História O Fim do Sonho - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dehrama, Escrita Criativa
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Palavras 836
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Mais um draminha feito com todo carinho para vocês kkkkkk

Capítulo 1 - Capítulo Único


Joguei o buquê no banco do carona, ouvia minha mãe gritando enquanto eu lutava com o vestido branco e o véu. Me livrei do salto, dei a partida, acelerei e dirigi o mais rápido que pude.

Minhas mãos tremiam, minha visão ficava embaçada com as lágrimas, meu coração parecia querer sair do meu peito. Não sabia como estava conseguindo conduzir meu carro naquele estado, mas o importante era chegar no hospital.

Foram dois anos de namoro, três anos e dezoito dias de noivado, para que finalmente pudéssemos chegar no tão aguardado dia, o nosso casamento. Cada detalhe foi minimamente planejado, até nossas despedidas de solteiro foram feitas uma semana antes, tudo programado para que não houvesse atrasos. Por que justamente hoje isso tinha que acontecer?

Dirigindo pela rodovia passei por um acidente, demorei minutos para perceber que tinha uma limusine completamente destruída, ela estava tão retorcida que só a reconheci, pois sabia que pertencia a empresa que contratei para levar o meu futuro marido ao nosso casamento.

Estava prestes a sair para a igreja quando o meu telefone tocou, era Antônio o padrinho do meu futuro esposo, informando que um acidente havia acontecido durante o percurso que eles deveriam fazer.

“Ele está bem”, foi o que me convenci a pensar, enquanto que ao mesmo tempo, tentava me manter focada na estrada. O percurso até o hospital, foi de longe o pior que fiz na minha vida.

Ao estacionar, fiquei por alguns minutos sem conseguir soltar o volante, olhava para as pessoas passando, para o buquê cuja as pétalas se soltaram com o percurso violento. Tinha medo do que estava prestes a acontecer, seja lá o fosse, contei até dez, tentei juntar o máximo de ar que consegui e sai.

Caminhei pelo estacionamento, o vento balançando meu vestido, sacudindo o véu em meu rosto. Notei que pessoas olhavam para mim, mas estava tão decidida a ver o que tinha acontecido ao meu noivo, que não me importei com os olhares curiosos.

Entrei no prédio, andei até a emergência, e lá tudo estava um caos, enfermeiras e médicos andavam de um lado para o outro, vi pessoas feridas, pessoas gritando de dor, logo depois alguém passou por mim, empurrando uma maca com um corpo coberto.

Um nó se formou em minha garganta, fiquei com vontade de pedir para ver quem era a pessoa morta, mas algo em mim dizia que aquele não era o meu Dan. Dei alguns passos tentando ir em direção às enfermarias, até que reconheci o melhor amigo dele, ele estava em cima da maca e sendo empurrado por uma pessoa.

— Antônio? — chamei enquanto me aproximava, ele ainda vestia o terno claro de padrinho, em algumas parte haviam manchas de sangue, sua cabeça estava enfaixada, ele parecia meio grogue — Antônio?

— Irene? — ele sussurrou, abriu os olhos, sua expressão era um misto de dor e surpresa — não deveria estar aqui!

— Você está bem? — tentei não parecer apavorada.

— Estou, dói um pouco, mas vou viver — ele tentou brincar, mas pareceu sério.

— Você viu o Dan? — perguntei, o vi desviar o olhar, mordi o lábio e senti como se gelo tivesse invadido as minhas veias — Antônio, onde está o Dan?

— Eles o trouxeram — ele segurou minha mão — vai ter que ser forte Irene, ele ainda estava vivo quando o vi, mas…

Recolhi a minha mão, de repente era como se tivesse  levado um soco no estômago, não consegui pensar, falar ou respirar depois daquelas palavras e do “mas” não completado na sua frase.

— Preciso achá-lo — disse rápido, minhas mãos suavam, passei na saia do vestido para secar... minutos atrás estava tão preocupada sobre mantê-lo intacto...

Um enfermeiro me parou, questionou o que eu estaria fazendo ali, tentei  explicar que procurava o meu noivo, o profissional olhou nos registros e descobriu o leito em que ele estava, me guiou até o local e o que vi ficaria eternamente em minha mente.

Haviam muito médicos, tinha sangue sendo derramado e criando pequenas poças que sujava o sapatos daqueles que tentavam manter o meu Dan vivo. Gritei o nome dele, antes de ser segurada tentei entrar ali. Segurei sua mão ensanguentada enquanto gritava e chorava.

Mãos masculinas me afastaram de lá, as máquinas faziam um barulho que não significavam algo bom. Me debati nos braços de quem tentava me levar para longe, chamava o nome de Dan, gritava que o amava, mas seus olhos não se abriam, e nunca mais fariam esse gesto tão simples.

O tecido branco do vestido agora estava sujo de sangue, minha maquiagem se desfez com a minhas lágrimas, meu coração se despedaçava assim como as rosas vermelhas do meu buquê abandonado no banco do carro. A vida que tanto imaginei que teria ao lado dele, teve um fim, antes mesmo ter começado. Eu nunca poderia viver tudo aquilo que tínhamos sonhado, não saberia jamais como seria acordar dia após dia ao seu lado, nunca mais veria seu sorriso e nem saberia qual sua reação ao saber que em mim, finalmente crescia um fruto do nosso amor.

 


Notas Finais




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