História O Fantasma que mora no meu Quarto - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Drama, Mistério, Shonen-ai, Sobrenatural, Suspense, Terror, Yaoi
Exibições 23
Palavras 2.158
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Mais um :> desculpem a demora...
Estava ocupada sendo uma aluna esforçada (aham tá hsdushd)...
Enfim, espero que gostem... <3

Desculpe se houver algum erro :/ não tive tempo para revisar...

Capítulo 4 - A Missão do Deus da Morte


Fanfic / Fanfiction O Fantasma que mora no meu Quarto - Capítulo 4 - A Missão do Deus da Morte

 Eu estava congelado, como se alguém girasse uma manivela dentro do meu estômago, fazendo uma sensação nada boa percorrer todo meu corpo. Meu coração batia tão forte que quase pulava para fora do meu corpo, e a respiração ofegante tornava tudo ainda mais incomodo.

 Meus olhos começaram a ficar úmidos por trás dos óculos, pude perceber que minha boca entreaberta tremia, mostrando ao invasor o quão apavorado eu estava, sem falar no frio que percorria meus braços e pernas, tornando-me capaz de sentir o sangue correndo em minhas próprias veias.

 Aquele garoto pálido continuava a me encarar com desdém, como se esperasse que eu dissesse ou fizesse algo, mas naquele momento, a única que coisa que se passava pela mente era que Elliot, ou seja-lá-o-que-fosse aquilo, deveria estar imaginando quinze maneiras diferentes de lhe assassinar.

 Não conseguia raciocinar, agi pelo reflexo, então me levantei rapidamente da cama, correndo em direção da porta, mas fui surpreendido pelo barulho da mesma se batendo, logo pude ouvir o click da tranca. Voltei-me para o garoto, que me encarava com o olhar mais perverso que já havia visto em toda minha vida.

 Encolhi-me contra a porta, as lágrimas que tanto segurei escorreram pelo meu rosto, aquilo significava minha derrota. Eu não sabia o que estava acontecendo, o sentimento de confusão era profundo, de algum modo, eu já sabia que o final daquilo não seria feliz.

 Ele começou a aproximar-se de mim, eu não sabia o que fazer para impedir. Seu olhar era impiedoso, como se nunca houvesse visto o amor, seus lábios contraídos pareciam incapazes de falar qualquer coisa agradável. Podia, facilmente, visualiza-lo em um trono de destroços, cercado por fogo e gritos desesperados, carregando um tridente, lançando-me aquele mesmo olhar sádico.

 A chuva do lado de fora aumentara, foi nela que tentei me concentrar, cada barulhinho, cada relâmpago ou trovão. Se eu ia morrer, queria me recordar da chuva e sua música, do cheiro da terá molhada, do barulho do vento, da brisa fria que passava por baixo da porta. Encarei os olhos vermelhos, fechei os meus e respirei fundo, aguardando o beijo da morte.

 Nada.

– Posso saber o que você está fazendo? – perguntou com sua voz rouca.

– O-o quê?

– O que está fazendo ai no chão?

– Você não... v-vai me...

– Te machucar? – sorriu sadicamente – Está com medo de mim?

 Eu não soube o que responder, as palavras iam até a minha garganta e ficavam presas bem na ponta da língua. Continuei a encara-lo, menos apavorado, porém, mais confuso. O olhei com um olhar perdido, como se implorasse por uma explicação, e para falar a verdade, era exatamente o que queria fazer.

– Você não vai me convidar para um café? – me puxou pelo braço, deixando-me de pé – eu sei que você acabou de preparar.

 Eu não respondi, apenas balancei a cabeça positivamente, eu realmente não queria contraria-lo, ele parecia ser o tipo de cara que seria capaz de qualquer coisa para que o obedeça, e eu, definitivamente, não queria morrer.

 Ouvi o click da porta novamente, indicando que estava destrancada, saí do quarto com Elliot logo atrás de mim, os passos dele eram elegantes e cheios de confiança, diferente dos meus, que mostravam o quão nervoso eu estava.

 O levei para a sala, onde servi café e biscoitos sobre a mesa. Sentei-me em uma das poltronas, eu me sentia um intruso em minha própria casa, aquela sensação de desconforto invadia meu corpo, fazendo-me ficar desconfortável com qualquer coisa, qualquer barulho ou olhar rubro vindo daquele projeto do Diabo.

 Ele me encarava com aquele olhar sombrio, aqueles olhos pareciam já ter visto de tudo, também pareciam cansados e pesados, deixando-o ainda mais medonho. Sentia que ele pularia sobre mim e me mataria a qualquer momento, era como quando você vai acariciar seu gato e não tem certeza se ele vai aceitar ou lhe arranhar.

 Ele levara a xícara até os lábios rosados diversas vezes, eu sentia que poderia desmaiar a qualquer segundo, a cada movimento eu sentia que seria morto. Meus olhos lacrimejavam, sentia uma angustia gigantesca, aquele terrível medo de ser atacado pelo Diabo estava me consumindo.

– Você sabe por que estou aqui? – disse finalmente.

– N-não – ele ergueu uma sobrancelha – Eu não sei... senhor.

– Senhor? – deu o sorriso mais sarcástico que conseguiu.

– E-eu...

– Tá bom, você deve estar confuso – disse me observando – o que você quer saber?

– Quem é você? O que você quer? E por que está aqui? – disse rapidamente tropeçando em minhas próprias perguntas.

 Parou e me olhou com seriedade.

– Sou Elliot, como disse anteriormente – coçou o queixo – bem, como posso explicar a próxima parte – parecia pensativo, como se estivesse em outro mundo – eu sou o que os leigos chamam de Deus da Morte, Shinigami para ser exato.

– Shinigami?

– Cultura japonesa... Deus da morte... não? – me olhou embasbacado – francamente, eu estava te observando, e tenho certeza que já viu Death Note.

– Não é isso... É que... é difícil de...

– Bem, continuando – retomou a palavra – estou aqui porque preciso acertar algumas contas passadas, e não posso ir embora até concluir minha missão.

– Missão?

– Matar um certo alguém – disse me observando – e precisava de alguém para me guiar nesse mundinho imundo, então escolhi você.

– Eu? Por que eu?

– Não sei. Você parecia inteligente, solitário, é fofinho, e tem esses cabelos ruivos, sem falar que...

– Eu não sou ruivo – o interrompi, só depois pensando no que poderia acontecer a mim por interromper o Diabo.

– O que? Você tem certeza? – analisou minhas madeixas – Será que sou daltônico? Ah, isso não importa.

 O silêncio se fez entre nós, eu estava assustado e confuso, aquilo parecia tão surreal, e não fazia o menor sentido. Eu tentava juntar as peças daquele quebra-cabeça, tentava entender o porquê dele escolher a mim, logo eu, que não tinha nada de interessante na vida.

 Ele ainda estava sentado no sofá, sua cabeleira negra ainda caía sobre seu rosto perfeitamente pálido. Só naquele momento pude reparar nele com clareza, vestia um jeans rasgado, uma blusa preta com alguma coisa escrita em vermelho, tinha um colar com o pingente escondido sob a camisa, e carregava na sobrancelha um piercing. Tinha, além de tudo isso, uma tatuagem no braço direito, mas não consegui ver o que era, fiquei levemente constrangido por estar reparando em Elliot, então desviei o olhar para os joelhos.

 O que eu estava vivenciando era real? Não podia ser, aquilo era impossível, não queria acreditar, simplesmente me recusava a ver a verdade. Comecei a sentir o coração apertar, era como estar preso em sonho real, eu não conseguia fugir e percebi que estava preso àquilo.

– Não! – exclamei me levantando – Isso não é real! Eu estou sonhando, não estou?

– Tenho quase certeza que não.

– Ah, por favor – disse rindo – isso não é possível, não existem Shinigamis, muito menos garotos como você.

– Como eu? – disse cerrando o cenho.

– É isso mesmo. Esses metidos a sádicos, que fazem garotinhas suspirarem por serem bonitos, mas isso não funciona comigo! Eu quero acordar!

– Então, você me acha bonito?

– Foi só isso que você escutou?!

– Ei ei garoto – disse se levantando e vindo em minha direção – se acalma, isso não é um sonho, tá legal?

 Ele levou sua mão ao meu braço, beliscando com força o bastante para deixar aquilo roxo – e de fato, ficou roxo mais tarde –, depois se afastou, me olhando com aqueles olhos vermelhos e sem alma, com tanta frieza que foi capaz de me fazer calar a boca.

– Isso parece um sonho para você?

– Parece, muito.

– Eu vou ficar com você até conseguir matar essa pessoa – disse com indiferença – e preciso de você para me guiar, apenas isso.

– Se você é um Shinigami, então por que não simplesmente voa por ai e mata logo?

– Eu preciso fazer isso na minha forma humana, que é essa aqui – disse mostrando-se – e você está, por acaso, vendo asas aqui?

– Forma humana? – me enchi de preocupação – Minha vó, ela não pode te ver!

– Relaxa, tá? Só vou ficar visível na sua escola, aqui eu nem sequer existo.

– Ah, tudo bem – disse aliviado, logo refletindo sobre a frase dita por Elliot – Espera, escola?!

– Eu vou com você – disse olhando a casa – ou acha que vou ficar aqui, sozinho, o dia inteiro?

– Isso deve ser alguma piada.

– Acredite, eu queria, mais do que ninguém, que isso não estivesse acontecendo.

– Então você vai para a escola comigo – levei a mão à testa – o que eu vou dizer para todos?

– Não sei, bonequinha – disse subindo as escadas – fala que sou um amigo, um parente distante, inventa qualquer coisa.

 Como ele conseguia ser tão insuportável?

– Você me chamou de bonequinha?

– Isso ai.

 

 //=//=//=//

 

 Aquela noite foi longa e estranha, começando com o fato de um Shinigami insuportável estar sentado na minha cama com uma xícara de café em mãos. Logo depois vinha o fato dele precisar logo de mim para matar alguém e “aprender” mais sobre o mundo humano.

 Pra falar a verdade, nada disso era plausível pra mim, era mais do que óbvio que a razão não era aquela, mas resolvi concordar porque, apesar de tudo, eu ainda temia os olhos dele.

 Eram 04:00 quando ele voltou a tagarelar na minha cabeça, primeiro começou a me perguntar sobre minha vida, minhas paixões e sonhos, ele fazia isso da maneira mais infantil possível, como uma verdadeira criança tagarelante. Depois começou a falar sobre o mundo dos Shinigamis, dessa vez o fez de um modo mais sombrio, com ódio e tristeza na voz. Ele tinha, obviamente, duas personalidades fortíssimas.

 Àquela altura eu já sabia que não ia dormir, apenas aceitei o fato de que teria que virar aquela noite e tomar muito café no caminho da escola. Desci as escadas e fui até a cozinha preparar o café, ele me observava de longe com aqueles olhos aterrorizantes, era estranho, mas aquele olhar penetrava minha alma, tirava minha concentração, era indescritível.

– Como é a escola? – voltou a falar.

– Horrível.

– Você reclama muito, sabia?

– Você perguntou, e eu respondi.

– Você gosta de alguém?

– C-como é? – disse corando imediatamente – E-eu... eu não...

– Está com vergonha – ele ria sadicamente – você é muito fofinho para um garoto.

– Eu não sou fofi...

 Fui interrompido por Elliot, que chegava perto de mim lentamente. Olhava-me com indiferença e frieza, a cada passo a frente que ele dava, eram dois meus para trás, andei o bastante para esbarrar na pia e ficar encurralado. Cheguei ao ponto de não ter mais para onde correr, foi quando aproximou seu rosto o suficiente para que eu sentisse sua respiração. Ele era mais alto que eu, e sua pele era incrivelmente pálida, só naquele momento pude notar isso. O Shinigami levou sua mão ao meu queixo, levantando meu rosto levemente, me olhou com os olhos quase fechados.

– O-o que você está...

– Como pensei – se afastou sorrindo sadicamente – você fica vermelho com qualquer coisa.

– O QUE?! – disse indignado – Não faça essas coisas!

– Relaxa cara, você se preocupa muito – sentou-se à mesa – por que não posso fazer essas coisas?

– Por que... por que...

– Se você quiser – suspirou – é só me avisar, querido.

 Eu estava boquiaberto, como ele conseguia dizer aquilo de forma tão natural? Ele, basicamente, queria me enlouquecer, eu teria um ataque de raiva até o final do dia.

– Calma, calma – disse balançando as mãos – é brincadeirinha, relaxa.

 

//=//=//=//

 

 O tempo passa rápido quando se tem um demônio em casa, quando me dei conta, já era hora de ir pra escola. Fui ao banheiro tomar banho, fiquei apresentável novamente, tentando esconder meu rosto de assustado ao máximo.

 Tomei cinco xícaras de café antes de sair, aquilo precisava me manter acordado. Logo aquilo passaria, ele só precisava matar alguém e então desaparecer. Por Deus, era tudo tão inconveniente e confuso.

 Saí de casa, tendo como companhia Elliot, que não saía da minha cola. Estava tagarelando algo durante todo caminho, sempre com suas crises de bipolaridade. Em um momento era infantil e imbecil, em outro era frio e sarcástico. Ele queria, definitivamente, me enlouquecer.

 Eu estava indo para a escola com um demônio que acabara de conhecer. O que caralhos eu estava fazendo? O que eu ia dizer a todos? Ele simplesmente chegou a minha casa e começou a mandar em mim, como se fosse meu pai, e eu obedecia. Por que diabos eu obedecia? Qual era o meu problema?

 Tudo o que importava naquele momento era que precisava fazer com que ele não chamasse atenção na escola, mas eu já sabia desde o começo que seria impossível. Cá entre nós, ele era realmente bonito, principalmente em seus momentos de dupla personalidade, onde tacava o foda-se para todos. Eu já sabia que assim que pisasse naquele lugar, os olhares se voltariam para ele.

 Estávamos próximos ao “inferno” àquela altura, meus olhos carregavam olheiras terríveis, que foram escondidas graças aos óculos. Elliot parecia totalmente estável, andava com convicção, dessa vez mais calado e com aquele olhar frio que apenas ele sabia fazer, olhar que o mesmo direcionou a mim, fazendo todo meu corpo tremer.

 Eu estava completamente fodido.


Notas Finais


Foi isso :3 espero que tenham gostado...
Favorite e comente <3 isso ajuda muito e dá um puta apoio para continuar <3
Obrigada por ler <3 beijos!!!


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