História O fio vermelho do destino - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim, Minho Choi, Taemin Lee
Tags 2min, Akai Ito, Fluffy, Shinee
Exibições 54
Palavras 3.603
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Helloes! Bom dia! Tudo bem com vocês?
Olha quem chegou com mais uma fic. Eu deveria estar atualizando as outras, mas tô aqui postando two shot 2min. É a vida, né não?
Mas eu não resisti. Eu tava escutando uma música muito fofolética e aí me veio a inspiração para escrever algo com o OTP (e eu precisava escrever algo fofo com eles também antes que eu fosse morta pela pessoa que mais ama o Taemin nessa vida, porque ela acha que até hoje eu só escrevi tragédia com meu bebezinho - não que ela esteja errada)
Então, essa fic é dedicada à senhorita Baka (pensa que é como um presente de natal adiantado, Bakacchi da minha vida)
Deem muito amor à fic (até porque tem alguém meio insegura com ela aqui *assovia*)
Espero que gostem
Boa leitura e vejo vocês nas notas finais <3 <3 <3

Capítulo 1 - Minho.


“Um fio invisível conecta os que estão destinados a conhecer-se…

Independentemente do tempo, lugar ou circunstância…

O fio pode esticar ou emaranhar-se,

mas nunca irá partir”

— Antiga crença chinesa

 

O alarme do celular tocou baixinho debaixo do travesseiro. Desliguei-o rapidamente para não o acordar e olhei as horas: duas da manhã. Perfeito, com certeza daria tempo de arrumar tudo. Fitei-o dormindo serenamente ao meu lado. Passei a mão por seus longos fios loiros e depositei um beijinho leve em sua bochecha. Ele parecia um anjo.

Senti duas patas subirem na cama e olhei para Nina.

— Volte a dormir, garota — sussurrei para a grande cachorra preta. — Não o acorde, okay? Tem que ser surpresa. — Coloquei os dedos nos lábios em sinal de silêncio. — Fique aqui e cuide dele até que eu volte.

Ela lambeu meu rosto alegremente e permaneceu parada no mesmo lugar me olhando um pouco curiosa.

Levantei-me da cama e, antes de sair do quarto, levei Nina de volta para a caminha dela e coloquei o potinho de água e comida, que por alguma razão foram parar do outro lado do quarto, próximo a ela. Fechei com cuidado a porta, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Eu tinha sorte que o sono dele era muito pesado. Corri para o pequeno ateliê do segundo andar onde eu tinha guardado as coisas para a surpresa que faria ao amor da minha vida.

Cada coisinha que eu tinha preparado estava relacionada aos melhores momentos que vivemos juntos.

O piano. O motivo de eu tê-lo conhecido.

Era primavera. Eu tinha acabado de me formar na faculdade e iria assumir os negócios da minha família e, para comemorar, pedi aos meus pais que fossem comigo a um concerto de música clássica que estava acontecendo na cidade.

Ele era o pianista da orquestra. Não vou dizer que foi amor à primeira vista, porque sempre fui cético para essas coisas, mas, quando pus meus olhos naquele rapaz de longos cabelos loiros que tocava as teclas do piano com tanta paixão e sinceridade, senti-me interessado à primeira vista. O pianista tinha chamado tanto a minha atenção que passei a apresentação inteira apenas olhando para ele, até mesmo quando ele não estava tocando. Pude ouvir minha irmã sussurrar algo sobre eu perfurar o pianista com meus olhos enormes, mas não me preocupei em respondê-la. Eu só queria ver aquele anjo (sim, ele era transmitia uma energia tão pura que não poderia ser nada menos que um anjo) tocando para sempre.

Quando o concerto acabou, arrumei alguma desculpa para falar com ele. Não poderia ir embora sem ao menos saber o nome do pianista angelical. Eu conhecia o organizador do evento, ele era um grande amigo do meu pai. Graças a ele, o maestro da orquestra me permitiu entrar no camarim do artista e falar com ele rapidamente.

 

Ele estava sentado num sofá, brincando com uma cachorra de pelos negros quando entrei. Ao sentir minha presença, virou-se para mim, mas não expressou nenhuma expressão. Fiquei apreensivo, pensei que talvez não tivesse gostado de uma visita tão repentina de um completo desconhecido.

O animal negro correu até mim e me cheirou, para depois voltar até o dono, que segurou na extensão da coleira e deixou a cachorra guiá-lo até mim.

— Qual o seu nome? — ele perguntou, parando na minha frente.

— Minho. Choi Minho — respondi, um pouco inseguro.

— Muito prazer. Sou Lee Taemin. — Ele fez uma reverência em cumprimento. — Será que posso tocar seu rosto? É assim que eu consigo ver.

Por isso ele não fez nenhuma expressão quando virou para a porta. Ele se virou por causa do barulho e não porque sabia que alguém tinha entrado. Por isso, ele deixou o cão o guiar até mim. Ele era cego.

— Claro — respondi e o vi sorrir.

Ele tinha o sorriso mais bonito que eu já vira na vida.

Senti suas mãos macias tocarem primeiro minhas bochechas, depois seguir para a ponta do nariz.

— Se estiver de olhos abertos, feche-os. Não quero machucá-lo.

Obedeci-o e senti seus dedos tocarem minhas pálpebras depois o corpo do nariz, subindo para testa, cabelos e por fim voltar para bochechas, linha da mandíbula e queixo.

Abri os olhos quando suas mãos me deixaram e suas íris se encontravam com as minhas. Os olhos de Taemin eram de um azul tão cristalino que eu poderia me afogar neles. Além disso, eles me passavam a mesma sensação de sinceridade, pureza e paixão que a música que ele tocara há alguns minutos.

— Eu só vim parabenizá-lo pela sua apresentação. Foi belíssima. Obrigado por me proporcionar um show tão lindo.

Ele pareceu surpreso com minhas palavras.

— O que foi? — perguntei.

— Não é nada. É só que normalmente não costumo receber muitos elogios de pessoas desconhecidas, então fiquei um pouco surpreso. O Jinki não costuma deixar pessoas que ele acha suspeitas se aproximarem de mim. Ele diz que eles podem se aproveitar da minha inocência e da minha cegueira. Mas eu sou mais esperto do que o hyung acha. Não é mesmo, Nina? — Ele riu, passando a mão pela cabeça do cão guia. — Por que não se senta e conversamos um pouco? Você pode, por exemplo, me contar o que fez para o Jinki deixá-lo me ver.

Tudo por causa do piano e da música. Eles foram minha motivação para levantar-me da cadeira do grande auditório daquele concerto de cinco anos atrás e ir falar com Taemin. Por causa daquele dia, nos tornamos grandes amigos e a cada dia que se passava, eu me via mais e mais interessado no pianista.

Ele era divertido, sincero, sensível e, sim, era tão inocente quanto Jinki dizia que ele era. Taemin tinha estudado num dos melhores colégios de música dos Estados Unidos, o Berklee College of Music, em Boston, e tinha sido descoberto por Jinki, que o convidou para ser um dos músicos da orquestra da qual ele era maestro. Desde então, ele se mudara para a Inglaterra para viver de música, sua paixão desde pequeno.

 

Ele gostava, além da música, da dança e, mesmo sendo cego, era um ótimo dançarino. Ele gostava de assistir filmes e imaginar as cenas de acordo com os barulhos e falas dos personagens (claro que nem sempre ele imaginava algo próximo do parecido). Ele era amante da leitura e tinha vário livros em braile. Se favorito era “Madame Bovary” de Gustave Flaubert. De acordo com ele, Madame Bovary era uma senhora revolucionária para a época dela e, por mais que ela fosse uma chata que gostava de reclamar de tudo, ele admirava as atitudes questionadoras que tinha perante à sociedade e, principalmente, ao seu casamento arranjado.

Mas o que mais me atraía em Taemin era o fato de ele nunca se achar incapaz por causa da cegueira.

“Sou cego, não doente e nem estou à beira da morte. Posso muito bem correr atrás dos meus sonhos. Não enxergar nunca me impediu de fazer nada”

Ele dizia sempre que qualquer pessoa pensasse em falar algo como:

“Nossa, coitadinho de você”

Ele nunca precisou da piedade de ninguém. Essa força e essa determinação de seguir aquilo em que ele acreditava me deixava maravilhado. Além de me motivar quando eu mesmo achava que não era capaz de fazer alguma coisa.

É claro que ele sabia das suas limitações, ele só não se deixava abalar por isso.

“Ser cego não é só lado negativo, Minho. Por não enxergar, eu desenvolvi uma audição excelente e, no ramo da música, uma audição boa me é mais útil do que minha visão. Outra coisa que eu desenvolvi bastante foi minha imaginação e criatividade. Por não poder enxergar as cores ou as formas por exemplo, eu tento formar uma imagem exata de tudo aquilo que vocês descrevem pra mim”

Para ele, sempre havia um lado positivo.

Aos poucos, eu fui me apaixonando por cada faceta dele, até mesmo pelos defeitos. Sim, ele tinha muitos (assim como eu tenho e todo mundo tem).

Normalmente, ele era calmo, mas quando se estressava, seus ataques de cólera eram os piores possíveis (ainda bem que só os vi duas vezes durante todo esse tempo), ele também era manhoso (culpa de todos que o mimaram desde sempre), era muito viciado em trabalho e já chegou a desmaiar de tanto praticar no piano. Às vezes, ele ficava distante por causa dos concertos e isso gerava algumas brigas porque meu lado carente achava que ele estava me deixando.

Isso me leva aos balões.

Nossa primeira briga feia.

Taemin estava muito ocupado com os ensaios do próximo concerto e eu praticamente vivia na empresa resolvendo problemas aqui e ali. Estávamos sem oportunidades para nos ver e, quando aparecia uma, o nosso cansaço era tanto que apenas nos falávamos por telefone e só. Além disso, Taemin vivia arrumando desculpas.

Depois de uma semana nessa situação, eu já estava subindo pelas paredes de tanta raiva por ele ter inventado desculpas a semana inteira e acabei brigando com ele, que também estava nervoso e acabou tendo o primeiro ataque de raiva que presenciei.

Foi horrível. Tudo que ele falou me deixou mal porque me fez perceber que nenhum de nós tinha culpa do que estava acontecendo. Eram nossas agendas apertadas. Lembro-me de que cheguei a perguntar se ele queria terminar o que tínhamos e foi nesse momento que ele explodiu e desligou na minha cara depois de mais algumas palavras ríspidas. Obviamente, eu tomei aquilo como um “Não, eu não quero, mas se você continuar sendo um idiota, talvez eu passe querer.”

 

No dia seguinte, chegou uma mensagem de desculpas e ele pedia que eu o encontrasse no parque em frente à minha casa por volta das seis da tarde.

“Eu sei que está de folga hoje, então se não aparecer, eu te busco na sua casa e te arrasto pro inferno”

Dizia umas das mensagens. Doce e delicado como um elefante de patins; a outra face de Lee Taemin.

O dia pareceu voar, e eu já o esperava na entrada do parque às cinco e meia. Talvez estivesse ansioso demais para vê-lo.

Depois da meia hora mais arrastada da minha vida, senti um focinho gelado na minha panturrilha (Nina) e, assim que me virei, senti as mãos de Taemin em meu rosto.

— Chegou cedo — ele disse, tocando meus lábios gentilmente com os seus. — Comprei uns balões, olha. — Ele estendeu a mão que segurava os balões para mim. — Key escolheu as cores, então eu suponho que pelo menos um deles seja rosa, já que ele ama essa cor. Ele deixou o Jong escolher outro.

Kim Kibum ou como era mais conhecido, Key, era o melhor amigo de Taemin desde que ele chegara na Inglaterra. Ele cuidava do rapaz como se fosse sua mãe e eu achava aquilo bastante interessante e bonito. E Kim Jonghyun, o namorado de Key, tinha adquirido o mesmo instinto protetor quando conheceu Taemin.

— Tem um rosa e um roxo, deixa eu adivinhar, o Jong teve que insistir muito para poder escolher esse roxo?

— Sim. Bastante. — Ele riu e estendeu a mão para que eu a pegasse. — Agora vamos. Quero andar na roda gigante.

Peguei sua mão e, antes de irmos para a roda gigante, demos uma pequena volta no parque. Taemin se sentou próximo à fonte central do lugar e colocou uma de suas mãos na água.

— Gelada. — Ele riu, soltou um pouco a extensão da coleira de Nina, molhou as duas mãos e passou no rosto. — Perfeito. — Sorriu enquanto procurava pela coleira.

— Aqui. — Entreguei a ele que pegou-a com uma mão e com a outra segurou a minha para podermos voltarmos a caminhar.

— Minha mãe costumava dizer que a sensação relaxante da água gelada em suas mãos no verão define a cor azul. Ah, azul parece ser uma cor tão bonita — ele disse, balançando nossas mãos enquanto caminhávamos.

— Sim, é uma cor linda. Também é a cor dos seus olhos. E sua mãe está certa, a sensação de relaxamento define perfeitamente o azul. Assim como a calma que se espalha pelo meu corpo toda vez que vejo seus olhos.

Vi-o sorrir e também percebi que seus olhos brilhavam. Naquele momento, a briga ridícula do dia anterior parecia tão pequena e insignificante que poderia ser facilmente esquecida.

Finalmente fomos para a fila da roda gigante e ficamos falando de coisas aleatórias enquanto esperávamos. Por ser sábado, o parque estava lotado e a fila, enorme. Enquanto esperávamos, Taemin pediu para que eu descrevesse todo o local para ele.

— Eu gosto de imaginar como são as cores e as luzes — ele disso, sorrindo.

Ele sorria animado a cada palavra que eu dizia e, quando falei que tinha uma moça vendendo algodão doce passando na nossa frente, o sorriso dele aumentou ainda mais, o que eu levei como um “Eu quero algodão doce.” Taemin pegou a carteira no bolso da bermuda que usava e entregou-a para mim para que eu pudesse pegar o dinheiro e pagar o doce.

— Pode deixar que eu pago.

— Nem pensar. Sabe que não gosto que gastem dinheiro comigo. Oras, eu ganho meu próprio dinheiro.

Eu sabia que se eu não fizesse o que ele pediu, uma hora minha mentira ia acabar sendo descoberta, então preferi fazer como Taemin pedira. Ele era muito orgulhoso para deixar que pagassem as coisas para ele.

Enquanto Taemin comia o algodão doce, continuei a descrever o parque e, para aquelas coisas que ele não fazia ideia do que era, um olhar curioso cruzava seu rosto e eu tentava descrever com o máximo de detalhes possível.

Quando finalmente chegou a nossa vez de entrar no brinquedo, já tinha anoitecido. Como era esperado, não foi permitido que subíssemos na cabine da roda gigante levando a Nina, então ela ficou com a moça que estava monitorando a fila, que estranhamente não tinha mais ninguém depois de nós. Seríamos os únicos na roda gigante. Corri os olhos pelo parque e percebi que não apenas naquele brinquedo, éramos os únicos no parque além da moça da roda gigante.

— Subam logo, senhores — ela disse e eu ajudei Taemin a entrar na cabine.

Um silêncio um pouco desconfortável preencheu o local por alguns minutos até que o pianista resolveu quebrá-lo.

— Desculpa pelo o que eu disse ontem. Fiquei irritado por você pensar que eu queria desistir de nós e acabei falando o que não devia — Taemin disse com as mãos em meu rosto e olhando em meus olhos. Ele sabia que eu gostava desse contato visual e, mesmo que ele não pudesse desfrutar desse momento junto comigo, fazia questão de sempre olhar em meus olhos quando falava comigo.

— Já passou. Está tudo bem agora. Só não podemos deixar que nossas agendas nos atrapalhem outra vez.

Vi-o acenar positivamente com a cabeça, mas não disse mais nada até que a roda gigante parou com a nossa cabine no topo. Algumas das luzes do parque se apagaram, deixando apenas as luzes coloridas dos brinquedos acesas.

— Estoure o balão roxo — Taemin pediu, me deixando um pouco confuso.

Todavia, fiz o que ele pediu e de dentro do balão caiu um papelzinho.

“Me perdoa. Não deixarei nossas agendas nos atrapalharem de novo. Agora estoure o balão rosa”

Dizia o papel.

Estourei o outro balão e, dele, caiu mais um papel.

“Eu te amo, Choi Minho”

“Olhe para a montanha russa”

Fitei o brinquedo que ficava logo à frente da roda gigante. Vi as luzes dele piscarem e depois, apenas algumas permanecerem acesas.

“Namora comigo? ”

Era a frase que as luzes formavam.

Eu sorria feito um idiota. Não estava acreditando naquilo. Era mesmo verdade? Taemin queria namorar comigo?

— Isso é de verdade? — perguntei, porque foi a única coisa que consegui processar.

Ele riu da minha reação e entrelaçou seus dedos nos meus.

— Sim, é de verdade. E a sua resposta?

— É claro que eu quero. É o que eu mais quero, Lee Taemin. — Puxei-o para mim e tomei seus lábios em um beijo apaixonado, mas bastante tranquilo. Eu queria saborear com calma cada canto e sabor daquela boca. Eu estava com saudade daqueles lábios macios, da língua dele se entrelaçando à minha, das suas mãos puxando meu cabelo, do seu coração batendo próximo ao meu.

— Eu estava com medo da briga de ontem atrapalhar o dia de hoje. Passei a semana inteira planejando isso junto com o Key e o Jong, enquanto conciliava com os ensaios. Por isso não consegui te ver — ele disse assim que saímos do parque.

— Ainda bem que não atrapalhou, porque foi a melhor surpresa que já tive na vida. — Dei um beijinho rápido na sua bochecha.

Depois de sairmos do parque, viemos para minha casa e passamos a noite juntos.

Aquela foi a primeira noite em que o tive inteiro para mim. Com calma e tranquilidade para não o machucar, mas, ao mesmo tempo, com a voracidade de alguém que desejava cada pedaço daquele corpo branquinho para si há muito tempo. Eu ouvia seus gemidos e estava ciente de que ele prestava atenção a cada um dos meus. Eu via suas expressões de prazer, eu sentia suas unhas arranharem minhas costas, eu sentia seu interior quente me apertar até eu atingir o ápice. Eu estava completamente entregue a ele.

Caminhei como um bobo sorridente pelo ateliê ao me lembrar daquele dia e cheguei aos CDs com as músicas que tinha preparado para o dia de hoje.

Cada uma tinha um significado diferente e estaria presente em um momento diferente da surpresa. Eu só tinha que colocar tudo em prática agora.

Ouvi umas batidinhas na porta e, por um momento pensei que fosse Taemin, mas aí lembrei que eu tinha ligado para Key e Jonghyun para que eles me ajudassem a organizar tudo.

— Só você para nos fazer aparecer aqui de madrugada — Jonghyun reclamou, me olhando sério, assim que abri a porta.

— Pense que é pelo Taeminnie — eu respondi. — Agora me ajudem a colocar isso na sala. — Apontei para o piano de cauda no meio do ateliê.

— Você só pode estar brincando. Como acha que vamos descer com isso? — Kibum perguntou, me olhando como se eu realmente fosse louco.

— Vamos pelo elevador interno. Só precisamos levá-lo até lá.

Jonghyun e Key se entreolharam e eu pude sentir que naquela comunicação por olhares, eles diziam “Por que viemos até aqui mesmo? ”

Os dois suspiraram e se posicionaram ao redor do piano e eu fiz o mesmo. Não foi fácil carregar o instrumento até o elevador e depois, do elevador até o lugar onde eu queria que ele ficasse na sala, mas quando o vi posicionado, todo o sofrimento valeu à pena.

Pedi para que eles espalhassem pétalas de rosas vermelhas (as flores favoritas de Taemin, ele não poderia vê-las, mas ele adorava sentir as texturas e os cheiros das coisas) sobre o piano e, assim que ficou pronto, coloquei uma plaquinha escrita em braile sobre o instrumento. Também coloquei um incenso de lavanda na sala, porque eu sabia que aquele era o que meu pianista mais amava. Depois disso seguimos para a próxima parte da surpresa.

Deixei o primeiro CD no aparelho de som, com a música que seria usada já selecionada e subimos para o segundo andar para preparar a próxima etapa.

— Onde foi que arrumou esse jukebox? — Key perguntou, olhando admirado para minha nova aquisição. — Deixa pra lá. Às vezes eu esqueço o quão rico você é. Vai fazer o que com ela?

— Levá-la para cobertura.

Vi meus amigos com olhares desesperados.

— Nunca mais vou ajudá-lo com suas ideias. Não podia pedir pra gente carregar coisas mais leves? — Key argumentou, já começando a se irritar.

— Vamos lá, Key. Por favor. Pelo Tae! — Encarei-o com cara pidona.

— Okay, vamos levar esse troço pesado pro elevador. — Ele bufou, jogando os braços para frente do corpo e curvando levemente a coluna.

Jong e eu rimos. Key era sempre assim, falou que era algo para o Taemin, ele faria não importasse o quão trabalhoso fosse.

O jukebox foi mais fácil de se movimentar do que o piano, e conseguimos ajeitá-lo rapidamente na cobertura. Selecionei as músicas que eu queria que tocasse e voltamos para o segundo andar.

Lá, arrumamos uma mesa de café da manhã e eu deixei mais uma plaquinha em braile sobre ela. Coloquei um outro CD num outro aparelho de som e selecionei outra música.

Estava tudo pronto. Agora eu só tinha que tomar um banho e ajeitar a última parte, que deveria ser feita pouco tempo antes de Taemin acordar. Pedi a meus amigos para se posicionarem em seus lugares (Key na sacada que dava para a escada e Jonghyun no segundo andar, perto da mesa de café de manhã) e entrei para o banheiro social. Não usaria o banheiro do quarto para não acordar meu pequeno anjo.

Assim que acabei, entrei no quarto devagar e sem fazer barulho. Olhei para o novelo de lã vermelha em minhas mãos e sorri ao lembrar a razão de eu ter tido a ideia para usá-lo. Taemin adorava lendas, e a lenda do fio vermelho do destino era a favorita dele. Eu não costumava acreditar nessas coisas, mas depois de conhecê-lo, eu passei a pensar que tudo nesse mundo era possível e que, realmente, sempre houvera um fio invisível que me ligava àquele com quem eu deveria passar o resto da minha vida.

Amarrei a ponta do fio no dedo anelar de Taemin e, antes de deixar o quarto, fazendo um caminho com o fio vermelho, deixei, ao lado dele, uma outra plaquinha, só que desta vez, ela flutuava, sendo segurada por dois balões de gás hélio (um rosa e um roxo – okay, as cores eram mais um capricho meu do que qualquer outra coisa).

Agora era só esperar o sol nascer. Faltava muito pouco.


Notas Finais


E então? O que acharam? Gostaram? Odiaram?
O que o menino Minho pretende com toda essa surpresa? O que o menino Taeminnie vai achar de tudo isso? (bom, eu acho que ele vai gostar, e quem não gostaria, não é? O Minho tá se esforçando muito pra essa surpresa)
Eu tive que colocar um pouquinho de JongKey no meio porque, né, é o outro OTP, eu vivo e respiro esses dois (assim como eu vivo e respiro 2min).
Espero que tenham gostado. Deixem suas opiniões e críticas construtivas aí e até mais seus maravilhosos <3 <3 <3


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