História O Dragão Esmeralda e seu Anjo - Genji e Angela - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Overwatch
Personagens D.Va, Genji, Hanzo, Mercy, Reinhardt
Tags Angela Ziegler, Gency, Genjixangela, Reinhardt, Shimada Genji, Winston
Visualizações 200
Palavras 1.718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como sempre espero que gostem do capítulo :3 Talvez no seguinte ao próximo ocorra um timeskip, seguido de um slice of life de um personagem e outro :3 Sei que você amam quando tem esses caps sobre os personagens de fundo xD

Capítulo 36 - Dois Lados da Mesma Moeda


Fanfic / Fanfiction O Dragão Esmeralda e seu Anjo - Genji e Angela - Capítulo 36 - Dois Lados da Mesma Moeda

Era um dia gélido no Nepal, Genji era acordado pelos raios de Sol que invadiam seu abrigo. O ninja nunca imaginou que sua busca exigiria tanto fisicamente dele, ele pensou que suas próteses o levariam sem problema até o monastério de Zennyatta, o monge ômnico, após um pouco de pesquisa, Genji descobriu onde se localizava o tal lugar, ele mantinha esperanças de que o monge não o tivesse convidado da boca para fora ao local ou se ele se lembrava do ninja. Isto chegou até mesmo a parar para pensar se ômnics podiam esquecer coisas como os humanos.

O Shimada começava a se alongar, ouvindo algumas vértebras estralarem a cada alongamento, as juntas destas ultimas próteses lhe deram uma bela surpresa ao lhe passarem a sensação de sentir nos pés e nas palmas das mãos, quando não vestia a armadura ou a malha que usava por baixo desta. Não apenas isso diferente das antigas, elas tinham um certo limite em quanto frio poderiam aguentar sem nada par cobri-las, ele vestiu sua armadura e deixou sua espada pronta em suas costas, sendo coberta pela jaqueta que havia trazido consigo, ela era pesada e tirava um pouco de sua mobilidade.

Antes de partir para o monastério, ele decidiu acostumar-se ao clima do local, dormia um pouco, meditava em meio a neve pela manhã, caçava, acendia uma fogueira em sua caverna e depois cochilava um pouco. Mas, aquele lugar era estranho, não haviam sinais de um animal vivendo lá, mas sim de algum humano, um que sabia sua língua natal. Pelo jeito havia usado a parede como calendário, riscando de 7 em 7 dias. Mas, caso o morador dali voltasse, ele se desculparia e tentaria encontrar algum lugar para si.

Depois de quase três dias acostumando-se com a temperatura da base da montanha, Genji finalmente decide subir até o monastério, mantendo a confiança de que ele encontraria o que procurava ali, para assim enfim voltar para onde ele pertencia e a quem pertencia.

~base americana da Overwatch~

Mercy chegava depois de mais um dia exaustivo de trabalho, além de ter que atuar como médica, ainda tinha que servir de porta voz da Overwatch. Ela teve que encarar todos aqueles olhares desconfiados da população e as perguntas da mídia que tentava a todo momento crucificar a organização, comparando a mesma a Talon. Estava esgotada em inúmeros sentidos emocionalmente, psicologicamente e se tivesse algo que estava esquecendo também estaria provavelmente. E para tornar as coisas melhores, ainda tinha que esperar por Fareeha e Maccree que estavam para chegar logo a base.

- Estou realmente exausta hoje...

Diz a loira para as paredes, olhando o relógio, ela vê que ainda tinha por volta de 40 minutos para os dois chegarem ao aeroporto, isso lhe dava um tempo para ao menos tentar relaxar. Ela se esgueira até o quarto e começa a se despir, olhando no espelho, nota que estava com olheiras enormes e carregava um olhar cansado, quase semelhante ao que tinha quando se juntou oficialmente a Overwatch.

Na cama desarrumada, encontrava-se o pijama dela jogado e ao lado a espada que Genji havia deixado com ela, junto desta estava também uma jaqueta que ele havia usado. Todos os dias antes de dormir ela ficava abraçada aquele simples pedaço de pano, não que aquilo ajudasse a amenizar sua solidão, mas, de alguma maneira estranha a fazia sentir-se mais próxima dele.

Já despida, Angela vai para a banheira que já estava cheia de água quente e uns sais de banho, esperava que aquilo lhe ajudasse a relaxar, para que pudesse receber Pharah, havia um bom tempo que não via sua amiga e estava um tanto ansiosa para reencontrá-la. Ela se acomoda na banheira, deixando a espada dele ao seu lado, desde a invasão da base egípcia em que ficou cara à cara com aquela mulher, Angela sempre carregava aquela arma, ela e sua fiel pistola de plasma, que apesar de pequena deixava um belo estrago num corpo desprotegido, sem perceber, aos poucos ia ficando mais sonolenta e acaba por adormecer.

Angela estava em uma casa estranha, era um lugar que lhe era familiar de algum lugar, aparentemente estava em um quarto. A cama era no estilo japonês e parecia grande o suficiente para ser uma cama de casal, ela se levanta e os lençóis deslizam pelo quimono de seda branca. A loira estranha estar vestida daquele jeito e naquele lugar. Mas sua atenção é voltada para um som estranho que parecia vir do lado de fora, haviam dois pares de enormes portas de correr no cômodo, Angela abre a que parecia levar até o som, era semelhante ao som da lâmina de Genji quando ele praticava na sala de treinos. Ao abrir a porta se depara com lindo jardim cheio de cerejeiras e vários pássaros, olhando melhor, nota que estava em uma enorme sacada. No meio do jardim ela vê um homem de curtos cabelos negros, parecia estar vestindo apenas metade de um quimono, ela percebe que era Genji. Ele estava com seus braços e não com as próteses, treinando como sempre fazia, aquilo fez com que Angela sentisse uma felicidade enorme preencher seu corpo. Algo chama a atenção dele, subitamente seu rosto sério parecia triste e desesperado, sem fazer cerimônias ele corre em direção de Angela, a loira olha para baixo e o vê escalando um dos vários pilares do andar de baixo, chegando até ela sem esforço.

- Meu amor...por favor não se esforce desse jeito... – dizia ele a puxando para junto de seu corpo. – A doutora Amari me disse que as próteses ainda poderiam falhar. E se você caísse da sacada?

- Genji, meu amor cal...Próteses? Que próteses?

- Minha querida, eu sei que foi algo traumático. Mas, conversamos ontem sobre isso. E eu me certifiquei de Reyes teve o que mereceu.

Angela olha para suas mãos, no lugar de sua pele branca e delicada, estava uma prótese igual a de Genji, ela se desvencilha dele e corre para de volta para o quarto.

- Angela! Não corra!

Ignorando ele, Angela corre e abre uma porta menor que havia dentro do quarto, esta a levava para o banheiro lá ela tira toda sua roupa em frente ao espelho, o que viu a seguir fez com que seu sangue gelasse. Seus braços e pernas haviam sido substituídos por próteses semelhantes as que ela havia implantado em Genji e assim como ele, estava toda retalhada e com uma enorme cicatriz que ia da clavícula até a barriga.

Ela desaba aos prantos depois de ver aquilo, ela sente Genji lhe agarrar pelos braços e a chacoalhar.

- Ziegler!

- Genji...não...olhe...

- Ziegler por Deus!

Angela acorda fora da banheira, com um pouco de frio ela se levanta, agarrando uma toalha que estava sobre seu corpo.

- Angela. Quase me matou de susto... – dizia Fareeha, sentada ao lado dela.

- Fareeha?! Quando foi que chegaram?

- Faz uns 5 minutos. A porta estava destrancada, ouvimos seu celular tocar feito um louco, aí Jesse veio dar uma olhada no seu quarto e viu a porta aberta e você largada na banheira.

- Jesse me viu...

- Nah, ele me chamou. Disse que tinha respeito demais por você e pelo seu ninja para que pudesse lhe tirar dali. Eu logo pensei no pior... Está tudo bem? Tirando o fato daquele canalha lhe abandonar...

Angela não gostou nada do jeito que Fareeha falou de Genji, mas, como não tiveram tempo para conversar com ela direito, relevou aquilo.

- Eu tive um pesadelo...Acabei caindo no sono, estive trabalhando dobrado ultimamente.

- Hum, nem fale. Só viemos agora por que tivemos que terminar uma missão que aqueles canalhas nos meteram de ultima hora. Eu vi você nos noticiários, apagando o fogo aqui na filial americana.

- Pharah, vou apenas me vestir e me encontro com vocês dois lá na cozinha...

- Eu e Jesse trouxemos uma bela comida daquele restaurante que você tanto gosta, lá do centro. Nada de cozinhar, hoje é dia de beber e relaxar um pouco.

Angela não estava no clima para ter sua moral levantada, mas não quis desfazer dos esforços dos amigos e decidiu beber e comer com o casal. Ela contou tudo para Pharah, inclusive mostrou a carta de Genji, Fareeha deu uma rápida lida, desconfiada como sempre a egípcia pareceu não se convencer, porém respeitou a opinião da amiga e caso ele a estivesse enganando iria estar ao seu lado para confortá-la. Após ler a carta de Genji, era a vez de Fareeha contar algumas coisas para Angela, a egípcia contou a ela tudo o que Reinhardt e Ana haviam lhe mostrado, desde transações ilegais e até mesmo envolvimento com tráfico humano.

- Meu Deus...chega a ser difícil acreditar numa coisa dessas...- dizia Angela.

- Precisamos reconquistar a Overwatch, fazê-la voltar a ser como era nos tempos da Guerra. Quando tudo era preto no branco. – dizia Fareeha.

- Serei franca com você Pharah. Acho que a ideia de seus pais e do Torbjörn é mais tátil do que uma ‘’limpeza’’ na Overwatch...

- Você diz agirmos por fora? Sabe que nossos equipamentos são...

- Os últimos são de confecção pessoal do Torbjör, não foi pedido deles. Portanto é nossa propriedade, não deles.

O ronco de Maccree assusta as duas, o cowboy estava aconchegado no sofá com seu fiel chapéu cobrindo o rosto totalmente. As duas acabam por rir do quão séria elas tornaram a situação, logo Pharah consegue convencer Mercy a beber mais um pouco com ela, para que assim pudessem relaxar.

Amanhecia no Nepal, Genji estava na base da montanha, abandonando seu abrigo temporário, ele decide enfrentar a árdua subida do Himalaia para encontrar o monge ômnico novamente. A temperatura na base da enorme montanha já estava quase insuportável, mas seria necessário mais do que isso para detê-lo, este desafio iria exigir muito dele e suas próteses, teria de tomar cuidado, pois até mesmo o isolamento térmico de seu equipamento possuía suas limitações e caso algo acontecesse, como uma prótese ser perdida na escalada, não haveria Torbjörn para lhe fornecer uma sobressalente e muito menos seu anjo dourado para lhe socorrer.

- Não será um amontoado de neve e pedras que irá nos separar, Angela.

Diz o Shimada, iniciando sua escalada e seu caminho para o equilíbrio entre seu corpo e sua mente.



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