História O Dono do Morro - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Brasil, Drama, Prisão, Romance
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Palavras 2.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Demorei gente? aaah, nem tanto né? kkk Leiam as notas finais.

Capítulo 18 - "Ajudando"


Fanfic / Fanfiction O Dono do Morro - Capítulo 18 - "Ajudando"

Terminei de carregar a pistola me controlando mentalmente para não virar aquilo para mim mesmo e atirar na minha própria cabeça somente para ver se passa essa vontade avassaladora de matar a Maria Isis. Eu tento ser alguém da paz, relevar o jeito que ela se veste na rua ou o modo que fala comigo como se fosse alguém, mas como fazer isso quando ela parece procurar lugares bem perigosos para se meter e me trazer dor de cabeça? É provocação. Ainda que todos estivessem irritados, quem manda nessa porra toda continua sendo eu e eu irei atrás dessa vadia; ninguém terá o gostinho de pegar ela antes de mim. Maria Isis que me aguarde.

—Eles não vão deixar ninguém subir.

—Por isso que não vamos entrar pela frente. —Avisei para os homens ao meu redor. Para segurança do morro deixei somente alguns vapores, eles dariam conta por hora até o Felipe chegar com mais alguns homens e segurar as pontas. —Vamos entrar pela mata, quero do Zé Luiz até o Capão comigo, o resto eu quero dividido pelo morro.

—E se eles abrirem fogo contra nós? Vamos ajudar o inimigo e depois virar churrasco para eles? —Caíque perguntou arrumando sua arma na barra da calça. Me pergunto o que ele ainda faz aqui, acreditei que ele iria embora, porém depois da morte da maria ele foi ficando e ficando e por aí continua. Até trabalho eu já arrumei para esse vagabundo.

—Não. Eu vou bater um papo com o Gringo, apitando os rádios é aviso para todos saírem daquela porra e voltarem para o morro. E não tem mais papo nessa porra, vocês sabem o que tem que fazer então façam direito.

Corri meus olhos por cada homem rezando mentalmente para que quando acabar, eu volte a ver rosto por rosto ali. Todos os meus homens sabem que é suicídio invadir o morro inimigo para defender aqueles bostas, mas sabem que eu não deixaria Maria la sozinha; ela pensa que tem peito de ferro e aguenta o tranco, a vadia mal aguenta um tapa. Separados em quatorze carros, um na frente do outro foi saindo do morro e seguindo para seus pontos no Jacareí, aquela vadia não me escapa dessa vez.

—Reduz, menor. —Avisei vendo um bloqueio bem na minha entrada. Porra. —Se mandar parar passa reto. —Tirei minha arma do pescoço e abaixei o vidro mantendo um braço para fora e olhando para o policial do lado de fora parando carro por carro. Obvio que quando o homem me viu trancou, é bonito policial honesto, é mais bonito ainda a cara dos corruptos quando sabe que o bicho vai pegar.

Passando a barreira sem impedimentos, Zé Luiz subiu a entrada de terra do morro pela lateral, aonde só havia vapor se cagando de medo por saber que vai tudo para o saco quando essa porra for invadida.

—Quantas crianças brincando de bandido. —Moises caçoou descendo do carro. —Chama teu chefe e manda descer com a Maria. —Com a maior marra os pivetes apontaram as armas para Moises que riu me olhando como se pedisse permissão para passar os caras, porém não era hora de começar um tiroteio e todos ali sabiam muito bem disso.

—Entra irmão. —Mandei o vendo me obedecer na hora. —Quer atirar, atira aí. —Avisei para os caras. —Passa por cima.

Zé ligou o carro acelerando rapidamente e realmente conseguindo atropelar um deles, porém passou somente por cima da perna do otario que não conseguiu correr e caiu no chão. Babaca. Sabendo algumas partes do morro, fomos descendo até a entrada daquela porra aonde já tinha uma puta barreira de policial e até mesmo reportes com coletes acreditando que iriam conseguir capitar a chacina que esse lugar vai virar assim que começarem a subir. Não havia uma alma viva na rua além dos vapores em muros e casas prontos para guerra, puta merda.

—Demoro, parai aí. —Mandei já abrindo a porta e saltando do carro. Puxei meu celular do bolso discando o número do patente alta que estava ali pronto para encher o IML de corpo. —Sobe sozinho, na terceira entrada eu to esperando. —Avisei assim que ele atendeu.

—Ta louco, cara?

—Sobe ou eu desço com a tua filha. Escolhe. —Desliguei o aparelho sabendo claramente que ele iria subir com o cu na mão, mas iria. Policial é esperto, porém os corrompidos sempre são mais fáceis de descobrir como funciona a vida deles e quem é importante em uma espécie de pirâmide. Pai, mãe, mulher ou filhos. É só usar isso ao meu favor.

Demorou alguns minutos e faltava pouco para eles finalmente entrarem, sabiam que não poderiam invadir de uma vez só e por isso tinham que esperar, se soubessem o quanto de gente inocente está dentro dos banheiros orando para tudo acabar bem. O homem apareceu correndo pela rua, obvio que a chance dele se quer chegar até mim é muito grande, quem é que não quer a cabeça do patente alta? Eu quero, porém, os negócios não permitem.

—Desenrola. —Soltou afoito.

—Você vai pegar seus homens e sair daqui. Não terá invasão hoje. —O homem levou alguns segundos até gargalhar e me fazer perder a cabeça. —OIha aqui seu filho de uma puta. —O peguei pelo colarinho daquele colete. —Essa porra aqui é um campo minado, tem mais de sete morros aqui dentro prontinho para matar o primeiro a passar da linha. O mais lindo nem é isso, ou você da meia volta ou alguém vai dar a volta com um estilete no pescoço de muita gente. —Moises tacou um saco com mechas dos cabelos da familia inteira do policial e não somente deles, como de muitos outros que estavam ali.

—Você sabe como funciona, o batalhão inteiro está aí. Fora que está cheio de rato atrás de reportagem, se eu mando meu batalhão descer, é minha cabeça que roda, porra!

—Se vira. Não perguntei o que vai acontecer com você, só te avisei que se vocês subirem, tua familia vai subir também, para o céu. —Soltei o homem no chão vendo mesmo me olhar desesperado.

—Vaza Alemão. Pega seus homens e mete o pé! Eu atraso eles. —Argumentou entrando em pânico. —Não tem como eu recolher o batalhão sem um motivo. Essa invasão não é de agora, porra!

—Eles vão subir. —Ri negando. —Vai, Cara. Manda colocar as cabeças em cima dos sofás. —Olhei para Moises que pegou seu aparelho celular e começou a discar número de um dos nossos homens que estava cuidando da casa dos caras.

—Não. Não porra! —Alarmou–se. —Vamos descer. Não vai ter invasão hoje! —Declarou ofegante.

Fiz sinal com a mão mandando Moises encerrar a chamada, enquanto eu com a outra eu mandava o cara descer e dispersar seu batalhão. O morro ficou em silencio dentro de uma hora, ainda cheio de reportes na entrada, poucos policiais tinham ordens de ficar ali. Eu não quero saber a merda da desculpa que ele inventou, mas eu sei que agora o meu está na reta e tudo graças a Maria Isis e seu fogo na porra da boceta. Tendo as coisas sob controle, voltamos para o carro subindo aquele morro em dois tempos, Gringo provavelmente está no castelo se perguntado o porquê de a invasão não ter acontecido ainda, apesar que eu acredito que já esteja em todos os jornais avisando que ninguém irá subir o morro hoje. Ótimo. Próximo a uma quadra havia uma roda de homens fortemente armados e no meio deles somente uma vagabunda, a minha vagabunda. É uma porra de um suicídio clamado descer do carro, mas eu defendi essa porra.

Desci com minha arma em punhos e um fuzil atravessado nas costas, morrendo ou não agora, eu cair atirando.

—É brincadeira. —O homem desceu com a maior marra. —Ao que devo a honra, Alemão?

—Meu papo não é contigo. —Avisei olhando para a mulher atrás dele. —Vem.

—Subiu o meu morro e quer mandar no meu pessoal? —O homem me peitou de frente. Realmente não era justo vários caras para somente cinco; estávamos cercados.

—É brincadeira. —Repeti sua fala. —Está achando que não subiram nessa merda por medo de você, cara?

—Sim. Foi por isso mesmo, eai?

—Continua sonhando com isso. Se eles vão voltar para cá ou não, pouco me importa, hoje eles não subiram porque tem algo meu aqui dentro. —Apontei o dedo em seu peito.

—Gringo, eu pedi para o Alex cuidar disso. —Maria se aproximou um pouco assustada.

—Você fez o que?

Vendo ele tentar avançar nela foi por instinto derruba–lo. Porra, ninguém vai matar ela antes de mim, depois se conseguirem ressuscitar ela é outro quinhentos. Mas uma coisa ficou clara, ele não sabia que ela tinha vindo falar comigo e provavelmente não sabia que eu a tinha de volta, o planinho de me matar já tinha ido pelo ralo e provavelmente ele acreditou que tendo o meu morro ele estaria seguro, mal sabe ele que agora a guerra começou nesse estado inteiro.  

—Foda–se o seu problema com ela, é a minha mulher. —Deixei claro a puxando contra meu peito e jogando a mesma para Moises em seguida. —Põem dentro do carro. —E assim ele fez pondo a mesma dentro do carro e travando mesmo em seguida.

—Você está aqui, porque acha que vai sair?

—Porque agora você me deve uma e claro, se você me matar, esse morro em si não vai ter uma alma viva para contar a história. —Apesar dele realmente acreditar que eu estava sozinho, o tanto de homens que eu trouxe dobra o tanto de homens que ele trouxe. Entre quatorze carros, onze são vans com cerca de vinte homens cada.

Ameaçar bandido não é bem ameaçar, mas tanto ele quanto todos os seus homens sabiam que eu evitei muito deles de morrerem hoje e eles me deviam isso, apesar de não sermos pessoas honestas, bandido que é bandido sabe o momento de arrumar mais um corpo no seu caderninho e agora não é hora. Um disparo que seja aqui dentro, tudo quanto é policial volta e invade essa porra.

—Não ache que terá segunda chance. —Deixou claro me fazendo somente virar e entrar no carro, sendo acompanhando de Moises em seguida e Zé Luiz por último, até porque somente nós três descemos.

—Apita Moises. —Pedi para o homem que estava no banco de trás com Maria chorando em seus braços e os outros dois vapores que pareciam irritados com o desespero da garota. A fodona perdeu a marra.

Saímos por onde entramos e por incrível que pareça, os homens ainda estavam la, menos o que foi atropelado. Pegando a rota para o morro eu tinha minha mente trabalhando a todo vapor, porra, eu assinei um contrato de guerra e não só para mim, para o Rio de Janeiro inteiro e tudo por causa dessa vadia. Eu não sei quem é mais otario, eu ou ela. Acredito que seja eu. Entramos no Alemão encontrando Felipe na entrada com alguns homens, ambos me cumprimentaram assim que o carro foi parado em frente a boca, porém nada disseram em relação da Maria desesperada tentando descer do carro travado.

—MOISES! —Alana desceu até nós correndo desesperada, a mesma se jogou nos braços do cara que me olhou convencido de que finalmente a garota deu uma moral para ele. —Eu to gravida. —Soltou de uma vez deixando todos em silencio.

—O que? Gravida? —Sua boca foi ao chão enquanto o mesmo ria e começava a comemorar junto a todos os outros. Gravida. Caralho e se Maria estiver gravida também? Porra, logo agora isso?

—Parabéns, irmão! —Abracei o mesmo que começou a chorar emocionado. Eu sei dos sentimentos dele para com Alana e sei como essa criança vai ser amada. Porra, mas não tinha hora pior para ela estar gravida.

—Obrigada. —Bateu em minhas costas. —Pensa bem no que você vai fazer com ela, irmão. Do mesmo modo que eu estou recebendo essa notícia agora, amanhã pode ser você. Não tire isso de você mesmo, apesar de tudo; já está feito e você sabe que não vai durar essa onda de invasão. Eles não vão aguentar! —Assim espero.

—Pode deixar, vou só trocar algumas palavras com ela. —Indaguei batendo no peito do cara e abraçando Alana que ainda que não gostasse de mim, aceitou meus parabéns.

Peguei a chave do carro entrando no mesmo e vendo Maria sentida no banco de trás.

—O que aconteceu? —Perguntou não entendendo muito bem o que estava acontecendo do lado de fora, porém eu ignorei subindo o morro direito para minha casa. —Eu sei que agora você vai me bater e muito, mas de qualquer modo obrigada por ter ajudado pessoas inocentes, Alex!

—Inocente, Maria? Aonde tinha inocente naquela porra? —Questionei incrédulo.

—Dentro das casas rezando para que os filhos, pais e maridos voltassem para eles.

Essa filha da puta ainda tenta meter um psicológico em. Brincadeira.

—Então você está feliz?

—Sim. Eu estou muito feliz. —Concordou secando algumas lagrimas que escorreram por seu rosto.

—Ok, você está feliz então. —Solte rindo pelo nariz. —Salvamos “pessoas inocentes” hoje e amanhã quando sair em todos os jornais, boa parte daqueles policiais serão dispensados dos seus trabalhos e teremos uma grande guerra se iniciando em todos os morros do Rio de Janeiro, em seis meses podendo levar para o estado inteiro do Rio e depois quem sabe São Paulo. —Parei o carro em frente à minha casa a tirando de dentro e a colocando para dentro. —Você não salvou ninguém, Maria. Impediu que eles morressem hoje, para morrer amanhã e para ajudar, colocou mais milhares de pessoas na reta. Está feliz? —Questionei a levando para o andar de cima.

—Eu não fiz isso.

—Fez. E para ajudar, colocou o meu na reta também, porra! —Joguei a garota dentro do quarto e puxei a chave da porta. —Já que não sabe sossegar, vai ficar trancada até aprender. —Sai trancando a porta e deixando ela pensar um pouco. Minha mão está coçando para encontrar com o corpo dela, mas eu vou me controlar e ter o meu filho. Só espero que estar vivo até ele nascer, porque agora, eu não sei mais de nada.


Notas Finais


Pessoal, desculpa a demora porem eu tenho somente um aviso para dar, eu nao desisti de nenhuma fanfic, porem eu pretendo terminar MP, BA E ODDM rapidamente e isso me tira muito tempo. O que acontece, All I Need, Mafia e The Desire seram as próximas a serem encerradas, entao por enquanto eu vou dar uma sumida por elas, porem por favor se voces poderem ler e comentar nelas ja vai ajudar pra caramba e isso me faz nao dar tanto tempo em divulgação e postar mais rapido, entendem? isso incentiva, entao se poderem dar essa força ja ajuda muito!
NÃO TEMOS MAIS O GRUPO DA FANFIC. NAO. POREM ACREDITO QUE QUEM ESTAVA NELE SABE O MOTIVO E EU NAO VOU ME PROLONGAR NISSO, NAO TEREMOS OUTRO POR HORA.
Não sei quando eu vou postar ODDM novamente, porem no próximo capitulo teremos um HOT suas danadas e tambem um problema com Maria, porque se nao fosse ela fazendo merda, que graça teria a historia em si? nenhuma. Entao, como eu disse, nao sei quando irei postar, apesar de nao estar postando as outras fanfics, eu estou divulgando bastante elas e nao estou tendo um retorno que gostaria, porem eu acredito que voces lendo isso agora ja vao me ajudar deixando seus favoritos e comentando nos capitulos, certo? espero que sim! vejo voces em breve e eu espero ser bem breve mesmo!
O que acharam do capitulo? comentem para que saiba, ok? Beijao nos coraçoes!


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