História O diferente envelhecer - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Seraph of the End (Owari no Seraph)
Personagens Ashuuramaru (Asura Tepes), Mikaela Hyakuya, Shinoa Hiiragi, Yuuichirou Hyakuya
Tags Mikaela, Mikaela Hyakuya, Mikayuu, Owari No Seraph, Seraph Of The End, Yaoi, Yuichiro Hyakuya, Yuuchirou
Visualizações 43
Palavras 1.054
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boaaaaaa tarde, fofurinhas do meu coração!

Quem é vivo sempre aparece, né? uahsuahsuahs
Por isso estou aqui, desculpa o famoso atraso e não desistam de mim >.<

Boa leitura!

Capítulo 4 - 20h 42min: silêncio


Os olhos verdes estavam arregalados pelo susto e pela preocupação que Yuichiro expressava.

As pálpebras dos olhos rosáceos se fecharam forte quando o corpo sentiu a dor agoniante percorrer cada nervo.

— Mikaela, você está bem? — Questionou, enquanto colocava o outro sentado no assoalho da própria banheira com as costas apoiadas na lateral desta.

Devido a toda a movimentação, a cadelinha acordou, começou a latir e arranhar a parte de fora da banheira, inquieta querendo saber o que ocorria ali.

— Está tudo bem, pequena. — Disse Mikaela a cachorrinha, sorrindo pesaroso.

— A última coisa que está é “tudo bem”. — Interveio Yuu massageando, embaixo da água, um joelho do loiro de cada vez. — É falta de sangue, não é? Você tomou hoje?

— Para com isso, Yuu, minha mão estava molhada, eu escorreg-

Você tomou hoje?

— Eu já disse que escorreguei.

Yuichiro sabia que Mikaela estava mentindo, ele não havia escorregado por causa da mão molhada, na verdade, antes fosse pela mão molhada. O grisalho sabia que o parceiro não diria a verdade, então ele teria que apelar. Particularmente, não gostava de ter que fazer isso, mas Mikaela parecia pedir por isso às vezes.

Depois de terminar de massagear a região dos joelhos, Yuu se apoiou nas barras laterais presas a parede para sair da banheira, pegou a toalha, secou-se,  vestiu o roupão e andou em direção a porta chamando Sekai para ficar junto de si.

— Eu já volto. Só… fiquei aí até eu voltar.

E Mikaela retirou o resto de xampu que residia em seus cabelos e aguardou pacientemente o retorno de Yuu, o qual foi indicado pelo barulho na maçaneta da porta. Em seguida, Yuichiro entrou deixando a cachorrinha do lado de fora do cômodo.

— Okay, Mika, você sabe que eu não queria estar tendo que fazer isso.

— Yu-chan… eu já disse...

— Mikaela. — Chamou Yuichiro ao se ajoelhar na tapete felpudo em frente a banheira e fazer o loiro olhar para seus olhos verdes quando puxou delicadamente o queixo dele em sua direção.

Assim, Yuichiro apoiou uma das mãos na borda da banheira e, com a outra, revirou o bolso do roupão. Ao encontrar o que procurava, puxou o objeto do bolso e arregaçou uma das mangas da sua peça de roupa.

Canivete.

Aos olhos de Mika, todas as cenas ocorreram tão rápido que ele não conseguiu impedir Yuichiro de levar o objeto cortante ao pulso fazer um pequeno rasgo na pele, apenas para fazer o sangue escorrer um pouco.

— Yu-chan… n-não precisava...

— Vamos, Mika, você precisa disso...

O loiro mordeu o lábio inferior, o qual foi cortado pelas presas quando estas aumentaram de tamanho; e Mikaela abraçou o próprio corpo na tentativa vã de parar com os tremores que tomavam seu ser. Os olhos rosáceos iam contra os comando de Mikaela para não olhar para o pulso de Yuu, entretanto eles continuavam direcionados para aquele líquido vermelho que escorria pela pele com as marcas do tempo. E, então, uma gota percorreu todo o pulso e caiu na água da banheira, na qual o vampiro permanecia. Imediatamente, Mikaela se afastou na direção contrária de onde o pingo havia caído.

Quando aquela gota vermelha com provável gosto de ferro se chocou contra a água, os olhos do loiro se arregalaram observando aquele resquício de símbolo da vida se desmanchar, tornando a água, antes incolor, vermelha na região que atingira. Yuichiro respirou fundo e, com a mão não ferida, aproximou-se de Mika aos pouquinhos e conseguiu a atenção dos olhos do outro para si assim que as pontas de seus dedos delinearam o queixo dele.

— Mika… por favor… ontem eu deixei passar, mas hoje você não tem como seguir assim, meu amor.

Uma das mão de Mikaela, ainda trêmula, foi até o pulso machucado de Yuu e tocou no corte com a ponta dos dedos. O loiro acabou por fazer uma careta de dor, como se aquilo ardesse em si mesmo. Yuichiro observava tudo com calma, ele conhecia esse lado teimoso de Mikaela e sabia que ele deveria ser tratado com cuidado, principalmente quando Mika decidia não beber seu sangue para sobreviver.

O loiro ainda parecia lutar internamente consigo entre aceitar a oferta do namorado e recusá-la por achar que aguentaria mais um dia. O problema era seu corpo ansiando por aquele líquido vermelho que escorria pelo pulso de Yuu, seus instintos gritavam dentro de si, a vontade não era mais um desejo, era uma necessidade. Antes de fazer qualquer coisa, Mikaela olhou fundo nos olhos de Yuichiro como se pedisse desculpas pelo que faria e pela sua birra de antes. O loiro sorriu pesaroso e Yuu fechou os olhos, acenou positivamente com a cabeça e disse que estava tudo bem quando o outro se apoiou em seus ombros e cravou os dentes em seu pescoço.

A primeira fisgada de dor sempre era ruim, mas com o tempo Yuu se acostumou a ela. A dor, agora, era sempre menorzinha, como um pequeno beliscão.

O grisalho afundou sua mão entre os cabelos loiros de Mika, acariciando o couro cabeludo delicadamente assim que sentiu as lágrimas de seu loirinho tocarem a sua pele idosa enquanto as mãos trêmulas do loiro ainda agarravam seus ombros e a boca sorvia o sangue de seu pescoço.

— Está tudo bem, meu anjo. — Disse em um sussurro assim que notou as lágrimas de Mika acabarem e o aperto das mãos do outro em seu ombro relaxar.

— Yuu… eu… Desculpa. — Disse baixinho contra a pele do outro.

— Shiii, não me peça desculpas, porque você não me deve isso, okay? — Esclareceu calmamente.

Ainda que relutante, Mikaela acenou positivamente para Yuichiro e saiu da banheira. Depois disso, o loiro tratou de secar o corpo e Yuichiro colocou um pouco de gaze na mordida que havia recebido de Mika e a fixou com esparadrapo. No pulso, optou apenas por um band-aid.

O jantar foi silencioso, apenas o barulho dos talheres preenchendo o ambiente. O casal lavou a louça suja sem dizer uma palavra. Na hora de dormir, os olhares nunca desviaram tanto, as bocas jamais ficaram tão caladas e o “boa noite” nunca foi tão murmurado quanto naquela noite. Inclusive, esqueceram o beijo, sempre dado antes de dormirem, em algum canto da casa já que o mesmo não foi dado na cama.

 

Eles haviam resolvido o problema de Mikaela, agora faltava dar fim ao silêncio esmagador que os banhava.


Notas Finais


~Teeeeeenso~
Tadinhos, né T.T, é de partir o coração, mas segue o baile... ou melhor a história auhsausha

Espero que tenham gostado :) Beijinhos e até a próxima!

Obs: Como faltam apenas dois capítulos para o fim (</3) e eu ando um pouco ocupada durante a semana, nas próximas sextas-feiras os capítulos sairão no período da noite.


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