História O Filho do Presidente - Capítulo 17


Escrita por: ~

Exibições 125
Palavras 4.927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá meus bebês? Como vocês estão? Sim, estou atualizando agora. Bom, a fanfic está chegando a 3K de visualizações e chegou à 524 likes no Wattpad e aqui a 280!!!! Vocês tem noção do quanto estou feliz? Obrigado por sempre me incentivarem e por apoiarem a fanfic, sério! Saibam que eu me preocupo muito com vocês os conhecendo ou não. E ah, vocês deveriam agradecer à jjggukw por este capítulo ter saído hoje. Se não fosse por esse ser humano maravilhoso, não estaria atualizando devido à um bloqueio criativo que tive. Enfim, se agasalhem bem, viu? Aqui no Rj está super frio!!!!! Tia Jéss ama vocêsssss

Capítulo 17 - 15. Uma mulher


“Como assim Mark e Taehyung não estão mais juntos?” — Postado à cinco minutos atrás.

“Eles ficavam tão lindos juntos :(“ — Quatro minutos atrás.

“Quero saber o motivo do término. Será que Mark o traiu?” — Três minutos atrás.

“Sabia que não durariam muito tempo.” — Dois minutos.

“Mark definitivamente merece coisa melhor!”— Um minuto

“Vida que segue né non? Eu tô aqui Markinhos, qualquer coisa, já sabe.” — Há trinta segundos.

“Taehyung é muito gato pra ele” Alguns segundos atrás.

 

Jackson aproveitou a aproximação e deu uma rasteira em Mark, que caiu de costas contra o chão. Um gemido de dor escapou entre seus lábios carnudos. O soldado colocou um de seus pés acima de seu tórax, o pressionando para baixo com força, causando um pouco de falta de ar.

— A primeira regra é: nunca se distrair quando estiver no mesmo ambiente que seu inimigo… —  Falou alto, ríspido. — Um passo em falso lhe levará à morte, Sr. Tuan. — Olhou para debaixo de seu pé tendo a visão dele puxando o ar pela boca enquanto o encarava. — Sempre fique atento. — Tirou-a e estendeu a mão.

Ele a aceitou e se levantou. Ergueu a cabeça para olhá-lo quando foi surpreendido por empurrões no peito que o fazia ir para trás.

— O-o… O que você está fazendo? — Indagou sem entender as atitudes dele que levantou uma das sobrancelhas e impulsionou suas mãos contra o mesmo novamente, porém, desta vez, com mais força o fazendo cambalear quase caindo, se não fosse pela parede que impediu a queda.

— Quero que você reaja, Mark. — Deu passos atrás, se afastando um pouco. — Quero que você sinta raiva. Quero que me bata. — Falou sério.

— Eu não posso fazer isso… — Abriu a boca para dizer mais alguma coisa mas, a fechou ao vê-lo ir até si e colocar uma das mãos na parede acima de seu ombro. Sentiu sua respiração ficar descompassada novamente.

— Você sabe como as pessoas te vêem? — Encarou as íris escuras. — Como um menininho, que chora por tudo, que não sabe se defender, filhinho de papai… — Seu hálito de menta bateu contra o seu rosto imóvel. — Que corre de tudo, aliás, já é de se esperar, não é mesmo? — Um sorriso ladino apareceu em seus lábios.

Mark não conseguia falar nada porque sabia que era verdade.

Abaixou o olhar.

Wang se aproximou mais.

— Não desvie o olhar. — Seu tom de voz era duro. — Quero me olhe, Tuan. — Tinha a postura rígida.

Ele movimentou suas órbitas brilhosas à si de novo.

— Engole o choro e diga que tudo que falei agora é mentira, que você não um filhinho de papai, que não se proteger e que não chora por tudo. — A mudança de voz, deixava clara a rispidez. — Me fale! — Gritou

Tuan se encolheu e fechou as pálpebras fortemente com movimentos repetitivos de “não” com a cabeça. Pressionou os próprios lábios e sentiu as malditas lágrimas escorrerem.

Jackson estava pronto para explodir quando o viu sair de sua frente, passando por debaixo de seu braço e rumando ao centro da sala de treinamento, de costas.

— Se eu disser, estarei mentindo para mim mesmo… — Falou com amargura. Engoliu o nó que já era normal aparecer naquele tipo de momento, limpou as gotículas que escorriam e se virou para o Primeiro Sargento. — Estou cansado. — Disse quase inaudível.— Estou cansado de sempre conseguirem me colocar para baixo. — Se recompôs —  Estou cansado de sempre ser fraco. Estou cansado de sempre chorar por tudo. Estou ca… — Foi cortado.

— Então mude, Mark! — Rebateu alterado.

— Não é assim, Jackson! — Berrou, o deixando surpreso porque havia conseguido o que queria. — As coisas não são fáceis desse jeito. — Sua face foi tomada em um tom avermelhado. — Não é fácil saber que a qualquer passo que der, existe a possibilidade de ser morto. Não é fácil poder não confiar em quase ninguém! — O líquido que descia novamente não era de tristeza e sim, de raiva. — É horrível ter um pai que não acredita na sua capacidade de salvar vidas… — Disse um pouco mais calmo. — Você realmente acha que foi fácil ouvir as coisas que ele me disse mais cedo? — Fungou, tentando secar o rosto úmido.

— O que ele te disse? — Wang voltou a se aproximar dele que continuou parado no mesmo lugar.  Recebeu um olhar de dor. — Desconte em mim tudo que está sentindo. — Sua fisionomia mudou para confusa. — Quero que me bata. — Foi mais claro. Não foi preciso esperar a resposta para saber que aquilo seria negado. — Não é um pedido, é uma ordem, soldado. —  Três passos à frente foram o suficiente para os deixar cara a cara. Respirou fundo ao ver que não seria cumprido devido aos recuos do garoto para trás. — Você diz que está cansado, mas não faz nada para mudar! Não faz absolutamente nada. — Silabou a última palavra, travando o maxilar. — Deve nem mesmo matar um mosquito. — Uma risada debochada anasalada escapou.

Por um momento, Jackson viu o seu redor rodar após um impacto contra seu rosto. Sentiu uma parte dele arder e formigar. Desviou sua atenção para Mark que tinha expressão de raiva e ofegante, surpreendido pelo que acabara de fazer.

Tinha dado um soco em Jackson.

O filho do Presidente ao notar seu ato, se arrependeu imediatamente. Abriu a boca para se desculpar, mas não deixou nenhum som sair ao ver o militar erguer uma das mãos para não dizer nada.

Ele passou a língua no canto dos lábios que escorria sangue e respirou fundo. Fez sinal com o indicador para o mesmo ir até lá. Foi silencioso, de disparada. Tuan pôde perceber que uma de suas bochechas inchada por causa da porrada.

— Eu não vou revidar porque fiz de propósito você explodir… — Deu uma pequena pausa. — Você se irrita fácil, use isso ao seu favor quando estiver em um confronto físico com seu inimigo. — Respirou fundo. — Vamos terminar por hoje, precisa descansar e tenho coisas a fazer. — Foi à sua mochila, ficando de costas para o outro que observava cada movimento seu. — Quero-o aqui amanhã, no mesmo horário e sem atrasos.

— Mas eu não me atrasei ho…

— Sem atrasos. — O repreendeu lançando um olhar fuzilante por cima do ombro. Ele assentiu com a cabeça. Mark estava mais leve, como se tivesse tirado um peso das costas. Por um lado, sentia a culpa por ter batido em Jackson, mas pelo outro, não. — O que vai fazer agora? — O soldado se encostou na única mesa que no local, o olhando curioso.

— Cobrir uma enfermeira que ficou a madrugada inteira com o menino que trouxeram para cá. — Respondeu dando de ombros. — Por quê? — Sua voz ecoou inocente.

Jack relanceou o olhar pelas paredes do ambiente e voltou ao único presente que continuava na mesma posição. Foi ao de cabelos escuros, o puxando pela cintura e  selando seus lábios pela segunda vez naquele dia. Pressionou os seus contra os dele, tirando-o o ar.

Se afastou, fitando os seus olhos pequenos puxados pouco inchados.

— Dias atrás me odiava e, apenas hoje, me beijou duas vezes. — Proferiu baixo, franzindo as sobrancelhas.

— O que quer dizer com isso? — Seus dedos apertaram sua pele por cima do tecido fino que cobria todo seu peitoral, encostando o corpo ao seu. O Tuan enroscou seus braços ao redor do pescoço de Wang que sentiu um sorriso com uma pitada de malícia se formar.

— O que te fez mudar em relação a mim? — Uma das coisas que o mais novo tinha medo, era de se envolver em um relacionamento que acabasse como acabou com Taehyung.

Ele parou para pensar por um momento que talvez sentisse um pouco de falta do ex. Sim, um pouco. Sua vida ficou tão corrida nas últimas semanas que não se deu conta disso. Não se deu até mesmo, conta de sua ausência.

Um vazio repugnante e agoniante tomou conta de seu peito.

A voz rouca do militar o puxou de seus devaneios. — Não sei… Se eu dissesse que a atração faz isso com as pessoas, você acreditaria? — Fez expressão de pensativo. — Melhor dizendo, nem sempre temos as mesmas opiniões relacionadas a tais coisas. E creio eu que, a minha sobre você, mudou a partir do dia que lhe vi naquela boate. — Tinha o semblante relaxado.

A quem contara, ficou impressionado por ter sido direto.

Em seu rosto havia uma expressão serena, como se não tivesse preocupações com o rumo que a conversa levava. Ia receber uma resposta quando ouviu toque de celular se espalhar por todo canto. O Tuan desvencilhou seus braços e levou uma de suas mãos para dentro do bolso da calça que usava, puxando o eletrônico de lá e passando o dedo pela tela.

— Alô. — Disse ao levar à orelha.

Jackson deslizou com seu olhar para o pescoço nu de Mark que ergueu uma sobrancelha sem entender enquanto o olhava. Fez sinal de silêncio para ele e levou seus lábios úmidos à região, encostando-o. Pôde sentir o corpo do mais novo estremecer em suas mãos que apertaram sua cintura.

Teve que segurar o gemido que já ia escapar ao ouvir uma respiração na linha ativa. A pessoa respira pesadamente causando alguns ruídos.

— A...Alô. — Repetiu trêmulo com os toques que recebia. Mas um deles, em especial, o fez enrijecer. Pôde sentir o que apertava sua cintura, descer e subir novamente, só que dessa vez, por baixo do pano que cobria seu peitoral. Seu toque gélido fez sua respiração ficar desregulada, sendo liberada através de sua boca entreaberta.

Sua mente não comandava mais.

Sua pele era sugada suavemente. Explosões de sentimentos percorriam pelo seu corpo ao sentir os seus dedos acariciando seu abdômen e suas unhas curtas roçarem contra ele. A sensação qual desconhecia que aparecia apenas quando era tocado por Jackson, aumentou.

Olá, Mark. — Tudo ao seu redor parou ao ouvir a voz do outro lado. — Sentiu minha falta? — Colocou a única mão livre contra o peito do outro que foi empurrado quase sem força, dando sinal que era para parar.  Se afastou sem entendê-lo, com as sobrancelhas franzidas.

— O-o-o que você quer, Taehyung? — O Primeiro Sargento subitamente pegou o celular e colocou no viva-voz ao ouvir o nome.

Nós precisamos conversar. — Engoliu seco e relanceou para Jackson que fez sinal para falar alguma coisa, sério.

— Não temos nada para conversar.

Sabe que temos. — Contrariou, calmo. — Eu quero voltar contigo, recomeçar do zero… Eu estava fora de mim, Mark. — A pessoa que segurava agora o telemóvel que encarava o chão à sua frente segundos atrás, ao mesmo tempo em que ouvia a conversa, levantou o olhar para ele que abaixou a cabeça, fechando as pálpebras com força e pressionando os lábios um contra o outro.

— Mark não pode falar agora, Sr. Kim. Ele está ocupado com coisas sérias. Peço desculpas pelo inconveniente e adeus. — Sem antes que um dos dois pudessem ter uma reação, encerrou a ligação, entregando o celular e andando à sua mochila jogada no canto que a havia deixado e a pegando.

— Por que você fez isso?

Virou-se.

— Porque você ia perdoar ele! — Respondeu com a voz alterada.

— Eu não ia perdoá-lo… — Ia começar se justificar.

— Você ia sim! — Bradou apontando o dedo. — Isso estava e é tão óbvio. — Riu consigo mesmo. — Ele te machucou. Pisou em você como um lixo. Mostrou que estava pouco se lascando quando terminaram e você o perdoaria sem pensar duas vezes… Esperava mais de ti, Mark. — Disse exalando um ar de decepcionado e ao mesmo tempo, enraivecido.  Pôs a mochila nas costas e saiu da sala de treinamento batendo a porta com força.

— Droga!

Sala vermelha A

A porta foi empurrada, revelando Yoongi, Taemin, Namjoon, Jungkook e Jimin que entraram na sala de luzes baixas e fracas que tinha vários computadores de mesas espalhados em três fileiras. A frente deles, tinha um enorme telão que tomava toda uma parede mostrando através de câmeras, várias partes da Casa Branca em tempo real.

Haviam pessoas específicas que tomavam conta de todo aquele acervo de segurança da casa, no entanto, Taemin tinha dado uma ordem direta para que saíssem do local, os deixando trabalhar. Aliás, interrogar os funcionários ainda era uma prioridade.

O primeiro a parar de frente ao grande telão, deixando os olhos escuros presos em cada imagem sendo reproduzida, fora Jungkook, sua mente turbulenta em possibilidades do que poderia acontecer… Era tudo muito confuso ainda. Jimin tocou seu ombro ao passar por seu corpo e se sentar em uma cadeira, também ficando ali, de frente para o enorme telão. Já Namjoon estava ali mais para escoltar os demais, deixando o trabalho mais para Taemin que foi diretamente para um computador específico, onde teria um acesso mais variado às câmeras de segurança do dia anterior e do momento atual. Yoongi ficou na porta do local, as costas encostadas na madeira da porta, impedindo qualquer um que quisesse entrar ou sair dali.

— Eu quero que vocês fiquem com os olhos fixos em qualquer coisa suspeita que aparecer no telão. Seja um objeto ou uma pessoa. — A voz do chefe do FBI soou clara e sucinta, puxando alguns arquivos do dia anterior, recuperando as imagens mudas. — Se temos algum infiltrado essa é a hora de comprovarmos essa tese.

Ninguém falou nada, mas sabiam que aquela ordem era direta. Por um momento a tela ficou preta, um intervalo de no máximo cinco segundos antes da tela ser preenchida novamente por imagens, dessa vez a numeração marcando data e hora, eram diferentes. Namjoon aproximou-se um pouco mais dos dois policiais parados próximos ao telão, e até o major da marinha se deslocou de onde estava para ajudar na captura de algum furo de imagem. Nada parecia fora do comum.

 —Capitão, por quê não atrasar as imagens para antes do acontecimento? — Jimin se pronunciou, os olhos fixos nas imagens, a feição séria. Taemin ponderou, ele tinha razão. — Se a segurança das câmeras é em criptografia e por tanto se fossem hackear, saberíamos e não soubemos, alguém ter deixado um vácuo, uma pausa na segurança, é uma suposição forte.

— Claro. — Namjoon concordou coçando o queixo, olhando para o policial mais baixo ao seu lado. Era um sujeitinho esperto, afinal. — Isso pode ter acontecido na troca de turnos, um pouco antes da ameaça.

— Ou alguém de extrema influência e confiança andou por aqui. Se é um dos nossos, não teria desconfiança. — Yoongi complementou. — É uma possibilidade, oficial. Perspicaz de sua parte.

Jimin assentiu, dispensando o elogio. Não era hora para aquilo, tudo o que fazia por seu país, era um dever, não algo para congratulações. Taemin atrasou as imagens para dez minutos antes da ameaça, restringindo as imagens apenas para aquele corredor, queria analisar minuciosamente apenas aquele momento. Deixou rolar e levantou os olhos para frente, encarando também o telão onde tinham imagens grandes em preto e branco.

Havia um silêncio absoluto por ali, apenas o ruído sutil do ar-condicionado preenchia o momento, o que possibilitou ser audível um grunhido de surpresa do policial Jeon que rapidamente apontou para um dos quadros na tela, obtendo todos os olhares sob si. Havia uma figura peculiar ali. Não era fardado e nem tampouco usava uma roupa típica social, o que era costumeiro por ali. Era moletom.

— Aqui. — Jeon Jungkook apontou mais especificamente para o quadro que se tornou um apenas naquele enorme transmissor, eliminando todas as câmeras, focando apenas naquele. Taemin se levantou da cadeira e observou bem aquela figura nem tão alta e baixa, mas magra. Tinha uma estrutura corporal feminina, até. — Está de máscara. — Observou imediatamente, vendo que a pessoa estava com uma máscara descartável, provavelmente branca, mas com o capuz largo em sua cabeça ficava impossível fazer um melhor julgamento. — Aquilo é um cabelo?

Perguntou confuso vendo que em um movimento, uma pouco de cabelo esvoaçou para fora do capuz. Um pedaço de cabelo curto, claro. A cor não poderia ser dita pelas imagens em preto e branco, mas era claro. E ao que tudo indicava, era uma mulher. Taemin rapidamente voltou a filmagem, querendo capturar algo a mais.

— É suspeito, senhor. — Jimin começou, olhando para trás, para seu superior. — Pode ser quem estamos procurando, julgando pela hora. É dez minutos antes da ameaça oficial.

— A segurança online da Casa Branca foi restaurada quanto tempo depois? — O general perguntou cruzando seus braços por cima de sua farda, o tom totalmente sério e incisivo para cima do chefe do FBI que suspirou.

— Durante a ameaça já estava sendo restaurada, mas já era tarde demais. De fato houve um vácuo. — Admitiu. — Precisamos interrogar os funcionários, só eles vão poder nos responder quem era essa pessoa.

— Que pessoa? — Uma sexta voz soou da porta e todos os homens se viraram em ímpeto, encarando Jinyoung ali, entrando na sala sem ser solicitado. — Temos um suspeito, então? — Perguntou relutante olhando para a tela que exibia as imagens.

— Você não deveria estar aqui. — Taemin lançou um olhar para Namjoon que entendeu.

Ele passou a fazer seus passos ao secretário que fez sinal com a mão para parar de andar, foi feito.

— Senhores… — Adentrou mais no local. — Vocês me contando o que descobriram, talvez possa ajudá-los nas investigações. Eu tenho acesso a informações confidenciais que podem ajudá-los — Proferiu os encarando. — Estamos aqui para proteger as mesmas pessoas. — Seu semblante era inexpressivo.

— Isso é assunto de sigilo militar, não podemos contá-lo… — Yoongi disse para ele que pôs toda sua atenção sobre si. — Sentimos muito, mas agradecemos por querer nos ajudar. — Deu meio sorriso.

Park assentiu com a cabeça um tanto contrariado, pediu licença e se retirou do local, deixando-os sozinhos, os dando oportunidade de voltar a verificar as imagens novamente.

Mark havia combinado de trocar de turno com Youngjae, já que ele tinha cobrido a Jenner pela parte da tarde, seria sua vez, só que desta vez, pela noite. Passou o restante de seu dia em seu quarto, conversando com sua irmã que evitava a qualquer custo o assunto de sua crise e o suposto motivo dela ter acontecido.

— Lisa… — A chamou, tirando sua atenção de seu celular e a levando à ele. — Ontem, na hora que o Youngjae tinha me ligado, para onde você e Jinyoung foram? — Indagou-a ao se lembrar do fato.

— Já lhe disse que o seu mal é ser muito curioso? — Ergueu uma das sobrancelhas tentando parecer divertida, mas falhou ao vê-lo ainda a olhar sério. — Não foi nada demais, Mark. Ele apenas queria conversar comigo, aliás, acho que já está na hora de você ir cobrir o Choi. — Disse depois de dar uma espiada em seu celular nas horas e mostrá-las a ele que praticamente saltou da cama.

Já eram oito e dez da noite. E o turno, começava oito em ponto. Calçou seu tênis que estava nos pés da cama, no chão. Correu, dando a volta pela mesma, depositando um beijo na testa da mais nova que abriu um sorriso fraco e saiu correndo do quarto para a sala de recuperação pós-cirúrgica.

Chegando lá, encontrou Jaebum, Jackson que vestiam fardas deserto chocolate e Youngjae ao redor da cama do menino que estava acordado, conversando com eles, animadamente. Sem os mesmos notarem sua presença, foi ao cabide que tinha pendurado um jaleco, pegou-o e o vestiu.

Aproximou-se e viu a criança abrir um sorriso amarelado para ele, retribui-o. Os outros três ficaram sem entender o repentino sorriso. Youngjae que estava nos pés de onde ele estava deitado, bastou olhar para o lado que viu o melhor amigo. Já os outros dois que estavam de costas, olharam por cima de seus ombros.

Parou ao lado de Jackson que evitou contato visual ao máximo. Mark engoliu seco ao notar o clima que estava entre os dois que não foi notado pelos demais.

— E aí garotão, como você está? — O perguntou enfiando as mãos no bolso da vestimenta que estava por cima de sua blusa longa larga que batia no meio de suas coxas que eram cobertas por uma calça preta jeans.

O menino estava sentado sobre a cama com as costas apoiadas na cabeceira contra o travesseiro.

— Com um... — Respirou fundo com um pouco de dificuldade pela dor que sentia no abdômen. — Pouco de dor.

O “quase médico” olhou para melhor amigo do outro lado que fez igual.

— Já o dei remédio para dor, daqui a pouco ele começará a fazer efeito. — Se prontificou logo de falar.

Assentiu com a cabeça e voltou sua atenção para o garotinho.

— Qual é o seu nome e quantos anos você tem? — Indagou pegando a prancheta que estava com o outro ‘médico’ acompanhada de uma caneta.

Seus pequenos olhos arrendados castanhos claros o encaravam.

— Nathan Manning… — Sua voz era extremamente infantil e fofa. — E-eu tenho cinco anos. — Ao mencionar sua idade, ergueu um dos braços, mostrando uma de suas pequenas mãos com um cinco nela.

Ele anotou os dois na sua ficha que faltava apenas o nome, idade e nome dos responsáveis legais.

Respirou fundo ao ver que faltava só a dos pais.

— Nathan, qual é o nome dos seus pais? — Escolher ser médico, é necessário ser forte em diversas situações. Nem sempre as cirurgias têm êxito e nem sempre tudo são mil flores e um mar cor de rosa.

Ficou cabisbaixo.

— Eu não sei... — Respondeu com a voz quase inaudível.

Mark olhou para os três presentes, pedindo um “socorro” não verbal.

— Mas assim… — Jackson tomou à frente na conversa cuidadosamente e se sentou na beirada cama, o olhando. — Você sabe em que lugar eles estão? Alguma forma que podemos entrar em contato?

— Aqueles homens atiraram no meu papai e e-eu acho que ele se foi… — A sua inocência tinha morrido ali. Não tinha aquele brilho de criança que todas tinham no olhar. Tuan virou o rosto, desviando sua atenção e evitando contato com Nathan que dava indícios de quem começaria a chorar.

Engoliu o nó que se formou em sua garganta.

JB sussurrou alguma coisa no ouvido de Youngjae que assentiu com a cabeça e saiu da sala acompanhado dele, silenciosamente.

— E a sua mãe? — Jack empurrou as palavras para fora, relutante.

— Deixou eu e o papai há muito tempo.— Soluçou. — E-e-eu… — Manning fez um bico e começou a chorar. O loiro sentou mais próximo dele e o puxou com cuidado para seus braços, o envolvendo em um abraço, apoiando sua cabeça em seu peito.

— Ei ei, passou… — Passou a pentear seu cabelo ralo com os dedos, acariciando os fios. — Eu e o Mark estamos aqui agora. — Olhou para o militar ao ouvir seu nome sendo mencionado. Ambos se encararam por uns instantes. O de cabelos negros deu um sorriso fraco fechado e respirou fundo, se aproximando da cama e se sentando ao lado dele que o seguiu atentamente com a sua visão.

— Nathan… — Chamou-o. Ele se desvencilhou dos braços do soldado, passando suas mãozinhos por seu rosto molhado, secando as lágrimas em meio a soluços e ergueu a cabeça com sua atenção presa ao primogênito de Trevor. — O que você gosta de fazer?

— Que leem historinhas para eu dormir… —Respondeu um pouco dengoso.

Estava se recompondo aos poucos.

Jackson apenas prestava atenção nos dois.

— Você quer que a gente conte uma para você? — Levantou uma das sobrancelhas. Recebeu um maneio de cabeça para cima e para baixo como um “sim’’.

Levantou-se, foi ao armário pendurado na parede e abriu uma das portas que deu mostrou vários livros infantis de diferentes temas. Optou por um dos clássicos: O patinho feio. Todos conheciam ele. Era impossível não conhecer.

Voltou para lá, se colocando do lado dele novamente e abrindo o livrinho que tinha em mãos. Entregou-o para Jackson que passou a lê-lo calmo e baixo. Às vezes, relanceava o olhar para o baixinho que bocejava, que tinha os olhos cada vez, mais fechados.

Não demorou muito para que pegasse no sono. O ajeitou na cama com a ajuda de Mark e o cobriu com o lençol fino e por cima dele, com o cobertor grosso por causa do ar-condicionado. Se colocaram de pé e saíram do ambiente, apagando a luz. O filho mais velho do Presidente parou dois passos à frente da porta, fazendo com que o Primeiro Sargento ficasse mais à frente. Ao notar a ausência do mesmo, parou no meio do corredor e se virou para trás.

— Você não vem?

— Vou ter que ficar. Cobrir turno.

Fez um “ah” sem emitir som.

— E o seu rosto? — Prestou atenção em uma de suas bochechas que por incrível que pareça só estava um pouco inchada e não roxa. — Está doendo? — Perguntou apreensivo.

— Não, relaxa. — Sorriu.

— É… Eu preciso ir. — Mark disse sem jeito e dando meia volta.

Respirou fundo e girou o corpo novamente, tendo a visão dele começar a andar para o lado oposto.

— Jackson! — Fez-o olhar por cima de seu ombro, parando de fazer seus passos. — Você pode ficar comigo até o meu turno acabar? — Engoliu seco temendo a resposta.

Recebeu um sim como resposta.

Não pode evitar que um sorriso bobo brotasse em seus lábios.

Seguiram de volta, adentrando novamente na sala escura. O mais velho sabia que era errado, que estava quebrando mil regras e que tinha quebrado milhares só do dia anterior para aquele.

Caminhou para uma maca largada em um canto e se sentou sobre ela, observando cada passo de Tuan que guardava algumas coisas em seus respectivos lugares.

— Você deveria descansar.

— Eu que deveria lhe dizer isso. — Riu anasalado, jogando luvas descartáveis usadas no lixo ao lado de uma mesa de metal e se jogando em uma poltrona próxima. — Aliás, meu turno acabou de começar, não posso dormir. — Deu de ombros.

— Que eu saiba não tem só você como médico. — Retrucou. — Tem vários aqui. E por quem você está responsável, está bem aqui. — Olhou para Nathan que dormia serenamente. — Vem cá. — Bateu no colchão fino ao seu lado, fazendo-o estranhar.

— O-o que você q… — Parou de falar ao vê-lo fuzilá-lo. Foi até ele e se sentou como mandado sobre o mesmo.

— Deite.

Não hesitou em fazer. Wang se pôs de pé e pegou um cobertor dobrado que estava em cima de uma cadeira. Via em Mark as olheiras como resultado de noites mal dormidas, não que não estivesse na mesma situação; no entanto, queria cuidar do garoto. Decidiu que cuidaria dele naquele dia da boate, quando viu o que poderia acontecer com o filho frágil do presidente, caso não fizesse nada.

Respirou fundo, aquele cheiro de limpeza e éter lhe deixando enjoado, mas só de ter a visão do corpo magro de Mark ali, deitado, tudo fazia um pouco de sentido. Queria estar ali, afinal de contas.

Cobriu seu corpo com cuidado, não deixando nenhuma parte fora. O ar-condicionado ali era um tanto forte, ele poderia sentir frio. Seu corpo também estava pesado, cansado e não negaria, estava louco por um sono. Havia uma poltrona ali no canto, tinha uma aparência desconfortável, mas era o que tinha.

Ia se afastar, porém uma mão quente segurou seu pulso, o puxando de volta.

 — Onde vai? — A pergunta saiu em um tom de sussurro, mas o Sargento ouviu.

Apontou para a poltrona.

— Dormir um pouco também. — Suspirou. — Enquanto você dorme posso vigiá-lo, se quiser.

Referiu-se ao pequeno que dormia e Mark mordeu fraquinho o lábio inferior antes de colocar em palavras, o que já estava pensando assim que se deitou naquela maca.

— Bem, você acha que dá para vigiá-lo deitado aqui? — Perguntou, esperando que o loiro entendesse o que ele quis dizer.

— Oh, não precisa se levantar, Mark. Eu posso dormir na poltrona, eu já dormi em lugares pio-...— Não o deixou completar.

Jackson não tinha entendido mesmo. Mark riu fraco e apertou um pouco mais seus dedos finos no pulso do oficial que continuou o encarando, não conseguindo desviar os olhos do pequeno sorriso que havia se instalado nos lábios avermelhados do rapaz. Era lindo.

— Eu quero que deite comigo, Primeiro Sargento Wang. — Disse formalmente e o homem quis se esconder. Desde quando não entendia flertes entrelinhas? Estava mesmo ficando lerdo com a idade. — V-Você… você quer? Aqui é mais confortável, dá nós dois.

Wang não disse nada, apenas puxou delicadamente seu pulso da mão do universitário que se afligiu. Será que tinha falado demais? Ou, soado como atirado? Respirou fundo e manteve o olhar fixo no menininho adormecido. Aquilo lhe fazia sentir melhor no meio de toda aquela vergonha que já estava lhe abatendo por ter feito um pedido tão inusitado a Jackson.

Sentiu o colchão afundar ao seu lado e não demorou nada para que um braço lhe rodeasse a cintura, lhe puxando para trás, chocando os dois quadris, assim como o peitoral nas costas do mais novo que sentiu todo seu corpo se arrepiar.

Aquilo era bom.

Passou uma de suas mãos pela mão de Jackson que estava repousada em seu abdômen e sentiu um beijo sendo deixado em seu pescoço, assim como uma respiração quente rebatendo frequentemente em sua pele arrepiada e sensível.

Era realmente bom.

— Boa noite, Mark. — Sussurrou rouco e o outro suspirou. Por que aquilo era tão bom a ponto de querer não sair mais dali? Jackson Wang era realmente alguém inusitado, assim como as reações que lhe causava.

— Boa noite, Primeiro Sargento. — Retrucou antes de fechar seus olhos e se deixar levar pelo sono que já estava sentindo.

Era um relaxante natural: o cheiro do homem atrás de si, o corpo forte lhe envolvendo, aquela respiração quente… Não demorou a pegar no sono. Jackson ainda relutou um pouco, ficou um tempo ali, inalando o perfume gostoso vindo do pescoço do filho do presidente. Aquilo lhe acalmou, o relaxou o suficiente para começar a se entregar ao sono.

Seus olhos quase fechados ainda conseguiram ver uma luz acendendo e apagando, vindo de algum lugar… Algum flash de luz. Poderia ser obra de sua mente sonolenta, ou não.

 

                               


Notas Finais


Não esqueçam de comentar! Comentários sempre ajudam. Estarei respondendo todos a partir de amanhã!!! Até mais bebêsss.


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