História O Filho De Nyx - A Maldição Do Anoitecer - Capítulo 17


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Desculpem a demora. Boa leitura.

Capítulo 17 - Segunda Estrada - Sonhos: Parte 4


Fanfic / Fanfiction O Filho De Nyx - A Maldição Do Anoitecer - Capítulo 17 - Segunda Estrada - Sonhos: Parte 4

- Isso! Obrigada Nathan! Não vou desapontar! - Ela fez joinha com a mão e apontou para mim.

- Sei que não... - Dei um leve sorriso e logo fiquei sério - Certo... Vamos então?

- Claro! Rumo a Grecia! - Ela parecia sorridente e contente.

  Quando me virei para olhar Mira vi que sua aura parecia muito tensa e preocupada como se ela não confiasse naquilo, mas acho que foi só impressão pois logo ela se transformou em uma águia-de-rapina de 1,75m e cor amarelo-dourado.

- Por que essa cor tão chamativa? - Disse achando estranho sentindo meus olhos doerem só de olhar para aquela cor gritante.

- Exatamente. Chamativa! Assim a gente não vai se separar e vai ser fácil um achar o outro. - Disse Mira concluindo, era bem esperta até.

- Vou ter uma boa Mira de você! Entendeu? Mira? Mira? De Mirar com a arma! - As duas deram pequenas risadas enquanto permaneci calado apenas observando a cena.

- Deprimente... - Disse balançando a cabeça e começando a andar em direção dela - Como vai ser?

- Ah sim... Sem humor você em, mas é o seguinte... Me abraça.

- Que? - Disse olhando ela enquanto eu levantava a sobrancelha.

- Me abraça porra. Vem... - Ela abriu os braços após ajustar a mochila nas costas.

- Mas oque?

- Puta merda...

  Ela revirou os olhos e veio na minha direção, ela abraçou minha cintura com firmeza e em seguida um mini-tornado se formou a nossa volta e ela nos impulsionou lançando a gente para cima em seguida senti o vento bater na gente de forma suave mas ele conseguia segurar a gente no ar. Logo vi Mira velozmente atrás da gente se aproximando. Eu imediatamente abracei ela com medo eu não entendia nada sobre velocidade mas eu tinha certeza, a gente estava muito rápido! Continuando com aquilo eu ouvi um estrondo ensurdecedor e atrás da gente estava uma forma oval de fumaça, e eu não sabia como mas a gente tinha ultrapassado a velocidade do som.

- Puta que pariu... - Oque eu falava parecia mudo. Nada saia por mais que eu tentasse falar.

  Ela parecia se divertir rindo um pouco do jeito que eu estava, muito surpreso e demonstrando um pouco de medo. Por mais que a velocidade do som fosse rápida eu sabia que ia demorar para chegarmos, eu só não sabia se ela ia aguentar tanto tempo assim usando tanto seus poderes. Mira estava conseguindo acompanhar a gente eu não sei como, suas auras demonstravam energia e naquele momento eu fiquei com inveja. Aparência tão fraca mas aura tão poderosa e assustadora, eu imaginava se eu conseguiria um dia chegar no nível de uma delas.

  Já tinha se passado um tempo quando muito mais a frente eu vi nuvens de tempestade, elas chegavam perto muito rápido e aquilo me lembrou o fato de Mira ter falado que eu era filho de Zeus e por isso talvez Kiro resolveu me ajudar. Ela parecia confiante ao entrarmos naquelas enormes e longas nuvens de tempestade. Senti a velocidade baixar quando eu ouvi ela conseguir falar, estávamos abaixo da velocidade de som.

- Agora é com você, também preciso de sua ajuda! - Ela disse me olhando ainda me abraçando demonstrando um pouco de medo.

- Oque precisa? - Disse enquanto eu olhava para ela confuso.

- Preciso que controle os raios para não atingirem a gente... - Ela disse séria, não estava brincando como antes.

- A gente precisa conversar sobre isso... - Eu ia contar sobre ela quando senti aquela mesma energia correr pelo meu corpo só que muitas vezes mais poderoso.

  Um raio tinha atingido a gente... Eu só ne lembro de...

- Mira, Kiro! - Eu dizia enquanto caia em queda livre em direção ao mar.

  Meu fim, ia ser alí, na água, minhas piores fobias, fechei os olhos quando...

- Você não pode aceitar esse destino, jovem... - Dizia uma voz rouca e frágil e também muito velha, vinha de todas as direções e ecoava dentro e fora da minha cabeça.

- Quem... Está falando? - Disse eu, quando me vi flutuando no meio da escuridão.

- Eu... - Um luz fraca surge no meio da escuridão a minha frente.

  Nela estava se formando um imagem de um homem velho e barbudo, tinha uma manta branca cobrindo partes de seu corpo e logo eu vi mortos em estado de decomposição puxando seus braços e pernas o deixando preço no trono que ele estava.

- E quem séria você? - Perguntei ainda confuso sem me assustar com a visão a minha frente.

- Um Rei. - Ele dizia fraco como se cada palavra fosse um sacrifício.

  Revirei os olhos, quanta enrolação da parte dele. Eu queria respostas curtas mas objetivas.

- Não tente... Não pense, você e nem ninguém nunca ouviu falar de mim. Eu não estou nos seus livros de história, eu fui esquecido assim como tudo é esquecido um dia.

- Isso explica... E pelo jeito eu morri, e igual você, vou morrer sem ninguém saber de mim... - Dei um sorriso de canto vendo o quão triste era o meu destino. Nem ser um herói eu consegui.

- Não. Ainda não.

- Oque? - Olhei para ele estranhando oque o mesmo disse.

- Você ainda tem uma chance... Você não pode aceitar seu futuro ser assim, você não é mais alguem... Você é um Lorde!

  Não era a primeira vez que tinham me dito aquilo mas como sempre foi muito estranho.

- Eu... Um Lorde? Lorde de que? E mesmo assim... Não tem nada que eu possa fazer...

- Ironicamente aqueles que mais desistem de viver são os mais sortudos.

- Oque quer dizer? - Disse olhando para ele sentindo meu corpo ser puxado em direção a ele.

- Um filho de Nyx, mesmo sendo filho de quem é... Não poderia sobreviver um raio desses...

- Entendi... Então eu morri ou não? - Disse ficando frente a ele sem medo, sem reação.

- Entenda... Você é neto daquele homem...

- Neto de quem?

- Por enquanto lembre-se... Raios e névoa andam junto com você.

Ao dizer aquilo os mortos aos pés do velho homem começam a se mexer como se puxassem ele mais para baixo, mesmo assim o homem ergue a mão e empurra meu peito.

Aonde eu estava parecia coisa de filme. Tinha uma mulher em um campo grande cuidando de flores aos montes aos seus pés, ela sorria e rodopiava de braços abertos no campo até se jogar no chão de felicidade e ficar encima das flores.

- Aqui é lindo... - Ela sorria dizendo para o céu.

- Não tão lindo... - Um homem parecia se materializar na sua frente com raios. Um homem de trinta anos, mas já tinha cabelos brancos ou loiros, tinham cicatrizes e mostrava um rosto cansado mas feliz em ver a mulher daquele jeito. Ele usava um terno preto e imediatamente reconheci, era Zeus - Quanto você, meu amor!

Ele sorriu e lhe ofereceu a mão e levantou ela a abraçando. O tempo naquele lugar foi passando. Verão, outono, inverno e de acordo com a estação o campo recebia os mesmos detalhes de tal. Estamos no inverno quando eu percebi a barriga da mulher crescendo. Estava grávida e logo teria um filho do todo poderoso.

Parecia que agora ele estava me vendo... Me olhava com ódio e logo fez um raio de moldar na sua mão e jogou na minha direção.

Eu estava de volta, naquele mesmo lugar, caindo em meio a uma tempestade, o mar abaixo de mim se aproximando a cada segundo eu tinha que fazer alguma coisa, foi nesse momento que percebi a mochila estar pegando fogo devido ao raio, minhas coisas se perderam, felizmente eu estava usando o moletom e o anel nunca saia, mas o cubo de bronze começou a voar quando o vi descendo mais rápido do que eu e mergulhei de cabeça em meio ao ar na sua direção. O peguei e no instante seguinte eu senti todos os meus ossos sendo quebrado e vários órgãos sendo fraturados, eu parecia estar sendo achatado contra o chão quando vi meu sangue e recuperei a consciência.

O mar... A água ao meu redor estava vermelha de tanto sangue que eu perdi, eu estava sendo afogado com a cabeça para baixo dentro da água, tinham monstros me circulando e tubarões junto a eles. Nenhum ousava chegar perto de mim, eu via minha visão e sentia o ar do meu pulmão se esvaindo. Eu estava morrendo.

No fundo do mar eu via a escuridão e naquela escuridão eu comecei a ter estranhas visões. Meu pai mais jovem lutando contra monstros inimagináveis, e se curvando aos deuses, inclusive desafiando eles, e no fim ele junto com uma mulher tão bonita quanto a noite.

Eu nunca entendi, mas eu odiava sonhos...

- Você não vai morrer agora, né? - Era a voz de Pandora.

- Não morra... - Era a voz de Prometeus.

- Nem pense em morrer seu verme! - Era a voz de Giulia.

- Ainda não é sua hora, filho... - Era a voz de meu Pai.

Naquele momento um poderoso sentimento de sobrevivência explodiu dentro de mim, eu queria sobreviver, eu não podia morrer. Não agora. Na minha frente eu via Mira na sua forma de gata branca com manchas cinzas e uma pequena tiara na sua cabeça.

- Já experimentou rezar para sua mãe? Ela pode fazer milagres...

Aquelas seriam as ultimas palavras que eu pensaria? Eu ia morrer e me vem esse pensamento?

- Não me faça ter te salvado atoa... - Dizia Isabelle com um sorriso segurando o arco enquanto estava encima de uma pedra e brilhava como o Sol.

- Droga... - Disse eu enquanto sentia minha vida acabando - Se você pelo menos sabe que eu existo, eu peço que você me salve agora, mãe.

Naquele momento eu senti a luz da lua batendo nas minhas costas, ela me puxava e eu realmente estava sendo puxado, eu comecei a flutuar no ar vendo meu sangue misturado com água cair enquanto eu flutuava e como uma forte dor, como se eu tivesse caído em um mar de agulhas fumegantes enquanto um trilhão de toneladas me esmagava, eu senti meus ossos voltarem, não tinha nenhum quebrado. Minhas roupas começavam a secar assim como meus órgãos que se curavam. Uma última gota de sangue caiu da minha boca vendo o cubo de bronze cair ao fundo e ir afundando dentro do mar.

- Mãe... - Eu disse fraco tentando entender quando desmaiei acordando no mesmo instante caindo dentro da água - Obrigado... - Suspirei e logo senti um leve agrado, como se a noite tivesse fazendo carinho na minha cabeça.

Juntei ar no pulmão e mergulhei nadando rapidamente ao fundo em direção ao cubo que se distanciava cada vez mais, por que eu estava fazendo aquilo? Bem, Hefesto me prometeu outra coisa, e eu precisava entregar ele para Apolo, eu não ligava para Pandora ou oque fosse, mas aquele Cubo agora era minha vida.

Consegui nadar rapidamente indo cada vez mais fundo, quando senti um turbilhão de água me bater com força e me mandar para cima de novo me distanciando do cubo.

- Como ousa... - Uma voz estridente e forte ecoava pelos mares e uma figura se formava na minha frente.

Não consegui falar nada, eu estava debaixo da água, pensava em que parte do mundo eu estava quando eu consegui identificar quem era. Um homem de vinte cinco a trinta anos que segurava um tridente e tinha aparência de pescador, um corpo bronzeado e cicatrizes na mão como a de um pescador, seus olhos brilhavam verde-agua. Poseidon, o Deus dos Mares veio pessoalmente falar comigo.

- Filho de Nyx. Maldição do Anoitecer, como ousa vir no meu território e o manchar com seu sangue maldito?

Ele fez um gesto com a mão e com aquilo eu soube que eu podia falar normalmente. Ainda segurando o fôlego comecei a falar.

- Eu vim pegar uma coisa... Não quero confusão...

- Não quer confusão? Você é a própria confusão. Você merece ser punido por tanta intolerância.

- Se não sair... - Meu sabre negro se materializou na minha mão embaixo da água, como eu estava sendo idiota. Desafiando um Deus no território dele - Suponho que... Estamos perto da Grecia?

- Você ousa me desafiar? - Disse ele irritado jogando um turbilhão de água contra mim que me lançou fora da água eu ia cair igual da última vez se ele não tivesse ficado em pé encima da água e me pegado pelo pescoço me enforcando.

- Sim. - Falei enquanto segurava seu braço sentindo ele me enforcar.

Ele olhou para lua e logo para mim e me jogou de lado, eu bati contra a água que agora parecia um piso qualquer para mim. Ele estava deixando eu ficar sobre a água igual a ele.

- Muito bem, eu aceito seu desafio. - Ele olhou para mim com desprezo.

- Péssima decisão!

Corri contra ele e vi ele erguendo o braço com o tridente para acertar meu pescoço, eu dei um rolamento na água e comandei para as sombras segurarem seus pés, ele se moveu normalmente e senti a água aquecer nos meus pés, pulei para o lado quando um géiser poderoso saiu de onde eu estava. Me levantei de novo olhando para ele, coloquei o capuz na minha cabeça e fiquei invisível... Senti meus poderes aumentando com aquilo e me concentrei. Minha raiva e orgulho falavam alto e eu não conseguia parar aquela luta. Eu queria levar até o fim e mostrar uma coisa para os deuses que tanto desejam minha morte.

- Eu não vou morrer, para lixo como vocês!

Eu gritei tão alto que senti minha garganta sangrar de tanto que forcei a mesma. Como se fosse um espelho a noite rachou. O céu estava todo rachado e eu olhando para aquilo fiz um único movimento com a espada a balançando no ar na direção de Poseidon, quando a escuridão da noite ao seu redor se rachou. O "Deus" explodiu em água e no lugar dele estava um tritão qualquer. Parece que eu não era merecedor de uma luta com os deuses. Sorri e finquei a espada na água, aonde ela passava tudo se rachava ao redor como se ela quebrasse tudo.

- Esse é meu teste? - Sorri sádico quando vi tudo que estava em um raio de cem metros de mim, simplesmente, morreu.

Monstros viravam lodo do mar, peixes boiavam, plantas não existiam. Rapidamente fiquei em pé e comecei a erguer a mão na direção da água quando o cubo pulou do mar até minha mão. Respirei fundo e vi meus olhos pesarem de cansaço e sono quando acordo numa praia.

o Sol batia na minha cara mas não era dia. Eram 03:00hrs da madrugada quando Apolo estava na minha frente...


Notas Finais


Desculpem os erros de português.


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