História O Dragão e a Rosa - Capítulo 2


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Daenerys Targaryen, Olenna Tyrell, Willas Tyrell
Tags Game Of Thrones, Headcanon
Exibições 51
Palavras 1.461
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo acontece poucos minutos depois de onde o anterior acabou e exploro o que o Willas estava fazendo enquanto a trama da série acontecia.

Capítulo 2 - A Rosa Quebrada


Uma brisa gélida atravessou a varanda agitando o cabelo de Daenerys e fazendo com que ela se encolhesse. Usava um macio vestido de seda branca que era fino e adequado para uma rainha, mas insuficiente para o frio. Julgava que o clima da Campina seria semelhante ao de Dorne, agora percebia que estava enganada.

— Talvez devêssemos entrar. – Lorde Willas sugeriu, encostando-se no parapeito ao lado de Dany.

Embora um banho quente fosse tudo que ela queria, Dany tinha que se mostrar forte.  Que tipo de rainha iria inspirar confiança se voltasse correndo pro quarto para se afugentar de uma simples brisa gelada?

— Você vive em um castelo muito belo, Lorde Willas. – Ela elogiou, ignorando a fala anterior do pretendente.

— Ah sim, o mais belo de Westeros, dizem. – Ele não olhou para Dany quando falou, tinha os olhos fixos no céu. “Será que não me achou atraente?”, a dúvida surgiu na cabeça da rainha, que a essa altura já sabia identificar o que eram olhos de desejo sobre o seu corpo. – Minha irmã, Margaery, adorava vir a essa sacada para olhar o céu. Quando menina me pedia para que desenhasse estrelas para ela. Há muitas rosas para embelezar esse castelo, Vossa Graça pode ter visto, mas nenhuma tão bela quanto ela e o meu irmão. Desde que voltei, o castelo parece mais feio que um dia já foi.

Até agora só tinham falado sobre os homens que ele conseguiu reunir nos últimos dias e questões ligadas a guerra. Daenerys gostou daquilo; começou a ter interesse em conhecer mais do homem que irá casar, afinal devem passar muito tempo juntos quando o trono for tomado e a paz instaurada.

— Lamento a sua perda. – Dany mentiu. Parte dela compadecia do futuro marido outra se lembrava de que se isso não tivesse acontecido, seriam os Tyrell e o poderio da Campina que ela teria que enfrentar. – Sua doce avó me falou sobre ela e o seu irmão, é uma pena que eu não tenha chegado a tempo de conhecê-los.

Algo que Dany disse fez com que o Protetor do Sul deixasse escapar um sorriso contido e voltasse a sua atenção para ela.

— Já deram muitas qualidades para a senhora minha avó, doce é a primeira vez que ouço. Não que esteja enganada, ela é realmente incrível.

Nesse instante Dany sentiu algo gelado tocar a sua bochecha. Antes que pudesse esboçar qualquer reação, o dedo do Lorde Tyrell foi de encontro ao seu rosto, limpando-o com um movimento suave e breve. A rainha ficou estática enquanto isso acontecia, nem ao menos se permitiu respirar.

— Neve... – Ele falou, tinha o cenho franzido. – O Inverno realmente chegou.

“O Inverno...”, Dany pensou, lembrando-se das histórias que ouvia sobre esse terrível período. “O quão amaldiçoada podem pensar que sou por ter chegado junto do inverno?”, pegou-se preocupada com os homens que marcharão em seu nome.

— Devemos entrar, temo que possa adoecer.

“Eu sou Daenerys Targaryen, não fico doente” quis dizer, mas preferiu tomar tais palavras como preocupação:

— É muito gentil, Lorde Willas. Tem razão, está ficando tarde – Respondeu cheia de cortesia antes de se afastar da varanda.

Dany deu passos largos em frente. Só após andar um bocado que ela percebeu o quão distante tinha ido do futuro marido, que a seguia mancando com o apoio de sua bengala. Tinha se esquecido completamente que o pretendente era aleijado.

— Por favor, não se incomode. – Willas pediu, provavelmente tinha percebido que ela estava parada em sua frente. – A caminhada pode ser um pouco demorada, mas hei de chegar com vida em meus aposentos.

A rainha ignorou as palavras do futuro marido e decidiu ir até ele, tomando-lhe o braço que não segurava a bengala. Embora tenha hesitado, ele não teve meios de lutar contra ela.

— Está frio. Assim me sinto melhor. – Ela mentiu, não queria fazer com que ele se sentisse fraco.

— Se é o que Vossa Graça deseja...

Dany notou que ele depositava mais força sobre ela que alguém que tinha as duas pernas boas, mas nada que uma senhora não pudesse suportar. No fim, ela percebeu que sua mentira era uma verdade, realmente havia ficado mais quente andar na companhia do Lorde Tyrell. Ali, tão perto um do outro, Dany pode sentir o cheiro dele; era perfumado, mas não da forma exagerada e enjoada de alguns nobres de Essos.

— A senhora sua avó me disse que você tinha desistido dos seus direitos, é verdade? Por que alguém faria isso? Foi obrigado por alguém?

— Bem...

Lorde Willas lançou um olhar pra baixo, Dany entendeu o que quis dizer.

— Foi um pouco antes do rei... de Robert, o usurpador, morrer. O senhor Randyll Tarly havia mandado o seu primogênito para a Patrulha da Noite a fim de que o seu segundo filho se tornasse o seu herdeiro.

— Ele também era...

— Não. Ele era um rapaz gordo e o pai o julgava incapaz e covarde, queria que a família continuasse através do filho que era um excelente guerreiro e caçador. Foi então que percebi... Meu irmão Loras... Ele era um rapaz belo, considerado um dos melhores espadachins do reino quando ainda tinha seus 17 anos, o filho invejável para outras famílias. “Loras é um prodígio”, o senhor meu pai costumava se gabar. Era sabido por todos que ele era o seu filho preferido e achei que o melhor a ser feito seria seguir o destino do Samwell Tarly. Pra que condenar a minha casa a um herdeiro que jamais poderia ser um cavaleiro notável? Loras conseguiria um casamento muito mais digno de sua condição se fosse o futuro senhor de Jardim de Cima e não o segundo filho.

— Há outros atributos além da cavalaria. – Dany o interrompeu. “Não é um homem ambicioso”, ela pensou, gostando daquilo.

— A senhora minha avó e minha amada irmã também pensavam o mesmo. As duas tentaram de todas as formas me convencer de que meu lugar era em Jardim de Cima. O senhor meu pai também hesitou por algum tempo, mas no fundo eu sabia que ele gostava da ideia.

Às vezes Dany percebia que estava andando muito depressa, quase fazendo o senhor seu noivo tropeçar, outras que estava subestimando os passos dele e sendo lenta demais. Não demorou muito, porém, para que ela conseguisse se adaptar ao ritmo dele e, agora, seguem em perfeita sintonia.

— Quando Margaery soube que eu pretendia ir para a muralha, ficou desesperada. “O lugar de uma rosa não é no norte”, ela me disse, “Como poderei vê-lo se for pra tão longe?”, as palavras e as lágrimas de minha irmã me convenceram. Foi então que sugeriu que me tornasse um meistre. Vilavelha é a cidade dos nossos outros avós, é perto e eu sempre fui um homem dos livros.

Já havia caminhado uma distância relevante pelo corredor iluminado por archotes, mas ainda faltava um tanto pro quarto de Dany.

— Certo dia minha avó mandou uma carta falando sobre o que estava acontecendo com os meus irmãos na Capital, na carta havia um papel com um desenho de uma rosa, era da Margaery. Ela exigiu que eu abandonasse o que estava fazendo e voltasse para Jardim de Cima. Por sorte, eu ainda era um acólito, já tinha forjado oito elos e bastavam mais alguns poucos para que tivesse a minha corrente de meistre e fizesse meus votos.

De onde estavam, Dany já conseguia ver o seu quarto.

— Marg me dizia que eu seria o meistre dela, não importava para onde ela fosse quando casada. Dizia que eu podia não ter espadas, mas ainda assim podia protegê-la. Infelizmente estava errada. Falhei como irmão e não pude fazer nada diante dos devaneios da rainha leoa.

Daenerys se pegou pensando em Viserys, o único irmão que conheceu. Quando era menina, ele também a protegia e não permitia que nenhum mal lhe acontecesse, ao envelhecer, porém... Ainda assim, ela sentia falta dele em alguns momentos, podia entender o tom lamentoso do senhor seu noivo.

— Seus irmãos terão justiça, Lorde Willas. – Daenerys disse. – Eu prometo.

E eles chegaram em frente aos aposentos da rainha.

— Espero que minhas histórias não tenham a estimulado a desistir do casamento. – Lorde Willas falou num tom divertido.

Dany soltou o braço dele e deu alguns passos para ficarem frente a frente.

— Não se preocupe, meu senhor. – Ela deitou uma das mãos sobre a mão de Willas que segurava a bengala. – Temo que devido ao inverno, nosso casamento tenha que acontecer antes do esperado.

— Como quiser. – Ele lançou um olhar para a mão dela sobre a dele. – Falarei com a senhora minha avó.

“É realmente um homem muito bonito”, Dany pensou quando ele a encarou com os seus belos olhos azuis, “Mas não é sobre isso o nosso casamento”. Desejou-lhe boa noite e então adentrou no quarto onde iria passar as suas próximas noites.



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