História O Espírito da Floresta - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hotarubi no Mori e, Naruto
Tags Ginhotaru, Orokabu
Exibições 43
Palavras 1.091
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi!

Mais um capítulo.

Capítulo 4 - Exame


Fanfic / Fanfiction O Espírito da Floresta - Capítulo 4 - Exame

Kabuto:

 

            Ficamos conversando por algum tempo e Hotaru me contou a história deles e eu não sabia se acreditava ou não, porque segundo ela, ele era algum tipo de fantasma ou espírito ou sei lá o que. Se bem que aquela cena no lago foi estranha.

 

- Certo, então você morreu, mas não morreu? – falei, ainda confuso e incrédulo com a história e ele assentiu – Desculpe a desconfiança, mas é que a história é meio difícil de acreditar. Como você... – falei e ele suspirou e me interrompeu.

- Fui abandonado nessa floresta ainda bebê. Kami teve pena de mim e me deu uma chance, me permitiu viver como um espírito da floresta, com a condição de que eu nunca tocasse em um humano, caso contrário eu desapareceria. – ele falou e meus olhos se arregalaram. Ele disse que foi abandonado nessa floresta quando bebê. Será que ele... não pode ser – Quando conheci a Hotaru, tive vontade de tocar em um ser humano pela primeira vez, mas ela me fez prometer que independente do que acontecesse, eu nunca a tocaria e eu cumpri a minha promessa, até o dia do festival.

- Gin não sabia que aquele menino era humano, pois todos os espíritos estavam disfarçados e quando ele o tocou, acabou acontecendo e ele começou a desaparecer. Esse foi o dia em que eu finalmente consegui o tocar. – Hotaru falou sorrindo, mas eu mal prestava atenção nela, só conseguia pensar na história de que o garoto havia sido abandonado nessa floresta.

- Desculpe... Gin né? – falei e ele assentiu – Quantos anos tem?

- Na verdade, eu não sei. Os espíritos não contam o tempo da mesma forma que os humanos. É por isso que eu aparento ser mais novo do que sou na realidade. – ele falou e Hotaru concordou.

- É verdade, Gin está com exatamente a mesma aparência de quando nos conhecemos a anos atrás. – ela falou e ele sorriu. Realmente, se eu fosse julgar pela aparência, não daria mais que dezesseis anos a ele, porém... se eles falam sério, então ele é mais velho, isso quer dizer que ele pode... acho que eu estou enlouquecendo.

 

            Durante o restante do tempo em que eu fiquei lá, não conseguia desviar meus olhos do rapaz. As coisas pareciam se encaixar tão bem, que eu tinha medo que fosse somente fruto da minha mente. Por mais que eu não quisesse acreditar, eu estava com esperanças, esperanças de que aquele garoto fosse o meu menino, meu menino que eu abandonei a tanto tempo. Mas eu precisava ter certeza, então sem que eles percebessem, peguei um pedaço de seu cabelo e me despedi, dizendo que os encontraria outro dia.

            Saí correndo e fui ao hospital, precisava fazer o teste. Peguei o cabelo dele, que havia tirado e tirei meu próprio sangue, pra fazer o teste. Em vinte dias sairia o resultado.

           

_____     x    _____

 

            Nesses vinte dias que se passaram, fui algumas vezes encontrá-los e acabei conversando mais com Gin. Ele é muito agradável, inteligente, carinhoso e tem um jeito todo protetor com a Hotaru, que é muito fofo de ver, os dois são muito bonitinhos juntos.

            Os vinte dias para o resultado do DNA ficar pronto se passaram e eu fui ansioso e com medo buscá-lo. Peguei o envelope com as mãos trêmulas e mal consegui ler o resultado, pois as lágrimas haviam se acumulado em meus olhos. Havia dado positivo, aquele rapaz era meu filho, meu menino que eu abandonei a tanto tempo.

            Corri para a floresta e encontrei os dois garotos rindo de alguma coisa e sem nem pensar direito o abracei. Ele estranhou e ficou paralisado, sem saber o que fazer, mas eu não me importava naquele momento, só queria tê-lo perto de mim, senti-lo novamente nos meus braços.

            Me separei dele depois de algum tempo e ele me olhava confuso e até um pouco assustado, suspirei e me afastei, limpando as lágrimas que haviam caído em meu rosto.

 

- Senhor Kabuto, o senhor está bem? – Hotaru perguntou e eu suspirei e assenti.

- Desculpem, eu só... precisava abraçar alguém. – menti e eles pareceram acreditar, porém Gin ainda me olhava desconfiado – Sabe o que é meninos... eu perdi um filho a muito tempo atrás. Um filho muito parecido com você Gin. – falei, olhando-o e ele pareceu surpreso.

- Perdeu como? Ele morreu? – Hotaru perguntou e eu suspirei antes de responder.

- Não. Mas nós acabamos nos separando e eu não sei se algum dia ele vai me perdoar. – falei, olhando diretamente nos olhos prateados do meu menino, que me ouvia atentamente – O que você faria Gin? Você que passou pela mesma coisa que meu filho... você perdoaria seus pais?

- O senhor o abandonou então? – Hotaru perguntou e eu assenti.

- Sim, mas eu me arrependo. – falei e ela me olhou irritada.

- Eu acho que se arrepender não é o bastante. Veja o caso do Gin por exemplo, se dependesse dos pais, hoje ele não estaria aqui, estaria morto. Como o senhor teve coragem de fazer algo do tipo com seu filho? – ela falou e aquelas palavras pesaram dentro de mim, meu coração apertou. Ela estava certa, eu condenei o meu filho à morte e ele só sobreviveu por um milagre divino.

- Hotaru... não fale assim com ele. Você não sabe o que realmente aconteceu pra ele ter feito algo do tipo. – Gin falou e eu o olhei, ele me olhava fixamente – E respondendo à sua pergunta... eu não sei. Não tenho raiva deles, mas também não tenho vontade de conhecê-los.

- E o que você faria se os visse? – perguntei e ele balançou a cabeça em negativa.

- Eu não sei. Passei tanto tempo sozinho, que eu não sei o que faria. Hotaru até pouco tempo era o único ser humano com quem eu havia falado ou estado no mesmo local. Eu fui criado por espíritos, não sou muito acostumado com contato humano. Sinceramente, eu não sei o que faria. – ele falou, porém na hora que eu iria falar a verdade a ele, Hotaru disse algo que me fez paralisar.

- Você pode não ter raiva dos seus pais Gin, mas eu tenho. Que tipo de pessoa abandona um bebê sozinho em uma floresta? E eu digo ao senhor, se os pais do Gin o procurassem hoje, eu não deixaria eles se aproximarem. Não vou permitir que ninguém machuque o Gin. Por isso se eles viessem, eu o levaria pra longe. – ela falou e naquele momento eu senti que talvez as coisas fossem mais difíceis do que eu pensava. 


Notas Finais


Logo continua!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...