História O Dono do Morro - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Brasil, Drama, Prisão, Romance
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Palavras 3.789
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 20 - Trato feito ou não?


Fanfic / Fanfiction O Dono do Morro - Capítulo 20 - Trato feito ou não?

Entrei na clínica medica com Maria ao meu lado, mesmo ela chorosa e ansiosa ela controlava as lagrimas e sorria para todos que via; ela estava animada em finalmente ter seu rosto de volta e eu me sinto bem por poder dar isso a ela. Apesar de passarmos muitas coisas o que ficou claro é que no momento eu preciso dela ao meu lado e eu preciso de Maria de bem com a vida como ela ficou por muito tempo antes de tudo aquilo acontecer, eu não quero ela deprimida e me causando problemas como ela sempre faz quando as coisas não saem do jeito esperado; por mim ela opera hoje mesmo e tem seu rosto de volta e eu em algumas semanas volto a ter a minha antiga maria.

—Bom dia, sejam bem-vindos. —A atendente se levantou da mesa sorrindo para nós. —Como posso ajudar os senhores? —Voltou a se sentar e nós nos sentamos nas duas cadeiras em frente a sua mesa de atendimento.

—Viemos passar com o doutor Gabriel, o cirurgião. —Informei a vendo assentir e digitar algumas coisas em seu computador.

—Pedido medico, documento com foto e carteirinha do conveio. —Pediu olhando para nós dois.

—É particular. —Avisei entregando o documento da Maria.

—Ok. Forma de pagamento?

—Dinheiro.

A mulher levou alguns minutos para abrir a ficha e a impaciência de Maria estava clara nas diversas vezes que ela bufava e a atendente nós olhava sem jeito; eu sei que é um saco esperar, mas até eu já estava me irritando com Maria e pareceu ficar claro no momento em que eu a encarei sério e ela retomou sua postura. Por mais que Maria muitas vezes seja mesmo a coitada da história, muitas vezes ela procura confusão e não descansa até achar. Maria é terrível.

—Aqui está a ficha da senhora, é só pegar o elevador e ir para o andar um; espera laranja. A medica ira chama–la pelo nome. Aqui está um vouncher para a senhora tomar um café depois do exame. Posso ajuda–la em mais alguma coisa?

Maria negou rapidamente pegando os papeis e seu documento e literalmente correndo para frente do elevador. Segui ela que entrou apertando diversas vezes o andar que deveríamos ir e eu acho que ela não se tocou que quanto mais ela apertasse, mais a porta iria demorar para fechar.

—É só uma vez, Maria. —Tirei sua mão de perto do botão.

—A porta não fecha.

—Porque voce está apertando essa merda. —Uma velha entrou no elevador junto de nós e novamente apertou o andar em que deveríamos ir. Qual o problema dessas pessoas?

O elevador subiu nós deixando no primeiro andar, o espeço amplo tinha diversas poltronas e quadros coloridos indicando aonde ficava a espera de cada exame. Nós sentamos na espera laranja, bem no final do da fileira tendo um pouco de privacidade pelo fato de ter pouquíssimas pessoas no andar.

—Tem que se acalmar.

—Eu sei, desculpa. —Ronronou me olhando e selando nossos lábios em seguida. —Não sei se estou feliz ou incrédula ainda. Faz ideia de quanto tempo eu quero tirar isso do meu rosto e não posso?

Até que eu fazia sim uma ideia. A espera não demorou muito e logo estávamos entrando na sala do médico, branca e com aquele cheiro horrível de industrializado. Chega a dar tontura esses lugares.

—Bom dia.

—Bom dia. —Respondemos juntos. Nós sentamos de frente para o médico que cruzou suas mãos sobre a mesa. —Viemos tirar isso do meu rosto. —Maria se adiantou afastando o cabelo e mostrando a cicatriz. Direta e reta.

—É isso aí. —Resmunguei incomodado com essa pressa dela.

—Sente–se ali. —Apontou para a maca enquanto puxava um par de luvas de uma pequena caixa branca e Maria corria se sentar na maca e prender o cabelo. Observei o homem avaliar a cicatriz e tocar em diversos pontos perguntando se ela sentia alguma dor ou incomodo, nada. Aquilo não lhe trazia dor, somente não te deixava bem consigo mesma. —Pode se sentar novamente. —Apontou para a cadeira ao meu lado. —A quanto tempo tem essa cicatriz?

—Um ano. —O médico arqueou a sobrancelhas parecendo em dúvida.

—Cicatrizou muito bem para tão pouco tempo. —De fato a pele de maria cicatrizou bem rápido e não tinha manchinhas de pele no vivo ou soltava algum tipo de pus. Foi muito bem cuidada. —Bem, como voce espera tirar isso do seu rosto?

—Eu não sei, o médico é voce. —Rebateu a garota sorrindo de lado. —Eu só quero acordar e não ter isso quando me olhar no espelho.

—Vaidosa, entendo. —Murmurou o homem soltando a caneta sem nem mesmo anotar nada no bloquinho que antes segurava. —Bem, Maria Isis. Eu sei que não é o que voce quer ouvir, mas não tem um meio de tirar isso do seu rosto. Como eu disse, cicatrizou bem rápido e muito bem cicatrizado, tentar tirar isso me faria abrir outro corte em seu rosto e tentar estirar a pele ou recobrir com mais pele ainda, se o corte estivesse no mínimo cicatrizando ainda ou recém feito seria um procedimento certo a se fazer, mas sua pele já se curou e o que restou foi somente as marcas dos pontos e do corte. Tentar arrumar faria voce ter somente mais um em seu rosto e eu não posso prometer que voce tenha seu rosto de volta e sim que terá uma marca nova.

Sem remediar ele soltou olhando diretamente para a minha mulher que pareceu petrificar no lugar. Porque eu sentia que isso não daria certo? é, não deu.

—Eu posso fazer um procedimento cirúrgico e tentar esticar um pouco mais a pele, mas não posso garantir que vá resolver.

—Eu quero. Vamos fazer. —Soltou rapidamente me olhando quase que desesperada.

—Não é tão simples assim, toda cirurgia tem seus riscos e nessa cirurgia voce pode ter uma hemorragia na mesa de cirurgia e vir a falecer la mesmo. É uma cirurgia bem arriscada e ainda assim, se optar por fazer terá que passar no mínimo três meses em consultas frequentes com psicólogos e fazer uma série de exames.

Não mesmo. Ela não vai fazer isso.

—Eu vou fazer.

—Vamos pensar a respeito. —Cortei a mulher que nem mesmo me olhou. —Valeu, cara.

Me levantei puxando Maria pela mão e saindo da sala. Por mais putinha que ela fique por não poder fazer a cirurgia, eu não vou arriscar sua vida na mesa de cirurgia e correr o risco de nunca mais te–la na minha vida. Infelizmente eu já tive uma amostra de como é estar sem ela e eu não vou passar por isso novamente. Maria não fara cirurgia nenhuma e vai ter que aprender a se aceitar como ela é agora.

—Eu quero fazer, Alex. —Entramos no elevador descendo até o hall de entrada novamente.

—Eu sei que quer, mas não vai.

Sair do elevador fez a garota irritada andar na minha frente e por mais puto que eu estivesse com o tanto de gente nos olhando curiosos, segui até o carro em silencio e quase joguei aquela merda contra um muro somente para ela desfazer essa cara de bosta.

—Não é culpa minha voce não poder fazer a cirurgia. Não vou arriscar sua vida só porque voce quer tirar isso do seu rosto. —Declarei a vendo me olhar incrédula.

—É culpa sua, sim. Voce quem me espancou porque não aguentou ser corno!

Parei o carro próximo a entrada do morro e encarei aquela vagabunda. Ela só pode estar brincando comigo, não é possível.

—Repete. —Mandei vendo a mesma engolir um seco, mas não abaixar a cabeça. —Vai, repete. Repete que eu vou quebrar todos os seus dentes e uma cirurgia para arrumar a sua cara vai uma das últimas coisas que voce vai se preocupar. —Deixei claro segurando seu rosto com força e o soltando de qualquer jeito.

—Vai voltar a me ameaçar, Alex? Pensei termos evoluído essa fase.

—Não me testa maria. —Grunhi voltando a dirigir e me aproximar cada vez mais da entrada do morro.

—Você acabou com a minha vida. —Resmungou deitando a cabeça no vidro da janela e começando a chorar baixinho.

Optei por ignorar seu drama e me focar em chegar em casa de uma vez por todas e descansar, céus, eu preciso descansar. Entrei no morro vendo Moises na entrada e pedindo para encostar o carro, só pode ser piada. Problemas logo agora?

—Fala. —Abaixei o vidro do carro.

—Tem gente querendo falar com voce. —Olhou para Maria me fazendo entender que ela não tinha que saber quem estava aqui. Eu até que concordo, ela da show por tudo.

—Desço em dois minutos. —Avisei o vendo assentir e entrar na boca que já estava vazia, porém estava sendo usada para ponto de encontro.

Levei Maria para casa e mesmo ela resmungando que preferia ir para a sua logo abaixo da minha, ela não iria porque eu já estou irritado por ela não poder fazer a cirurgia e não quero ter que invadir uma casa para quando eu voltar poder foder bem gostoso com ela. Deixei ela dormindo em casa e desci o morro novamente direto para a boca, havia muitos homens desconhecidos la e foi isso que me chamou a atenção, invasão logo cedo?

—Fala. —Entrei vendo Moises sentado na cadeira com seu fuzil em frente ao peito e em sua frente Gringo o encarando sério. —Hoje não é o meu dia mesmo, em. —Resmunguei mais para mim mesmo. —Está fazendo o que aqui? Veio me dar a sua cabeça de presente? —Questionei curioso pela sua presença.

Eu sinceramente iria adorar sua cabeça de presente.

—Vim negociar.

—Ala, não fazemos negócios com o seu tipo de gente. —Avisei, afinal a fama do cara não é boa. Traiçoeiro demais.

—Vai querer fazer, caso contrário Maria nunca mais vai ver a mãe ou a irmã. —Sorriu sem mostrar os dentes.

—E porquê?

—Porque eu mandei elas para um lugar bem longe e claro, nada seguro caso voce tente dar uma de engraçadinho para o meu lado. —Filho da puta. —Eu vim negociar, Alemão e voce pode negar, mas sabe que irá precisa de ajuda. Eles não querem o meu morro, eles querem derrubar algum e além de qualquer um, o único que tem a cabeça disputada mais do que ouro no garimpo é voce. Eu tenho um armamento que nem em um ano voce ira conseguir obter e voce tem homens o bastante para uma guerra justa. Se nos unirmos conseguimos o controle da situação, caso contrário eu sei que o meu morro está seguro, mas é o seu?

—Pode apostar que desgraçados como voce só entram se permitimos.

—Mesmo? Porque eu entrei e dei uma boa volta pelo lugar e ninguém percebeu. —Encarei Moises que desviou o olhar rapidamente. Filho da puta.

—Ta brincando comigo, desgraçado? Acha mesmo que eu vou me unir num verme como voce? Quer fazer o que? Me entregar para os pm e limpar a sua fama nada boa entre eles?

—Seria até uma boa fazer isso, mas eu prezo as pessoas com quem trabalho e trabalhar com voce te daria minha lealdade.

—Como se ela valesse de alguma coisa. —Rebati furioso.

—É melhor pensar bem, Alemão. Comigo voce tem uma chance, sozinho voce tem maria para escolher seu caixão e aposto que ela nem vai te dar um. Voce mesmo não deu um a ela. —Avancei em cima do cara que desviou, porém se manteve na sala. —Pensa bem. Vou ligar atrás de uma resposta no fim do dia, no celular da Maria. É melhor voce atender.

O imbecil saiu da sala levando dois homens seus que estava conosco e me deixando sozinho com Moises, sinceramente eu não sei de quem tenho mais raiva, eu mando esses filhos da puta ficarem de olho em qualquer um suspeito e eles deixam o inimigo passear no meu morro. Mando eles cuidarem da familia de Maria e elas são levadas pelo inimigo. Que merda! Em quem eu começo a dar tiro em?

—Ele estava mentindo, certo? —Olhei para o cara que até pode ser meu amigo, mas não deixa de ser um dos meus soldados também e tem o dever de proteger o meu morro como todo os outros.

—Foi eu quem esbarrei com o filho da puta quando estava saindo a casa de Alana. Os caras estão desatentos, Alemão. Estão achando que é piada esse lance com os pm e eu mesmo eu passando a real eles estão levando na brincadeira.

Brincadeira, em.

—Chama geral na quadra, deixa só o pessoal da ronda na entrada. Quem não aparecer vai levar bala e deixa bem avisado. —Ordenei. —E voce também presta atenção. Voce pode ser meu irmão, cara, mas também é meu soldado e assim como todos os outros é para ficar esperto e não vacilar.

—To ligado.

—Espero que esteja mesmo. —Sai da boca entrando direto no meu carro e saindo do morro.

Dirigi até o condômino da tia de Maria, entrando sem parar na portaria, eles já me conhecem pelas diversas vezes em que vim ver Luisa pouco depois da morte de Maria, porém acabei parando por simplesmente não aguentar não poder ter a minha maria. Fazia um bom tempo que eu não via aquela pirralha e sinceramente ela me faz falta. Parei em frente à casa e logo entrei sem bater, sem cerimonias, as velhas sabem que se berrarem eu passo elas e não vão fazer nada, já tivemos a conversa sobre como elas devem agir comigo. Já foi muito bem esclarecido.

—Luisa? —A chamei da sala, porém nada. Não parecia ter ninguém na casa e só confirmei isso quando vi os armários vazios e a casa meio aberta ainda, sairam as presas pelo visto. Fechei toda a casa saindo logo em seguida e voltando ao morro, Maria vai pirar quando souber e isso até me faz cogitar a ideia de arriscar na cirurgia, mas não. Ela não vai fazer isso e ela vai ter que entender que é para o bem dela.

Por mais egoísta que seja, eu não posso ficar sem ela e não vou.

Subindo o morro avistei Juliana em frente à casa lotérica, ótimo, quem eu precisava ter uma conversinha. Buzinei chamando sua atenção e a fazendo correr até o carro e entrar.

—Senti saudade. —Se curvou tentando me beijar, mas não foi para isso que eu a chamei.

—Vou te passar um papo reto. —Avisei apontando o dedo em sua cara. —Você não vai ir atrás da Maria nem para dizer um oi e quando ela estiver no lugar é melhor que voce suma. Cave um buraco e se jogue dentro, se vira. Se eu souber que voce direcionou o olhar para ela eu mesmo vou tratar de refazer o estrago no seu rosto e pode apostar que não vai ter cirurgia que arrume.

—Vai me tratar assim só porque ela voltou, Alex? Já percebeu que é sempre ela que nos afasta?

—Não vem com esse papo não, Juliana porque voce sabe muito bem que eu sou macaco velho e esse papo comigo não cola. Está avisada e me faça o favor de não ter que te pôr para fora careca e picotada.

A garota somente assentiu e desceu do carro, provavelmente irá chorar e falar com as amigas o quanto eu sou maldoso com ela e o quanto ela odeia a Maria. Problema dela.

Subi para minha casa e ao entrar estranhei estar tudo muito quieto e inteiro, geralmente Maria dentro de casa eu posso esperar que ela esteja aprontando, mas não, estava tudo quieto. Andei pela casa atrás dela e logo entendi o porquê do silencio, ela não estava na casa. Sai as pressas descendo a rua até a casa acima da de Moises e entrando sem bater, que se foda, esse morro é meu.

—Está fazendo o que aqui? —A amiguinha dela perguntou descendo com uma bolsa em mãos. Eu me pergunto ainda o que elas fazem aqui?!

—Cadê a Maria?

—Não sei.

Sabe sim.

—Fala logo.

—Não.

Vadia. Subi ao andar de cima e de porta em porta fui abrindo até encontrar a minha maria dormindo em um quarto azul bebe e seu corpo ainda soluçando, provavelmente chorou até dormir e quando dormiu, apagou de uma vez.

—Ei. —Chamei a mesma que resmungou, mas não acordou. Encostei a porta acendendo a luz de uma espécie de abajur alto e grande, ele não iluminava quase nada, mas pela claridade que entrava pela janela ficou fácil de ficar mexendo nas coisas e em uma bolsa preta que peguei no chão do quarto fui guardando cada arma ou faca que encontrava pelo cômodo.

Tinha coisa pra caramba e no guarda roupa havia um fundo falso, a porra de um fundo falso. Aonde Maria aprendeu a fazer esse tipo de coisa eu não sei, mas que ela vai desaprender, ah ela vai. Depois de pegar você do que eu achei que ela não vai precisar, mandei mensagem para Roger vir buscar e guardar isso para mim. Enquanto ele não chegava, fiquei fuçando o celular dela que por coincidência do destino ou não, desbloqueava com sua digital, nem para isso ela consegue se livrar de mim. Vi conversas e mensagens, porém, nada comprometedor, para a sorte dela. Eu posso realmente amar Maria e querer cuidar dela, querer o seu bem, mas eu não vou ser feito de otario e se eu tiver que sofrer o resto da minha vida por ter matado ela, que assim fosse. Ouvindo resmungou vindo da cama, me virei para Maria e despertava e puxava a gola de sua blusa para cima.

—Ei. Tudo bem? —Coloquei o aparelho ao lado do meu em cima da mesinha que havia no quarto e me aproximei dela. Seu rosto pingando suor e sua cara nada boa me levou a crer que ela não estava nada bem.

Maria se levantou arrancando sua camiseta e abaixando a cabeça por alguns minutos. Alisei suas costas encharcadas de suor, antes da garota sair correndo para o banheiro e começar a vomitar na privada, ao menos deu tempo de chegar, eu não estava nada afim de ter que limpar vomito de ninguém. Puxei seu cabelo para trás o segurando firme enquanto ela continuava vomitando, eu sei que toda essa adrenalina junto com a ansiedade e negação não lhe fazia bem nunca e agora não foi diferente, por mais que eu quisesse acreditar que finalmente ela estava gravida e isso era um sinal, o seu estado me fazia ver que ela estava igual a última vez que passou mal em minha casa e era somente uma virose. As coisas deveriam ser mais fáceis, isso sim.

Coloquei maria em baixo chuveiro e lhe dei um banho rápido e gelado, por mais que ela resmungasse e chorasse é para o bem dela e ela sabe disso.

—Veste isso e vamos para casa. —Pedi entregando um vestido qualquer.

—Eu quero ficar aqui, por favor. —Pediu manhosa, voltando para a cama. Ótimo, não é disso que eu preciso agora.

—Vamos para casa, Maria? Vou cuidar de voce la e eu preciso resolver algumas coisas também. Outra hora voce vem passar um tempo aqui.

Sem dizer nada ela se enrolou nas cobertas e me olhou chorosa. Droga.

—Eu queria muito fazer.

—Eu sei. —Resmunguei pegando os celulares e levando para o lado da cama, não posso arriscar que o meu radio apite e eu não escute. Me deitei junto com ela e agarrei ao seu corpinho pequeno e mole. —Tira essas cobertas, está calor e voce está soando. —Arriei o acolchoado. Eu sei que quando ela se deita, gosta de ter algo cobrindo seu corpo, só consegue dormir assim. —Você não precisa tirar isso para ser linda, Maria? Você é maravilhosa e eu te amo com ou sem cicatriz. Voce sabe disso e eu já te falei.

—Prefiro sem a cicatriz.

—Gosto de voce assim. Te faz única e assim eu não preciso ficar com medo de voce encontrar alguém melhor que eu e ir embora. —Confessei baixa a vendo rir e deixar uma lagrima escorrer lentamente por seu rosto.

—Não me deixaria ir de qualquer modo.

—Não mesmo. Eu mataria o cara e aí voce teria que ficar comigo de qualquer jeito.

—Eu poderia encontrar mais um.

—Eu mataria mais um. —Devolvi a fazendo rir e se apertar a mim.

—Isso é muito doentio. Porque comigo? —Me olhou sorrindo de lado. —Não sou o seu tipo de mulher, não tenho iniciativa e nem coragem. Não sou cheia da pose e disposta a fazer desse lugar um lugar melhor. Não vou sair na mão com ninguém por respeito porque provavelmente iria apanhar feio. Eu só quero ser a garota que saiu de um morro e fez faculdade.

É obvio que maria não é o tipo de mulher que comando um morro e eu sei disso, mas é isso que me faz querer ter ela; com ela eu consigo imaginar uma vida em que eu não seja o chefão e consigo ter uma vida normal de um cara que namorada uma universitária. Maria me faz ver além desse mundo que eu tenho e parece que somente la não percebe o quão valiosa ela é.

—É voce não ser nada disso que me faz ser louco por voce. Não quero uma chefona do meu lado, Maria. Só quero o seu amor, é pedir muito?

Depois de quase matá-la, talvez seja.

—Não posso te dar isso agora, Alex.

—Eu sei e por isso vou esperar. Só preciso que voce fique comigo nem que seja por pena de mim. Eu preciso ter voce. —Por mais humilhante que seja, é a verdade.

—Sabe que eu não estou aqui por pena.

—Eu estou aqui porque te amo e voce? Está aqui porque?

—Porque é a minha casa. —Desconversou rindo em seguida. —Eu estou com sono, Ok? Vamos conversar outra hora.

Realmente ela fugiu legal do assunto, mas eu não vou forçar, se ela quer assim, assim será. Maria não demorou a dormir e isso me surpreendeu mesmo, ou ela estava muito cansada ou seila, morreu. O dia me pareceu tranquilo demais, afinal meu radio só apitou a noite quando todos já estavam na quadra para ser passado um recado importante, para os filhos da puta abrirem a merda do olho porque isso aqui não é piada. Enquanto eu calçava meu tênis na pouca claridade que tinha agora de noite, o celular de maria passou a vibrar me fazendo pegar e ver quem ligava, esperta, não tinha o número de gringo salvo, mas eu sei que é dele. Reconheço esse número facilmente.

—Fala. —Atendei tomando ar com força. Droga.

—Estou ligando atrás de uma resposta, Alemão. Trato feito ou não?

Hoje não é o meu dia.


Notas Finais


Não esqueçam de comentar o que acharam amores! desculpa a demora, mas vocês ja sabem como é complicado. Enfim, mesmo caindo de sono fiz o cp, espero que gostem!


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