História O Encanto da Rosa - Capítulo 45


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Julian Solo, Kiki de Appendix, Mascára da Morte de Câncer, Mu de Áries, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shion de Áries, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shura de Capricórnio, Sorento de Sirene
Tags Afrodite, Afrodite De Peixes, Afrodite X Shun, Cavaleiros De Ouro, Drama, Gravidez, Mistério, Romance, Shun, Shun de andromeda, Suspense, Traição
Exibições 244
Palavras 5.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus queridos leitores!.
Eu gostaria de agradecer a todos os leitores que estão comentando e apoiando essa fic. Isso é muito importante e significa muito pra mim, vocês me dão ainda mais vontade de continuar escrevendo.

Bem, agora a coisa é séria, deixem do lado de vocês alguns lenços e um chá calmante, vocês vão precisar e muito disso.
Aqui finalmente teremos parte de uma grande revelação, preparem seus corações.
Bem, espero vocês que gostem e tenham uma boa leitura.

Capítulo 45 - Um ataque cruel e covarde


Fanfic / Fanfiction O Encanto da Rosa - Capítulo 45 - Um ataque cruel e covarde

Já eram quase dez horas da manhã e o santuário inteiro estava em absoluto silêncio. Depois da festa na noite passada, certamente seus moradores só acordariam por volta do meio dia ou nas primeiras horas da tarde.

Na casa de peixes, Shun acorda lentamente e percebe que o sol já estava alto. Sorriu ao se lembrar de como a noite anterior fora maravilhosa pra si e para seus amigos. 
Ficou um pouco surpreso ao ver que ainda vestia as roupas da noite anterior, pelo jeito tinha adormecido fazendo o pisciano ter que lhe carregar de volta a casa de peixes e depois colocá-lo na cama. Corou um pouco ao pensar nisso, mas acabou sorrindo por ser tão bem cuidado pelo loiro. 
Depois de se espreguiçar, se levantou da cama e foi trocar de roupa, não queria que ninguém o visse com as roupas da noite anterior e o achasse um desleixado.
Quando já estava pronto, saiu do quarto e foi para a cozinha. Ao chegar no local, viu que o pisciano não estava ali, provavelmente ainda devia estar dormindo, pois ambos foram dormir de madrugada, a festa realmente estava muito boa.

Em seguida, pegou a caixa de chá para começar a fazer um bom café da manhã pra eles, foi então que ouviu o barulho de passos, mas quando olhou na direção da entrada da cozinha, quase caiu pra trás ao ver Afrodite se aproximando.
O pisciano estava pálido e abatido, isso deixou Shun muito preocupado. Então ele coloca a caixa sobre a mesa e vai até seu amigo.

- Dite o que aconteceu? Você está tão pálido.
- Eu acordei me sentindo tonto e com muita dor de cabeça. Devo ter comido ou bebido algo que me fez mal.
- Por favor, sente-se. Vou fazer um chá para ajudar a aliviar esse desconforto. Algum pedido especial para o café da manhã?
- Eu não quero nada, estou totalmente sem fome.
- Dite, pelo menos tente comer alguma fruta ou algo mais leve. Ficar sem comer não vai te fazer bem.

O loiro apenas acenou com a cabeça e deu um leve sorriso. Apesar de estar se sentindo fraco, estava adorando ser cuidado pelo mais novo.
Quando o chá ficou pronto, Shun serve ao pisciano um prato com alguns pedaços de frutas e uma xícara de chá de erva doce, iria cuidar de seu querido amigo até que ele melhorasse.
Mas de repente Afrodite sente um forte enjôo e corre para o banheiro deixando o castanho muito preocupado e assustado.

Em seguida Shun se levanta e vai até o suíte do loiro, apesar da porta estar trancada, pode ouvir que ele estava vomitando. Aquilo o deixou ainda mais preocupado, poderia ser uma intoxicação alimentar ou uma forte virose.
Alguns minutos depois, ouviu o barulho da descarga e depois da torneira sendo aberta. Não demorou muito e o loiro saiu ainda mais abatido e pálido, estava muito fraco e tonto.

- Dite, é melhor você voltar pra cama. Está doente e precisa repousar.

O pisciano apenas acenou com a cabeça e se deixou ser guiado até sua cama, depois o virginiano o ajudou a se acomodar melhor. Estava se sentindo um bagaço, mas não queria preocupar tanto o castanho. Não conseguia entender o motivo de ter ficado tão ruim da noite pro dia.

- Eu vou ver se temos algum remédio que possa aliviar o seu mal estar.

Em seguida Shun sai do quarto e vai até a cozinha procurar por algo que pudesse ajudar seu amigo a se recuperar. Mas infelizmente não tinha nada útil na caixa de remédios, teria que ir a enfermaria buscar o remédio para seu amigo. Não queria deixá-lo sozinho ainda mais naquele estado, mas não tinha outro jeito.
Então antes de sair foi para o quarto do loiro ver como ele estava.

- Encontrasse alguma coisa?
- Infelizmente não temos nada, estou indo a enfermaria buscar algo para aliviar o seu mal estar. Prometo que não vou demorar, mas se sentir algum mal estar, tente me chamar pelo cosmo.
- Eu vou ficar bem, não se preocupe.
- É impossível eu não ficar preocupado, você é muito importante pra mim e me dói te ver nesse estado.
- Obrigado Shun, parece que os papeis se inverteram, geralmente sou eu que cuido de você.
- É verdade, mas isso não significa que eu não possa cuidar de você. Agora descanse, voltarei o mais rápido possível.

Em seguida o castanho dá um beijo na testa do loiro e sai do quarto, queria buscar aquele remédio o mais rápido possível para que seu amigo melhorasse logo. Antes de sair trancou a porta para que ninguém incomodasse o pisciano.

Enquanto isso na casa de gêmeos, Ikki estava no banheiro e colocava até a alma pra fora.
Estava com uma ressaca bem forte, pois bebera como nunca na noite passada e agora seu corpo cobrava a conta pela absurda quantidade de álcool que tomara.

Agora estava tudo perdido, sua Esmeralda iria se casar com outro, sentira uma enorme amargura quando ela aceitou o pedido de casamento de Baldr.
Descobrira do pior jeito que a loira era muito importante pra si e que não dera valor a aquela maravilhosa garota que um dia esteve ao seu lado. Agora era tarde demais, Esmeralda estava perdidamente apaixonada por outro e iria se casar em breve.

- Bem feito, ninguém mandou você ser um machista egoísta com ela. Se agora está sofrendo, a culpa é toda sua.
- Já chega, eu não preciso dos seus sermões.
- Tem pessoas que só aprendem depois de quebrar a cara, e esse foi o seu caso Ikki. Agora não adianta chorar pelo leite derramado, você jogou muita coisa valiosa e importante no lixo como se não tivessem nenhum valor.
- Chega, não vê que eu estou...
- Eu estou vendo que você está com uma enorme ressaca, isso é pra você aprender a dar mais valor as pessoas e ao que você tem. Não adianta ficar afogando as lágrimas na bebida, pois não vai te ajudar em nada. Veja como está agora, colocando até a alma pra fora.

Dessa vez Ikki não respondeu, pois não tinha argumento e estava muito ocupado vomitando. Saga apenas o olhava indignado, foi só o machão quebrar a cara pra desabar em amargura, agora ele teria que se conformar na marra.
Em sagitário a situação era a mesma, Aiolia botava tudo pra fora enquanto Aiolos lhe dava um belo sermão.

- Isso foi pra você aprender a tratar uma mulher com respeito seu machista arrogante. Agora não adianta chorar pelo leite derramado.
- Já chega, não vê que eu estou péssimo?!
- Eu te avisei inúmeras vezes seu teimoso egoísta, agora agüente as conseqüências. Você a perdeu por causa do seu ciúme doentio e agora está encalhado por que quis.
- Eu quis?!
- Sim, você é o único culpado. Se tivesse tratado a Marin com mais respeito e confiança, agora ela estaria nos seus braços e não com o Utgard. Mas como você não me ouviu e foi um machista ignorante, perdesse uma mulher maravilhosa.
- Aiolos, eu...
- Conforme-se Aiolia, agora é tarde demais. E não se atreva a ficar bebendo, isso não vai resolver os seus problemas.

O leonino não responde, pois estava ocupado colocando até a alma pra fora. Aiolos apenas o olhava com uma expressão frustrada e séria, torcia para que aquele teimoso tivesse aprendido a lição, pois estava cansado das atitudes vergonhosas do mais novo.

Já em aquário, Hyoga dormia como um porco enquanto Camus conversava com seu novo amigo na cozinha. Jean era o guerreiro deus de Nidgothy, se conheceram durante a celebração e ficaram conversando sobre diversos assuntos que ambos gostavam.
Estava tão entretido com sua visita que não percebera a presença de Milo, o escorpiano sentiu um enorme ciúme ao ver Camus tão perto daquele rapaz. Não pesou duas vezes e saiu pisando duro da casa de aquário.

Alguns muitos depois na enfermaria, Shun era atendido por um médico de plantão, o castanho estava tão nervoso que o médioco precisou acalmá-lo para entender o que ele queria.

- Calma garoto, eu quero te ajudar, mas eu preciso saber quais são os sintomas do seu mestre.
- Ele acordou com muita dor de cabeça e estava pálido. E quando ele tentou comer algumas frutas, sentiu um forte enjôo e acabou vomitando. Eu não sei se é alguma virose ou se foi alguma comida ou bebida que ele ingeriu ontem.
- Calma, você viu se ele estava com febre?
- Eu toquei nele e a temperatura estava normal, não pode ser ressaca, pois ele não bebeu muito.
- Fique tranqüilo, vou te dar um remédio que fará o seu mestre melhorar em poucas horas.

Em seguida o médico entrega ao castanho uma caixa e lhe dá algumas instruções. Shun ouviu tudo atentamente, pois queria cuidar muito bem do seu querido amigo. 
Estava um pouco mais calmo quando saiu da enfermaria, pois o médico lhe assegurara que não era nada grave. Mal sabia o virginiano que um certo cavaleiro estava aproveitando seu afastamento da casa de peixes para colocar seu plano em pratica.

Na casa de peixes, Afrodite estava sentado no sofá da sala tomando o chá que Shun fizera para si. Não sentia mais tanto enjôo e decidira tomar aquele chá que parecia estar muito bom.
Sorrira ao se lembrar da forma cuidadosa e carinhosa que Shun o estava tratando, se sentia muito querido pelo castanho e isso alegrava ainda mais seu coração. Poucas pessoas o tinham tratado daquela forma, agradecia aos céus pelo castanho ter entrado novamente em sua vida.

Mas de repente a fechadura da porta de acesso a sua casa é quebrada violentamente, não pensou duas vezes e se levantou para ver quem era o invasor. Sentiu seu sangue ferver ao ver a pessoa que invadira sua casa.
Máscara da Morte o olhava com um sorriso sacana, ver o pisciano naquele estado só o deixava ainda mais satisfeito.

- Saia imediatamente da minha casa!
- Céus que mau humor peixinho, pelo jeito levantasse com o pé esquerdo.
- Isso não é da sua conta. Vai embora, já disse que não temos mais nada!
- Está enganado peixinho, nós temos muita coisa. Não adianta ficar negando e me ignorando desse jeito.
- Como se atreve a achar que temos algo depois das atrocidades que você fez?! Você não passa de um verme asqueroso, eu tenho nojo de você.
- E novamente você prefere aquele moleque do que a mim. Mas não vai ser assim por muito tempo, aquele garoto não passa de um fracassado, eu sou muito melhor que ele.
- Engano seu. O Shun é muito melhor que você seu verme egoísta. Ele é doce, gentil compreensivo, companheiro, um verdadeiro amigo para todas as horas. Não é um egoísta interesseiro como você e o Shura!
- Ora seu...
- A verdade dói, não é mesmo? Não me arrependo nem um pouco em ter colocado vocês dois pra fora da minha vida. Pessoas falsas como vocês não fazem nenhuma falta.
- Vamos ver se é isso mesmo que você diz ou é apenas uma fachada que você usa para ocultar algo.

Então o canceriano sorri cinicamente e se aproxima do pisciano, Afrodite já estava perdendo a paciência com Máscara, se sentia fraco mais não iria deixar que ele tirasse proveito do seu estado.

- Não se aproxime de mim, você não tem mais esse direito!
- Sabe que eu não tenho medo das suas ameaças. E você está enganado, eu tenho todo direito, pois mesmo negando você ainda é meu e sempre será.
- Canalha! Eu te odeio e não sou um objeto!
- Agora você vai ver seu peixe desaforado.

Em um movimento rápido, Máscara empurra Afrodite contra a parede e lhe beija a força.
Aquele atrevimento deixou o pisciano furioso, aquele verme não tinha nenhum direito de invadir sua casa e lhe forçar a fazer algo.
Com um pouco de esforço, conseguiu empurrar o canceriano e lhe dar um forte tapa na cara.

- Seu verme canalha, fora da minha casa!
- Você não está em condições de exigir nada.
- Eu já disse que você nunca mais terá algo de mim! Agora desapareça da minha frente ou...
- Você não vai fazer nada, sei que eu deixei uma marca em você e essa marca nos unirá para sempre.

Aquilo foi demais para o pisciano, tinha muita raiva e nojo daquilo e ouvir o canceriano dizer que aquela terrível marca os uniria para sempre, fez seu sangue ferver ainda mais. Podia estar doente, mas não deixaria aquela ofensa passar impune.
Mas quando ia tentar acertar um golpe em Máscara, o canceriano dá um soco em seu estomago e depois lhe segura pela gola da camisa do seu pijama. E para piorar seu estado, o chacoalhou violentamente.

- Eu já cansei dos seus insultos e das suas frescuras Afrodite! Você me obrigou a fazer isso do jeito mais difícil, então não reclame!
- Não se atreva!
- Calado, eu vou fazer você pagar por ter me trocado por aquele moleque!
- Não! Tire as suas mãos imundas de cima de mim!
- Eu mandei você calar a boca!

Movido pela raiva o canceriano dá um tapa no rosto do pisciano e o empurra com força contra a parede. Não se importava se aquilo era covardia, só queria ter o pisciano e assim o faria.

- Eu já disse que você nunca deixará de ser meu. Não deixarei que tirem você de mim meu peixinho dourado.
- Covarde! Eu nunca irei te perdoar por isso seu verme!
- Já chega, agora você vai ver o que é bom!
- Não se atreva!
- É claro que eu vou me atrever, não vou mais ficar só na vontade.
- Não! Não se atreva a fazer isso!

Em seguida o canceriano segura os pulsos do pisciano com uma das mãos sobre a cabeça dele, enquanto sua mão livre explorava o corpo do loiro. Afrodite se debatia desesperadamente para tentar se livrar daquele verme, mas seus esforços estavam sendo inúteis e se sentia cada vez mais fraco.

- Pare com isso! Eu não sou seu brinquedo!
- Você é o meu peixinho dourado e vou te mostrar isso.
- Nunca! Me deixe em paz!

O canceriano ignora os apelos do loiro e rasga a calça que ele vestia expondo a cueca branca que ele usava. Sorriu maliciosamente ao ver aquela parte do corpo do pisciano. Aquilo deixou Afrodite ainda mais desesperado, Máscara iria estuprá-lo e nada podia fazer.

Sentia muito nojo enquanto ele lhe acariciava libidinosamente e sem nenhum pudor, se contorcia e se debatia desesperadamente tentando se livrar do canceriano e seus toques nojentos, mas não conseguira se soltar e se sentia ainda mais fraco. E ao tentar gritar por ajuda, Máscara lhe dá outro tapa na cara só que ainda mais forte e depois volta a lhe acaricia com ainda mais brutalidade. Afrodite já estava quase chorando enquanto rogava em silêncio por ajuda ou um milagre.

Foi então que Shun entrou correndo na sala e levou um enorme choque ao ver aquela cena. Sentiu seu sangue ferver e uma grande raiva crescer em seu interior. Aquele covarde estava aproveitando que Afrodite estava doente para fazer aquela atrocidade com ele.
E ver o pisciano desesperado se debatendo enquanto o canceriano o acariciava despudoradamente deixou o castanho ainda mais furioso, não ia deixar que ele fizesse aquela monstruosidade com Afrodite.

Máscara estava tão distraído torturando o pisciano que não percebeu Shun se posicionando para atacá-lo. Só percebeu que não estavam mais a sós quando sentiu um poderoso cosmo se elevar agressivamente. Mas antes que pudesse pensar ou fazer algo, é atingido em cheio por uma poderosa rajada de cosmo e depois é lançado contra uma das paredes por uma potente rajada de ar. O ataque foi tão forte que depois de bater contra a parede, o fez cair com tudo no chão.
Quando se ajoelhou e olhou a sua frente, viu Shun se aproximando com uma expressão furiosa e agressiva.

- Seu verme covarde! Como se atreve a fazer essa atrocidade com uma pessoa debilitada?!
- Só estava tomando o que é meu.
- Canalha, o Afrodite não é um objeto! Você não tinha nenhum direito de invadir essa casa e fazer aquilo com ele!
- Vejo que já estão bem próximos, que ridículo.
- Isso não é da sua conta. Agora fora daqui!

 Ainda no mesmo lugar em que fora deixado, Afrodite estava atônito com a fúria do castanho. Nunca vira Shun tão furioso, até a voz dele estava diferente. Agradecia aos céus por ele ter chegado a tempo, não queria nem pensar no que lhe aconteceria caso o castanho demorasse mais. Em seguida tirou seu robe de cetim branco para cobrir suas partes expostas, não queria que Shun o visse daquele jeito, era muito constrangedor. 
Foi então que ouviu Máscara gargalhar e pela expressão em seu rosto, ele soltaria alguma bomba. Não! Tudo menos aquilo!

- Garoto, esse peixinho sempre irá me pertencer.
- Já chega! Vá embora antes que eu...
- Você é realmente muito ingênuo em proteger essa sardinha. Ele e eu já fomos muito íntimos.
- O que?! Então você foram...
- Isso mesmo, nós já fomos namorados.

Shun arregalou os olhos ao ouvir aquilo, não esperava que Afrodite tivesse se envolvido com aquele canalha. Foi então que se lembrou do que o pisciano lhe contara uma vez sobre certa pessoa que amou, mas nunca merecera seu amor. Então era ele, Máscara da Morte foi quem destroçou o coração do loiro e agora estava ali como se nada tivesse acontecido, era realmente muita cara de pau.

- Então foi você. Posso não saber o que aconteceu, mas sinto que fizesse algo horrível para o meu amigo ter tanta raiva e mágoa de você.
- O que?! Como pode continuar defendendo esse peixe imundo depois de saber que ele já foi e sempre será meu?!
- Imundo é você que estava se aproveitando do estado debilitado dele para fazer aquela atrocidade! Queria ver se teria coragem de fazer isso se ele estivesse bom. Você não passa de um verme asqueroso que só ataca os mais fracos.
- Ora seu...
- A verdade dói, não é mesmo? Não é a toa que nem mais amigos vocês são, ninguém precisa de um covarde egoísta como você, um verdadeiro lixo.

O canceriano fica ainda mais irritado ao ouvir aquelas palavras, estava tão cego pela raiva que partiu pra cima do castanho. Quando tentou acertar um soco no virginiano, Shun segura seu punho e com sua mão livre dá um forte soco em seu estômago.
Máscara cai de joelhos no chão, não esperava que o castanho tivesse aquela força, parte de seu plano estava arruinado, mas pelo menos conseguira ferir profundamente o pisciano. Se ele não fosse seu, então não seria de mais ninguém.
Sabia muito bem do grande trauma do loiro e fez questão de fazê-lo relembrar aquela dor, assim ele jamais conseguiria amar novamente.

- Tudo bem, pode ficar com esse trapo. Mas essa sardinha nunca deixará de me pertencer, nós estamos ligados para sempre. Não há lugar pra você.
- Você está enganado, é pra você que não há mais lugar, essa ligação entre vocês não existe mais. E o único trapo aqui é você. Você é uma desonra para os antigos cavaleiros de câncer, sua armadura deve estar sangrando de tanta vergonha e desonra.
- Cale essa sua boca! Você não é ninguém pra falar de mim!
- O único que não é nada aqui é você. Agora saia dessa casa e não volta nunca mais!
- Oh, eu estou morrendo de medo!
- Eu não posso usar meu cosmo contra você, mas Shion vai adorar saber desse seu ataque covarde. Acho que você não sairia mais da prisão depois disso.
- Você vai me pagar por isso, eu ainda acabo com a sua raça!
- Não tenho medo de pessoas covardes como você, agora desapareça antes que eu mude de idéia e chame o grande mestre.

A contra gosto o canceriano sai de peixes pisando duro e soltando fogo pelas ventas. Aquele garoto conseguiu arruinar a melhor parte do seu plano. Mas pelo menos conseguira atacar o pisciano como queria, duvidava que o sueco conseguisse se livrar daquele trauma que causara nele. Afrodite nunca amaria outra pessoa.

Na sala de peixes, Shun finalmente relaxa e se vira para o loiro, sentiu um forte aperto no peito ao ver ele naquele estado de choque. Mas ao invés de se aproximar dele foi para um dos quartos.
Afrodite sente seu coração doer ao ver Shun se afastar, agora ele devia sentir nojo de si e não queria mais nada consigo. Não agüentou mais se segurar e deixou as lágrimas escorrerem pelo seu rosto enquanto abraçava seus joelhos, tinha perdido a pessoa mais importante em sua vida e tudo por culpa do seu medo e daquele verme asqueroso.

Foi então que sentiu um tecido leve envolver seu corpo e ao levantar a cabeça, viu o castanho ajoelhado a sua frente com uma expressão calma e preocupada, Shun não o tinha abandonado como pensara. 
Em um impulso abraçou fortemente o mais novo e desabou em lágrimas, Shun sentia seu coração doer ao ver o loiro chorando daquele jeito. Então o aconchegou melhor em seu corpo e o envolveu ainda mais em seus braços enquanto o pisciano colocava toda aquela dor pra fora.

- Por favor, não chore, eu estou aqui meu amigo.
- Shun, eu...
- Não diga nada, isso deve estar sendo muito doloroso pra você, não quero que sofra mais.
- Me perdoe, eu fui um covarde.
- Não diga isso, pois não é verdade. Afrodite, nada do que ele disse ou fez irá mudar o que existe entre nós. Eu estarei aqui com você, jamais vou te abandonar.
- Obrigado Shun, pensei que estivesse com nojo de mim.
- Eu não sei o que aconteceu, mas jamais te repudiaria por um motivo idiota como esse. Sou seu amigo e estarei sempre com você, não importa o que aconteça.

Em seguida o castanho se levanta e ajuda o loiro a ficar de pé, Afrodite ainda sentia suas pernas bambas, mas conseguiu se equilibrar. Shun o tinha coberto com um lençol então não precisava ter medo de acabar expondo algumas partes de seu corpo.

- Ele te machucou muito?
- Aquele verme me deu alguns golpes, mas eu estou bem. Você chegou a tempo e impediu que ele me fizesse algo muito pior. Poderia encher a banheira pra mim? Eu gostaria de tomar um banho.
- É claro que sim, um banho vai te ajudara relaxar. Eu consegui os remédios e logo você estará bem melhor.

Depois de deixar o pisciano sentado na cama, Shun vai até a suíte e abre os registros para encher a banheira com água quente. Escolheu uma espuma de banho com uma fragrância mais suave para não agredir o estômago e as narinas do pisciano. Quando já estava quase cheia, fechou os registros e despejou um pouco do líquido para a espuma e ligou a hidromassagem.
Em poucos instantes uma camada de espuma cheirosa e cremosa se formou sobre a água, Shun sentiu um agradável e relaxante perfume se espalhando por todo o banheiro, aquilo certamente faria Afrodite relaxar e se acalmar.
Em seguida saiu da suíte e encontrou o loiro sentado na cama com o olhar perdido.

- Dite, o seu banho está pronto. Você precisa de ajuda?
- Obrigado Shun. Não se preocupe, apesar do meu corpo estar dolorido eu consigo me virar sozinho.
- Está bem, vou preparar o seu remédio para que você o tome depois do banho. Se precisar de algo ou se sentir mal não hesite em me chamar.

O loiro apenas acena com a cabeça e vai para sua suíte, ao entrar no local sentiu uma fragrância leve e relaxante. Depois de se livrar do resto de seu pijama e do lençol, entrou na banheira e começou a esfregar seu corpo com uma esponja macia para tirar qualquer resíduo daquele verme. Depois de alguns minutos, decidiu aproveitar o banho e deixou seu corpo relaxar na água quente enquanto a hidromassagem fazia seu corpo relaxar ainda mais.

Enquanto isso na cozinha, o castanho preparava uma torrada para o sueco, não deixaria que ele tomasse um remédio tão forte sem nada do estomago. Viu que Afrodite tinha tomado um pouco do chá que tinha preparado, mas só líquido não era o suficiente.
Sentia uma fúria enorme só de se lembrar da cena que vira ao entrar na sala, o canceriano parecia muito feliz por estar fazendo aquela barbaridade com seu amigo. Sentia ainda mais raiva e nojo dele por ter atacado Afrodite daquela forma tão covarde e cruel.
Sua vontade era de descer até câncer e dar uma boa surra nele, mas aquilo não era certo e não iria descer ao nível daquele canalha.

Surpreendera-se com a fúria que tinha sentido e com o que queria fazer com Máscara da Morte por ter feito aquela atrocidade com Afrodite. Nunca tinha sentido tanta ira em sua vida, mas ver o pisciano quase chorando e se debatendo desesperado enquanto aquele covarde abusava dele, fez seu sangue ferver como nunca.
Agora entendia por que o pisciano não falava da pessoa que amara mas que nunca mereceu o seu amor. Máscara devia ter feito algo horrível para Afrodite não querer mais nada com ele.
Não sentia raiva do loiro por ter escondido aquilo, entendia que devia ser algo muito doloroso e Afrodite não queria mexer naquilo de jeito nenhum.

Foi então que sentiu alguns cosmos no hall da casa de peixes, provavelmente eles deviam ter ouvido e escândalo e sentido a elevação agressiva do seu cosmo.
Em seguida vai para o hall falar com os curiosos, não queria ninguém perturbando Afrodite. Quando Shun apareceu no local, Saga foi até ele com uma expressão preocupada.

- Shun o que aconteceu? Nós ouvimos os berros e sentimos o seu cosmo ficar agressivo.
- Afrodite acordou doente e eu fui a enfermaria buscar algum remédio. Mas enquanto eu estava fora, Máscara se aproveitou disso para incomodar o Afrodite. Eles brigaram e Máscara agrediu o meu mestre. Mas felizmente cheguei a tempo e o expulsei daqui.
- Mas que covardia, dessa vez ele passou dos limites!
- Concordo com você Saga, mas como está o Afrodite?
- Ele está bem, assim que sair do banho eu darei o remédio a ele e logo estará curado.
- Shun você deve contar isso ao Shion, o que ele fez foi uma enorme covardia.
- Não se preocupe Camus, tomarei as devidas providencias para que ele pague por esse crime.

Os dois apenas acenam com a cabeça, então se despedem do castanho e se retiram de peixes.
Em seguida Shun volta para a cozinha onde termina de preparar o chá e o remédio para o loiro.

Alguns minutos mais tarde, Afrodite estava em seu quarto terminando de se vestir depois de ficar um bom tempo dentro da banheira. O banho o ajudou a relaxar e a aliviar um pouco aquele desconforto em seu corpo. Tocou na bochecha que aquele verme dera dois tapas, certamente ficaria inchada e roxa, mas aquilo ia ter volta, ninguém batia em seu rosto e ficava impune.
Foi então que ouviu algumas batidas em sua porta.

- Pode entrar.
- Vejo que terminasse seu banho, como está se sentindo?
- Um pouco melhor.
- Eu trouxe o seu remédio e algo pra você comer. Não pode tomá-lo de estômago vazio.
- Obrigado Shun.

Em seguida o virginiano coloca a bandeja sobre o criado mudo, mas quando ia se afastar, o pisciano segura seu pulso e o olha com um olhar abatido.

- Não vá, fique aqui comigo.
- Não irei a nenhum lugar, ficarei aqui o quanto você quiser. Me perdoe Dite.
- Perdoar? Você não fez nada de errado.
- Como pode dizer isso? Eu te deixei sozinho e aquele covarde te atacou, por minha culpa ele...
- Shun você não teve culpa e ainda por cima me salvou de algo horrível.
- Obrigado Dite, pelo menos eu ainda pude fazer algo.
- Shun quem deve pedir desculpas sou eu, eu fui fraco e...
- Não precisa falar sobre isso se te machuca, agora você precisa descansar. Não quero que se esforce mais.

Afrodite apenas sorri e acena com a cabeça, depois pegou uma das torradas e começou a comê-la devagar. Estava muito boa e podia sentir que Shun as fizera com muito carinho, aquilo alegrava e aquecia seu coração.
Depois que terminou de comer as torradas, tomou o remédio em um único gole e quase colocou tudo pra fora devido ao gosto horrível daquele líquido esbranquiçado. Felizmente tinha deixado um pouco de chá e o tomou para tirar aquele gosto horrível de sua boca.
Shun teve que fazer um grande esforço para não rir da cara de asco do loiro, mas estava feliz que ele tinha conseguido se alimentar e agora estava medicado.

- Agora descanse, ficarei aqui com você até que adormeça.
- Shun, o que foi que dissesse a eles, senti dois cosmos no hall.
- Não se preocupe, eu disse que vocês brigaram e ele te agrediu. Sei que isso é muito delicado e eles não precisam saber.
- Obrigado Shun, se não fosse por você ele... ele...
- Você me protegeu e cuidou de mim varias vezes, agora é a minha vez de te proteger e cuidar de você meu querido amigo.

Afrodite não pensou duas vezes e abraçou o castanho surpreendendo o mais novo que também o abraçou. Novamente o loiro começa a chorar, eram muitas emoções misturadas em seu peito. 
Sentia raiva e nojo do canceriano, mas também sentia raiva de si mesmo por um dia ter amado aquele cretino que nunca lhe dera valor e ainda o ferira profundamente.
E ao mesmo tempo se sentia aliviado e feliz com o apoio e carinho que Shun lhe estava dando naquele momento tão difícil. O castanho o compreendera e estava cuidando de si com tanto carinho e dedicação que até sentia aquela dor diminuir ao receber tanto apoio e conforto do mais novo.

Shun apenas o abraçou ainda mais forte e começou a acariciar a cabeça loira do mais velho.
Quando ele finalmente se acalmou, Shun fez Afrodite se deitar na cama para que descansasse. Depois se deitou ao lado dele e foi abraçado pelo mais velho que ainda soluçava um pouco. E assim ficou ali com o sueco por um longo tempo.


Notas Finais


Finalmente descobrimos a identidade da pessoa que o Afrodite amou, mas que só o feriu profundamente. Sério, eu chorei rios enquanto escrevia esse capítulo.
Eu sei que vocês devem estar me odiando por ter feito isso com o Dite, mas os acontecimentos desse e do próximo capítulo serão cruciais para o desenrolar dessa trama, nada é por acaso.
E já vou avisando para prepararem seus corações, pois o próximo será tão pesado e dramático quanto este.

Muito obrigada a todos que estão lendo, comentando e acompanhando a fanfic, o apoio de você é muito importante e significa muito pra mim.
Um grande abraço e até breve.


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