História O Fraccion Da Terceira ESPADA - Capítulo 9


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Categorias Bleach
Tags Bleach
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Palavras 3.002
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Super Power, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quatro meses após a ingressão na Academia Shinigami

Capítulo 9 - A Seleção Dos Dotados


Fanfic / Fanfiction O Fraccion Da Terceira ESPADA - Capítulo 9 - A Seleção Dos Dotados

Soul Society

 

Tinha chegado finalmente, o meu tão sonhado dia da formatura. Mesmo não esperando apreender nada eu até que levaria bastante coisa daquele lugar. Apesar de não conseguir nada complexo eu conseguia fazer alguns kidou básicos, nada acima do nível sessenta. Minha habilidade coma a zampakutou aumentou bastante, já que eu não podia usar Neko e tinha que lutar com uma zampakutou qualquer. Para piorar meu oponente era sempre Byakuya que estava sempre no meu nível a um passo de me superar. Como terceiro ESPADA isso era preocupante até que percebi que ele superava, e muito, qualquer outro aluno da academia shinigami.

Os dias iam se passando e antes que pudesse anoitecer eu dava um jeito de encontrar um lugar fora da vista de todos para voltar para o hueco mundo e dormir no meu quarto em Las Noches. Mas hoje era um dia especial, as aulas tinham acabado e finalmente poderíamos escolher em qual esquadrão iriamos ingressar. E mesmo sabendo que Aizen dera ordens explicitas de eu entrar no decimo segundo esquadrão eu achei muito legal poder ler sobre os outros esquadrões pela visão deles.

Naquele momento eu estava segurando uma lista com a minha inscrição no decimo segundo esquadrão já preenchida até que senti uma reiatso familiar se aproximar. Byakuya se sentou a minha direita com sua própria ficha de inscrição.

- E então - disse ele - para onde pretende ir senhor prodígio?

- Decimo segundo - falei

- É mesmo? - repetiu ele confuso - com essa habilidade com a espada pensei que você fosse ficar na decima primeira.

- É para onde está indo?

- Não - ele me entregou a própria ficha enquanto eu dava a minha para ele - como pode ver eu vou para o sexto esquadrão, o esquadrão do meu avô.

- É claro que vai - falei - tinha me esquecido que você era dos Kuchiki

- Parabéns por isso - disse ele - é um saco todo mundo ficar me lembrando isso, parece que esse nome é até uma sina.

- Pelo menos você sabe o seu sobrenome - murmurei

- O que você falou? - perguntou ele

- Nada - falei - aquelas meninas ali - apontei - estão falando que o capitão do quinto esquadrão é esquisito, sabe como ele é?

- Foi o tenente Sousuke que trouxe você pra academia, ele não te contou nada?

- Na verdade não - falei verdadeiramente - acho que nunca tive uma conversa com de mais do que cinco minutos com Aizen.

Byakuya olhou para os dois lados para ter certeza de que não estava sendo observado.

- Hirako Shinji não é um capitão nada mal, apenas sua aparência é estranha. Uma vez ouvi dos homens do meu avo que a bankai de Hirako nunca foi vista na Soul Society desde sua nomeação como capitão.

- Sakanade, certo? - perguntei

- Isso mesmo - confirmou - bem, mas você que escolheu o decimo segundo deve saber que poucas pessoas conhecem Urahara Kisuke por ele ser um capitão novato com só alguns anos de experiência.

- Kisuke? - repeti. Por algum motivo esse nome me era familiar

- É, é o sobrenome dele - Byakuya se levantou - parece que os transportes chegaram.

Os transportes eram uma espécie de carruagem que eu nunca tinha visto antes, mas antes que nos deixasse subir nelas eu notei algo bastante ameaçador. Todos os capitães estavam ali. Cada um em cima de um palco separado dos demais. As treze figuras com sobretudos brancos nos fitaram procurando algo de especial.

Nossa turma de dotados tinha reduzindo-se a quinze membros, não tinha mais do que um aluno para cada divisão e como todos os capitães estavam ali pude concluir que cada uma levaria pelo menos um.

- Alunos - o primeiro a falar era um home velho com uma enorme bengala. Demorei um tempo para reconhecer o comodante Yamamoto e me apressei em correr para o meio da minha turma seguido por Byakuya. Quando me aproximei avistei Milia que sorriu para mim.

- Bom dia Odelschwanck-kun - sussurrou ela

- Bom dia - sussurrei de volta

- Vocês se esforçaram muito e a academia shinigami os reconheceu como shinigamis dignos de servirem as treze divisões de guarda. Não preciso lhes lembrar dos deveres de um shinigami, portanto peço que todos subam ao palco atrás do capitão da divisão escolhida em ordem decrescente.

Milia foi obrigada a ir primeiro, subindo no palco atrás de um homem com o cabelo tão branco quanto o meu, porem o dele estava preso por um rabo de cavalo.

- Seu nome? - perguntou o capitão com um sorriso tranquilizador

- Milia - disse ela - Milia Dorieru

- Eu, como capitão da decima terceira divisão de guarda da Soul Society, Ukitake Jushiro recebo você. Bem vinda - ele estendeu a mão e a ajudou a subir no palco atrás de si.

- Próximo - ordenou o general e só depois de algum tempo percebi que era eu

Me aproximei do palco onde tinha um homem loiro com um sorriso despreocupado em seu rosto. Ele não disse nada e estendeu a mão para mim.

- Bem vindo Nor-kun, meu nome é Urahara - ele coçou a cabeça com a outra mão, claramente ele tinha esquecido o discurso.

Aceitei a mão dele e subi.

- Você esqueceu o discurso seu idiota! - sussurrou uma voz na parte de trás do palco. Quando olhei para lá vi uma menina loira baixinha com expressão de irritação no rosto.

- Pega leve Hiyori - disse o homem que estava atrás de Ukitake

- Cale a boca você também Shiba - disse ela mostrando a língua para ele

Me dei conta que aquela discussão atraiu a minha atenção até que já estivesse na vez da decima divisão.

- Eu, Shiba Isshin recebo você na decima divisão. Bem vindo - ele pegou a mão de um dos outros garotos da minha turma que eu tinha esquecido o nome.

Para falar a verdade eu só lembrava o nome de Byakuya e de Milia na turma, por que todo o resto para mim era insignificante. Eu podia ver que o processo de seleção dos shinigamis era muito menos rígido do que o de um ESPADA. Apenas por terem a tal shikai eles já eram oficiais de renome e aquele que tinham a bankai já podia se tornar até um capitão. A principio eu pensei que era uma imbecilidade atacar a Soul Society, afinal qualquer fraccion de ESPADA era mais forte do que um tenente. Porem ainda me faltava avaliar os capitães individualmente.

Ao final da cerimonia cada capitão e tenente foram para as carruagens especificas da sua divisão. Kisuke foi um dos últimos a entrar na sua carruagem, até Ukitake voltou antes para o sereitei. Quando finalmente ele, Hiyori e eu entramos na carruagem percebi que éramos os últimos. A carruagem era bem pequena então eu fiquei de frente para os oficiais da decima segunda divisão.

- Ai, mas que demora! - gritou Hiyori para que o homem que estava movendo a carruagem escutasse.

- Acalme-se Hiyori-san - disse Kisuke - você está assustando o Nor-kun.

- Eu estou é?! - ela perguntou ainda irritada, só que dessa vez olhando para mim

- N-não Hiyori-san - falei - não se incomode comigo.

- Bom - disse ela olhando para Kisuke - isso está bom para você?

- É...não.

Ela deu um soco no peito dele, mas ao que pareceu foi inútil.

- Bem Nor-kun, devo admitir que foi uma surpresa algum dos dotados querer vir para nossa divisão, essa é a primeira vez em muitos anos - Kisuke voltou a sorrir e olhou para mim - o que chamou sua atenção no decimo segundo esquadrão.

- É verdade que é lá que é desenvolvida toda a tecnologia da Soul Society?

- Mas é claro! - disse Hiyori - acha que qualquer idiota das outras divisões podem mexer nos comandos que mechemos?

- Bem Hiyori-san - disse Kisuke - acho que agora chega, não é mesmo?

Ela pigarreou.

- E então Nor-kun, qual a sua resposta? - percebi que no olhar de Kisuke tinha uma seriedade que eu não tinha visto antes e me dei conta de que aquele era um homem verdadeiramente perigoso de se mexer.

- Eu quero ajudar em quaisquer avanços para a Soul Society e me tornar mais forte - falei sabendo que apenas a segunda parte era verdade e de alguma forma percebi que Kisuke tinha total consciência disso.

- Bom - ele voltou a sorrir - Então vamos nos esforçar

 

Decima Segunda Divisão

 

Por ser um ''dotado" acabei tomando posse do titulo de quarto oficial de Urahara, por que o terceiro pertencia a um esquisito chamado Kuratsuchi Mayuri. O que acabou sendo bom pra mim, por que quanto menos eu chamasse atenção mais fácil seria sumir quando fosse necessário.

Meu primeiro dia de trabalho foi na verdade muito simples, Hiyori me mandava mover caixas de um lado para o outro e eu o fazia sem reclamar o que acabou gerando nela um pouco de decepção. Kurstsuchi por outro lado me mandava cuidar de alguns experimentos que não deveriam ser tocados e também me fazia buscar amostras do que ele quisesse. Para mim era muito simples, ordem dada era ordem cumprida, sem enrolação. Eu pensava que trabalhar direito fosse me fazer ser só mais um membro, mas o tiro saiu pela culatra. Aparentemente os membros da divisão dose eram preguiçosos então Mayuri e Hiyori brigavam pela minha assistência e eu tentava amenizar ajudando os dois, o que acabou colaborando para que Kisuke me desse certos privilégios que eu não estava sabendo aproveitar muito bem.

Quando Mayuri e Hiyori estavam ocupados demais eu pedia para que Urahara me mostrasse as outras divisões e seus capitães e eu anotava mentalmente o que queria aprender com cada um deles.

Assim se seguiu um mês até que finalmente tomei coragem para fazer alguma coisa.

 

Quarta Divisão

 

Toquei levemente na porta e esperei até que alguém abrisse, não demorou muito até que a própria capitã me recebesse com um sorriso.

- Bom dia Nor-kun - disse ele

- Bom dia capitã - falei - a senhora tem um minuto?

- Depende - disse ela - pra que?

- Bem, é que hoje eu tirei uma folga do decimo segundo esquadrão e eu queria saber se a senhora podia... é... me deixar assistir enquanto trata dos feridos.

Ela pareceu bastante intrigada com o pedido.

- Você quer me ajudar?

- E-eu posso?

- Claro - disse ela - é que geralmente só veem aqui para me pedir coisas, nunca para oferecer ajuda. Você é mais do que bem vindo para vir aqui.

- Eu posso aprender a curar?

Ela sorriu.

- Venha comigo - ela me levou a um escritório - Isane, providencie um par de luvas a mais por favor.

- Sim senhora - disse ela abrindo os armários e pegando o par de luvas para oferecer a mim

- Obrigado - falei pegando as luvas

Por algum motivo que eu não entendi ela corou e foi embora para alguma sala com algum paciente.

A capitã apenas sorriu e me mostrou que caminho eu deveria seguir. Entramos em uma gigantesca sala com vários pergaminhos, coisas que eu pensei que jamais veria de novo.

- A maioria dos ferimentos superficiais podem ser curados com reiatso se aplicadas da forma certa - disse ela - os mais profundos geralmente tem a necessidade do uso de alguma técnica especial ou de plantas medicinais.

Ela me mostrou algumas reservas com plantas de diversas cores e formatos, todas armazenadas e etiquetadas cuidadosamente em frascos de vidro.

- Se você for a grande biblioteca vai poder ver a foto e as propriedades de cada planta, mas a base de tudo é isso - ela colocou um frasco com uma espécie de farelo preto que eu nunca tinha visto em minha mão esquerda - o nome é cacto de Bloryu, brota em lugares de difícil acesso, mas tem o poder de aumentar o efeito de qualquer remédio tornando-os mais efetivos e mais rápidos na hora de cuidar de um ferido. Geralmente se encontra muito dele no Hueco Mundo.

- A senhora já foi para o Hueco Mundo? - perguntei

- Infelizmente não tive a oportunidade - disse ela - mas de vez em quando podemos encontrar o cacto preso em algumas dobras no corpo de um hollow.

Fiz uma nota mental "da próxima vez que eu for ao Hueco Mundo pegar o tal cacto e traze a capitã Unohana".

- Nor! - a porta foi aberta bem rapidamente e notei que a capitã Unohana levou a mão a própria zampakutou, mas relaxou ao notar que era apenas Hiyori

- O-o que foi? - perguntei

- Temos um problema, o Kisuke está te procurando. O esquadrão dose tem uma missão muito importante para você cumprir, agora!

 

Soul Society

 

- Que bom que você o encontrou Hiyori-san - disse Urahara quando cruzamos uma esquina nos corredores da Soul society e nos deparamos com ele

- Capitão, qual é o problema? - perguntei

- Alguma coisa está acontecendo nos distritos mais afastados. Tem pessoas desaparecendo por todos os lados, mas por algum motivo as roupas não desaparecem com a pessoa. O esquadrão dois e o esquadrão seis estão se programando para fazer uma varredura do local, quero que você vá até lá como meu representante e recolha amostras do local.

- Sim senhor - falei - quando eles partem?

- Hoje a noite, esteja pronto.

Assenti com a cabeça.

- Bem, Hiyori-san temos uma coisa para fazer enquanto Nor-kun se ocupa com isso.

- Que seria? - perguntou ela

- O termino daqueles trajes - disse ele - o quanto antes os terminarmos mais fácil será concluir esse caso.

- Só dessa vez - disse Hiyori - acho que você tem razão

Ela foi para o lado dele e os dois desapareceram usando um shunpo.

Usei meu sonido para chegar ao quinto esquadrão, onde fui recebido prontamente por Gin que estava lendo algo que pela sua expressão era muito interessante.

- Você demorou - disse ele - pensei que fosse deixa-la para mim

- Onde ela está? - perguntei

Gin foi até a parte de trás e pegou uma zampakutou vermelha com um guarda mão retangular.

- Aqui - disse ele

- Essa não é Neko - falei

- É claro que é, sinta a reiatso - ele abriu os olhos para sinalizar nossa conversa séria - Eu fiz algumas modificações para que os shinigamis nem sonhem que ela pertence a um ESPADA.

- Os shinigamis nem sabem o que é um ESPADA - falei pegando a zampakutou da mão de Gin e a desembainhando - Ela ficou maior e mais pesada.

- Foi o único jeito de mudar a forma do ressurrection para que parecesse uma shikai - disse ele - a fraze de liberação ainda é a mesma, mas você vai ter apenas as garras e as caudas de relampago e sob nenhuma hipótese use sua mascara hollow, entendeu?

- Entendi - falei colocando a espada na cintura e amarrando a faixa com mais força - esse shihakushou é muito desconfortável, como você consegue andar com isso?

- Você se acostuma - disse ele fechando os olhos e sinalizando o fim da conversa séria - é a sua chance de testar tudo o que aprendeu na academia shinigami e no tempo que treinou escondido em Las Noches.

- Espere, como você...!?

- Eu sei de muitas coisas - disse ele - não se preocupe, o Aizen acredita que tudo o que você está fazendo é para servi-lo melhor. Ele vai ter uma baita surpresa.

- Assim espero, bem eu tenho que ir.

Ele balançou a mão.

- Tchau - disse ele sorrindo daquele jeito esquisito

 

A noite não demorou a chegar, mas antes eu vi uma coisa que eu tinha me acostumado a amar, o por do sol. Com certeza era a coisa mais linda que eu já tinha visto e nunca me enjoava de ver a gigantesca bola laranja desaparecendo no horizonte.

- Nor - me virei de costas e dei de cara com Byakuya - então você vai para o distrito de Rokungai com os esquadrões seis e dois não é?

- Eu vou - falei - e você?

- Meu avô me pediu para ir - contou ele - ele acha que eu deveria praticar sair em missões com isso - ele colocou a mão no cabo de sua zampakutou que eu não sabia o nome.

- Desde que eu descobri a shikai ele não me deixa em paz e nunca me da um segundo de descanso no meio dos treinos - ele suspirou - de qualquer forma se você ficar enrolando aí vai acabar se atrasando para o encontro.

Ele me guiou pelos corredores da Soul Society até cruzarmos um portão gigantesco que teve de ser levantado por um gigante. Do lado de fora eu vi o capitão Ginrei Kuchiki e a capitã do segundo esquadrão, Shihoin Yoruichi. Ao lado dela tinha uma menina de cabelo curto e uma zampakutou com o cabo azul nas costas.

- Acho que estamos todos aqui - disse Yoruichi - porque demorou tanto Byakuya-bou?

Pela primeira vez vi Byakuya com os nervos a flor da pele.

- Cala a boca, estamos muito mais adiantados do que deveríamos!

Yoruichi sorriu.

- Não precisa ficar bravo - disse ela - foi só uma brincadeira

Byakuya serrou o punho.

- Não tem graça Bakeneko!

Senti a energia de Neko oscilar dentro de mim quando ela ouviu algo semelhante ao seu próprio nome "Neko Erekutora".

- Não temos tempo para isso - disse Ginrei - quanto mais cedo formos mais cedo voltaremos.

- Sim - eu e a menina de cabelo curto dissemos ao mesmo tempo

Yoruichi e Byakuya nos olharam com surpresa por algum motivo, mas trocaram um rápido olhar e não disseram nada.



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