História O efeito do Rei - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Felicity, Felicity Jones, King, Obsessão, Ronald, William King
Exibições 35
Palavras 2.982
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá tudo bem? Venho com mais Capítulo espero que gostem. Bjs e boa leitura.

Capítulo 17 - O meu coração partido


           Às quatro da tarde eu acordo, de um grande sono depois de ter uma manhã maravilhosa com meu William. Estou na casa de William, porque temos de ir a uma festa daqui a duas horas. Eu estou nervosa com isso, porque será a primeira vez que vou para uma festa super chique, com pessoas super chiques, com comportamentos ainda mais chiques. É tudo muito louco para mim.
          William não está na cama, nem em nenhum canto do quarto. Eu levanto visto sua camisa e vou a procura dele. Saio do quarto, desço as escadas e vou para a sala de estar. Sendo sincera eu não conheço muito bem essa casa.
           William não está na sala de estar. Ando pela casa que nem uma maluca, e vou para a cozinha. Julie e Cristina estão conversando. Seria péssimo se fosse William a entrar aqui ao invés de mim. Demitiria as duas. Felizmente, acho que ele não entra aqui.
           - Ela é a única que pode fazer ele feliz... - Julie diz. Eu me aproximo delas e param de falar imediatamente.
           - Olá. - Dou um sorriso para elas.
           - Boa tarde senhorita Jones! - Reviro os olhos.
           - Felicity, por favor!
           - É melhor não. Senhor King nos proíbe de fazer isso.
           - Então o façam quando ele não estiver por perto.
           - Lamentamos, mas não será possível.
          - Aonde William está?
          - No escritório, senhorita Jones!
          - Aonde é o escritório?
          - Na segunda porta a esquerda.
          - Está bem. Obrigada Julie, e Cristina.
          Saio da cozinha e vou para a segunda porta a esquerda. Coloco a mão na maçaneta, e abro a porta devagar. William está na sua cadeira, mexendo no seu computador, com o um olhar assustador.
         Caminho em direção à ele, e sento na secretária. Seus olhos me fitam imediatamente. Seu olhar frio como gelo. Eu acho que se fosse possível matar uma pessoa só com o olhar, William já teria matado muita gente. Eu inclusive.
           - Eu acordei e não vi você na cama, está trabalhando? - Pergunto.
            - Sim. Pode voltar para o quarto por favor?
            - Eu quero ficar aqui com você.
           - Eu contratei um cabeleireiro para tratar do seu cabelo. Ele vira daqui a pouco.
           - O que há de errado com o meu cabelo? Eu posso cuidar dele sozinha!
          - Felicity, não dificulte as coisas. Você vai ter um cabeleireiro essa noite.
          - Está bem. Porquê está tão azedo? - Seu olhar fica ainda mais furioso depois do meu comentário. Não devia ter perguntado isso.
             - Felicity você pode, por favor, se preparar para a festa? - Diz com raiva.
             - Eu quero fazer isso com você, Willie.
             - Meu nome não é Willie, é William, e não precisa esperar por mim. Eu sei o que vou fazer. - O que será que aconteceu com ele?
            - Está bem, senhor King. - Digo irritada. Eu saio do seu escritório fecho a porta com raiva e subo no quarto.
            Entro no banheiro diretamente para o chuveiro. Tiro toda a minha roupa ligo o chuveiro. Estou com raiva de William, e espero que isso passe logo porque quero conhecer seus amigos. Espero que não esteja assim a noite toda.

          Termino de tomar banho e visto um vestido azul marinho, e desço as escadas, quando a campainha toca. Julie abre a porta e vejo uma mulher morena, vestida completamente de branco com chiclete na boca.
            - Boa tarde, senhora.- Julie a cumprimenta. 
           - Olá. Eu sou a cabeleireira que o senhor King mandou chamar. - Ela diz para Julie.
           - Sim senhora esteja a vontade. - Ela entra e Julie fecha a porta.
           Me aproximo dela. Ela é bonita, não posso mentir. Mas parece o tipo de mulher igual a Gabrielle. Ela olha para mim. Porquê ele contratou uma cabeleireira e não um cabeleireiro gay? Eu ia amar.
          - Boa tarde, sou Kristen. Eu sou cabeleireira. - Estende a mão para mim. Sua voz é de invejar.
         - Oi sou Felicity a namorada de William. - Digo com ênfase em "namorada"- A gente pode começar já? Eu não tenho muito tempo.
            - Sim, senhora.
        - Vamos por aqui. - Eu a levo para um dos quartos de hóspedes. Entramos, e nos acomodamos. Eu sento numa cadeira a frente do espelho.
        - Que tipo de penteado vai querer? - Ele segura meu cabelo.
       - Quero um que faça meu namorado ficar de boca aberta. - Digo sorrindo maliciosamente.
        - Está bem. Tenho muitos em mente. - Ela diz como se fosse arruinar o meu cabelo.
          - Está bem. Podemos começar?

         Demorou talvez mais de quarenta minutos a fazer o meu cabelo. Eu abro os olhos e gosto do que vejo ao espelho. Ela não é a rainha má afinal de contas. Talvez porque William pode fazer coisas horríveis com ela.
             - Está lindo, muito obrigada. - Digo sorrindo.
            - Sim. Meu trabalho está feito, acho que vou embora.
           - Eu te acompanho. - Saímos do quarto, e ao descermos avistamos William vindo com a cara trancada. Bastou eu fechar os olhos por um minuto para ele ficar assim. Mas ele não está em depressão, está furioso. Eu nunca vi ele assim.
            - Olá Kristen. - William se aproxima de nós.
            - Olá William, como você está?
          - Bem, e você?
          - Ótima.
          - Você já vai?
          - Pelos vistos. Já terminei o meu trabalho por cá.
          - Está bem. Adeus. - Ela vai embora. William observa todos os seus passos depois olha para mim.
           - Vamos nos arrumar para a festa. - Sobe às escadas me deixando emburrada ainda nelas. É preciso ter muita paciência, calma e autocontrole com ele. Eu acho que sou uma heroína por aturar esse homem às vezes. Eu me recomponho e subo também.

         William está no outro quarto vestindo. Eu estou no seu quarto. Não sei porquê ele está fazendo isso comigo. Eu não fiz nada, mas com William nunca se sabe. Coloco o vestido vermelho até ao chão, com brilhantes na bainha, e no colarinho, e calço os Louboutin pretos. Meu cabelo continua solto. Agarro na minha clutch, e vou atrás de William.
         Ele sai do quarto ao mesmo tempo que eu. Olho para ele. Terno cinza escuro e também calça Louboutin. Ele é tão lindo que às vezes tenho de tocá - lo para ver se é real. Eu sorrio. Quero dizer o quão lindo ele está, mas ele se adianta.
          - Vamos embora? - Ele não diz que estou bonita nem nada. Porquê ele é assim às vezes?
        - Sim. - Desçemos, passamos pela enorme sala e saímos.
         Lawson está a nossa espera no Mercedes Benz classe C cinza. Ele corre para abrir a porta para nós. Entro primeiro e William em seguida. Ele evita contato visual. O que foi que eu fiz a ele? Será que aconteceu alguma coisa enquanto eu dormia?
          Lawson entra no carro e começa a conduzir. Coloco minha mão na perna de William. Ele olha para mim.
        - Alguma coisa errada? - Pergunto.
        - Nada!
        - Sério? William porque você não ficou em casa se não está bem?
        - Eu estou.
        - Pode dizer. O que se passa com você? - Fecha os olhos e me ignora completamente. Eu não faço mais nada. William é estranho, por isso é melhor deixar ele assim.

            Chegamos finalmente, num grande salão de festas. É muito grande mesmo, com decoração em prateado. William me dá a mão e me leva para dentro. Seu humor não está bom, mas melhorou. Talvez por ser uma festa. Sorrio quando entramos no salão iluminado.
          Os convidados conversam e bebem moderadamente. Outras pessoas dançam na suave música a tocar. Um homem loiro de olhos castanhos... espera aí! Brian Tyler? O homem que é "parceiro de negócios" de William, se aproxima de nós. Ele está com um terno preto, e com uma taça de champanhe nas suas mãos.
           - William King! - Eles apertam as mãos.
             - Brian!
            Brian me olha e arregala os olhos. Sim! Ele me reconheceu. Eu sorrio para ele, e ele agarra a minha mão e beija docemente.
            - Felicity! - Como ele não esqueceu o meu nome?
           - Senhor Tyler!
           - Me chame de Brian, querida. - Ele dá um gole no seu champanhe. - Eu não sabia que vocês estavam juntos.
          - Nem tudo você tem que saber! - Brian ri.
           - Ele também é tão frio assim com você? - Brian pergunta divertido, me fazendo dar um sorriso. É bom saber que ele não é o que é com todos, mas apenas comigo.
          - Você pode se concentrar, Brian? Acho que já bebeu demais.
           - Eu estou sóbrio, King, mas agradeço que se preocupe comigo.
           - Nem em sonhos.
           William me afasta de Brian o mais rápido possível. Eu rio olhando para ele. - Seu amigo é muito divertido.
           - Eu não acho. Acho que ele é irritante, e não é meu amigo, mas sim parceiro de negócios.
           A sala fica silenciosa, quando Emily aparece. Ela está com um vestido vermelho simplesmente lindo, perfeito, e super sexy. Seu cabelo, solto com lindas ondas até suas costas nuas, e saltos altos de perder o fôlego. Maquiagem perfeita, unhas perfeitas, sorriso perfeito, tudo perfeito. Ela deve ser a mulher mais bonita da festa.
         William olha para ela boquiaberta. Ele está com cara de idiota. A mesma cara que fez no maldito dia que eu conheci Emily. Eu volto a olhar para a Afrodite, e ela pisca um olho para William. Ela está acompanhada por um homem loiro, bem vestido. Não é justo que isso aconteça. William não pára de olhar para ela. E eu estou com ciúmes.
            - William, você sabia que ela estaria aqui? - Eu viro o seu rosto para mim.
           - Sim eu sabia. Qual é o mal? -Olho para ele chocada. Eu não acredito no que acabei de ouvir.
          - Não há mal nenhum, apenas podia ter me dito. - Brian se junta a nós.
          - Se eu fosse você, William, vendo Emily desse jeito, eu atacava! - Ele diz sem se importar com a minha presença. Eu olho para William.
             - Brian, porquê você não vai beber qualquer coisa para se acalmar. - Ele diz tão friamente que acho que Brian congelou.
            - Tudo bem, desculpa ter ferido sua sensualidade. - Ele feriu foi a minha. Olho para Brian com ódio.
       William desaparece do nada. Eu procuro por ele, mas não está mais ao meu lado. Eu tenho medo quanto a isso. Brian olha para mim e sorri.
            - Você está linda! William foi conversar com Jin, não se preocupe.
          - Como eu não vi ele saindo?
         - Ele é mesmo assim.
        - Aonde é o banheiro? - Pergunto. Ele me diz, e eu vou. Acho estranho o comportamento de William depois ter visto Emily, mas talvez seja apenas o meu ciúmes. Espero que seja apenas isso. 
       Eu vou para o corredor procurando o banheiro e vejo William e Emily. Eu paro e me escondo para que não me vejam. Meu coração fica com medo, e rezo para que não seja o que estou pensando.
           - Você sabe perfeitamente que eu não amo Felicity, Emily! Eu amo você! - Oiço William. Meu coração se despedaça. O quê? Como assim?
         - Então porquê você está com ela?
        - Para fazer ciúmes a você. - Eu espreito. - Eu te amo Emily. Nunca ninguém vai ocupar o seu lugar. Não devia ter vindo com esse cara.
         Ele se inclina para beijar ela. Minhas lágrimas caem. Eu não acredito no que estou a ver. Ele não me ama? Ele me enganou? 
        - Volta para mim, eu me livro dela. - Ele diz "dela" como se eu fosse algo horrível.
        - Você usou ela só para me fazer ciúmes?
        - Sim! Me perdoe. Volte para mim. Eu preciso de você Emily. Só você me faz feliz! - Nunca senti uma dor como essa. Ele não me ama, nunca disse que me amava. Ele ama Emily.
        - Sim. Eu volto.- Ele beija ela novamente.  Quero gritar e bater os dois agora mesmo, mas não. Depois de tudo ele faz isso comigo? Eu disse para ele o que sentia e é isso que ele me faz. Me tratar como uma porcaria. Droga! Droga! Droga! Droga!
          Eu não acredito que isso está acontecendo comigo. Não acredito! Não acredito! Não acredito! Não acredito!  Estou com tanta raiva que sou capaz de matar alguém. Eu choro tanto que meu rosto todo fica encharcado.
         Uma onda de arrependimento passa por cima de mim. Estou com raiva dele, raiva de Emily, raiva de mim, raiva de todos, absolutamente todos. Eu não acredito que tenha me enganado desse jeito. Eu sou tão ingénua assim?
        Desço limpando minhas lágrimas, e fico na multidão. As pessoas estão ocupadas conversando, dançando que nem dão por mim. Não notam a minha figura triste. Eu limpo minhas lágrimas como se nada tivesse acontecido, e agarro uma taça de champanhe.
          Acabei de chegar na festa e é isso que acontece? Para piorar ainda mais o meu humor, William e Emily descem de mãos dadas. Eu seguro firme a taça de champanhe para não cair no chão, mas também tento evitar partir a taça nas minhas mãos irritadas.
           Todos olham para eles, sorrindo. Eu consigo tudo menos sorrir. Quanta humilhação! Se ele quer que eu me sinta uma merda, ele está conseguindo. Maldito William King, maldita Emily, e maldita Felicity Jones por ser tão ingénua e burra.
          William sobe num palco onde alguns músicos tocavam, mas param imediatamente para ouvir o que ele tem a dizer. Emily está com ele de mãos dadas. - Atenção, temos um comunicado a fazer! - Ele diz com um sorriso que eu nunca tinha visto. Um sorrindo esplendoroso. Ele está mesmo muito feliz. Isso me machuca. Gostaria de ser eu a fazê-lo sentir assim.
        - Eu e Emily reatamos! - William diz, e todos aplaudem. Seu sorriso é brilhante. Ele está feliz. Muito feliz. Algumas pessoas apontam para mim e riem da minha cara, outras falam mal de mim. Eu devia ir embora! William com certeza ia querer isso. Além disso, não tenho mais nada para fazer aqui.
          Disse para Ronald que estava com William, e agora William está com Emily. Ronald tinha razão quando disse que William não me amava, e que ia me jogar fora quando conseguisse o queria. E ele fez. Me usou para voltar com Emily.
        Saio da festa sem me importar com quem está me vendo. Bato em todos e saio correndo, completamente humilhada. Ninguém vai notar minha ausência. Principalmente William. Ele está feliz com Emily. Eu não devia nem estar aqui.
        Eu sento num dos bancos na calçada, e aproveito para chorar, e soltar tudo que está dentro de mim. A dor é tanta que tenho sorte por não ser mortal. Eu choro tudo que eu posso. Me afogo nas minhas próprias lágrimas.
         Lawson senta ao meu lado e me entrega um lenço. Eu recebo, e olho para ele. Minhas lágrimas continuam. Minha dor continua.
           - Quer que a leve em casa senhorita Jones? - Ele me olha com pena. Eu não gosto que me olhem com pena. Limpo minhas lágrimas com as costas das mãos apesar de ter um lenço.
         - Não! Eu vou sozinha. - Digo gaguejando. Detesto ser vista desse jeito, tão fraca e inútil.
         - Mas está muito tarde senhorita. Pode acontecer um desastre! Me deixe levá-la por favor!
        - Não eu vou sozinha. Não me importo! Eu...eu só quero ir embora. E acredite que o desastre já aconteceu. - Nesse momento não me importo com mais nada que venha acontecer.
        - Vou chamar um táxi, então. 
         Ele levanta e chama um táxi para mim. Olho para o maldito lugar que me fez passar uma humilhação, e depois para Lawson. Eu vou até o táxi, enquanto ele paga o táxi.
          - Não precisa pagar Lawson! - Minha voz continua horrível.
          - Me deixe fazê-lo senhorita por favor!
          - Vou ter saudades de você Lawson. - Eu lhe dou um abraço.
         - Eu também senhorita Jones.
         - Felicity, por favor. Me chame de Felicity, eu já não sou a namorada do seu patrão.
        - Claro que sim, Felicity! - Dou um sorriso para ele, e ele retribui. 
        - Cuida de William, por favor! - Digo. Apesar de estar sentindo um ódio incomparável por ele, quero que fique bem.
          - Claro que sim. - Responde e eu subo no táxi. O carro começa a andar em seguida, e eu olho para tudo que deixei para trás.
             A partir de hoje, minha ingenuidade vai acabar. Ninguém nunca mais vai fazer isso comigo, e William nunca mais terá noticias minhas. Eu limpo minhas lágrimas que nunca mais acabam, e fecho os olhos, esperando apenas o momento em que o carro pare para eu poder entrar em casa.
          Conto até duzentos, e bato nas minhas pernas para não pensar mais em William. Ele partiu meu coração. Eu vou esquecer quem ele é. Eu prometo. Ninguém vai me usar novamente, ou não me chamo Felicity Jessica Jones.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...