História O efeito do Rei - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Felicity, Felicity Jones, King, Obsessão, Ronald, William King
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Palavras 3.146
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Mais desastres.


            Já faz uma semana que não vejo William. Hoje é Segunda e ele vai viajar hoje para Seattle. Deve ter levado Emily com ele. Também faz uma semana que não falo com Ronald. Sempre que oiço sua voz, eu fujo ou me escondo, porque tenho vergonha de encarar ele. Ele tinha razão sobre William, e eu não ouvi. Gostaria tanto que o amor que sentia por Ronald voltasse. Eu gostaria que fizéssemos juntos, e que esquecessemos tudo o que passou. Mas eu acho que ele nunca vai me perdoar.
          Eu ainda estou muito triste por causa de William. Ainda sinto aquela dor horrível dentro de mim. Dia após dia, não consigo parar de lembrar de tudo o que aconteceu. Ainda estou muito machucada. Eu não sei se vou conseguir superar essa dor.
          Eu vou em direção à Roberta que parece zangada por algum motivo. Ela termina de atender um cliente, e vira para mim.
           - Roberta, eu preciso muito conversar com você. - Digo. Ela cruza os braços. Eu preciso desabafar com alguém. Eu ainda não falei com Roberta sobre William, porque ela tem estado fora durante uma semana. 
          - Eu não quero falar com você. Felizmente eu vou sair daqui há uns minutos, assim não me incomoda mais. - Diz com raiva.
          - O que foi que eu fiz?
          - O quê? Você esqueceu do meu aniversário, e ainda me pergunta o que é que fez? Eu voltei do México, e você nem foi me ver! - Droga! Droga! Droga! Droga!
          - Eu peço desculpas, Roberta, é exatamente sobre isso que eu quero conversar com você.
          - Eu sei que William é fantástico, mas não precisava esquecer da sua amiga!
          - Você não entende, o que eu... - Ela me ignora e sai da minha vista. Ótimo! Mais um para adicionar a minha lista.
           Eu vou ajudar os clientes ainda triste mas dou o meu melhor para que não percebam. Ultimamente não tenho dormido muito, mas tenho chorado muito, tudo graças a William.
         Alguém toca no meu ombro me fazendo virar imediatamente. Me deparo com a miss perfeição na minha frente com um sorriso malicioso em seus lábios vermelhos. Seus cabelos estão bem arrumados como sempre, seus óculos de grau Coco Chanel diferentes do que usou da última vez, vestido parisiense, e saltos altos vermelhos abertos, mostrando sua linda pedicure, e nas mãos, uma bolsa Prada preta.
           - Olha, olha se não é a garota que pensou que ficaria com William para sempre. - Ela amplia seu sorriso.
          - O que você quer Emily?
          - Senhorita Reed, para você. Ou se preferir, namorada de William. Ele me ama sabia?
          - Vai quer alguma coisa? - Pergunto impassível.
          - Eu quero que você vá a merda! William é meu! Não se atreva a tocar nele! - Do que é que essa maluca está falando?
         - Tudo o que eu quero é ficar longe de vocês não se preocupe. - Ela ri alto, chamando a atenção de todo mundo. - Eu não acredito nisso, sua vaca! - Ela me dá um tapa na cara, me fazendo olhar para o lado abruptamente.
             Ela conseguiu me irritar. Eu vou acabar com ela. Meus olhos despertam uma irá incontrolável, e eu parto em cima da vadia desgraçada. Ela luta por baixo de mim, e eu dou tapas na sua cara, enquanto ela puxa minha blusa.
          Rebolamos pelo chão. Eu puxo seu cabelo com força fazendo ela gritar, e bater em minhas costelas com força.
          - Você é a vaca aqui!- Eu continuo puxando seu cabelo, e dando tapas nela.
         Alguém me segura, e me separa de Emily. Eu continuo lutando mas é inútil. Emily se levanta e endireita sua roupa.
          - O que é que se passa aqui? - Verónica, minha chefe aparece de repente e olha para mim chocada.
         - O que se passa, é que a sua empregada me atacou!
         - O quê? Jones venha comigo imediatamente. - Paul me coloca no chão, e eu sigo a rainha má.
           Entramos na sua sala. Ela vira para mim. Eu não consigo olhar para seus olhos verdes, apenas olho para o chão e rezo para não ser demitida.
             - O que foi que você fez? Atacar uma cliente? - Ela diz irritada.
            - Eu... Ela começou e eu me defendi. Eu não queria fazer uma coisa dessas, eu juro! - Ela senta na cadeira.
          - Se quisesse manter seu emprego não faria uma coisa tão estúpida.
         - Eu sei. Não volta a acontecer! Eu prom...
         - Tem razão. Não volta a acontecer, porque você está demitida! - Ela diz demitida com gosto.
         - Mas, eu...
         - Saia da minha sala por favor! - Ela diz impaciente.
         Eu saio da sua sala revoltada. Não acredito que isso está acontecendo comigo. Não! Não! Não! Não! Não! Isso é um sonho. É tudo um sonho e quando eu acordar, vou rir de tudo isso, e vou voltar para os braços de William, e ele vai me levar para o trabalho.
          Gabrielle e Diana riem da minha cara horrível cheia de lágrimas. Eu não digo nada apenas saio dali. Tiro o maldito uniforme visto minhas roupas e saio da loja.
           Emily continua aqui na Jyaver. Ela cruza os braços quando me vê e sorri.
          — Eu queria tanto que isso acontecesse. Você é uma vadia e merece trabalhar onde as vadias trabalham! - Ela se aproxima, e eu me afasto.
          - Já teve o que queria, agora me deixa em paz.
         - Sabe o que William me disse sobre você? Ele disse que você era triste e ridícula, que tinha pena de você. Pessoas como você não deviam ser tão ingénuas assim. Sabe que mais ele disse? Que você é um desastre, que não beija bem, e que se arrependeu de todas as vezes que transou com você. Você é tão horrível, que nem de prostituta ia servir!
         Eu ignoro seu comentário doloroso, e saio dali correndo. Luto para apanhar um ónibus, e quando consigo vou para casa.
         Porquê isso esta acontecendo comigo? Eu choro e ajoelho na porta de casa chorando como uma desgraçada. Eu não tenho coragem sequer de entrar em casa. Sou uma fracassada.
         Meu telefone toca. Eu limpo minhas lágrimas primeiro depois atendo o telefone. É White.
         - O que foi White?
         - Felicity! O... - Oiço ela chorar do outro lado da linha. - O papai... ele teve u-u-um acidente! - Meu coração se aperta ainda mais.
          - Não! White você não está falando sério! Por favor me diz que não é verdade!
        - Venha logo para o hospital por favor! - Ela desliga.
        Minhas lágrimas jorram pelo meu rosto brutalmente. Eu sinto alguém se aproximar de mim. Eu fecho os olhos e escondo o meu rosto.
             - Eu não gosto de te ver desse jeito. - Ronald diz e se senta ao meu lado. - O que houve?
           - Tanta coisa, Ronald! - Eu levanto, parecendo uma barata tonta. - Eu preciso ir para o hospital agora! Eu... - Choro em cada palavra. - Meu pai. Ele precisa de mim. Eu preciso vê-lo. - Ronald segura meus ombros e me obriga a olhar para seus olhos castanhos tristes nesse momento.
           - Eu te levo Felicity! Fique calma, por favor! - Ele me leva até o seu carro. Eu não tenho forças nem para colocar o cinto de segurança, e Ronald o faz por mim.
          Ele coloca as mãos no volante e segue pela estrada. Eu não consigo parar de chorar, e isso incomoda Ronald o caminho todo. Ele não gosta de me ver sofrer.

         Chegamos ao hospital, e Ronald me ajuda a manter a calma. Nós procuramos por White, e ela está com Gary chorando também. Ela vem me abraçar quando me vê. Seus olhos estão vermelhos de tanto chorar, assim como os meus.
           - O que foi que aconteceu? - Pergunto entre soluços.
             - Ele teve um acidente. Felicity, eu tenho medo. Ele está em coma. Os médicos disseram que ele está em um estado muito crítico.
            - Estado crítico? Oh não! Podemos ver ele?
            - Os médicos não disseram ainda. - Eu me sento no banco com White.
           Ronald senta ao meu lado e coloca o braço ao redor do meu ombro. Eu apoio a cabeça em seu ombro. Gostaria que William estivesse aqui comigo nesse momento. Mas ele não gosta de mim, não quer saber de mim. Está numa viagem, e quando voltar, estará nos braços de Emily.
            - Tudo vai ficar bem, Felicity! - Ronald sussurra para mim. - Eu prometo!
           - Não pode prometer uma coisa dessas! - Digo limpando minhas lágrimas que ainda assim não param.
            - Alguma vez não cumpri uma promessa? - Ele nunca quebrou. Ele sempre cumpria uma promessa. Ele é diferente de William. Ele não mente para mim, não me usa, nem me engana. Eu quero me apaixonar por ele de novo.
           - Você sempre cumpre, mas esse caso...
          - Eu também vou cumprir! - Olho para ele.
          - Eu vou confiar em você!- Volto a me apoiar no seu ombro. Eu me lembro de Kira imediatamente.
         - White, Kira? - Pergunto. - Ela já deve ter saído da escola. Você precisa ficar com ela.
          - Eu quero ficar com papai.
         - White, Kira não pode ficar sozinha. Eu fico aqui. Qualquer coisa eu aviso. - Digo.
         - Vamos White eu te levo. - Gary a ajuda a levantar. Eles têm passado muito tempo juntos e isso é bom. Espero que fiquem juntos.
            - Me liga Felicity! - Eles saem em seguida.
           - Quer alguma coisa, Felicity? - Ronald diz no meu ouvido.
           - Eu só quero que meu pai se recupere.
          - Ele vai. - Ele esfrega minhas costas. - Eu prometi não prometi?
         - Sim!
         - Porquê não tem falado comigo nesses últimos dias? - Eu o encaro.
        - Depois do que eu te fiz, você ainda me pergunta? - Ele acaricia o meu rosto.
        - Eu estava zangado no momento. Quando eu acordei no dia seguinte eu já não estava. Desculpa o que eu disse sobre o seu namorado.
            - Ele não é mais meu namorado. Você tinha razão. Ele só quis me usar! - Choro mais ainda. - Ele disse isso com todas as letras. - Ele me abraça apertado depois de me mostrar seu olhar furioso.
           - Quando eu avistar com aquele sacana, eu mato ele!
           - Não! Não faça nada. Eu não quero confusões.
           - Eu não devia ter deixado você sozinha! A culpa é minha.
          - Eu não sei o que vou fazer a partir de agora.
         - Por causa de William?
         - Fui demitida!
         - Felicity, eu lamento.
         - Foi culpa de sua ex. Ela me atacou, eu me defendi, e fui demitida.
          - Eu posso ajudar você Felicity com as contas...
         - Não precisa! Por favor! Eu vou arranjar uma solução.
         Um homem alto, cabelos pretos com madeixas castanhas, e olhos verdes, com uma bata branca, que diz: Dr Thompson aparece a nossa frente.
           - São os parentes de Lok Jones? - Ele pergunta. Levantamos imediatamente.
           - Sim. - Responde Ronald. - Como ele está?
          - Ele está melhorando. Felizmente o acidente não foi muito grave.
         - Eu posso vê-lo? - Pergunto depois de um sorriso de alívio.
        - Claro que sim. Venha por aqui. - Ele me leva para o quarto de meu pai.
          Ele não se mexe. Está parado respirando apenas. Está um pouco machucado. Eu me aproximo e agarro a sua mão. Choro por ver ele nesse estado.
            - Fique curado rápido, por favor! Nós precisamos de você, papai. Nós te amamos muito. - Ele continua na mesma. Eu acaricio sua mão.
             - Me perdoa! Hoje eu perdi o emprego, e isso vai tornar as nossas vidas ainda mais complicadas. Felizmente White também está trabalhando. Mas eu prometo que não vou descansar até arranjar outro emprego. - Eu sento ao seu lado, e converso com ele. Mesmo parecendo que não esteja ouvindo, eu sinto que ele ouve.

            Eu saio do quarto do meu pai, depois de duas horas, mas antes dou beijo em sua testa e volto para junto de Ronald. Eu lhe abraço logo que o vejo. O fato de ele estar aqui esse tempo todo comigo, é importante para mim. Ele deve me amar muito.
           - Como ele está? Está muito machucado? - Pergunta.
           -Um pouquinho.
           - Quer comer qualquer coisa? - Eu abano a cabeça em negação.
             - Eu não tenho fome!
             - Há uma pizaria aqui perto, Felicity! Vamos comer, por favor!
              - Eu não tenho dinheiro. - Ele agarra a minha mão e me leva para fora do hospital.
             - Eu pago se é isso que te preocupa.
             - Eu não quero.
             - Você precisa comer, Felicity. Deve estar forte para ver seu pai amanhã. Não quer ir também parar numa cama de hospital, pois não?
           - Está bem. Eu vou comer.
           Atravessamos a estrada depois de sair do hospital. Entramos numa pizaria, nos sentamos, e fazemos o nosso pedido. Pizza de frango e cogumelos. Eu olho para Ronald e ele para mim. Suspiro.
           - Essa tem sido a pior semana da minha vida. - Digo.
           - Eu imagino. - Seu telefone toca.
             - Quem é? - Pergunto.
             - Gary. - Ele atende em seguida. - Fala garoto!... Os médicos disseram que ele está melhor... ainda não... está bem, até amanhã. - Desliga.
             - O que é que ele queria? - Dou uma mordida na pizza.
            - White e Kira queriam saber como senhor Lok está.
           - Gary está na minha casa?
           - Sim! Ele não deixaria elas sozinha, principalmente White.
           - Como assim?
           - Ele ainda não sabe mas está apaixonado por ela. - Dou um pequeno sorriso.
           - Finalmente!
           - Parece que o destino faz de tudo para juntar duas pessoas. Por mais que haja obstáculos, junta sempre. - Ele diz e come a pizza sem tirar os olhos de mim. Talvez ele tenha razão.
            - Ronald, eu peço muitas desculpas pelo que...
           - Você não teve culpa. Eu não devia ter te deixado sozinha, Felicity. Da próxima vez eu levo você comigo.
             - Porquê você voltou tão cedo?
             - Eu vim por causa do meu tio. Ele faleceu. Eu pensei que soubesse.
             - Eu não sabia. Lamento. - Olho para a minha comida.
             - Tudo bem. - Ele coloca sua mão por cima da minha. - Pelo menos, pude estar perto depois de aquele imbecil te machucar.
             - Não vamos falar sobre ele, por favor! Eu só quero esquecê-lo.
             - Eu também quero que você faça isso. Ele não merece alguém como você. Você é muito especial Felicity. Se ele não viu isso, é um idiota.
              - Eu sei.
              - Você é tão bonita e perfeita, que todos os homens devem cair aos seus pés. - Que exagero!
            - Ronnie, por favor!
            - Eu estou falando sério. Deve ser a mulher mais linda que eu já vi em toda a minha vida. - Coro vermelho escarlate.
            - Tenho a certeza que já viu muitas muitas lindas na sua vida.
           - Já sim, mas você esmaga todas elas.
           - Você vai voltar para Idaho? - Ele bebe o suco de laranja, depois olha para mim com um brilho maravilhoso.
           - Não! Eu não posso deixar você sozinha de novo. Eu não quero. - Depois disso não consigo dizer mais nada para ele. Ronald me trata tão bem, e me diz coisas que me fazem ter vontade de estar com ele para sempre, porém meu coração pertence ao homem mais lindo e imbecil do mundo.

            Nós terminámos de comer. Quase que fui Obrigada por Ronald a comer tudo, mas consegui. Ele realmente se importa comigo como ninguém se importa. Ele é um homem diferente. O homem que toda mulher sonha em ter. É atencioso, carinhoso, bonito, leal, inteligente, trabalhador, independente, responsável, sincero, cordial, e mais um milhão de outras coisas maravilhosas. Eu preciso voltar a me apaixonar por ele.
           Saímos de dentro do hospital, depois de eu ver o meu pai mais uma vez. Caminhámos até seu carro pelas 23 horas. Ronald me dá seu casaco e caminhámos de mãos dadas.
            - Eu posso ajudar você a encontrar outro emprego. - Ele começa.
           - Não se preocupe. Eu vou me virar sozinha, mas se não conseguir eu te procuro.
           - É só sair de casa, dar dez passos para a esquerda que você me encontra. - Rio.
           - Tive saudades de você, sabia?
           - Mais do que eu tive de você? Eu duvido muito!
           - Pára, Ronnie! Isso não é uma competição.
           - Não! Eu só disse a verdade.
          - É. Roberta está brava comigo, e eu preciso explicar para ela tudo o que aconteceu.
           - É melhor enviar uma mensagem.
           - Vou fazer isso amanhã. - Nós paramos quando chegamos ao carro. - Você quer ir comigo no casamento de Roberta?
           - Se ela te perdoar, sim, eu adoraria. Mas temos que combinar! - Eu rio.
            - Você é incrível! - Ele coloca ambas as mãos na minha cintura e me vira para ele. Nós ficamos olhando um para o outro. Coloco as minhas mãos nos seus biceps, e respiro ofegante.
              - Não Felicity! - Ele sussurra. - Você é que é incrível. - Ele morde o meu lábio inferior primeiramente, depois me beija com muito carinho e desejo. Um beijo rápido, mas muito bom.
            - Ronnie, vamos com calma por favor! - Ele beija a minha testa.
               - Claro que sim. - Ele me abraça, depois olha para mim.
               - Vamos dormir, eu tenho muito sono. - Bocejo. Ronald também boceja depois ri.
                - Sabia que o bocejo é contagioso para pessoas que tenham uma ligação emocional?- Diz enquanto abre a porta do carro para entrarmos. 
                - Sério? Isso é muito bom. - Entramos no carro. Vou no banco de trás e Ronald fica no banco da frente.
              - Boa noite, querida.
              - Boa noite, Ronald! - Eu deito e fecho os olhos.



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