História O efeito do Rei - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Felicity, Felicity Jones, King, Obsessão, Ronald, William King
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Palavras 2.440
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, Olá. Trago mais um capítulo para vocês. Um capítulo triste, mas é mesmo assim. Nem todos têm de ser felizes. Adiante, espero que gostem, boa leitura, e desculpa qualquer erro. Digam o que acharam. Bjs

Capítulo 18 - Adeus William!


           Acordo muito cedo, tiro todas as fotos de William do meu quarto e queimo. Arrumo todas as roupas que ele comprou para mim e coloco numa sacola. Faço faxina em toda a casa e faço o pequeno almoço. Faço tudo para não pensar em William.
           Passei toda noite chorando, e pensando nele. Tenho tanto ódio dele nesse momento. Não consigo esquecer o que ele disse à Emily. Ele disse que ia se livrar de mim para ficar com ela, e que não me amava.
          Eu termino de fazer os ovos mexidos, e coloco tudo por cima da mesa. Já não há mais nada para fazer, para evitar que pense nele. Eu sento na cadeira e olho para a comida. Nem fome eu tenho.
        Meu pai entra na cozinha e senta na mesa sem tirar os olhos de mim. Eu espero que não me pergunte nada, não quero falar nada, principalmente sobre William. Eu sirvo suco num copo. Ele apenas olha para mim. Finjo que estou bem, o que acho que falho miseravelmente.
           - Quer conversar, filha? - Droga! Eu sorrio para ele. Ele sempre percebe.
          - Não pai, eu estou bem!
          - Eu vi quando você chegou ontem Felicity. Você estava chorando, eu só não disse nada porque achei que precisasse de um momento sozinha. - Minhas lágrimas voltam de repente. É só lembrar dele que elas aparecem. Eu levanto.
         Meu pai levanta também e vem me dar um abraço. Eu choro no seu ombro. - Oh pai! Ele brincou com o meu coração!
         - Eu tive medo que isso acontecesse e aconteceu. Quer que faça alguma coisa?
          - Eu só não quero ver ele nunca mais. - Depois de devolver as suas coisas eu nunca mais vou pisar naquela casa. Nunca mais vou ver ele.
         - Eu sei, eu sei, meu bebé, você vai superar isso.
         - Eu não sei se vou voltar a ser feliz.
          - Não diga isso. Você quer que eu dê uma lição naquele maldito imbecil.
          - Não! - Eu largo ele e limpo as lágrimas antes que minhas irmãs venham e me façam perguntas. - Não precisa!
           - Você um dia vai encontrar um homem que te ame de verdade. Um homem como Ronald. - O homem que eu machuquei. Eu não tenho coragem de olhar para a cara de Ronald. Ele tinha razão, e eu não ouvi. Quem me dera que tivesse aceitado ser sua namorada no jantar de sua mãe. Nós estaríamos felizes agora.
         - Talvez!
          Kira e White entram na cozinha. Eu sorrio para elas para que não percebam a minha dor. Elas parecem felizes e não quero perturbá-las com a minha tristeza. Isso seria muito egoísta da minha parte.
         - Bom dia, pai. - Kira beija a bochecha de meu pai, depois White o faz.
        - Bom dia Felicity. - Eu sorrio para elas.
        - Olá.
        Sentamos todos na mesa e comemos. Kira fala sobre seus desenhos, e sobre a escola, e White sobre a faculdade, e sobre seu novo emprego, e isso tudo me ajuda a esquecer William.

           Ao meio dia, eu pego na sacola com as roupas de William, e no carro do meu pai, e dirijo até a grande mansão do King. Seria ótimo se ele não estivesse em casa, mas se ele estiver com Emily, eu não vou chorar. Nem pensar que eu vou fazer isso na frente deles.
          Não me surpreenderia se encontrasse Emily vestida apenas com uma camisa de William andando pela casa, ou que estivessem aos beijos no meio da sala. Eu só não quero ver essa imagem. O que eu ouvi e vi ontem foi o suficiente para dar cabo de mim, de mil maneiras diferentes.
          Eu paro o carro quando chego. Eu desço do carro com a sacola. Vejo Lawson se dirigindo até mim e abre o grande portão.
          - Senhorita Jones, o que faz aqui? - Pergunta com a testa franzida.
          - Não tínhamos combinado que me chamaria de Felicity? - Ele sorri.
          - Desculpe. O que faz aqui senhorita Felicity? - Reviro os olhos.
          - Eu vim buscar minhas coisas e deixar as que William comprou para mim. - Mostro as sacolas para ele.
         - Eu receio que ele não irá aceitar de volta.
        - Ele está?
        - Sim, senhorita! - Claro que esta!
        - Sozinho?
        - Sim, senhorita! - Felizmente. Não vou ter o prazer de ver a sua querida namorada andando por aí, ou rindo da minha cara por causa da minha triste figura. Fui tão humilhada que não pretendo ter qualquer tipo de relação com pessoas ricas. Elas não têm compaixão com os outros. Eles não prestam. Gabrielle tinha razão. Depois de William ter feito o que fez comigo, eu fiquei traumatizada, mas não de um jeito visível e exagerado.
        Eu caminho em direção à porta principal. Meus pés estão tremendo, mas eu me concentro e toco a campainha. Em menos de um minuto Julie abre a porta para mim. Eu entro.
           - Senhorita Jones! - Ela parece surpreendida. Parece que todo mundo já sabe que eu e William não estamos mais juntos, e que ele me deu com os pés em frente de todos os seus amigos, o que é que eles sejam.
          - Olá Julie. Eu posso falar com William? - Olho a o redor da sala procurando por ele.
          - O senhor King está trabalhando no escritório. Ele não quer ser incomodado.
         - Diga ao menos que eu estou aqui. - Ela suspira.
         - Está bem, senhorita. - Ela sai. Eu olho para cada canto da casa e sorrio. Pelo menos já dormi numa mansão. E tive muitos momentos fantásticos aqui. Que pena que já acabou.
          Nunca mais vou correr com ele por essa sala, nunca mais mais vou levar o pequeno almoço para ele na cama, ver filme de terror, tomar banho juntos e dormir abraçados.
          Oiço os passos de William a minha trás, e meu estômago se contrai. Eu me viro e vejo sua linda figura em calças Jeans, blusa preta com decote em V e o cabelo bem arrumado. Ele não parece triste com a nossa situação. Obviamente Emily conseguiu fazer com que ele deixasse a tristeza de lado.
          Ela é linda. Ela tem dinheiro, tem classe, tem gostos caros, e deve ser super inteligente. Nem acredito que pensei que alguém como ele morreria de amores por mim. Que burra que eu sou. Às vezes sou tão estúpida que isso me assusta.
           - Felicity. - Ele diz olhando para as sacolas nas minhas mãos, e franze a testa.
           - Eu vim devolver as roupas que tinha comprado para mim. - Eu desvio o olhar. Seus olhos azuis claros não me pertencem!
          - Pode ficar com elas. Eu não preciso para nada. - É lê diz como se estivesse com lixo nas minhas mãos. Ele é pior do que eu podia imaginar.
         - Eu também não preciso para nada. Por isso vou devolvê-las. - Olho para os degraus. - Também vim buscar minhas coisas.
          - Está a vontade! - Ele estende a mão em direção ao seu quarto.
            Ele não se incomoda com a minha dor. Não o entristece me ver que nem uma desgraçada. Ele parece um monstro. O William que eu pensei que conhecesse não existe.
           - Porquê fez isso comigo? - Não consigo conter essa pergunta. Ele cruza os braços, e arqueia uma sobrancelha.
           - O quê?
           - Você me usou para voltar com a sua ex. - Dá dois passos para a frente ainda com os braços cruzados.
          - Felicity, eu lamento que tenha saído machucada de tudo isso, mas era a única maneira que achei que conseguiria que Emily voltasse para mim.
          - Está brincando comigo?- Eu também dou dois passos para frente, e cruzo os braços. 
           - Eu tenho cara de palhaço? - Seu tom gelado mais do que nunca.
          - Podia ter terminado comigo ao menos. Podia ter feito isso quando não houvesse muita gente para rir da minha cara. Você viu ela, me deixou sozinho para estar com ela, e me humilhou na frente de todos. Você nem imagina como eu me senti. - Faço um esforço para não deixar minhas lágrimas caírem.
         - Eu lamento muito. - Ele diz indiferente. Como eu me enganei tanto assim?
          - Você mentiu para mim. Me enganou descaradamente. Eu pensei que sentia algo por mim.
            - Mas eu não sinto! Eu amo Emily! - Se aproxima mais um pouco de mim.
           - Tudo que passamos juntos foi mentira. Sempre que dizia coisas bonitas para mim, era tudo mentira.
          - O que queria que eu fizesse? Eu quis tentar com você, mas eu não consegui, e pus as coisas ao meu favor. Eu precisava ter minha namorada de volta.
           - Bem, agora você já tem. Está feliz com isso?
            - Eu lamento muito o que eu fiz a você.
          - Eu lamento mais. - Eu digo com toda a minha raiva, bato o meu ombro no seu com mais raiva ainda e subo às escadas e vou para o seu quarto. Encontro todas as minhas coisas organizadas num lugar. Coloco as suas coisas por cima da cama, e sento.
           Observo cada canto do seu quarto. Desde o chão, o teto, as paredes e os móveis. Olho para sua cama. O lugar onde passamos muitos momentos juntos. Eu vou ter saudades de tudo isso. Principalmente dele.
         Tenho muitas coisas para dizer a William, mas não sou capaz. Vejo uma caneta e um papel na sua mesa de cabeceira.  Eu seguro neles e começo a escrever uma carta. Eu sei que posso sempre dizer pessoalmente, mas não tenho coragem. Eu escrevo tudo o que eu sinto nesse momento.
          " Desde que eu vi você pela primeira vez, confesso que me senti atraída por você, mesmo achando que era um playboy milionário. Eu queria ver até onde a gente chegaria.
          No nosso primeiro encontro, eu percebi que você não era uma pessoa normal. Você parecia ser um homem diferente dos outros.
         A primeira vez que nos beijamos (no restaurante que me levou para jantar após termos saído do aeroporto) foi especial para mim. Eu pensei que a gente viria a ser um casal durante muito tempo. 
         Eu não sabia nada dessas coisas. Eu aprendi com você. Eu sempre quis o melhor para você. Eu não aguentava ver você sofrer, e agora entendo que era por causa de Emily. Eu te consolava por causa de outra mulher e não sabia.
          Eu entendo que goste dela, quer dizer, ela é divina, é perfeita, vocês fazem um lindo casal. O problema é que você queria que eu me sentisse especial, e eu senti. Você me fez acreditar que alguém como você se apaixonaria por alguém como eu. Eu sou horrível. Eu pensei que você, que é super inteligente, lindo, rico, responsável se apaixonaria por mim.
          Eu cheguei até ao ponto de me entregar a você, William. Eu fiz amor com você, que para você obviamente foi apenas uma foda, uma diversão. Você não me amava. Não ama.
       Gostaria de saber se alguma vez foi feliz comigo. Eu tentava de tudo para fazer você feliz, para evitar que ficasse triste lamentando pelos cantos. Cheguei a fazer um monte de promessas, e pedi que também as fizesse.
        Você me humilhou, William. Você fez isso como se não fosse nada. Eu perdi Ronald por sua culpa. Talvez nesse momento nós estaríamos juntos. Mas quem sabe. Agradeço por me fazer abrir o olho e por me mostrar o quanto Ronald é importante para mim.
           Quando eu disse que te amava, eu estava falando sério. Mas esqueça essas palavras assim como eu vou esquecer de você. Quer dizer, para você não importa mesmo, não é?
          Eu espero que Emily te faça muito feliz, e que faça o que eu não fiz. Não se preocupe que nunca mais terá noticias minhas. Eu não vou te procurar. Eu vou seguir com a minha vida. Apesar do que me fez te desejo toda a felicidade do mundo.
                              Felicity. "
           Termino de escrever e deixo por cima da mesa de cabeceira, e me levanto.
           Me dirijo ao seu closet e me despeço de seu glorioso perfume. Sinto o cheiro em suas camisas, e no frasco de perfume. Entro também no banheiro e sorrio com as doces memórias que tivemos aqui.
           Saio do banheiro, e pego nas minhas coisas. Dou mais uma olhadela no seu quarto e saio.
      Enquanto desço os degraus, procuro por William, mas eu não vejo ele. Mas talvez seja melhor assim. Preciso ficar longe dele o mais cedo possível.
          - Tem tudo o que precisa? - Oiço sua voz atrás de mim e me viro para encará-lo.
          - Me responda uma coisa William! - Ele cruza os braços novamente. - Alguma vez foi feliz comigo? Eu alguma vez te fiz esquecer a sua linda namorada?
           - Não! Quer saber mais alguma coisa? - Ele diz num tom simplesmente arrogante.
           - Foi o que eu pensei. Não acredito que tenha feito uma coisa dessas. Como foi capaz?
            - Eu disse que era a pior pessoa do mundo. Você não acredito, e deu no que deu. - Abano a cabeça em reprovação.
           - Espero que sejam muito felizes. Ela com certeza deve ser a mulher ideal para você.
           - Sem dúvida! - Responde descaradamente. Imbecil!
         Saio da grande mansão, e subo no carro, olho para a sua casa pela última vez.
          - Adeus William! Até nunca mais. - Digo em voz alta. Ligo o motor e começo a dirigir.

         Chego em casa, e coloco o carro na garagem. Entro pela sala, e vou para o quarto. Depois de ter visto William só me apetece chorar, chorar até que minhas lágrimas sequem. Eu não entendo porquê a dor é tanta. Dói tanto, tanto! Eu tenho medo de não consegui esquecê-lo, porque seria horrível, já que ele é completamente apaixonado por Emily.
          Eu deito na cama, e fecho os olhos, tentando dormir para compensar a noite passada que fiquei chorando horas e horas, por causa de William. Foi a última vez que vi ele. Não voltarei a vê-lo.
           - Adeus, William king!



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