História O duque e eu - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Os Bridgertons, Pretty Little Liars, Sou Luna
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Palavras 4.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal tudo bem com vocês? Espero que gostem do capítulo e desculpem ele está saindo tão tarde. Boa leitura💘🎀.

Capítulo 9 - 07


Homens são como ovelhas. Aonde um Vai logo outros vão atrás.

CRÔNICAS DA SOCIEDADE DE LADY WHISTLEDOWN,

30 DE ABRIL DE 1813




De modo geral, pensou Nina,Pedro estava encarando tudo aquilo muito bem.

Quando Simon terminou de explicar o plano deles (com frequentes interrupções por

parte dela, tinha que admitir),Pedro havia levantado a voz apenas sete vezes. O

que era cerca de sete vezes menos do que Nina esperava.

Finalmente, depois que ela implorara que ele segurasse a língua até que ela e

Gastón tivessem terminado a história, Pedro deu um aceno discreto com a cabeça,

cruzou os braços e apertou os lábios, ficando calado até o fim da narrativa. Sua cara

feia seria capaz de assustar até as pessoas mais corajosas, mas ele manteve a

palavra e ficou em silêncio absoluto até o final.

– E é isso – concluiu Gastón.

Todos ficaram quietos. Fez-se um silêncio absoluto. Por mais ou menos dez

segundos, ninguém disse nada, embora Nina pudesse jurar que havia escutado os

próprios olhos se mexendo nas órbitas enquanto se alternavam entre Pedro e

Gastón.

Então, enfim, Pedro perguntou:

– Vocês estão loucos?

– Achei que ele poderia ter essa reação – murmurou Nina.

– Estão completa, irrevogável e abominavelmente fora de si? – A voz de Pedro

virou um rugido. – Não sei qual dos dois é mais idiota.

– Quer falar baixo? – sussurrou Nina. – Mamãe vai escutar!

– Ela morreria do coração se soubesse o que estão tramando – retrucou Pedro,

em um tom mais baixo.

– Mas não vai ficar sabendo, não é? – disparou Nina.

– Não, não vai – concordou Pedro, assumindo uma postura desafiadora –,

porque esse plano de vocês termina neste instante.

Nina cruzou os braços.

– Você não pode fazer nada para me impedir.

Ele inclinou a cabeça na direção de Gastón.

– Eu posso matá-lo

Não seja ridículo.

– Homens já duelaram por muito menos.

– Homens idiotas!

– Permitam que eu interrompa – disse Gastón  baixinho.

– Ele é seu melhor amigo! – protestou Nina.

– Não mais – decretou Pedro, as palavras marcadas por uma violência mal

contida.

Nina se virou para Gaston com ar irritado:

– Você não vai dizer nada?

Os lábios dele se abriram num meio sorriso divertido.

– E quando eu tive chance de fazer isso?

Pedro se virou para ele.

– Quero você fora desta casa.

– Posso me defender antes?

– A casa é minha também – lembrou Nina, furiosa –, e eu quero que ele fique.

Pedro fuzilou a irmã com o olhar, claramente exasperado.

– Muito bem – retrucou ele –, eu lhes dou dois minutos para expor seus

argumentos. Nem um segundo a mais.

Nina olhou de forma hesitante para Gastón, perguntando-se se ele iria querer

usar esse tempo. Mas tudo o que ele fez foi dizer:

– Vá em frente. Ele é seu irmão.

Ela respirou fundo, colocou as mãos nos quadris sem sequer se dar conta do

gesto e começou:

– Antes de mais nada, devo dizer que tenho muito mais a ganhar com esse plano

do que o duque. Segundo ele, eu serei útil para manter as outras mulheres...

– E as mães delas – interrompeu Gastón.

– ... e as mães delas a distância. Mas, para ser sincera – prosseguiu Nina,

olhando para Gastón ao dizer isso –, acho que ele está errado. As mulheres não irão

parar de persegui-lo só por acharem que ele está interessado em outra jovem...

especialmente se essa jovem for eu.

– E qual é o problema com você? – quis saber Pedro.

Ela começou a explicar, mas então percebeu os dois homens trocando um olhar

estranho.

– O que significa isso?

– Nada – resmungou seu irmão, parecendo ligeiramente encabulado.

– Expliquei a ele sua teoria sobre o porquê de você não ter mais pretendentes –

contou Gastón calmamente.

– Sei. – Nina apertou os lábios enquanto tentava decidir se era algo com que

deveria ficar irritada. – Bem, ele poderia ter se dado conta disso sozinho.

Gastón fez um barulho estranho que poderia muito bem ser uma risada.

Ela lançou um olhar penetrante para os dois.Espero sinceramente que meus dois minutos não incluam todas essas

interrupções.

Gastón deu de ombros.

– É ele quem controla o tempo.

Pedro começou a apertar a borda da mesa com as mãos, provavelmente para

não avançar no pescoço de Gastón, pensou Nina.

– E ele – disse Pedro de forma ameaçadora – vai acabar sendo atirado pela

janela se não calar a boca.

– Sempre suspeitei que os homens fossem todos uns idiotas – resmungou

Nina–, mas nunca tive certeza. Até hoje.

Gaston sorriu.

– Descontando as interrupções – retrucou Pedro, lançando mais um olhar

furioso para o amigo enquanto falava com a irmã –, você ainda tem um minuto e

meio.

– Muito bem – falou ela, dirigindo-se a ele. – Então vou resumir esta conversa a

um único fato. Hoje recebi a visita de seis pretendentes. Seis! Você lembra a última

vez que isso aconteceu?

Pedro apenas a encarou inexpressivamente.

– Eu não lembro – continuou Nina, agora mais calma. – Porque nunca tinha

acontecido. Seis homens subiram os degraus da entrada, bateram em nossa porta e

entregaram seus cartões a Humboldt. Seis homens me trouxeram flores,

conversaram comigo, e um deles até recitou uma poesia.

Gastón  se retraiu.

– E você sabe por quê? – perguntou ela, levantando a voz de novo. – Sabe?

Pedro, com sua percepção um pouco tardia, ficou em silêncio.

– Tudo porque ele – prosseguiu ela, apontando para Gastón – foi gentil o bastante

para fingir que estava interessado em mim ontem à noite no baile.

O duque, que estava apoiado de modo descontraído na beirada da mesa, de

repente se empertigou.

– Ora – atalhou –, eu não colocaria as coisas dessa maneira.

Ela se virou para ele com o olhar impressionantemente firme.

– E como você colocaria?

Gastón não conseguiu dizer muita coisa.

– Eu...

Ela o interrompeu e acrescentou:

– Porque posso garantir que aqueles homens nunca julgaram conveniente me

procurar antes.

– Se eles são cegos – disse Gaston, baixinho –, por que se importa com o que

acham?

Ela ficou em silêncio e recuou um pouco. O duque suspeitou que tivesse dito algo

muito, muito errado, mas não teve certeza até vê-la piscando rapidamente.Ah, que droga.

Então ela secou os olhos. Tentou disfarçar fingindo que estava tossindo e cobrindo

a boca com a mão, mas Gastón ainda se sentia a pior das criaturas.

– Veja o que você fez – acusou Pedro. Fuzilando o duque com o olhar, pousou

a mão reconfortante no braço da irmã. – Não ligue para ele, Nina. É um idiota.

– Talvez – fungou ela. – Mas é um idiota inteligente.

Pedro soltou um suspiro cansado.

– Você recebeu mesmo a visita de seis homens hoje?

Ela assentiu.

– Sete, contando o próprio Perida.

– E você estaria interessada em se casar com algum deles? – perguntou ele com

delicadeza.

Gastón percebeu que estava apertando as próprias pernas com força e obrigou-se

a repousar as mãos sobre a mesa.

Nina assentiu novamente.

– São todos homens com quem eu já cultivara uma certa amizade. Só que eles

nunca me viram como candidata a um romance antes que Perida abrisse o

caminho. Se tivesse a oportunidade, eu poderia desenvolver uma ligação com algum

deles.

– Mas... – balbuciou Gastón, depois se calou.

– Mas o quê? – indagou Nina, virando-se para ele com um olhar curioso.

Gastón ia dizer que, se aqueles homens haviam notado os encantos de Nina

apenas porque um duque demonstrara interesse por ela, então eles eram idiotas, de

modo que ela não devia sequer considerar a possibilidade de se casar com um deles.

Mas, lembrando que o próprio Gastón  tinha argumentado que o interesse dele por ela

lhe traria mais pretendentes... Bem, francamente, parecia que fazer essa observação

seria dar um tiro no pé.

– Nada – retrucou ele, afinal, erguendo a mão como um sinal para que o

ignorassem. – Não é nada.

Nina olhou para ele por alguns instantes, como se esperasse que mudasse de

ideia, e então se voltou de novo para o irmão.

– Então reconhece que nosso plano é inteligente?

– Inteligente pode ser um pouco exagerado, mas... – titubeou Pedro, parecendo

sofrer para admitir – posso entender por que você acha que pode ser beneficiada.

–Pedro, eu preciso encontrar um marido. Além do fato de mamãe não sair

do meu pé, eu quero um marido. Quero me casar e ter minha própria família.

Quero mais do que você pode imaginar. E, até agora, ninguém aceitável pediu

minha mão.

Gastón não sabia como Pedro poderia rejeitar o apelo daqueles olhos escuros.

E, como era de esperar, ele se curvou sobre a mesa e soltou um gemido exausto.

– Muito bem – falou de olhos fechados, como se não pudesse acreditar no que estava dizendo. – Se é preciso, concordo com o plano de vocês.

Nina pulou e jogou os braços ao redor dele.

– Ah, Pedro, eu sabia que você era o melhor dos irmãos. – Ela lhe deu um

beijo no rosto. – Você só se equivoca um pouco às vezes.

Ele revirou os olhos antes de encarar Gastón.

– Está vendo o que tenho que aguentar? – indagou, balançando a cabeça. Usou

aquele tom de voz específico que só os homens colocados contra a parede entendem.

Gaston  ao pensar em que momento havia deixado de ser um sedutor perverso

e voltado a ser um bom amigo.

– Mas tenho algumas condições – avisou Pedro, fazendo Nina recuar.

Ela não disse nada. Apenas esperou que o irmão continuasse.

– Em primeiro lugar, isso não sai desta sala.

– Combinado – concordou ela rapidamente.

Pedro olhou para Gastón.

– É claro – respondeu ele.

– Mamãe ficaria arrasada se descobrisse a verdade – completou Pedro.

– Na verdade – murmurou Gastón –, acho que Lady Bridgerton até aplaudiria

nossa engenhosidade, mas já que obviamente a conhecem há muito mais tempo,

concordo com a decisão de vocês.

Pedro lhe lançou um olhar de gelo e continuou:

– Em segundo lugar, vocês dois não podem ficar sozinhos sob nenhuma

circunstância. Nunca.

– Bem, isso vai ser fácil – disse Nina –, já que não poderíamos ficar a sós

mesmo que ele estivesse de fato me cortejando.

Gastón  se lembrou do breve encontro dos dois no corredor da casa de Lady  e achou uma pena não poder mais ficar sozinho com Nina, mas sabia

reconhecer um obstáculo intransponível quando via um, principalmente quando esse

obstáculo atendia pelo nome de Pedro Antonhy Bridgerton. Então apenas assentiu e

murmurou sua concordância.

– Em terceiro lugar...

– Terceiro? – perguntou Nina.

– Haveria trinta condições se eu conseguisse pensar em tantas – resmungou

Pedro.

– Muito bem – assentiu ela, parecendo muito magoada. – Se é isso que quer...

Por uma fração de segundo, Gastón achou que Pedro seria capaz de

estrangulá-la.

– Do que está rindo? – indagou o amigo.

Foi só então que o duque percebeu que deixara escapar uma risada.

– De nada – retrucou ele rapidamente.

– Acho bom – falou Pedro –, porque a terceira condição é a seguinte: se

alguma vez, uma única vez sequer, eu flagrar você em algum comportamento que a comprometa... se algum dia pegá-lo beijando a mão dela sem um acompanhante,

arrancarei sua cabeça.

Nina piscou.

– Não acha que está sendo um pouco exagerado?

Pedro olhou friamente para ela.

– Não.

– Ah.

– Perida?

Gastón não teve escolha além de assentir.

– Muito bem – retrucou Pedro asperamente. – E agora que terminamos, você

pode ir embora – disse ele, acenando com a cabeça na direção de Gastón.

– Pedro! – exclamou Nina.

– Suponho que isso queira dizer que estou desconvidado para o jantar desta noite

– disse Gastón.

– Isso mesmo.

– Não! – Nina deu um soco no braço do irmão. – Ele foi convidado para o

jantar? Por que você não me disse nada?

– Isso foi muito antes dessa confusão toda – resmungou Pedro.

– Foi na segunda-feira – informou Gaston .

– Bem, então você deve se unir a nós – decretou Nina. – Mamãe ficará

encantada. E você – completou, cutucando o braço de Pedro –, pare de pensar em

formas de envenená-lo.

Antes que seu irmão pudesse responder, o duque descartou a observação dela

com uma risada.

– Não se preocupe comigo, Nina. Não esqueça que estudei com ele por quase

dez anos. Ele nunca compreendeu os princípios da química.

– Eu vou matá-lo – disse Pedro a si mesmo. – Antes do final desta semana,

vou matá-lo.

– Não vai, não – falou ,Nina despreocupadamente. – Até amanhã, os dois já

não se lembrarão mais disso e estarão fumando charutos no White’s.

– Não tenha tanta certeza – afirmou Pedro de forma ameaçadora.

– É claro que estarão. Não acha, Gastón?

O duque analisou o rosto do melhor amigo e notou em seus olhos algo que nunca

tinha visto. Algo sério.

Seis anos antes, quando Gaston deixara a Inglaterra, ele e Pedro eram garotos.

Na época, pensavam que eram homens. Iam a cassinos, a bordéis, e frequentavam

eventos sociais com toda a arrogância típica da idade, mas agora as coisas eram

diferentes.

Agora eles eram homens de verdade.

Gastón sentira a mudança por que passara durante a viagem ao redor do mundo.

Fora uma transformação lenta, ocorrida com o tempo, conforme ele enfrentava novos desafios. Mas agora se dava conta de que havia retornado à Inglaterra ainda

pensando em Pedro como o garoto de 22 anos que deixara para trás.

Percebeu que errara ao não se dar conta de que o amigo também crescera.

Pedro tinha responsabilidades com as quais Gastón  nem sequer sonhara. Tinha

irmãos para orientar, irmãs para proteger. Gaston tinha um ducado, mas Pedro

tinha uma família.

Essa era uma diferença significativa entre os dois, e Gastón  viu que não podia

culpá-lo por seu comportamento superprotetor e de certa forma teimoso.

– Eu acho – disse Gaston lentamente, enfim respondendo à pergunta de Nina –

que seu irmão e eu somos muito diferentes do que éramos quando eu saí do país, há

seis anos. E desconfio que talvez isso não seja algo ruim.









Algumas horas depois, a casa dos Bridgertons estava um caos.

Nina usava um vestido de festa de veludo verde-escuro e vagava pelo hall,

tentando encontrar uma forma de acalmar os nervos da mãe.

– Eu não acredito – falou Violetta, levando uma das mãos ao peito – que Pedro

se esqueceu de me dizer que convidou o duque para o jantar. Não tive tempo para

preparar nada. Nada.

Nina olhou para o menu em sua mão, que começava com sopa de tartaruga e

passava por mais três pratos antes de terminar com um cordeiro ao molho

bechamel (seguido, é claro, por quatro opções de sobremesa). Tentou disfarçar o

sarcasmo ao dizer:

– Acho que o duque não terá motivo algum para reclamar.

– Tomara que não – respondeu Violetta. – Mas, se soubesse que ele viria, teria

incluído um prato de carne no menu. Não se pode receber sem um prato de carne.

– Ele sabe que é uma refeição informal.

Violetta lançou-lhe um olhar severo.

– Nenhuma refeição é informal quando há um duque presente.

Nina olhou para a mãe, pensativa. Violetta contorcia as mãos e rangia os

dentes.

– Mamãe, não creio que o duque seja do tipo que espera que os outros

modifiquem drasticamente os planos para o jantar por causa dele – observou a

jovem.

– Ele pode não esperar – argumentou Violet ta–, mas eu espero. Nina, a

sociedade tem regras. Expectativas. E, francamente, não compreendo como você

pode estar tão calma e desinteressada.

– Não estou desinteressada!

– Pois com certeza não parece nervosa. – Violetta olhou para a filha desconfiada. –Como pode? Pelo amor de Deus, Nina, esse homem está pensando em se casar

com você.

Ela conseguiu se conter antes de soltar um gemido.

– Ele nunca chegou a dizer isso, mamãe.

– Nem precisava. Por que outra razão a teria tirado para dançar ontem à noite?

A única moça além de você que ele honrou com uma dança foi Jimena Medina

Featherington, e nós duas sabemos que deve ter sido por pena.

– Eu gosto de Jim– comentou Nina.

– Eu também – concordou Violetta –, e espero que um dia sua mãe se dê conta de

que uma menina com a pele dela não pode usar roupas de cetim cor de tangerina,

mas isso não vem ao caso.

– E o que vem ao caso?

– Eu não sei! – Foi praticamente um lamento.

Nina balançou a cabeça.

– Vou ver onde está Ária.

– Sim, faça isso – disse Violet ta distraidamente. – E se certifique de que Sebastian

tomou banho direito. Ele nunca lava atrás das orelhas. E Luna... Meu Deus, o

que vamos fazer com Luna? PERIDA não deve esperar uma criança de 10 anos

de idade à mesa.

– Sim, ele espera – afirmou Nina, paciente. – Pedro lhe disse que seria um

jantar de família.

– A maior parte das famílias não permite que os filhos mais novos jantem à

mesa – observou Violetta.

– Isso é problema delas. – Nina enfim se rendeu à exasperação e soltou um

suspiro alto. – Mamãe, eu falei com o duque. Ele sabe que não é uma refeição

formal. E me disse especificamente que estava em busca de uma mudança de ritmo.

Como não tem família, nunca participou de nada parecido com um jantar nosso.

– Deus nos ajude.

Violetta estava pálida.

– Ora, mamãe – continuou Nina –, eu sei o que está pensando, e posso

garantir que não precisa se preocupar com  Sebastian colocando purê de batatas na

cadeira de Yamila. Tenho certeza de que ele já passou da fase desse tipo de

comportamento infantil.

– Ele fez isso semana passada!

– Bem, então... então estou certa de que ele aprendeu a lição.

A vincondessa lançou à filha um olhar bastante duvidoso.

– Muito bem, então – disse Nina, com o tom bem mais descontraído. – Então

eu simplesmente o ameaçarei de morte caso faça qualquer coisa que envergonhe a

senhora.

– A morte não irá assustá-lo, mas talvez eu possa dizer que venderei o cavalo

dele – brincou Violetta.– Ele nunca acreditaria nisso.

– É, você tem razão. Eu tenho o coração mole. – Violetta franziu a testa. – Mas

talvez ele acredite se eu ameaçar proibi-lo de dar sua cavalgada diária.

– Isso pode funcionar – concordou Nina.

– Bom, é melhor eu ver onde ele está. – Violet ta deu dois passos e se virou. – Ter

filhos é um desafio tão grande...

A jovem apenas sorriu. Sabia que era um desafio que a mãe adorava.

A viscondessa pigarreou suavemente, indicando que tocaria em um assunto mais

sério.

– Espero que esse jantar corra bem, Nina. Acho que Perida pode ser um

excelente marido para você.

– Pode? – provocou Nina. – Pensei que a senhora achasse que duques fossem

bons maridos mesmo que tivessem duas cabeças e cuspissem fogo quando falassem.

– Deu uma risada. – Das duas bocas!

Violetta abriu um sorriso largo.

– Talvez você ache difícil de acreditar, Nina, mas eu não quero ver você casada

com qualquer um. Se a apresento a dezenas de homens, é apenas porque quero que

tenha o máximo de pretendentes possível para poder escolher um marido. Meu

maior sonho é que seja tão feliz como eu fui com seu pai.

E então, antes que Nina pudesse responder, sua mãe desapareceu pelo

corredor, deixando-a sozinha com suas ideias.

Pensando bem, talvez esse plano com Perida não fosse tão bom, afinal. Violetta

Ficaria arrasada quando os dois rompessem a falsa aliança. Gastón tinha dito que

poderia ser Nina a terminar tudo, mas estava começando a se perguntar se o

contrário não seria melhor. Sim, seria humilhante para ela ser dispensada pelo

duque, mas pelo menos dessa forma ela não teria de suportar a ladainha de uma

Violetta confusa perguntando “Por quê?”.

A mãe ia achar que ela estava louca de deixá-lo escapar.

E Nina acabaria se perguntando se ela não tinha razão.









Gastón não estava preparado para o jantar com os Bridgertons. Tinha sido um

evento barulhento e movimentado, com muita risada e, felizmente, apenas um

incidente, envolvendo uma ervilha voadora.

(A ervilha em questão havia partido de onde Luna estava, mas a caçula da

família parecia tão inocente e angelical que Gastón não conseguia acreditar que ela

realmente mirara o irmão com a bolinha.)

Ainda bem que Violetta não notara o acontecido, apesar de a semente ter

sobrevoado sua cabeça num arco perfeito.Mas Nina, que estava sentada em frente a Gastón, com certeza viu, porque

cobriu a boca com o guardanapo com impressionante diligência. A julgar pela

forma como seus olhos estavam enrugados nos cantos, era claro que ela estava rindo

por trás do tecido.

O duque pouco falou durante a refeição. Verdade seja dita, era muito mais fácil

escutar os Bridgertons do que tentar conversar com eles de fato, especialmente

considerando a quantidade de olhares hostis que recebia de Pedro e Simon.

Mas Gastón estava sentado na ponta oposta aos dois (certamente não tinha sido

por acaso que Violetta decidira o lugar onde ele ficaria), de modo que foi fácil ignorá-

los e apreciar a interação de Nina com o resto da família. De vez em quando, um

deles lhe fazia uma pergunta direta, que ele respondia e então retornava à sua posição

de observador silencioso.

Finalmente, Luna, que estava sentada à direita de Luna, encarou-o e disse:

– O senhor não é de falar muito, né?

Violetta engasgou com o vinho.

– O duque – disse Nina à irmã mais nova – está sendo muito mais educado

do que todos nós, que interrompemos uns aos outros a todo momento, como se

tivéssemos medo de não sermos ouvidos.

– Eu não tenho medo de não ser ouvido – argumentou Sebastian.

– Eu não tenho medo disso também – comentou Violetta asperamente. – Sebastian,

coma suas ervilhas.

– Mas Luna...

– Lady Bridgerton – chamou Gastón em voz alta –, eu poderia repetir essas

deliciosas ervilhas?

– Ora, é claro que sim. – Violetta levantou as sobrancelhas em direção a Sebastian.

– Veja como o duque está comendo suas ervilhas.

O rapazinho imitou Gastón e devorou suas leguminosas.

O homem sorriu consigo mesmo enquanto pegava mais uma colher de ervilhas,

grato pelo fato de o jantar ser informal. Se tivesse que chamar um lacaio para servi-

lo, teria sido difícil evitar que Sebastian acusasse Luna, com razão, de ser uma

atiradora de ervilhas.

Gastón começou a comê-las, já que não tinha alternativa além de consumir cada

uma delas. Lançou um olhar de cumplicidade para Nina, que estava com um

sorrisinho misterioso nos lábios. Sua expressão era de um bom humor contagiante, e

o duque sentiu os cantos da própria boca se arqueando também.

– Pedro, por que você está emburrado? – perguntou uma das meninas

Bridgertons.

Gastón achou que podia ser Yamila, mas era difícil dizer. As duas do meio

eram parecidas demais, ambas com os olhos claros da mãe.

– Não estou emburrado – explodiu Pedro, mas Gastón, que era o alvo do mau

humor dele havia quase uma hora, sabia que o amigo estava mentindo.Está, sim – disse Ária ou Yamila.

– Se acha que vou responder “Não estou”, está redondamente enganada – falou

Pedro, com o máximo de condescendência possível.

Nina riu por trás do guardanapo mais uma vez.

Gastón pensou que sua vida estava mais divertida do que vinha sendo fazia muito

tempo.

– Sabem que acho que esta pode ser uma das noites mais agradáveis do ano? –

anunciou Violetta de repente. – Mesmo que minha filha mais nova não pare de atirar

ervilhas para baixo da mesa – continuou, olhando para Luna.

Gastón ergueu o olhar no momento exato em que a caçula gritou:

– Como a senhora sabe?

Violetta balançou a cabeça enquanto revirava os olhos.

– Meus queridos filhos – disse ela –, quando vão aprender que eu sei de tudo?

O duque chegou à conclusão de que tinha muito respeito por Violetta Bridgerton.

Mas, ainda assim, ela conseguiu confundi-lo completamente com uma pergunta

seguida de um sorriso:

– Diga-me, Alteza, estará ocupado amanhã?

Apesar dos cabelos loiros e dos olhos azuis, ela se pareceu tanto com Nina

quando se dirigiu a ele que Gastón ficou perplexo por um instante. Que deve ter sido o

único motivo pelo qual não conseguiu pensar antes de gaguejar:

– N...não. Não que me lembre.

– Ótimo! – exclamou Violetta, encantada. – Então pode se juntar a nós em nossa

ida a Greenwich.

– Greenwich? – repetiu Gastón.

– Sim, estamos planejando um passeio em família há semanas. Pensamos em

pegar um barco e talvez fazermos um piquenique às margens do Tâmisa. – Ela

sorriu para ele de maneira confiante. – Irá conosco, não?

– Mamãe! – atalhou Nina. – Estou certa de que o duque tem vários outros

compromissos.

A viscondessa olhou para a filha com tanta frieza que Gastón  ficou surpreso por

nenhuma delas congelar.

– Bobagem – respondeu Violetta. – Ele mesmo acabou de dizer que não estará

ocupado. – Virou-se de novo para ele. – E também vamos visitar o Observatório

Real, de modo que não precisa se preocupar que vá ser um passeio desinteressante.

Não está aberto ao público, é claro, mas como meu finado marido era um dos

principais patrocinadores, teremos acesso garantido.

Gastón olhou para Nina. Ela apenas deu de ombros e se desculpou em silêncio.

Ele voltou a olhar para Violetta.

– Eu ficaria encantado.

A matriarca dos Bridgertons ficou tão radiante que lhe deu um tapinha no braço.

E Simon teve a profunda sensação de que seu destino acabara de ser selado.


Notas Finais


Essa treta entre Gastón e Pedro,acho que nao vai acabar bem? E vocês acham o Que? Comentem,favoritem,dêem sua nota.
Bjs fiquem com deus e ate semana que vem.


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