História O Encanto da Rosa - Capítulo 31


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Julian Solo, Kiki de Appendix, Mascára da Morte de Câncer, Mu de Áries, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shion de Áries, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shura de Capricórnio, Sorento de Sirene
Tags Afrodite, Afrodite De Peixes, Afrodite X Shun, Cavaleiros De Ouro, Drama, Gravidez, Mistério, Romance, Shun, Shun de andromeda, Suspense, Traição
Exibições 262
Palavras 4.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus queridos leitores.

Esse capítulo ficou bem mais romântico e com mais foco no nosso querido casal.
Tem uma surpresa pra vocês quase no final do capítulo, preparem seus corações, pois a emoção será bem forte.
Bem, espero que gostem e tenham uma boa leitura.

Capítulo 31 - Os ventos do destino


Fanfic / Fanfiction O Encanto da Rosa - Capítulo 31 - Os ventos do destino

Enquanto isso na cidade de Atenas, Seiya caminhava tranquilamente pelas movimentadas ruas enquanto procurava o orfanato em que Miho estava trabalhando.
Tinha descoberto que a garota tinha conseguido um emprego melhor naquele orfanato e havia se mudado para a Grécia. Isso só tornavam as coisas ainda mais fáceis pra si, pois estava confiante que teria muita diversão e prazer naquela noite.
Mas quando entrou no pátio do orfanato, quase caiu pra trás com a visão que teve.

Miho estava cuidando de um grupo de crianças enquanto um rapaz alto a abraçava por trás, os dois pareciam estar muito felizes enquanto cuidavam das crianças. Não demorou muito e Seiya reconheceu o rapaz, aquele era Algol o cavaleiro de prata de Perseu.
Mas quando deu dois passos, o casal percebeu sua presença e se virou na direção dele.

- Vejam só o que temos aqui, se não é Seiya o cavaleiro renegado de sua armadura.
- Isso não é da sua conta Algol, e o que você faz aqui.
- Seiya, se você veio me procurar perdesse o seu tempo.
- Miho eu...
- Não seja hipócrita seu verme! Eu sei de tudo que você fez pelas minhas costas!
- Mas...
- A sua irmã me contou tudo e me manteve informada. Você não passa de um canalha, tenho nojo só de lembrar que a minha primeira vez foi com você seu verme interesseiro.

Seiya fica pasmo ao ouvir aquelas palavras de sua antiga namorada, não esperava que ela fosse encontrar outra pessoa e que aquilo lhe doesse tanto. Mas antes que pudesse dizer algo, Algol o impede de falar.

- Você perdeu Seiya, por que não diz pra ela tudo que você dizia pelas costas dela.
- Não se meta seu oferecido.
- Oferecido eu? Miho estava sozinha e abandonada quando a conheci. Esquisita, feia, sem graça, apagada e grudenta, esses adjetivos te lembram de algo seu canalha?
- Ora seu...
- Já chega Seiya, nunca irei te perdoar pelo que você fez comigo. Eu te amei com todo o meu coração e você só me esnobou e me usou para saciar as suas necessidades carnais. Agora suma da minha frente, eu nunca mais quero ver o seu rosto na minha vida.
- Miho, eu...
- Não tente me enganar, eu sei muito bem que você só está aqui por interesse e conveniência. Se você quer tanto uma noite de prazer, então vá atrás da sua amante ou de alguma meretriz. Você nunca mais terá nada de mim.
- Vá embora Seiya, agora a Miho está muito feliz ao meu lado e não vou permitir que a magoe novamente. Ao contrario de você, eu a amo de verdade e adoro a companhia dele. Agora enfrente as consequências de seus atos vergonhosos e nunca mais a procure, pois se fizer, eu te transformarei em pedra e depois te quebrarei em mil pedaços. Agora desapareça da minha frente.

Sem alternativa, o sagitariano sai do orfanato, ainda estava chocado e surpreso com o que lhe acontecera. Miho estava com outro e o dispensara sem nenhuma piedade. Descobrira naquele momento que ela não era apenas um corpo para se saciar, pois aquilo lhe doera muito.
Decidira parar um pouco em Rodório, pois sabia que seria castigado quando voltasse ao santuário, foi então que ouvira uma voz muito familiar se aproximando.

- Ai está você seu ingrato!
- Seika, mas o que...
- Finalmente eu te encontrei. Não adianta se fazer de desentendido, o Misty me contou tudo que você falou sobre mim e nosso relacionamento pelas minhas costas.
- Pois é isso mesmo o que eu penso!

Após dizer aquilo, o sagitariano é surpreendido por um forte tapa em seu rosto. Engoliu em seco ao ver a expressão furiosa dela, nunca vira Seika tão brava.

- Já que é assim, esqueça que tem uma irmã! E pela sua cara azeda, deve ter ido atrás da Miho e levado um merecido chute nesse traseiro gordo. Ela seguiu adiante seu canalha, espero que isso tenha te servido de lição, pois agora você está sozinho.
- Sua vadia, você não tinha o direito de se meter na minha vida!

Novamente Seika dá outro tapa em seu irmão, não iria deixar que ele a desrespeitasse daquele jeito.

- Eu fiz o que era certo, o que você fez com ele não tem perdão. Espero que você esteja feliz e satisfeito com o que conseguiu, pois pra mim você está morto.
- O que?!
- Quando quebrar a cara, não quero que venha chorar no meu ombro. Enquanto não aprender a ser gente e ter caráter, esqueça que eu existo, pois me recuso a ser imã de um arrogante egoísta. De agora em diante você está sozinho, adeus Seiya.

Em seguida Seika entra em uma das ruas deixando o sagitariano espantado com o que estava lhe acontecendo. Primeiro Miho e agora Seika, não faltava mais nada pra arruinar seu dia.

Algumas horas depois, Shun e Afrodite finalmente estavam chegando ao destino final do passeio. Agora contemplavam o belo litoral grego banhado pelo Mar Egeu, não demorou muito e eles puderam ver as ruínas de um antigo templo no alto de um penhasco.

- Eu não acredito, nós estamos no cabo Súnion e aquele dever ser o...
- Sim, aquelas são as ruínas do santuário de Poseidon.
- Esse lugar é lindo, parece muito com aquele que fica perto do santuário.
- As praias aqui são mais amplas e o santuário está em ruínas. Já o que está dentro da barreira está totalmente restaurado e quase não há praias e ainda tem aquela prisão sinistra.
- Sim, as diferenças são bem perceptíveis, e essa vista para o mar e linda.

O caminho até o santuário de Poseidon era fácil e agradável, o caminho era todo pavimentado com pedras rústicas que facilitava ainda mais o acesso às ruínas.
Como estavam na metade da tarde, teriam bastante tempo para passear pelas ruínas e ver as paisagens lá de cima. A vista que os dois tiveram foi deslumbrante, ambos estavam fascinados com o que seus olhos viam, aquele passeio jamais seria esquecido.

O templo de Poseidon fora obra de Péricles, o brilhante político de Atenas que construiu a Acrópole e firmou sólidas bases para o poder naval e colonial de Atenas e protegeu as artes, as letras, embelezou a cidade e empreendeu obras de urbanismo revolucionárias.

- O templo de Poseidon foi construído em 444 a 440 a.C. Havia 42 colunas de mármore branco de 6 metros. A sala de oração tinha uma estátua de bronze de Poseidon com 6 metros de altura. Na antiguidade foi usado para observar os barcos que se aproximavam de Atenas.
- Esse é outro lugar que devia ser incrível nos seus dias de glória. Dá pra imaginar como era só de olhar para essas majestosas ruínas. E a vista aqui de cima é belíssima, dá até pra ver aquelas ilhas ao longe.
- Concordo com você, também fiquei maravilhado quando vim aqui com o meu mestre. Ao longe nós estamos vendo Kea e as ilhas do Peloponeso. Tivemos muita sorte do dia estar tão claro, geralmente nessa época de final de outono não é possível ter essa visão.
- Então somos dois sortudos.
- Como não tem muito vento, que tal darmos uma volta pela praia?
- É uma ótima ideia.

Depois de descerem até a praia, ambos tiram seus sapatos e dobram as calças até os joelhos, mesmo estando no outono foi irresistível não molhar os pés e caminhar na beira do mar.
Shun estava se sentindo muito feliz ali ao lado de Afrodite, parecia que todas as dores que sentia antes desapareceram como se nunca tivessem existido.
Afrodite também estava feliz por ver seu amigo sorrindo novamente, aqueles dias fora pareciam ter ajudado muito o mais novo a se acalmar e seguir adiante. Tinha certeza que agora só teriam paz, pois o pior já tinha passado.

- Está tudo tão bom que nem dá vontade de voltar para o santuário.
- É verdade, nós devíamos sair mais vezes, Shion não iria se importar se passássemos algumas horas fora.
- E aquela regra de evitar ao máximo sair do santuário?
- Sair por algumas horas é muito diferente que ficar fora por vários dias. Mesmo em tempos de paz temos que manter a segurança das doze casas, por isso precisamos da autorização do Shion para sairmos da barreira.
- Entendo, é preciso de regras pois sempre tem aqueles folgados que gostam de tirar proveito de tudo.
- Exatamente, mas o Shion nos deixa sair da barreira por algumas horas, desde que o avisemos com antecedência, pois não podemos deixar as doze casas sem uma boa proteção. Nós fazemos uma espécie de rodízio, assim ninguém fica sem sair por causa de um bando de folgados.
- Que bom que isso funciona, é realmente uma boa estratégia contra folgados.
- Sim, mas eu posso te fazer uma pergunta?
- É claro, vá em frente.
- Você pensa em ter uma família em um futuro? Não precisa responder se não quiser, foi só uma curiosidade.
- Eu nunca tinha pensado nisso antes, mas eu gostaria de construir uma. Agora estamos em tempos de paz e isso não é mais impossível pra nós. Mas e você Dite?
- Eu não sei, não me dou muito bem com crianças.
- Entendo, mas elas não são demônios como muitos dizem que são. É só uma questão de pratica e costume. Pois as crianças lá do orfanato parecem gostar muito de você.
- Eu percebi, é só que não tenho muito jeito com essas coisas.

Shun apenas acena com a cabeça em um gesto de entendimento, não ia ficar insistindo naquele assunto. Sabia que o loiro não era muito chegado em crianças, mas sentia que ele gostava delas, mas a falta de tato e experiência o fazia ser mais retraído quando se tratava desse assunto.
Caminharam por um bom tempo na beira do mar deixando seus pés serem banhados pela água fria, ambos se sentiam muito relaxados, nem parecia que tinham passado por várias situações extremamente estressantes e desgastantes.

- Agora deu até calor, acho que exageramos um pouco na caminhada.
- O ar aqui está mais quente e abafado, por isso estamos com calor.
- Shun, que tal um sorvete antes de subirmos novamente até o templo para ver o por do sol?
- É uma boa ideia.

Em um movimento rápido e discreto, o pisciano abre dois botões de sua camisa, mas Shun percebeu e engoliu em seco com aquela atitude do loiro. O castanho respirou fundo e tentou se distrair olhando a paisagem, não poderia ficar olhando para o peitoral do mais velho, aquilo não era certo. Sem falar que o pisciano poderia perceber e ficar muito irritado.
Quando finalmente chegaram ao único restaurante que havia ali, foram até o balcão da sorveteria e novamente o destino resolveu intervir entre eles.

- Eu sinto muito senhor, mas só tem sorvete para mais uma taça.
- Não tem problema, eu e meu amigo dividimos.

Shun quase caiu pra trás ao ouvir aquilo, ultimamente o pisciano estava agindo diferente consigo e aquilo o assustava um pouco. Era impossível não notar que o loiro estava mais carinhoso e descontraído. Ao mesmo tempo que aquilo o fazia se sentir muito feliz, também lhe dava um pouco de medo.

- Vem Shun, vamos nos sentar em uma mesa lá fora.
- Dite, pode ficar com o sorvete, eu não ligo.
- Nada disso, eu não sou guloso e tem bastante.
- Mas Dite...
- Nada de mas mocinho, nós vamos dividir e ponto final. Não vou conseguir comer enquanto você fica só olhando.

O castanho apenas sorriu e acenou com a cabeça, adorava aquele jeito tão gentil e educado do loiro. Afrodite era realmente muito especial, quem ganhasse o coração do peixinho seria uma pessoa de muita sorte. Sentiu um breve incomodo ao imaginar pisciano com outra pessoa e a tratando da mesma forma que o tratava.
Novamente aquele ciúme sem sentido, não podia ficar sentindo aquilo pelo amigo, não era certo. 

Não demorou muito e eles encontraram uma mesa mais afastada e escondida, cada um pegou uma colher e começaram a saborear sem pressa aquele sorvete.
Passado aquele embaraço inicial, Shun se rendeu a aquele momento tão pequeno e especial com seu amigo. Nunca tinha feito aquilo com ninguém e o pisciano agia com tanta naturalidade que acabou se sentindo incrivelmente à vontade ali dividindo um sorvete com seu melhor amigo.

- Shun, eu acho que encontrei uma forma para que você possa se aproximar das minhas rosas venenosas.
- Está falando sério?
- Sim, mas isso não será fácil. Essa forma de adaptação ao veneno não te colocará em perigo, mas você poderá sentir diversos efeitos colaterais.
- Eu gostaria de tentar, mas se os efeitos colaterais começarem a me prejudicar, desistirei sem resistência.
- Nós vamos começar aos poucos, irei aumentar a potência do veneno assim que você se acostumar com a potência mais fraca. Será um aumento gradual, assim você não irá correr perigo.
- Certo, e quando começaremos com esse treinamento?
- Amanhã no final da tarde.
- Darei tudo de mim para me tornar imune ao veneno das suas rosas.
- Eu sei que você irá se esforçar e tenho certeza que vai conseguir se tornar imune ao veneno delas, você é realmente muito forte.

Depois que terminaram o sorvete, os dois vão novamente para as ruínas do templo onde esperariam pelo pôr do sol, não teriam que esperar por muito tempo, pois estava quase na hora do sol se pôr.
O espetáculo natural do sol se pondo no horizonte foi belíssimo, o céu fora tingido de várias cores e estas mudavam constantemente suas tonalidades enquanto o sol ia desaparecendo aos poucos dando lugar a uma bela lua.

- Realmente belíssimo, não me canso de admirar o pôr do sol aqui na Grécia.
- Eu digo o mesmo. Então, gostou do nosso passeio?
- Eu adorei o nosso passeio e você foi um excelente guia. Pena que acabou, esses dois dias passaram voando.
- Não fique com essa cara, ainda teremos outras oportunidades, E estou feliz que você gostou, assim como você lá em Tóquio, eu planejei esse roteiro com muito carinho.
- Obrigado Dite, foram dois dias maravilhosos. Depois que quero ver essas fotos.
- De nada meu querido amigo, eu te mostro as fotos no caminho de volta a pousada.

Em seguida os dois fazem o caminho de volta ao restaurante onde a van estava estacionada. Perceberam que um dos casais tinha feito o mesmo que eles para ver o pôr do sol. Quando chegaram a van, foram recebidos com olhares fulminantes do guia e dos outros dois casais, mas não deram importância.
Shun e Afrodite se sentiam bastante cansados, mas muito felizes por terem tido dois dias maravilhosos fora do santuário.

Ao chegarem na pousada, foram direto tomar um banho para depois jantarem.
Enquanto esperava Afrodite terminar de se arrumar, Shun ficou revendo as fotos que o pisciano tirara durante os passeios, todas estavam muito boas e seria difícil escolher apenas algumas para imprimir e colocar no álbum.

- Espero não ter deixado você esperando muito.

Ao ouvir aquela voz tão suave e melodiosa, o castanho levanta a cabeça e quase tem um infarto ao ver Afrodite diante de si.
O loiro estava vestindo uma camisa social branca de manga curta e para seu desespero, tinha deixado três botões abertos deixando parte de seu peitoral a mostra, Por acaso ele o estava tentando matar do coração?!
Então o virginiano respirou fundo e se levantou da cama, aquilo só podia ser sacanagem.

- Não se preocupe, eu estava revendo as fotos e nem vi o tempo passar.
- Vai ser duro escolher apenas algumas para colocar no álbum. Você me ajuda?
- Sim, te ajudarei com muito prazer.

O loiro apenas sorri e Shun lhe devolve seu celular, jamais confiaria em outra pessoa a ponto de deixar mexer em seu celular, mas confiava muito no mais novo e sabia que ele só ia ver as fotos e não iria ficar bisbilhotando o que não devia.
Sabia que Shun lhe respeitava e prezava muito pela a amizade entre eles, então jamais faria algo que o deixasse irritado ou se meteria onde não devia.

Enquanto isso no santuário, Shaka estava furioso com Shiryu. Ouvira várias reclamações das pessoas que o dragão tinha ajudado naquele final de semana. Todas diziam que o garoto era muito arrogante e mal educado, também que reclamava o tempo todo e as ofendia por qualquer coisa.
Aquilo tinha deixado o tão calmo virginiano possesso de raiva, aquele moleque só o envergonhava.

- Você só me dá vergonha, mas essa sua rebeldia não passará impune.
- Estou morrendo de medo, nada pode ser pior que trabalhar como escravo daqueles aldeões inferiores.
- Já chega, agora você vai ver o que é bom!

Então Shaka eleva seu cosmo e ataca Shiryu com um golpe que não o feriu, mas tirou dois dos seus sentidos, a audição e a fala. Assustado por não conseguir falar e ouvir nada, o libriano tenta se comunicar através do cosmo.

- O que você fez comigo?
- Eu tirei a sua fala e audição. Você vai ficar assim durante três dias pra aprender a controlar essa sua língua asquerosa.
- Mas...
- Se reclamar eu tiro os seus outros sentidos e te deixarei como um vegetal durante uma semana.

Shiryu engole em seco com aquela ameaça, era melhor não deixar o loiro ainda mais irritado. Ainda não conseguia acreditar naquela reviravolta, em um momento as coisas estavam as mil maravilhar, mas agora estava tudo se quebrando em pedaços e dando tudo errado.

Em sagitário, Seiya reclamava por seu castigo ter sido trocado por um ainda mais humilhante. Agora teria que limpar todos os banheiros das doze casas no próximo final de semana. Castigo que fora muito bem aceito e aprovado por Shion, sua saidinha tinha custado cara, muito caro.
Mas o pior de tudo foi ser jogado porá por Miho e Seika, nunca imaginara que elas fossem capazes de fazerem aquilo.
Ainda estava impressionado com a mudança de Miho, ela estava linda com seu cabelo castanho escuro mais longo e preso em dos rabinhos. E ela o tinha trocado por outro e parecia muito feliz nos braços dele.

Já em aquário, o clima estava bem leve e descontraído, Hyoga ajudava Camus a terminar o jantar enquanto conversavam sobre diversos assuntos.
O loiro ainda não entendia por que se sentia incomodado com a saída de Shun com o pisciano, mas achou que não era nada de mais. Shun era um esquisito e não merecia sua atenção.
Agora tinha que se concentrar em seu treinamento.
Já o ruivo estava muito feliz e satisfeito com a mudança de seu discípulo, doas quatro ele era o único que estava levando mais a serio o treinamento, aquilo alegrou muito o coração de Camus, finalmente Hyoga tinha tomado juízo.

Em gêmeos, Ikki apenas vadiava enquanto assistia um file na televisão, tinha decidido deixar o assunto da saída daqueles dois viados de lado, pois tinha coisa mais importante para resolver.
Foi então que teve a idéia de fazer uma visitinha a sua antiga namorada, aquela vadia estava em sua lista negra por ter entregado sua preciosa armadura de bandeja.
Ia fazer a garota pagar e se arrepender amargamente pela traição, também por nunca ter satisfeito suas necessidades o deixando na seca. Já sabia muito bem como faria a vadia pagar pela traição e negligencia, seria horrível pra ela e muito prazeroso pra si.
Sorriu maliciosamente ao imaginar fazendo aquilo com ela, Esmeralda ia sofrer amargamente em suas mãos.

Algumas horas mais tarde na pousada, Shun não conseguia dormir, pois seus pensamentos e sonhos sempre eram em relação ao pisciano que dormia profundamente na cama ao lado.
Estava ficando louco com aquele sentimento que não era apenas amizade, mas não sabia definir sua verdadeira natureza. Só sabia que era muito forte e intenso.
Nunca sentira vergonha de ver um homem sem camisa, mas quase tinha um infarto quando via parte do peitoral do pisciano, era como se o desejasse secretamente.
Não, isso não era certo! Afrodite era seu melhor amigo e seis anos mais velho que si. O loiro era um homem feito e ele apenas um garoto de dezesseis anos. Não era certo pensar aquelas coisas dele e muito menos o desejar.

Foi então que uma ideia veio a sua mente, um mergulho na pisciana térmica da pousado certamente o faria relaxar.
Com cuidado para não acordar o pisciano, foi até sua mochila e pegou uma bermuda curta de banho e depois foi se trocar no banheiro. Eram praticamente quatro horas da madrugada, mas não se importava, precisava daquilo para relaxar e talvez dormir algumas horas.
Quando já estava pronto, colocou o pijama e pegou uma toalha antes de sair do quarto.

Não demorou muito e finalmente chegou na área onde ficava a piscina, sem perder tempo tirou o pijama e o deixou junto com a toalha sobre uma das espreguiçadeiras.
A água estava morna, perfeita para relaxar e esquecer de tudo a sua volta, depois daquele final de semana maravilhoso, estava se sentindo renovado e pronto para voltar ao santuário. Estava tão bom ali que não viu o tempo passar.

No quarto, Afrodite acorda depois de ter um sonho ruim com a pessoa que destroçou seu coração no passado. Vira tudo que lhe acontecera, mas fora de sua pele, como se tivesse visto tudo sendo feito com outra pessoa. Mas era ele, era ele quem berrava de dor enquanto a outra pessoa se divertia com sua dor e sofrimento.

Agora estava ali ofegante e todo suado, agradeceu aos céus por não ter dado um grito como costumava fazer quando tinha aquele terrível pesadelo.
Mas ao olhar para o lado, se assustou ao ver que Shun não estava ali. Então ele se levanta e vai até o banheiro e vê que estava sozinho no quarto. Preocupado decidiu ir atrás do virginiano, apenas enxugou seu corpo suado e trocou de pijama. Então elevou sutilmente seu cosmo e sentiu que Shun estava em outra área da pousada.

Sem perder tempo, trancou a porta do quarto e foi atrás do mais novo, temia que ele não tivesse se sentido bem e saído do quarto para não acordá-lo. Odiava aquela mania do castanho de ficar guardando tudo pra si, mas não o culpava, só queria que ele parasse com aquilo e confiasse mais em si. 
Não demorou muito e chegou no local onde tinha sentido a presença do castanho, mas ao entrar naquela área, quase caiu pra trás com a visão que teve.

Shun estava sentado em um dos degraus da piscina enquanto olhava o céu estrelado. A água batia em sua cintura e podia ver perfeitamente o corpo esguio do virginiano.
Afrodite tinha os olhos arregalados e a boca aberta de tão grande que foi sua surpresa. A luz do luar a das lâmpadas destacavam ainda mais a pele clara do mais novo. Seu corpo era esguio e seus músculos quase não apareciam de tão delicados. Como Shun só usava uma bermuda curta de banho, tinha uma visão quase total do corpo dele. Apesar da água, o loiro pode ver que sua cintura era estreita e suas pernas eram finas para as de um garoto da idade dele.

O castanho era realmente lindo, parecia um anjo sem asas, Afrodite nunca havia ficado tão impressionado como estava naquele momento, já tinha visto vários garotos e homens em poucas roupas, mas nenhum deles o deixara tão atordoado e impressionado  como Shun o estava deixando naquele momento. Shun era mais feminino, mas isso não o deixava menos belo.
Felizmente estava escondido atrás de uma grande árvora e não corria o risco de ser pego no flagra pelo mais novo.

“Como esse garoto é bonito, não acredito que ele ainda se acha sem graça. Ele causaria invejo até em Eros e em muitas garotas e garotos”.

Foi então que Afrodite sentiu suas bochechas arderem e seu coração acelerar, seu corpo estava reagindo de uma forma estranha a aquela visão que estava tendo do castanho. Sentiu uma forte vontade de entrar naquela piscina e se juntar a ele, e quem sabe abraçar aquele corpo ainda mais esguio e delicado que o seu.
Repreendeu-se mentalmente por aquilo, mas tinha que admitir que realmente queria estar lá ao lado dele, e pra piorar, tinha um desejo insano de saber como seria o contato da pele dele contra a sua.

“O que é isso Afrodite?! Você não é mais um adolescente de quinze anos! Não devia ficar pensando essas coisas com o seu melhor amigo, isso não é certo. E que raios de sentimento é esse que não me deixa em paz?!”

Antes que perdesse o controle de seu próprio corpo, Afrodite sai com cuidado e volta para o quarto, ainda estava pasmo com o que vira e sentira. E pra piorar, as palavras do aquariano vinham em sua mente enquanto pensava na visão que tivera do mais novo.

Alguns minutos depois, Shun voltou para o quarto e colocou a toalha úmida no banheiro, tinha usado um pouco de seu cosmo para secar sua bermuda curta, assim não levantaria suspeitas. Mal sabia o castanho que o loiro o tinha visto quase nu e não estava dormindo.
Não demorou muito e Shun adormeceu profundamente enquanto Afrodite passou o resto da madrugada sem conseguir dormir direito, apenas dava alguns cochilos e nada mais.


Notas Finais


Não tenho nem o que dizer sobre o capítulo.
Ainda estou rindo só de imaginar a cara do Afrodite ao ver Shun na piscina apenas de bermuda curta. Podem ter certeza que isso vai perturbar e muito o nosso belo peixinho dourado.

Muito obrigada a todos que estão lendo comentando e acompanhando a fanfic.
Um grande abraço e até breve.


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