História O Filho do Presidente - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Palavras 4.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Só leiam!!!

Capítulo 17 - 16. Shopping


Horas atrás…

Jaebum adentrou acompanhado do secretário no escritório de Trevor que estava de pé, de costas para os mesmos, observando através do vidro o extenso gramado na parte debaixo ganhar vida aos poucos. Ele passou a ficar movimentado pelos soldados americanos e coreanos que faziam diferentes funções; O Cabo Seokjin corria com um grupo como exercício matinal, enquanto uns limpavam os armamentos que costumavam usar e outros, davam faxina nos alojamentos.

— Precisamos conversar. —Jinyoung tomou à frente puxando uma das cadeiras e se sentando. — Como assim você quer tirar aquelas pessoas daqui?— Atraiu sua atenção. — Você tem noção o quanto Youngjae e Mark ficarão? — Indagou perplexo.

Im que o acompanhava, sentou no lugar vago ao lado do mesmo.

— Se eu for ligar para o quanto as pessoas se sentirão diante as minhas futuras ações, não as realizarei, Park. — Tomou seu lugar atrás da mesa com seus braços sobre a madeira com os próprios dedos entrelaçados uns aos outros com um sorriso torto nos lábios. — Se souberem que trouxeram pessoas para cá, mais delas nos procuraram e se isso acontecer, não teremos onde colocar todos.

Park coçou o queixo, pensativo. — E se… — Levou o olhar à ele. — Liberassemos os que têm condições de se cuidarem em casa? Podemos os dar os medicamentos e fazê-los nos prometer deixar isto em sigilo.

JB virou a cabeça em sua direção e seguinte, para frente, para Trevor.

— A Casa Branca não pode pagar os medicamentos, se souberem que estamos tirando dinhei… — Foi interrompido por quem observava quieto até aquele instante.

— O dinheiro é para a população e essas pessoas, fazem parte dela. Então não vejo problema em tirar uma quantidade para comprar os medicamentos, Presidente. — Mencionou com uma tranquilidade em sua face.

Abriu a boca para retrucar várias vezes, mas sempre a fechava. Respirou fundo dando sinal de bandeira branca.

— Tudo bem. — Se levantou acompanhado dos outros dois que tinham sorrisos discretos um para outro nos lábios. — Jinyoung ficará responsável em entrar contato com a Área da Saúde. — Pegou seu paletó que estava pendurado sobre as costas de sua cadeira e o vestiu. — Tenho uma reunião agora… — Deu a volta necessária pela mesa e foi à porta os deixando para trás. — E ah… — Virou-se ao abrir a porta olhando para o Segundo Sargento. — Diga ao Primeiro Sargento que quero conversar com ele mais tarde. — E por fim, saiu, os deixando sozinhos.

Saíram alguns segundos depois, indo para caminhos diferentes.

 

Horas atuais…

Jackson acordou vagarosamente com vozes altas vindas do corredor. Ergueu sua cabeça e relanceou o olhar ao redor. Ele parou sobre Mark que dormia de lado com seu quadril colado ao seu e seu braço envolvido em sua cintura. Suas costas estavam contra seu peitoral e seu semblante estava sereno como um de um anjo.

Ele tinha que sair dali, mas não queria. Era como se seu corpo se rejeitasse a ficar longe dele.

Colou seus lábios secos contra a nuca exposta para si ao apoiar a cabeça novamente no travesseiro, passando a distribuir beijos por ela. Sentiu-o contorcer um pouco o pescoço. Foi escalando um pouco contra a pele sensível para sua orelha, mordiscando a ponta e passando a língua pelo lóbulo lentamente.

— Acordar uma pessoa assim é covardia… — A sua voz rouca de sono ecoou em um murmuro.

O militar soltou uma risada baixa e viu-o mudar de posição, ficando deitado de barriga para cima com seu rosto virado em sua direção, deixando-os à centímetros. Mark abriu um sorriso que foi fitado pelo Wang que não pode deixar de sorrir também pela aparência admirável do filho de Trevor que tinha o cabelo um pouco desgrenhado e a face amassada/inchada.

Encostou suas testas, tocando seus narizes que foram roçados um ao outro arrancando uma risada do mais novo. Ao ouvi-la, pôde sentir uma paz tomar conta de seu corpo. A sua risada transmitia a paz que não tinha na guerra.  

Sentou-se sobre o colchão arrastado e estendeu as mãos para o de cabelos negros que aceitou, se pondo na mesma posição também. Ele esfregou os olhos em meio à um bocejo, deixando ainda mais Jackson encantado. O ‘médico’ olhou para a outra cama que estava Nathan que dormia tranquilo.

— Eu preciso ir… — Falou Jack frustrado.

Mark assentiu tristemente, forçando um sorriso fechado.

O mais velho respirou fundo e selou um beijo demorado em sua testa.

Ficou de pé, se preparando para colocar sua botina quando sentiu seu celular vibrar no bolso de sua calça tática. Enfiou uma das mãos lá dentro, a procura dele, ao achá-lo, puxou-o e viu na tela que era apenas seu despertador. Era ainda cinco horas da manhã.

— Que horas seu turno acaba? — Indagou mordendo o lábio inferior e jogando o eletrônico de volta no lugar que estava antes.

— Sete horas. — Respondeu-o deitando-se novamente preguiçosamente.

Uma pergunta surgiu do nada em sua mente.

— Você não quer voltar para a faculdade?

O citado mudou o seu foco de visão do Sargento para a criança que continuava a dormir, ficando de costas para ele que ficou à espera da resposta… Que não teve.

Não queria falar sobre aquele assunto. Era doloroso e amargo lembrar das coisas escritas no quadro. Era doloroso lembrar das pessoas o olhando como se fosse uma aberração.

Fez um movimento de negação com a cabeça um pouco hesitante.

— Por que não? — Perguntou insistente com seus olhos presos ao corpo imóvel.

Nada.

— Por que não, Mark?! — Vociferou. Seu corpo estremeceu e quase deu um salto da cama pela alteração repentina do homem que se xingou mentalmente ao ver a besteira que tinha feito. — Você precisa colaborar comigo. — Falou um pouco mais baixo e calmo.

Nathan se mexeu, deixando o Tuan com receio dele acordar naquele exato momento.

— Você tem… — Engoliu seco antes de completar. — Medo deles lhe fazerem alguma coisa?

Sentiu uma raiva o percorrer ao ponto de cerrar os próprios punhos ao vê-lo afirmar com a cabeça, sem hesitação.  Fez seus passos ao outro lado da cama, ficando frente à frente para ele que ergueu o olhar, sustentando o seu.

Se sentou na beirada ao seu lado.

— Eles não vão te fazer nada… — Disse ao começar acariciar seu rosto cuidadoso. — Não vou deixar eles te fazerem mal algum. — Foi apreensivo. — Estou aqui para o proteger e assim farei.

Olhou para sua mão que estava pousada sobre o colchão. Levou à sua a ela e entrelaçou, massageando-a com as pontas de seus dedos.

Jackson saia da sala em que estava Nathan que tinha acordado reclamando de dores fracas na parte abdominal, tendo que ter atenção 100% de Mark. Caminhava lentamente pensativo na conversa que tivera com ele sobre a faculdade quando fora surpreendido por Jinyoung que se pôs a sua frente de supetão, bloqueando sua passagem e o fazendo parar.

Arqueou uma sobrancelha e respirou fundo, rolando os olhos.

— Vocês precisam ter mais cuidado da próxima vez. — Disse trazendo a atenção do outro de volta à si que tinha uma expressão confusa. — Lalisa viu vocês dormindo juntos esta noite e tirou foto dos dois. — Puxou um celular de capa rosa que supôs ser da garota do bolso da frente de sua calça, digitou algo e esticou para Wang que pegou, dando de cara com a fotografia. — Esse é o celular dela, consegui pegá-lo enquanto a mesma dormia. — Falou inexpressivo.

— Por que está me mostrando isso? — Perguntou o soldado seco com o maxilar travado e o entregando o eletrônico.

Park soltou um riso abafado curto pelas narinas. — Porque você merece saber com o quê e quem está lidando. Lisa não é nenhuma santa, só tem cara. — Respondeu simples. — Venha comigo.

 

Jinyoung levou o militar para seu quarto. Ao chegarem no lugar, o mesmo trancou a porta e viu o acompanhante se sentar na beirada da cama sem pedir ao menos licença, visualizando cada canto e detalhe do ambiente.

O secretário rumou ao seu guarda roupa, abrindo-o e tirando um álbum de fotos grosso. Sentou-se ao lado de Jackson que observou-o silenciosamente e abriu-o revelando a foto de um bebê de olhos negros, arredondados, um pouco puxados, bochechas gordinhas e lábios cheios.

— Esse é o Mark? — Indagou-o deixando sem perceber, um sorriso abobalhado aparecer em seu rosto.

— É sim. — Respondeu seco ao notar a reação do outro ao falar do mais novo, pondo o que segurava em mãos no colo do Sargento que prestava atenção em cada fotografia que passava. — Ele não sabe da existência desse álbum por causa de seu pai.

Jack virou a cabeça em sua direção e ergueu o olhar para olhá-lo. — Como assim? — Sua face ficou monotonamente sem expressão.

— Trevor não queria que ele soubesse pelo fato, de nele, estar foto dele e de sua mãe antes de falecer.  — Mordeu o lábio inferior. Sabendo o que Wang perguntaria, tomou à frente. — Mark acha que ela morreu em um acidente de carro, aliás, todos acham. Só que na verdade, foi assassinada por ser cristã.

— Por que mentiria para os próprios filhos em relação à mãe? — Perguntou o militar desconfiado, enrijecendo a postura. — Eles tem todo direi…

— Lalisa foi adotada quando era nova, porém Trevor preferiu dizer a mídia que ela é biológica assim como Mark. — Jinyoung se pôs de pés, pegou o álbum que estava sobre o colo alheio e foi colocá-lo dentro do guarda-roupa novamente. — Ele não sabe que sei a verdade sobre o falecimento da sua esposa, descobri sem querer esses dias, em uma conversa sua com Min Yoongi. — Olhou por cima de seu ombro para a cama. — Você não pode contar para o Mark sobre isso. — Virou-se por completo para Jackson que o encarou sério. — Eu quero que você o faça feliz, quero que faça que ele tenha um relacionamento feliz e não abusivo como o que teve com Taehyung. — Disse com um certo desprezo acerca de “Eu quero que você o faça feliz”.

Park não ia muito com a sua cara, talvez, por ciúmes.

Nem o soldado ia com a dele.

Era recíproco.

— Pode deixar que eu o farei feliz. — Wang abriu um sorriso debochado, se levantou e foi até a porta, abrindo a mesma. — Mas as coisas que você me disse e mostrou aqui, não me fará gostar de você. — Acrescentou ainda de costas.

— Ótimo. — Foi a última coisa que ouviu antes de sair do quarto.

Ao mesmo tempo que as respostas apareciam, mais perguntas surgiam.

Por que Lalisa tiraria fotos dos dois e pra quê?

O que a garota tanto esconde?

Por que Trevor não quer que Mark saiba a verdade sobre a mãe?

 

Horas mais tarde…

Mark já estava ciente de que todos já sabiam de seu término com Taehyung. Como? Através de suas redes sociais que a cada vinte notificações que chegavam a cada segundo, pareciam fazer com que seu celular fosse explodir a qualquer momento.

Uma hora ou outra aquilo aconteceria, Trevor contaria a mídia, mesmo evitando ao máximo o assunto.

O Tuan encontrava-se deitado sobre sua capa enrolado em seu roupão branco que aquecia todo seu corpo. Estava tão espesso em seus pensamentos que pareciam flutuar como as nuvens do céu, que não percebeu a entrada de Youngjae no quarto.

Através das pontas dos dedos do pés, aproximou-se do melhor amigo que tinha sua visão focada no teto e se jogou ao seu lado, no colchão, que afundou com o seu peso, o assustando. Sentou-se com a mão sobre o peito coberto com a respiração um pouco desregulada com os lábios carnudos entreabertos.

— Que susto! — Exclamou e revirou os olhos ao ouvir a gargalhada escandalosa do melhor amigo que vestia blusa preta, uma calça da mesma cor, um sobretudo negro também por cima com as mangas dobradas na altura de seus pulsos e um par de vans branco.

— Foi mal… — Disse depois de  se recompor e ficou na mesma posição que o outro. — Mas e aí, o que vai fazer hoje? — Choi tinha uma cara de cansado, porém não mostrava que estava, aliás, sua animação aparentava estar à mil por algum motivo desconhecido por Mark.

— Treinar com Jackson e dormir o dia inteiro, provavelmente. — Arqueou a sobrancelha pensativo consigo mesmo. — E você? — Voltou sua atenção à ele que abriu um sorriso ladino.

— Passar o dia no shopping com o meu melhor amigo, com o meu ficante e com o ficante dele… — Passou um dos braços ao redor do pescoço do de cabelos negros, puxando-o um pouco mais para perto de ti. — Tem coisa melhor?

— Não… Espera, o quê?

Riu outra vez do espanto do primogênito de Trevor.

— Isso mesmo. — Deu de ombros e se levantou, ficando frente para ele que ainda continuava sentado na beirada da cama. — Jackson e Jaebum concordaram ir conosco. Falei com o seu pai que concordou plenamente, pois, acha que você deve se distrair um pouco e tomar um ar. Mas claro, que isso só seria possível se levassemos os dois. E eu, como o melhor amigo desse mundo, já havia pensado em tudo.

Mark estava incrédulo, não sabia o que dizer.

Ele não sabia se estava pronto para ir à um shopping que provavelmente estaria lotado de pessoas que com certeza, o reconheceriam e começariam a fazer um monte de perguntas.

— Youngjae, eu não sei se estou… — foi cortado.

— Nem vem inventar desculpas para não sair. Ah, qual é! — Falou ficando um pouco tristonho. — Você vive dentro dessa casa, sem poder respirar direito, conhecer novos lugares, novas pessoas. Tudo bem que da última vez que te tirei daqui, você quase morreu, mas problemas à parte. Por favor… — Ajoelhou-se, se enfiando no meio das pernas do amigo, com um olhar pidão e as palmas das mãos juntadas.

Um enorme bico se formou em seus lábios avermelhados.

Mark abriu a boca várias vezes para negar, entretanto, um suspiro fundo foi o suficiente para fazer com que Choi abrisse um enorme sorriso, se levantasse e fosse ao seu closet.

— Eu escolho sua roupa!

 

Youngjae escolheu um sobretudo grande preto aberto de capuz que chegava acima de seus joelhos por trás, que foi colocado por cima de uma blusa de mangas longas neutra fina, deixando a parte da frente da mesma a mostra acompanhada de uma calça negra jeans com rasgos finos na altura dos joelhos. Em seus pés, um tênis de cano alto vermelho da nike.

Deu uma pequena bagunçada no cabelo do amigo seco e abriu um belo sorriso de orelha a orelha.

— Você está maravilhoso, agora vamos! — Disse o puxando.

— Espera, o meu cel…

— Deixa ele para aí, esquece um pouco desse celular, vamos aproveitar!!!! — Não dava mais tempo de voltar atrás para pegar o eletrônico, Youngjae já estava o puxando de escada abaixo.

Não demorou nem minutos para que chegassem e dessem de cara com Jaebum e Jackson que os esperavam ao lado da cabine próxima o portão principal. Conversavam sobre algo animado. O Tuan sentiu seu estômago revirar ao avistar os dois. Não sabia bem o motivo. Mas queria apenas dar meia volta e voltar para dentro.

Wang vestia uma calça skinny negra, uma camisa de mangas da mesma coloração com um casaco camuflado do exército por cima. O seu cabelo louro estava penteado para trás, o deixando um pouco volumoso.

E por último, para finalizar, Jaebum que abriu um sorriso maior ao ver Choi trajava uma calça escura justa, uma blusa simples de mangas com uma jaqueta bomber camuflada fechada de fecho e all star. Seu cabelo estava um pouco desgrenhado, o que o deixava incrivelmente sexy para o baixinho.

Jackson ao ver o companheiro olhar para o lado com sorriso bobo no rosto, olhou para a mesma direção e teve a visão dos dois amigos que iam em suas direções com passos nem tão rápidos e nem tão devagar. Pararam um em frente ao outro, se comprimentando com sorrisos sem jeito.

O Primeiro Sargento estava encantado por Mark que não demorou muito para notar e sentir seus olhares por cima de si. Abaixou a cabeça ao notar que naquela altura do campeonato, estava que nem pimentão.

O militar soltou uma risada curta e baixa de sua reação.

— Então, vamos? — Perguntou sereno para os outros dois que assentiram com a cabeça e tomaram à frente, deixando-os para trás. — Precisaremos passar pelos paparazzis que ficaram a manhã inteira em frente ao portão porque o carro está a nossa espera lá, lhe aconselho a colocar o capuz… — Deu um passo à frente deixando seu corpo e do outro à centímetros. Puxou o capuz do rapaz para cima, pondo-o sobre sua cabeça que foi erguida lentamente pelo mesmo que o encarou com as maçãs de suas bochechas rubras. — Relaxa e vem comigo. — Abriu um sorriso e o puxou pela mão dali, indo atrás dos outros dois.

Ao cruzarem o portão principal, puderam sentir flashes virem em direção aos seus rostos, os pegando de surpresa. Um turbilhão de pessoas curiosas da mídia, seguiam cada passos seus acompanhados de suas câmeras. Os seguranças fizeram espécie de cordão ao redor deles que foi ficando estreito com o empurra-empurra por parte dos paparazzis.

O Tuan abaixou a cabeça enquanto andava e apertou a mão do mais velho à sua frente que o guiava em meio aquela confusão ao sentir um esbarrão em seu braço. Não sabia o que era mais doloroso, os empurrões ou as coisas que eram ditas.

— Mark, é verdade que você não está mais com o Taehyung? Por quê terminaram?!

— É verdade que você o traiu?

— Você não merece o Taehyung! É só mais um filhinho de papai que não faz diferença se morrer.

— Tomara que morra.

E naquele momento, as lágrimas que pareciam vidros caíram, escorreram, como se fossem cortar sua pele, era doloroso.

Finalmente, chegaram no carro, Jaebum e Youngjae já os esperavam lá. O Segundo Sargento iria dirigir. Choi estava no banco do passageiro olhando através do retrovisor preocupado com o melhor amigo que se sentou perto da janela, cabisbaixa silencioso, ainda com o capuz sobre a cabeça que escondia seus olhos.

Jackson fechou a porta e se pôs ao lado dele. As primeiras coisas que fez ao adentrar no automóvel foi falar para JB dar partida enquanto os seguranças tentavam controlar as pessoas do lado de fora  e verificar se o seu “protegido” estava bem.

— Mark… — Chamou-o baixinho tocando em seu ombro. — Olha para mim. — Levou seu indicador ao seu queixo e erguendo sua cabeça delicadamente. Seus olhos avermelhados cheios d’águas encararam Jackson que sentiu seu coração despedaçar ao ver seu estado. — Está tudo bem… — Passou o polegar em uma gotícula que escorria por sua bochecha. — Vamos nos divertir hoje ok? — Viu-o assentir com a cabeça.

Puxou-o para si, apoiando sua cabeça em seu peito e envolvendo seus braços ao redor de sua cintura por debaixo de seu casaco.

Mark não sentia aquela vontade de desmoronar como antigamente, apenas deixou as lágrimas saírem.

 

JB colocou o carro no estacionamento do shopping que não estava tão cheio para uma quinta-feira. Eram exatamente três da tarde em ponto. Desceram do automóvel e adentram no local.

Andavam um ao lado do outro pelos corredores, observando as lojas abertas que revelavam suas vitrines luxuosas, apenas os de classe alta frequentavam aquele lugar. Tuan sentiu-se sendo puxado por Jackson para dentro de uma delas de roupas masculinas que tinha por volta de apenas cinco pessoas, contando com os vendedores, se separando dos outros dois.

— Jackson!

— Xiu, apenas aproveite. — Soltou o pulso fino do primogênito, pegou uma blusa de mangas pendurada em um dos cabides e entregou para ele que franziu as sobrancelhas. — Prove, vá. — Disse empurrando-o para dentro do provador sem deixá-lo falar ao menos alguma coisa.

Depois de alguns minutos, o mesmo saiu vestindo a peça. Ela havia praticamente o engolido.

Wang soltou uma risada baixa ao analisá-lo.

— Te deixou sexy e fofo ao mesmo tempo... — Aproximou-se dele, ajeitando a barra que tinha ficado dobrada. — Mas prefiro você sem ela. — Sussurrou baixo próximo ao pé de sua orelha, fazendo com que todos seus pelos eriçarem e a temperatura de seu corpo subir. — Agora prove essa. — Pegou outra e o entregou com um sorriso sapeca nos lábios.

Depois de um certo troca-troca de roupa, Jackson decidiu dar bandeira branca para ele que agradeceu mentalmente. Seus braços estavam doloridos já de tanto tirar e colocar blusa. O loiro evitava fazer toques afetivos na frente das pessoas, não por vergonha e sim, porque sabia que qualquer uma delas, podiam tirar foto dos dois juntos e prejudicá-los de diferentes formas. E uma das coisas que não queria naquele momento, era se afastar do filho de Trevor.

E claro, que tinha que se mostrar profissional também, todavia, isso não significava que tinha que ficar sério, de cara fechada.

Encontraram com JB e Youngjae que estavam na fila de ingressos do cinema. Aproximaram-se deles, não deixando de notar que o Segundo Sargento tinha seus braços envolvidos na cintura do melhor amigo do Tuan.

— Pelo visto, perdemos alguma coisa. — Jackson falou na brincadeira fazendo-os notar suas presenças. Se puseram ao lado dos mesmos na pequena fila que andava rapidamente.

— Sim, estamos namorando. — Choi disse dando de ombros.

— O que?! — O filho do presidente e o seu guarda-costa proferiram em uníssono um pouco alto chamando atenção de algumas pessoas presentes pelo local

Im recebeu um olhar fuzilante de seu superior, que sorriu sem jeito.

Não demoraram muito para comprar seus ingressos. Youngjae e JB ficaram na birra de quem pagaria os ingressos, quase causando uma discussão entre o novo casal, se não fosse por Wang que os interrompeu. Acabou que Mark acabou pagando os quatros ingressos, porém, dois deles, eram de filmes diferentes.

Ele e o Primeiro Sargento iriam assistir um filme de terror que já estava um tempo nos cinema, ou seja, sessão vazia enquanto os outros dois, iam assistir um de comédia.

Foram para a sala 2B que já estava com todas as luzes apagadas e passando trailers de filmes que seriam lançado no próximo mês. Subiram algumas escadinhas que os levaram para a última fileira, qual haviam escolhido. Definitivamente, estavam sozinhos.

O filme começou e o clima estava estável até o Tuan sentir Jack morder o lóbulo de sua orelha. Soltou uma risada baixa quase inaudível.

— Presta atenção no filme… — Mordeu o lábio inferior com força. A respiração alheia bateu contra seu pescoço, o arrepiando.

— O filme é chato, você é mais interessante. —Disse roucamente baixo.

Deslizou com seus lábios para baixo e subiu um pouco para a bochecha, a mordendo de leve.

— Mas o filme mal começou para estar chamando ele de chato… — Arfou em meio à escuridão que deixava tudo mais excitante.

Jackson era uma outra pessoa ao lado de Mark. Sabia ser carinhoso, safado, sério nos momentos certos. Mas claro que o mais novo ainda não tinha se acostumado com a relação que estava se formando entre os dois.

O loiro afundou seu nariz contra o seu pescoço, exalando o doce aroma que tinha sua pele. Afastou-se um pouco, direcionando o seu olhar para ele que teve seu rosto iluminado pelo enorme telão do cinema e desceu para seus lábios carnudos, um tanto convidativos. Um beijo feroz e apressado foi iniciado. Era como se o fim do mundo estivesse perto e aquela fosse a última vez que se vissem, era como se o soldado dependesse dos toques, do contato físico do garoto.

Por sua surpresa, Tuan interrompeu o beijo, deixando-o confuso. Mas sua ficha caiu ao vê-lo se levantar e ir em sua direção, sentando sobre seu colo e voltando ao beijo, no mesmo ritmo. Suas mãos desceram para sua cintura, apertando com uma certa força. As mãos alheias foram para sua nuca, a acariciando lentamente.

— Poderíamos… — Jackson interrompeu o beijo para falar. — Fazer isso mais vezes. — Puxou fôlego.

— Por que não? — Mark ajeitou seu sobretudo e deu alguns beijos rápidos no mais velho que puxou o lábio inferior com os dentes.

Estava se preparando para levantar de seu colo quando foi puxado para baixo, voltando a sentar.

— Fica aqui… — Seu corpo estremeceu ao ouvir o pedido do Wang. — Eu preciso de você, Mark.

Tudo seria perfeito, se aquilo não tivesse acontecido.

“Segundo fontes da Casa Branca, dois soldados do exército sul-coreano que está na residência oficial para fazer proteção à pedido da ONU, foram sequestrados essa tarde por terroristas da Al-Qaeda. As vítimas foram identificadas de: Lee Jooheon e Kim Yugyeom. Mais informações, em breve.

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Antes de tudo, não me matem pela demora! Tem motivos acreditem. Vou contá-los na próxima atualização porque no momento estou com um pouquinho de pressa, preciso dormirrrr!!!! Se cuidem babes, tia Jéss ama vocês.
Não esqueça de comentar o que acharam, viu?


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