História O efeito do Rei - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Felicity, Felicity Jones, King, Obsessão, Ronald, William King
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Palavras 3.066
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá venho com mais um capítulo para vocês. Boa leitura.

Capítulo 16 - Amor e mágoas


         Ronald se aproxima de mim, e eu consigo sentir sua dor enquanto caminha lentamente tentando me alcançar. Ele não está bêbado, mas parece, anda um pouco zonzo, e com passos desnorteados e também parece estar com bastante ódio, que se tivesse uma faca em seus braços, ele usava em mim com certeza. Seus olhos estão queimando de fúria, e me dá um olhar tão gelado que me deixa com medo dele. Eu fico imóvel até que ele chega até mim.
           Eu não digo nada. Olho para ele, triste. Eu sei que devia ter contado para ele, e mais! Eu não sabia que ele voltava hoje. Ele disse que ficaria um mês em Idaho, e agora está aqui? Se eu soubesse, não teria feito o que eu fiz com William em frente da sua casa. Eu sou a pior pessoa do mundo. Isso é indiscutível.
           Ronald se aproxima mais ainda, estando perto o suficiente para eu sentir sua respiração no meu rosto. Eu olho para o chão, tentando desviar o olhar triste e destruído de Ronald, porque a culpa é minha, e isso, é bastante constrangedor. Eu fiz uma coisa terrível, e machuquei Ronald. Espero que ele me perdoe.
            - Vai responder a minha pergunta ou não? É assim que você pensa sobre nós? - Ele repete. Eu não sei o que responder. Ele está tão furioso que pode fazer algo de que se arrependa.
            - Ronald, me deixa explicar! - Eu peço.
            - É tudo que eu quero. - Sua voz está calma, mas seu rosto não parece.
            - Eu sempre gostei de você Ronald. Eu sempre fui apaixonada por você, mas quando você foi embora eu passei muito tempo com William. Tempo suficiente para me apaixonar por ele.
           - É só isso? - Diz calmamente, enquanto franze o rosto, e olha para mim friamente.
          - No dia do jantar da sua mãe, horas antes, ele me convidou para jantar. Eu não aceitei. - Ele suspirou. - Mas depois ele insistiu e eu aceitei. Nós fomos jantar no domingo e não correu como esperava...
           - Então quando eu disse para você o que eu sentia, você me recusou porque sentia algo por ele? Mentiu para mim quando perguntei se gostava de outro?!
            - Não. Eu não sentia nada por William. Eu apenas estava muito confusa quanto a nós dois. Desculpa.
             - Há quanto tempo vocês estão juntos?
             - A partir do dia em que você foi embora. - Ele olha para mim chocado. Eu fecho os olhos. Talvez seja melhor não ver seus olhos machucados.
             - Você esperou que eu pisasse no avião para ir atrás dele?!
           - Não! Ele veio atrás de mim. Ele vivia o tempo todo me ligando, enviando mensagens, me procurar, desde que nos conhecemos. Foi tudo sem querer. No dia em que você foi embora, nós jantamos juntos e ele me beijou e...
            - Nesses dias, eu tenho ligado para você Felicity, dizendo o que eu sinto, tenho esperado ansioso para que você seja minha, mas afinal de contas você está com ele. Devia estar rindo da minha cara!
             - Claro que não, Ronald! Eu queria contar para você, mas achei que não era boa ideia fazê-lo por telefone, que decidi esperar que você chegasse.
             - Você me encheu de esperanças quando nos beijamos no aeroporto, Felicity! Eu não conseguia parar de pensar em você, no nosso beijo, eu confesso que estava um pouco inseguro, Felicity. Quer dizer, você aqui rodeada de homens charmosos, e eu a quilómetros de distância.
          - Desculpa. - Eu choro por causa da sua dor. - Eu... eu lamento, eu n-nunca quis machucar você.
         - Mas você machucou. Machucou muito. Eu pensei que quando eu voltasse a gente estaria juntos. A gente seria namorados. Que iríamos sair juntos todos os dias. Ir ao cinema, ir a praia, jantar fora, comer um gelado, uma pizza, um hambúrguer, ir para o karaokê, passear pelas ruas de mãos dadas, íamos nos beijar o tempo todo, falar ao telefone horas e horas, passar a noite juntos, abraçados, observando as estrelas, conversar, acordar ao seu lado. Eu pensei várias vezes inclusive que se desse tudo certo, pedir você em casamento. Eu tinha planos para o nosso futuro, Felicity! - Eu tento tocá-lo, mas ele não deixa. Eu não sabia que ele queria tudo isso comigo. Me sinto muito mal por isso. 
            - Eu também quis ser sua namorada. Eu sempre quis Ronald, eu era apaixonada por você desde que me mudei para cá, mas nunca tive coragem de dizer para você porque eu sempre tive medo que fosse ser rejeitada. Eu queria viver tudo isso que acabou de dizer contigo. Eu juro!  
           - Eu também me apaixonei por você desde que veio para cá. Eu ainda sou. E dói saber que ama outro. Dói tanto, tanto Felicity! Eu não sei se vou conseguir ultrapassar isso. Eu simplesmente não sei. Você sabia. Você sabe o que eu sinto por você, Felicity, e ainda assim fez o que fez comigo. Ficou com ele. - Ele puxa os cabelos levemente enquanto anda de um lado para o outro.
         Minhas lágrimas não param de cair. - Ninguém escolhe por quem se apaixona, Ronald. Eu...eu... eu me apaixonei por ele sem perceber.
         - Mas você me falou que não gostava de outro, e dois dias depois, esse cara é seu namorado. Tem a certeza que não escolheu?
          - Eu não escolhi. Eu sempre tentava me afastar dele, Ronald! Eu... eu não queria que ninguém intervisse no nosso relacionamento futuro. E... e quando eu fui ter com você no aeroporto, eu ainda te amava. Quando a gente se beijou no aeroporto, eu senti o mesmo que você. Eu estava disposta a esperar por você para que a gente ficasse juntos. - Ele arqueia uma sobrancelha para mim, depois me dá um olhar "Eu não acredito em nada do que você está dizendo".
         - Você tem a certeza disso? Porquê se realmente fosse verdade, você não estaria com ele. Estaria comigo. Estaríamos juntos, Felicity! - Ele passa a mão pelo cabelo desarrumando ainda mais.
         - Foi mais forte que eu. Eu não entendi nada quando aconteceu. Apenas aconteceu. Eu fui me envolvendo mais e mais e continuo me envolvendo, e eu amo ele. Eu não quero te machucar Ronald. Eu lamento se te fiz sofrer, e espero que um dia possa me perdoar. Eu errei com você, e acredite ou não, você era a última pessoa que eu queria machucar!
          - Você ama ele? Ama muito? - Pergunta. Sua voz dá para perceber toda a sua dor em perguntar isso.
         - Sim! Eu amo, desculpa. Eu não sei como cheguei até aqui. - Limpo as minhas lágrimas.
        - Faria qualquer para tê-lo por perto, para vê-lo bem, vê-lo feliz? - Ele olha para mim profundamente. Desta vez já não está com um olhar frio. Está com um olhar triste, machucado, e cheio de lágrimas que lutam para sair mas não saem. Um olhar que também me machuca.
          - Sim, eu faria.
          - Tem a certeza que ele ama você? - Volta a passar a mão pelo cabelo.
         - Tenho sim.
         - Eu acho que ele não te ama. Ele vai usar você, depois vai jogar você fora, quando não precisar mais.
         - Não é verdade! William me ama mais do que alguma vez você me amou, Ronald!
         - NÃO É VERDADE! ELE NÃO TE AMA, EU SEI. - Ele grita me assustando. - Nunca mais repita isso na minha frente! Quando você descobrir que ele não presta, não diga que eu não avisei. Eu espero estar enganado quanto a ele. - Ele tenta me abraçar, mas desiste. - Eu espero que você seja muito feliz, Felicity!
           - Eu também quero que você seja feliz. - Ele me dá as costas e entra em casa.
         Eu demoro alguns minutos para me recompor, mas limpo minhas lágrimas, e entro em casa, diretamente para o meu quarto. Não quero falar com ninguém sobre esse assunto. Não estou sofrendo por Ronald. Apenas sinto muito que eu tenho machucado ele. Roberta bem me avisou. Eu devia ter contado para evitar essa situação, mas não. Eu decidi esperar que ele chegasse. Nem me passou pela cabeça que ele chegaria antes do previsto.
          Não imagino a desilusão que deve ter sentido por minha causa. Eu só estrago tudo. Tenho medo que ele não queira mais ser meu amigo. Ele sempre foi e sua amizade é muito importante para mim, e eu não quero perder isso, por causa de um mal entendido. Por causa do amor que ele sentia por mim que eu acabei de destruir.

           Eu acordo mais cedo do que o costume, e me arrumo para ir ter com William. Visto um macacão jeans azul escuro, e sandálias pretas, e faço uma trança no meu cabelo. Quando estou prestes a sair de casa, oiço uma buzina de carro, e saio imediatamente.
          Vejo Lawson saindo do carro me esperando enquanto caminho até ele sorridente. Eu chego até ele, e ele sorri também.
         - Bom dia, senhorita Jones! - Diz educadamente como sempre.
        - Oi, Lawson! - Ele abre a porta para mim. Oiço o som de uma porta se abrir, e viro olhando para a casa dos Johnson. Ronald me olha de longe. Está com uma bermuda jeans, e camiseta de alças que deixam seus biceps completamente a mostra, e marca perfeitamente seus abdominais, e o cabelo desarrumado.
         Eu entendo porquê me apaixonei por ele em tempos. Ele é lindo, mas agora meu coração pertence à William king. Ronald olha para mim, como se pedisse para eu correr para ele, ficar com ele e deixar William, mas eu sei o quanto eu amo William, e eu prometi que não o deixaria. Ronald vai ficar bem. William precisa de mim.
        Eu entro no carro, antes que seus olhos me façam tomar decisões erradas. Estou triste por isso. Ronald não merece sofrer por alguém como eu. Ele merece tudo de bom.
          - Está bem, senhorita Jones? - Lawson me tira dos meus devaneios. Eu sorrio para ele no espelho retrovisor.
          - Sim Lawson, eu estou bem. William acordou bem?
         - Sim, senhorita!
         - Ótimo.

         Assim que o carro pára na casa de William, eu desço correndo que nem uma criança quando vai a uma loja de brinquedos. Eu abro a porta e entro procurando por William em todos os cantos da casa.
         Eu vou para a sala e vejo ele de pé, olhando para o telefone. Está sem camisa, e com uma calça jeans, cabelos desarrumado. Pela primeira vez. Eu corro até ele e salto para seus braços, fazendo com que ele quase perdesse o equilíbrio e caissemos juntos, mas apenas deixa cair o telefone.
           - Felicity, você é maluca! - Ele sorri para mim, depois me beija.
          - Eu sou maluca sim, quando vejo você, meu amor. - Digo enquanto acaricio o seu rosto.
         - Que bom! - Ele me põe no chão, e apanha o telefone. - Você já comeu?
         - Claro que sim. Estou ansiosa para sair com você.
         - Aonde você quer ir?
         - Eu quero andar na montanha-russa! - Ele arregala os olhos.
          - Ao parque então. Tudo bem, se é o que tanto quer. Eu vou só trocar de roupa. - Ele sobe às escadas.
         Eu me aproximo da sua estante. Olho para suas fotos. Porquê ele não quer que eu conheça sua família? Será que tem vergonha de mim? Será que acha que seus pais não vão gostar de mim? Porquê será?
         William volta depois de cinco minutos com uma pólo branca, e jeans azul escuro. Eu olho para mim, depois para ele, e rio. Estamos combinando.
         - Você fez de propósito, não é?
         - Quer que eu troque de roupa? - Pergunta divertido, e caminho até ele e lhe dou um beijo enorme.
         - Tudo bem, não faz mal. Eu até gostei. Vamos embora?
        - Claro que sim, minha linda. - Ele segura minha mão e me leva para fora.

         Chegamos no parque. William e eu tiramos algumas selfies, e depois vamos comprar os bilhetes para andar na montanha-russa. Ele não me larga um segundo, e eu estou adorando. É como ficar presa a ele. Só de pensar, meu coração pula.
          - Olha Felicity, primeiro, não se atreva vomitar em mim! Segundo, não grite no meu ouvido e terceiro se estiver com medo não use suas garras afiadas, por favor! - Eu rio.
          - Você acha mesmo que eu vou fazer uma coisa dessas?
         - Eu tenho a certeza absoluta.
         - Vai uma aposta.
         - Tudo bem.
         - Se não fizer, me deixa conduzir seu Ferrari. 
         - Se fizer, você vai fazer o que eu quiser por dois dias. - Parece injusto, mas não me importo.
         - Feito! - Apertamos as mãos.
         - Agora vamos tirar uma foto antes da sua figura horrorosa. - Eu franzo a testa e olho para ele quando me abraça de lado e tira a foto ainda assim.
           - Vamos subir. - William segura minha mão e me leva na montanha-russa. Nós subimos e apertamos o cinto. William me dá a mão rindo da minha cara, que deve estar péssima nesse momento.
          - Eu acho que devíamos cancelar a aposta. - Digo com medo e nervosismo à flor da pele.
          - Nem pensar, minha querida, eu não vou cancelar. - Nós começamos a andar logo que William termina de falar.
         Andamos primeiramente devagar, mas depois, começamos a andar rápido. Eu aperto a mão de William. Andamos rápido, e quando andamos de cabeça para baixo, eu grito como nunca gritei na minha vida. Olho para William, mas ele está bastante descontraído. Está sorrindo. Eu estou com tanto medo de cair daqui de cima que aperto sua mão com tanta força, que se fosse possível, ela ficaria esmagada.
          Quando desçemos da zona de tormento, meu coração se alivia apenas por um instante, e continuamos a mesma velocidade.
           - Você está gostando? - William grita. Eu ainda não consigo sorrir. Ainda estou com medo. Minha mão e de William continuam juntas, e vão permanecer assim até que desçamos dessa máquina de diversão/tortura.
         Eu nem me apercebo quando ficamos de cabeça para baixo novamente, que grito pior que da última volta. Meu coração sai do lugar. Utilizo a minha mão livre para cobrir meu rosto para não desmaiar, ou vomitar.
         Desçemos novamente, mas não abandono a mão de William. Isso é divertido e assustador ao mesmo tempo. Não tenho todo esse tipo de adrenalina no sangue. Andamos novamente de cabeça para baixo, e eu grito para William, fazendo ele rir, rir e rir. Eu grito e aperto sua mão, e quando tornamos a descer, parámos.
         Meu coração nunca bateu desse jeito. Está tão acelerado que um médico teria medo. Nós desçemos, e eu estou um pouco tonta. William não pára de rir, talvez porque ganhou a aposta. Eu devia saber que não ganharia a aposta. Agora estou condenada a obedecer William por dois dias, o que não é mau, eu ia adorar.
          William me leva para sentar, mas continua a rir da minha cara. Eu também rio, mas ainda estou tentando que meu coração volte ao seu ritmo normal.
           - Quer mais uma volta?
           - Foi muito divertido, apesar de ter sido assustador, eu gostei imenso. Eu quero andar de novo, mas antes vamos comer qualquer coisa.
             - Está bem. — Eu o levanto e o levo comigo.
           
            Nós voltamos para casa ainda bastante cedo. Faltam sete horas para o evento da empresa de William, e eu estou com um sono de outro mundo. Subimos no quarto, e eu deito na cama automaticamente, fazendo William rir como um louco.
           - Já está cansada? - Ele também se deita junto à mim.
          - Muito.
          - Tem razão, perder uma aposta deve ser muito cansativo. Eu não sei, porque não sei o que é perder!
         Eu agarro no travesseiro e bato na sua cara.  Rio seu olhar frio quando ele também bate em mim com o travesseiro, depois ri que nem uma hiena. Uma hiena com um riso sexy para ser franca.
         - Você não parece nada cansada sua menina mal comportada. - Ele continua a me bater, e eu faço o mesmo.
         - Eu estou, menino arrogante, mas você me irritou! - Eu bato com mais força nele.
            - Eu apenas disse a verdade. Você perdeu! Perdeu! Perdeu! Perdeu! - Ele ri ainda mais. Eu bato nele de novo. 
          Eu fico em pé na cama e bato mais forte com o travesseiro em suas costas, quando ele agarra meus pés e me coloca em suas costas, me fazendo rir muito. Ah! Eu amo meu King.
          Ele gira me fazendo gritar em suas costas. Ele apenas ri, e continua me deixando tonta. Eu grito como se ele estivesse com uma serra elétrica para me matar.
            - William! - Eu cubro meu rosto com as mãos.
          - Quem é arrogante? - Eu grito para que ele me coloque no chão. Ele roda comigo pelo quarto, depois me coloca por cima da cama. Eu fico deitada de barriga para baixo. William faz o mesmo.
           Olho para seus esbeltos olhos azuis claros. Como alguém como ele pode amar alguém como eu? Comparada com ele, eu não sou nada. Ele é perfeito, é lindo, rico, inteligente, e eu sou o oposto disso tudo. Sou uma desilusão.
          Nesse momento, olhando nos seus olhos, sinto que posso dizer tudo o que eu sinto a ele, posso dizer o quanto ele me faz feliz. Eu acaricio o seu rosto com tanto carinho. Nós ficamos deitados na cama olhando um para o outro, como se nos comunicassemos através dos nossos olhares. Eu sorrio para ele, e digo com todo o meu coração:
           - Eu te amo, William! - Tendo dito isso, fecho os meus olhos involuntariamente.



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