História O florescer da lua - Capítulo 31


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruhina, Naruto, Romance, Sasusaku
Exibições 88
Palavras 1.697
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiê! ^^ Está tudo bem com vocês, meus amores? ^-^ Agora que eu entrei de férias (E SEM NENHUM EXAME) eu terei tempo p escrever! Espero q gostem

Capítulo 31 - Dama da noite


“—Na verdade, são vocês que não sabem o motivo pelo qual estão aqui.”

            —O que você quer dizer?— Reclamou Naruto, recebendo uma olhada de censura de uma das Estrelas que retirava os hashis da mesa. Chamar a deusa por um singelo “você” era um sacrilégio ignorante, porém Hanabi não pareceu se importar.—Nós estamos esgotamos demais para lidarmos com mistérios desnecessários. Você não viu tudo o que passamos?

            —Sim, eu observei tudo.—Respondeu a menina, com seriedade. Quando percebeu todos os olhares sobre si, ela continuou a falar.—Eu os vi correndo em círculos, desorientados e assustados como ratinhos, chegando até mesmo a irem na boca do gato. Tenten se remexeu, desconfortável, sentindo a indireta que fora direcionada para ela.—Nas alguém é realmente é capaz de me dizer qual foi o objetivo de vocês?

            Hanabi se silenciou, deixando que a frase flutuasse pelo local, se dissipando com incenso. Observou o olhar vazio e o cenho franzido de Neji, como se ele estivesse revirando os seus pensamentos. Naruto fazia isso de maneira mais explicita, afundando as mãos em sua cabeleira dourada, como se isso impulsionasse o seu raciocínio, mas pela a sua expressão, a sua tática não estava dando tão certo quanto ele gostaria. Sasuke havia cruzado os braços, e até parecia indiferente ao questionamento, porém os seus olhos negros se moviam discretamente, guiando a linha de seus pensamentos.

            —Acho que estávamos preocupados tentando nos manter vivos.—Comentou Hinata, com um sorriso amarelo.

            —E agora que alcançaram esse objetivo, a verdadeira missão se inicia.—Respondeu a criança, se levantando da mesa e caminhando solenemente para longe deles, deixando para trás, um grupo de boquiabertos.

            —O que você quis dizer com isso, Hanabi-sama?!— Exclamou Neji, se levantando de maneira desastrada e seguindo a menina.

            Curiosos, o restante do grupo seguindo os dois Hyuugas para fora do salão em que almoçaram. Hanabi caminhava por um corredor externo que permitia a bela visão de todo Santuário.

            —É duro manter tudo isso em ordem.—Comentou a menina, com exaustão. Ser uma deusa não se resumia à bajulação e respeito, envolvia responsabilidade e perigos, muitos perigos.—Principalmente quando nós estamos passando pelo Véu.

            —Véu?—Murmurou Sasuke, parecendo içar a atenção de Hanabi de volta pra eles.

            —O véu é um dos momentos em que as trevas estão mais agitadas. É como se as nuvens cobrissem a lua e a luz não nos alcançasse de maneira eficiente para impedir que sejamos atacados.

            —Atacados pelo o que, exatamente?—Questionou Tenten, cruzando os braços como se não estivesse com vontade de atrair atenção para si.

            —Por nós mesmos...—Respondeu a Hyuuga, olhando para a mongol com uma intensidade quase fuzilante, como se fosse capaz de enxergar algo em suas entranhas.— Trevas habitam dentro de nossos corações. Nós temos que tomar cuidado com essas vozes sombrias, com os pensamentos malignos e não deixar que os demônios interiores e exteriores tomem o controle de nossos corpos e nos corrompa.

            —E o que nós temos a ver com isso?—Questionou Hinata, preocupada.

            —Minhas antepassadas me dizem que esse será o último Véu pelo o qual passaremos. Eu serei a deusa que irei encerrar o fluxo de energia maligna, mas ela também me disseram que eu irei contar com a ajuda de cavaleiros nessa empreitada.—Comentou olhando para cada um, como se os encorajasse.

            —Espere um instante, isso tudo está muito complicado de digerir.— Interrompeu Naruto, balançando a cabeça de um lado para o outro.— Você realmente acha que nós somos algum tipo de um grupo de guerreiros que magicamente vamos tirar forças de onde não temos, e vamos lutar contra as trevas dos nossos corações sem sequer fazer ideia de como faremos isso?

            À medida que o Uzumaki falava, o plano vago e místico da menina parecia se desfazer como um castelo de areia, infantil e instável, destruído pelas ondas gélidas de uma realidade bem mais dura do que todos imaginam. Apesar disso, ela continuou a escutá-lo, sem desviar os olhos perolados e tranqüilos. Alguns diriam que a deusa até parecia indiferente, mas vez ou outra acenava com a cabeça, incentivando o cunhado a falar. Quando o general terminou a sua fala, Hanabi puxou o ar, estufando o peito, e Naruto esperou o bom argumento que sairia dos lábios da menina.

Porém as suas expectativas foram destroçadas quando a caçula dos Hyuuga lhe respondeu com uma sinceridade quase que ingênua:

—Bem, é isso mesmo que eu acho.

—Isso é uma piada, não é?— A frase de Neji saiu quase gemida, mas a expressão séria da deusa era a resposta silenciada de um incisivo “Não”.

Sasuke soltou uma bufada e a atenção se voltou a ele. Todos acharam que ele seria o próximo a apontar os inúmeros erros de planejamento, porém aquela conversação estava cheia de reviravoltas e o moreno protagonizou uma delas ao ralhar com o amigo:

—Parem de reclamar como uns velhotes, até parecem covardes—O Uchiha ignorou totalmente o “Ei!” que o Uzumaki reclamou e o revirar de olhos do Hyuuga.Prosseguiu.— Hanabi, o seu plano e explicações realmente estão nos colocando em uma posição em que a desconfiança e o descrédito são totalmente compreensíveis. Nos conte tudo o que sabe sobre o Véu e sobre o embate que teremos, suponho que deva existir alguma profecia que nos guie.

Um silêncio breve se seguiu e de uma maneira quase que engraçada, Tenten constatou que aquela devia ter sido a frase mais longa que aquele homem taciturno já havia dito em toda a sua vida. Não duvidava se ele estivesse ofegante após tantas palavras, pensou a princesa, um pouco maldosa. O descendente de Orochi continuou a encarar Hanabi, esperando que a morena lhe contasse a profecia em questão. Ele tinha completa ciência de como não se deveria menosprezar tais palavras cabalísticas, sua vida e a do seu clã já pagaram com sangue a tinta que escrevera a profecia de seu destino.

A morena exibiu um sorriso ínfimo e disse em um tom divertido:

—Realmente não é possível esconder nada de vocês, Uchihas...

—Nada deveria estar sendo mantido em segredo.— Disparou Tenten, não perdendo a oportunidade de alfinetar a sua mais nova desavença.—Afinal de contas, não estamos todos do mesmo lado?— Questionou a morena, com falsa inocência.

—Nem todos.—Retrucou a Hyuuga, tão venenosa quanto a mais velha. Depois, Hanabi se virou para o restante do grupo e continuou a falar como se nada tivesse acontecido.

—E quando essa batalha começará?— Questionou Naruto, se esforçando para não soar impaciente.

            —Na prática, ela já começou.—Decretou a deusa, tirando uma mecha de cabelo que atrapalhava a sua visão.— Na teoria ainda não. O dia em que o Véu alcança o seu apogeu é daqui a três dias, porém as trevas estão se fortalecendo e por isso já estamos de vigia. Erguemos um campo espiritual para nos proteger, porém alguns demônios nascem de nós mesmos e é com esses que devemos ter mais cuidado.

           Neji não negou que sentiu dificuldades para adormecer naquela noite, o que era realmente estranho. Afinal de contas, o Hyuuga passara dias ao relento, dormindo vestido com trapos, tremendo de frio.

            E agora, abraçado por cobertores macios, o moreno sentiu que o sono parecia fugir-lhe. Contrariado por ter que fitar o teto de madeira, ele se levantou e se desvencilhou das cobertas.

            Andar pelos corredores da casa era reconfortante, quase que terapêutico, o fazia meditar. O sereno da noite não o incomodava, muito menos a temperatura gélida do chão sob seus pés.

            De súbito, o seu caminhar estacionou, como se tivesse encontrado uma parede no meio do seu trajeto. Mais alguém estava de pé, parecendo tão relaxada quanto ele, tão alheia que sequer se deu conta da aproximação.

            —Sem sono também?—A voz dele a fez abrir os olhos, o encarando.

            Tenten não respondeu de imediato, mas não é como se ele precisasse de uma resposta. Neji se aproximou e ficou ao lado dela, observando da varanda, a vila de todo o Santuário.

            —Não consigo dormir aqui.—Murmurou a mongol, ainda sem olhá-lo.

            Com um suspiro pesado, o Hyuuga concordou, completando:

            —É, aquele assunto de trevas, cavaleiros e profecias.— O homem passou a mão pelos cabelos, os desalinhando.—Céus, apenas os deuses sabem como eu estou esgotado de tudo isso.

            A princesa até abriu a boca para dizer-lhe que não a profecia que a incomodava e sim o próprio Santuário. Além do lugar inteiro parecer apontá-la como desarmônica, ela se sentiria culpada em relaxar tranqüilamente enquanto o homem que matou o seu pai estivesse vivo por ai.

            —O que eu não daria para achar Ogedei...—Resmungou a mulher, frustrada. A vingança queimando em sua garganta.— Eu só... Sinto que eu estou perdendo tempo aqui.

            Havia tanta dor, tanta angustia na voz dela que Neji não pode deixar de voltar o seu olhar até ela e encontrou uma mulher exausta de tanta traição, abalada por tanto receio e destroçada de tanto luto.

            Sua mão foi de encontro à dela, os calos e as cicatrizes pareciam se encaixar como em um quebra cabeça. Enquanto o moreno a encarava, percebeu que os olhos amendoados da mulher não paravam de fitar a junção de uma palma contra a outra.

            —Por que está fazendo isso?—Sussurrou ela, movendo o pulso, analisando de todos os ângulos possíveis, as mãos dadas.

            O outro sorriu diante da pergunta ingênua dela. Sorriu, pois a cada segundo junto de Tenten, descobria uma nova e linda faceta dela. Com a mão livre, Neji levantou o rosto dela e respondeu ternamente e com uma pontinha de humor:

            —Acho que é por que eu sou o seu noivo.

            Um sorriso aberto se desenhou na face da mongol, virando uma risada cristalina e breve que ficou eternizada na mente do Hyuuga. Aquelas covinhas eram fofas demais para poderem ser esquecidas.

            Lentamente, como se não quisesse, a princesa desfez o contato entre as mãos, mas logo pousou ambas nas laterais do rosto do homem, roçando em sua barba por fazer. Ele sequer se importou com o toque frio, o toque dela formigava de uma maneira viciante e deliciosa.

            —Por que está fazendo isso?—Sussurrou, ao ver que o rosto da mulher se aproximava perigosamente do seu.

            —Por que eu quero.


Notas Finais


E então? \o/ O que vocês acharam? E essa treta entre a Hanabi e a Tenten: quem vocês acham que está certa? haha E o Ogedei? :*

FORÇA, CHAPE


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