História O Ecstasy - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Crossover, Drama, Humor, Los Angeles, Music, Rock, Romance, Traumas
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Palavras 2.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction O Ecstasy - Capítulo 2 - Capítulo 1

– Cherly! Será que dá pra parar com isso? – tirou o cigarro da minha mão.

– Ah Luma não enche o saco, me devolve essa droga. Está parecendo a minha mãe – Luma me repreendeu com o olhar – E nem vem me olhar assim até parece que você é santa – peguei o cigarro de volta.

Estava na hora do intervalo e Luma tava falando de como o cigarro prejudica e toda essa história. Luma era minha melhor amiga desde de quando tínhamos 6 anos e juro que não entendo como a gente é parecida e diferente ao mesmo tempo. Luma é negra e muito linda, tem cabelos cacheados e pretos que batem na sua cintura e olhos grandes e castanhos escuros. Muitos meninos dão em cima dela e realmente o corpo de Luma é de inveja pois tem curvas muito acentuadas e as meninas da faculdade morrem de raiva por isso. Luma é muito sem vergonha, sempre arruma briga com as meninas, fala muito alto e ama flerta com os garotos desde pequena - toda vez que via um garoto bonito falava que ele era "pegável" mas ela só faz isso pra provocar porque - por incrível que pareça - ela tem namorado que por obra do destino é mais branco que um açúcar. Diferente de minha pessoa eu sou mais quieta e fico na minha e sempre tento não chamar atenção.

– Não disse que sou santa – deu um sorriso malicioso – Mas pelo menos não fico tentando estragar minha vida por uma coisa tão idiota! Quando você vai parar com essa merda hein?

Olhei pra ela e sorri.

– Quando eu morrer eu juro que paro!

– Você é tão sem graça – revira os olhos – Não entendo como que a gente é melhor amiga.

– Uma coisa que me pergunto sempre! – joguei o maço de cigarro fora – Agora vamos logo não quero me atrasar.

Fazíamos faculdade de Medicina - ela neurologia e eu pediatra - na escola amávamos ciências e sempre falamos uma pra outra que queríamos ser médicas. Desde pequena sempre quis isso, tudo bem que talvez eu desmaie só de ver sangue e tudo mais então por isso escolhi pediatria pois não mexe muito com coisas como abrir um corpo.

Tocou o sinal e por sorte já estávamos na sala. O professor de biologia entrou e mandou todos sentarem e abrirem os cadernos enquanto ia para a lousa. Tempo depois deu a hora da saída, Luma e eu saímos da sala.

– Ei que tal nós irmos para aquele starbucks novo que tem no centro? Todos estão falando que é um ótimo lugar e tem até show ao vivo! –  suspirei e olhei pra ela – Por favor Cher, nós nunca mais fizemos nada juntas.

Realmente ela estava certa, tinha muitos deveres pra fazer e eu tinha que estudar muito pra não perder a bolsa que acho que já estava até em um relacionamento sério com meus livros.

– Tudo bem nós vamos – deu um gritinho fino – Mas não podemos chegar muito tarde porque eu tenho que... – interrompeu.

– Estudar eu sei, mas não se preocupe não vamos demorar, eu só quero que você para de se enforna naquele quarto, tá parecendo uma vampira.

– Quem parece uma vampira? – Ash chega abraçando a Luma e me dá um beijo na testa.

– A Cher! Ela vive em casa e nunca sai – revirei os olhos – Então chamei ela pra ir comigo pra uma Starbucks novo. Vem com a gente, amor?

– Claro, vou pegar vocês tá bom?

– Ok – deu um selinho nele.

– Vocês me dão nojo. Por que não vão pra um quarto?! – riram.

– Se você quiser pode vir também – Ash me encarou malicioso.

– Não! – Luma e eu gritamos.

– Qual o problema? Luma falou que queria experiências novas – sorri pra ela – É uma ótima experiência pra tentar não acham? – Luma corou e eu ri.

– Você tá ficando louco seu filho da mãe? – bateu nele – Tá pensando o que? Ela é minha melhor amiga seu tarado!

Nós dois rimos muito da cara de Luma pois ela estava tão constrangida e isso é muito difícil de ela ficar.

– Vocês que se resolvam aí, eu já tenho que ir e Luma abra portas para novas experiências, você pode adorar.

Saí de lá antes que ela me tacasse o sapato dela na minha cara e fui em direção ao meu carro no estacionamento. Cheguei em uns vinte minutos e estacionei frente ao meu prédio e passei pelo senhor Robert na recepção e o cumprimentei. O senhor Robert era um coroa de quarenta e nove anos e sempre foi muito gentil com todos no prédio principalmente eu que o chamava de avô pois pra mim era como um. O elevador se abriu, destranquei a porta e entrei logo sendo recebida pelo Leroy meu cachorro que eu ganhei do meu pai no meu aniversário de dezenove anos e realmente ele acertou no presente já que eu moro sozinha então o Leroy me faz companhia. Meu apartamento era médio. Na entrada tinha dois sofás um pequeno e grande, a TV era colada na parede e embaixo tinha uma estante e um tapete vinho. O estilo do apartamento era mais descontraído, tinha vários objetos coloridos e as paredes também era uma de cada cor - azul, vermelha, branca. Fiz carinho nele e segui pro meu quarto para finalmente tomar uma ducha na água quente que é a melhor coisa e mundo. Resolvi pedir comida pronta mesmo e assistir alguma coisa. Alguns minutos depois a comida chegou, eu enviei uma mensagem pra Luma perguntando que horas ela vinha me buscar para irmos pra Starbucks e me respondeu que sete horas já estaria aqui.

Como ainda era cedo e não tinha nada pra ver então fui completar logo os trabalhos para semana. Quando tinha terminado vi que era 17:32 e fui logo me arrumar. Escolhi uma blusa preta que batia no início das minhas coxas e um shortinho também preto que quase não aparecia, uma bota de salto marrom com uma bolsinha de franjas. Só passei um brilho na boca e delineador, não gosto de usar muita maquiagem sempre fui assim - enquanto as meninas do meu colégio iam todas maquiadas eu ia com no máximo um creme no rosto - peguei meu celular e respondi pra Luma que já tava descendo. Entrei no elevador e quando abriu vi a Luma com um vestido branco que realçava sua cor de pele e Ash que tava de blusa preta e jeans preto também.

– Ai amiga, me empresta essa roupa pelo amor que tem por mim – ri.

– Eu quero saber que amor é esse que nem eu tô sabendo – respondi sarcástica – Aliás você ainda tem que devolver minha calça que eu emprestei mês passado.

– Esquece esse negócio de roupa cof cof – deu uma tosse falsa e eu ri – Não viemos pra falar sobre isso.

– Não tenta mudar de assunto porque eu vou pegar aquela calça que é minha preferida.

– Eu concordo de depois vocês falarem sobre esse negócio de roupa ou qualquer coisa de mulher, porque eu tô com fome e não vim pra esses papos furados – Ash falou irritado.

– Nossa, não precisava falar assim seu grosso, também depois disso não vou mais comer com vocês e você gastou gasolina à toa querido – Ash revirou os olhos – Acho que isso é falta de uma boa transa.

– Anda logo com isso e para de falar besteira sua smurfette.

Andei até o carro irritada e os outros dois vieram depois. O Starbucks era longe então chegamos lá 19:30 e o lugar estava lotado acho que nem tem mesa sobrando, realmente esse lugar deve ser muito bom mesmo. Ash estacionou o carro e entramos, o lugar era muito aconchegante sabe aquele lugar que você chega e se sente em casa? Era esse tipo de lugar, tinha mesas espalhadas por todo canto e um palco com microfone no centro, o local era escuros com luzes brilhantes, tinha um balcão e muitas mesas estavam ocupadas até que achamos uma encostada na parede perto do palco e uma garçonete veio nos atender. Pedimos três cafés e eu pedi rosquinhas pra acompanhar.

Estávamos conversando quando todos começaram a gritar e eu não tava entendendo nada quando surgem alguns meninos no palco com instrumentos, no total eram 4 garotos.

– Você conhece eles? – sussurrei pra Luma.

–  Sim, desde que aqui abriu eles tocam algumas vezes e todos são muito gatos. Eu pegava – ri.

– Eu tô ouvindo sabia? – Ash sussurrou pra nós.

– Sabe que eu te amo, mas que eles são lindos, são.

Ri e virei pro palco de novo e olhei pros garotos quando o que eu acho que é vocalista falou.

– Boa noite para todos, nós vamos tocar pra animar o clima – todos gritaram – Espero que gostem, obrigado.

Quando a guitarra começou a tocar logo reconheci a música kiss the devil do Bel Heir e me animei como o resto das pessoas pois simplesmente amava aquela música.

 

Eles dizem que ela é ruim para mim

Ela nunca vê a luz do sol

Sempre vivendo para a vida noturna

Ela não vai ouvir quando seu pai diz

 

Ela é como uma correção para mim

Meu champanhe de manhã cedo

Meu novo disfarce emocionante

Ela tem um aperto que eu não posso escapar

 

A voz dele era simplesmente viciante, era doce e suave com uma pegada romântica e grossa. Era simplesmente perfeita e com certeza as garotas caiam em cima dele eu não tinha dúvida pois além de cantar muito bem ele era lindo, com o cabelo preto que pegava no olho, alto e dava pra ver que tinha um corpo lindo - e como - e com a pele tão branca, a única coisa que eu não conseguia ver era a cor dos seus olhos que estavam fechados sentindo a música e um arrepio passou por mim quando ele cantou o refrão e olhou pra mim de um jeito que ninguém olhou. Era um olhar penetrante e eu não queria que acabasse.

 

E parece que o céu, o céu

Quando eu beijar o diabo

Quando eu beijar o diabo

 

E parece que o céu, o céu

Quando eu beijar o diabo

Quando eu beijar o diabo

 

Quando percebi tinha muitas meninas em frente ao palco tentando ganhar a atenção e estava tão distraída olhando pro cantor misterioso que não vi que a música tinha acabado e ele estava se despedindo de todos e saindo do palco. Ainda estava tão desconcertada com o olhar daquele cantor que não escutei Luma me chamando.

– Ei! Olá tem alguém no cérebro da Cher? – Luma estalou os dedos na minha cara e olhei pra ela – Acorda amiga, o que aconteceu?

–  Nada, não aconteceu nada – olhou desconfiada pra mim – Eu só tava pensando que tenho que comprar roupas – menti.

– Tudo bem então, não quer pedir mais alguma coisa?

– Não só vou no balcão pedir uma água ok?

– Tá, mas não demora – assenti.

Andei até o balcão para pedir a água e me sentei numa das cadeiras enquanto esperava a água chegar, olhei pelo lugar e avistei o cantor com olhar penetrante vindo em direção ao balcão e nesse momento eu congelei no meu assento e fiquei olhando pra frente.

– E aí cara, me vê uma cerveja por favor.

– Claro – o garçom saiu e nos deixou sozinhos. Merda.

Nossa, a voz dele é realmente bonita e hipnotizante que por alguns segundos eu até esqueci o que eu vim fazer aqui. Olhei por cima dos ombros e notei que ele estava me olhando, rapidamente eu coloquei meu cabelo no rosto. Por que eu tô assim Jesus? Saí dos meu pensamentos quando ele falou comigo.

– Gostou do show? – olhei pra ele.

– Tá falando comigo?  apontei pra mim mesma. Ele olhou atrás de mim e ergueu a cabeça e eu fiz o mesmo, mas não vi ninguém.

– Bom, acho que só tem você aqui não é? – falou sarcástico e sorriu. Meu Deus que sorriso.

– Bem – limpei a garganta – Eu amo essa música então acho que gostei – baixei a cabeça.

– Você acha? – riu – Não tem certeza?

 Ergui a cabeça pra ele e vi que seus olhos são verdes azulados e por Deus eu nunca vi ninguém tão lindo assim.

– Respondendo a sua pergunta, sim eu gostei vocês são bons, poderiam investir nisso.

– Não, eu acho que não, eu sou um amante da música, mas prefiro ser só um amante mesmo – sorriu.

– Você nunca pensou em ser cantor?! Minha nossa você é ótimo, por quê não quer isso? – perguntei curiosa.

– Obrigado pelo elogio, mas não acho que esse estilo de vida é pra mim, eu não quero ser famoso e ter todas as mulheres do mundo e ficar milionário – arregalei os olhos realmente me surpreendi – Quero ter uma vida boa com meu emprego normal, ter um bom dinheiro que me sustenta e uma família. Não preciso de uma fortuna.

– Nossa, realmente não esperava isso. Isso é bom poucas pessoas pensam assim.

– O que? Você acha que eu quero pegar todas?

– Na verdade sim eu achava isso, mas até parece que as mulheres não tentam alguma coisa com você. Fala sério você é um gato! – me dei conta do que falei e corei no mesmo instante e ele riu. Por sorte nossas bebidas chegaram e eu desviei o olhar.

– Me acha um gato? – debochou – Bom então já que estamos sendo sinceros tenho que falar que você é muito linda – senti meu rosto queimar e dei um gole na água pra disfarçar.

É por isso que eu odeio falar tudo que vem na minha cabeça é simplesmente automático e quando vejo eu já falei a merda.

– Mas realmente me senti ofendido pelo seu pensamento sobre mim. Não sou do tipo que come qualquer uma porque teve uma traição e não quer mais amar – rimos.

– Não falei que era ruim só pensei que talvez você fosse do tipo galinha, mas você não fica com ninguém? – por que eu perguntei isso?

– Não disse isso, é claro que uma aventura não faz mal, mas eu só to esperando a garota certa e comer todas não vai ajudar.

– A garota certa?! – ri – E se ela não existir? – de verdade e se isso não existir? Não acredito nessas coisas que dizem que você vai encontrar alguém que é perfeito pra você e vai viver com essa pessoa até quando ficarem velhos.

– Ela existe – confirma.

– Como tem tanta certeza? – indaguei – Acredita mesmo nesse negócio?

– E você não?

– Não, eu não acredito, acho que isso é só uma consolação para você poder pensar que não vai ficar sozinho e vai ter alguém pra ficar do seu lado "pra sempre", mas isso nunca vai acontecer porque cedo ou mais tarde esse "pra sempre" vai acabar, sempre acaba.

Ele me olhou curioso e com um certo tipo de brilho no olhar como se eu fosse de outro tempo e isso me deixou inquieta, queria olhar pra todos os lugares menos para aqueles olhos tão lindos como um oceano.

– Nada é por acaso! Tenho certeza que ela existe e eu vou encontrar – disse convicto.

– Ok, então quando achar ela me avisa – sorriu e eu retribui.

– Tudo bem, eu vou fazer você ser a primeira a saber.

Ficamos nos encarando e eu não sei por quanto tempo - segundos, minutos, horas - Mas eu não queria me desprender dali e ele também não e o silêncio não tava ruim ou pesado nós só estávamos nos falando através do olhar e eu queria saber o que ele estava falando e eu juro que por um momento eu vi admiração nos olhos. Ficamos assim até que ouvi Luma me chamar pra irmos embora e só aí que paramos de nos olhar.

– Cher vamos logo, não podemos chegar muito tarde lembra.

– Tudo bem, eu já estou indo.

– Ei, eu pago a conta não tem problema – o cantor com olhar penetrante falou – Sua amiga está com pressa, eu posso pagar.

– Não acho uma boa ideia – fui interrompida por Luma.

– Vamos logo Cher!

Virei pra ele e ele me lançou um olhar de compreensão e fui caminhando até Luma, mas não antes de ouvir.

– Espera! Qual seu nome? – olhei pra ele e sorri.

– Cherly Hanson.

– Prazer Cherly Hanson, eu sou Alex Johnson.

Fui embora com Ash e Luma e quando cheguei em casa fiquei pensando no que o cantor com olhar penetrante disse e não consegui entender seu raciocínio pois é verdade que nada é por acaso, mas se nada é por acaso então pra que se apaixonar por uma pessoa se ela vai embora de um jeito ou de outro? Pra que aquele acaso acontecer se não vai mudar nada na sua vida e deixar você triste e magoado? Mas ele estava tão convencido daquilo que não tive argumentos para contrariar. Se ele acha isso quem sou eu pra julgar. E foi naquele momento que eu percebi que estava pensando nele é naqueles olhos oceânicos e lindos e lembrei que ele falou que seu nome é Alex. Pra mim nenhum outro nome foi tão lindo quanto o seu.

Eu não achei tão importante gravar o nome do cantor com olhar penetrante porque achava que não íamos nos ver mais e que apesar de gostar de falar com ele - e eu queria de novo - isso não ia acontecer.



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