de outro abraço, amanhã eu trago outro te prometo. –Disse ele me puxando para si me fazendo ter uma daquelas sensações mais uma vez. Okay, eu estava sentindo alguma coisa pelo Carlos de uma forma muito rápida ou era só minha carência excessiva? De fato, eu estava vulnerável, até demais.

  –Tudo bem, pode me soltar agora...

  –Porque? Abraços fazem bem e parece que você não gosta da experiência, pessoas não soltam farpas quando fazem isso, pode relaxar.

  Fiquei em silencio e esperei que ele me soltasse, quando finalmente o fez eu evitei olhar para ele, ou era isso ou eu iria corar mais uma vez. ‘’ Não seja estranha Susan, não mais do que já é, qual é ele é o Carlos seu amigo desencana! ’’

Não que o Carlos não fosse atencioso, ele sempre foi, mas comigo ele tinha certo receio de chegar mais perto pelo simples fato de eu nunca permitir e ter medo de aproximações, e com razão, mas não me lembro de ter dado a liberdade a ele de me abraçar quando bem quisesse, talvez aquele momento no carro tenha dado a brecha que ele precisava.

E agora? É sentar e chorar, seria o mais sensato, pois se eu bem me conheço sei que vai dar muito errado.

  –Fica bem e nada de chorar a noite toda, se quiser pode ligar para mim não existe só a Lara de amiga não tá?!

  –Tudo bem, obrigada.

  Fechei a porta e fui para meu quarto enquanto tateava as paredes para me desfazer daquelas roupas, meus pais já dormiam então tinha a casa só para mim fui até a cozinha e preparei algo para comer, voltei para o quarto e me livrei daquela maquiagem ridícula, não que eu seja masoquista, mas parei mais uma vez em frente ao espelho.

  –Nunca vai ter jeito... –sussurrei.

  Tomei um belo de um banho e vesti meu pijama com listras amarelas e me joguei na cama ainda com a sensação do peso de Carlos sobre mim, isso seria normal ou eu estava começando a sentir algo por ele?

  ‘’Não seja burra Susan ele disse, apenas amigos, somos amigos, é o que um amigo de verdade faz...’’

  Liguei mais uma vez meu radio na estação deprê onde dessa vez tocava Russian Red, um som bem nostálgico e me fazia esquecer daquele dia desastroso, peguei no sono antes do refrão de Timing is crucial.

  Acordei mais cedo que o previsto, tive tempo o bastante para me recuperar do sono e ir encarar a água do chuveiro logo cedinho, naquele dia eu teria apenas duas aulas, olhei meu celular onde tinham dez chamadas não atendidas da Lara, acho que ela estava preocupada, só acho... vesti-me como de costume afastando da cabeça a ideia de poder dar uma repaginada, no fundo eu sabia que seria cada dia mais desastroso caso eu pensasse em algo, saí de casa antes dos meus pais acordarem e fiz o caminho até a faculdade a pé e a passos lentos. Não estava disposta a andar como uma louca até porque estava sem meus óculos e eu mataria Carlos se algo me acontecesse.

  Cheguei na sala antes de qualquer aluno entrar coloquei os livros sobre a mesa sentando na cadeira e logo depois deitando a cabeça sobre eles, se eu pudesse apagaria tudo da minha memória e até nasceria em outro corpo, um outro no mínimo apresentável, era visível que eu não estava no meu melhor dia. Juntei meus braços encima da mesa e coloquei a cabeça sobre eles até dar o horário da primeira aula, começar logo e terminar mais rápido ainda.

  –Bom dia Ursinha triste. –Disse uma voz animada enquanto depositava um beijo em minha cabeça.

  –Bom dia só se for só para você e me deixa eu não esqueci o que você fez ontem quero ficar sozinha.

  –Trouxe um presente pra você. –Pela sua voz ele parecia querer se redimir olhei por uma brecha seu rosto e o mesmo sorria de canto com uma caixinha na mão.

  –O que é isso? –Levantei-me limpando o rosto e ainda confusa.

  –Olhos novos! –Sorriu colocando a caixinha na minha frente, pequena demais para um par de óculos e lentes de contato estava fora de cogitação.

  –Não mesmo!

 


Notas Finais


Isso é tudo, espero que esteja gostando, até semana q vem!


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